A primeira vez de um clássico

4 03 2012

Todos possuem um filme especial, muito querido para si. Seja pelas atuações, pela trilha sonora, pela fotografia, pela história ou por tudo isso junto.

Há outros filmes que ultrapassam todos os limites e tornam-se clássicos, entrando para a história da Sétima Arte. Tornam-se memoráveis.

Clássicos ou não, os filmes que cultuamos preenchem um significativo espaço em nossa memória afetiva. Acabam sendo relacionados a uma época, uma fase de nossa vida, a uma situação alegre (ou não), a uma pessoa, a um local. E conforme o tempo passa, essa lembrança permanece vívida no pensamento. Chega até causar espanto quando relembramos o filme e constatamos quanto tempo passou desde a primeira vez que tomamos contato com tal obra. Então, entristecemos também, afinal envelhecemos.

O cinema tem essa capacidade de produzir obras memoráveis (e outras nem tanto) em todas as suas épocas, desde sua origem há mais de 100 anos até o ressurgimento das exibições em 3D. Com pouca tecnologia ou baseando-se totalmente nela, boas histórias sempre foram contadas e tornaram-se relevantes com o passar do tempo, ultrapassando as limitações da mortalidade humana.

Por isso é prazeroso fazer parte da história do cinema como espectador e presenciar a realização de uma obra épica da Sétima Arte – e as nuances desse feito entram para a eternidade e você se lembrar que estava no cinema na época da estréia. Da mesma forma e com prazer equivalente, descobrimos outras grandes realizações do passado, reveladas numa época em que nem sonhávamos existir. Gostoso imaginar a exibição de tal obra em seu lançamento: as filas e as expectativas nas filas dos imponentes cinemas de rua, o burburinho do público, os comentários dos críticos e da imprensa.

Mesmo que uma obra audiovisual esteja cercada e provoque tantos sentimentos, não há emoção maior do que aquela obtida na primeira vista, no primeiro contato, no primeiro vislumbre. Mesmo que, e certamente acontecerá outras vezes, voltemos a assistir posteriormente tal filme, os bons sentimentos estarão presentes, mas não o impacto da primeira vez que você o assistiu.

Outra forma de sentir novamente aquele frio na espinha é quando apresentamos o nosso objeto de desejo pela primeira vez à outra pessoa. Assistindo com uma companhia, você terá a oportunidade de observar as reações e as impressões que a pessoa terá durante a exibição, semelhantes às suas. Essas descobertas devolverão, mesmo que em menor escala, a fantasia do clássico.

Tudo isso que acabei de descrever está prestes a ocorrer comigo. Na minha coleção de DVD’s – o que engloba filmes e séries – está um clássico unânime da Sétima Arte. E esperei o momento oportuno (ou uma melhor ocasião) para ter esse primeiro encontro com o tal ‘clássico’. Assim, mais uma grande produção de Hollywood deixará de ser inédita para mim em um momento muito especial.

Quase nove anos depois de descobrir um dos melhores sites brasileiros (senão o único) de cinema e acompanhar não só a vida profissional (pelo site Cinema em Cena), mas a vida pessoal (através de seus relatos no blog) do crítico Pablo Villaça, terei a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente. Nessa segunda, dia 05, inicia-se o curso de Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica ministrado pelo crítico pela segunda vez aqui em Campinas. Uma admiração que inspirou a criação desse blog, Universo E!, embora a minha leitura dos filmes não sejam tão brilhantes quanto a dele.

Para celebrar essa minha conquista especial, já programei para logo após o curso de Pablo Villaça, conferir a premiada e conceituada trilogia de O Poderoso Chefão de Francis Ford Coppola. Depois de aguardar tanto, acho que não há ocasião melhor para conferir tal clássico!





ANÁLISE: A Invenção de Hugo Cabret

3 03 2012

Hugo Cabret é uma singela homenagem ao cinema feita pelo próprio cinema. Uma homenagem ao cinema em seu início, onde as produções eram feitas quase que amadoramente e se concretizavam graças ao esforço e ao empenho de seus idealizadores, tamanha a dificuldade converter um roteiro em uma película.

Hugo Cabret (Asa Butterfield, O Menino de Pijamas Listrados e da série Merlin) é um garoto “especialista em consertar coisas”, como diz um dos personagens em determinado momento do filme. Essa aptidão aprendeu com o seu pai, relojoeiro de profissão (uma participação especial de Jude Law). A habilidade foi mantida ao longo da infância após a morte do pai em um incêndio, quando então ficou aos cuidados do tio, responsável por manter pontuais, os relógios de uma estação ferroviária parisiense.

Mas o apego do menino com o pai permaneceu vívido na figura de um autômato, um androide de lata, que funciona com as mesmas peças e mesmos mecanismos presentes nos relógios. Obtido de um museu com defeito, o conserto do androide tornou-se a obsessão do garoto, já que o pai não teve a oportunidade de vê-lo funcionando.

Para tanto, Hugo precisava de peças que não possuía, mas havia uma abundância delas numa antiga loja de brinquedos na estação. E nos momentos oportunos, o garoto tinha a chance de roubá-las até que, um dia, foi pego pelo proprietário, o senhor George Méliès (o irreconhecível Ben Kingsley,  Ilha do Medo e Príncipe da Pérsia) que retomou algumas de suas peças e uma caderneta cheia de anotações, rascunhos, esboços e outros detalhes técnicos criados pelo pai de Hugo a respeito do conserto do autômato.

Inexplicavelmente, Méliès ficou atônito com aquelas descrições, mais pelas recordações que as marcações traziam do que pela possibilidade de um garoto tê-las escritas. Assim, ficou difícil para o garoto recuperar o pequeno caderno, mesmo tendo a ajuda da filha do George, Isabelle, uma aventureira nata inspirada pelos livros que devorara, que nunca tivera a oportunidade de vivenciar uma aventura real, interpretada aqui pela nova e veterana atriz Chloë Grace Moretz (uma rápida busca no IMDB revela participações em 40 produções com apenas 15 anos, destacando-se (500) Dias com Ela e Deixe-me Entrar).

Sempre pelos esconderijos e corredores ocultos da estação, Hugo obtinha o que queria (peças ou alimentos), sempre observando os passageiros e os comerciantes que tinha expediente no local. Vale ressaltar que a maioria dos personagens parecem ter sidos retirados de uma fábula e inseridos ali na estação: a florista, a madame e o seu cãozinho e a sua paquera, que sempre tentava cortejar a senhora mas era impedido pelo canino e o guarda com perna mecânica (comportado personagem de Sacha Baron Cohen, Borat e o ainda inédito O Ditador), na sua incansável batalha de livrar a estação de toda e qualquer criança órfã que tinha potencial para se tornar um pedinte. Não é a toa que Hugo vive constante embate com o desajeitado guarda ao longo da projeção. São esses personagens que caracterizam A Invenção de Hugo Cabret como uma fábula para adultos.

Interessante notar que Martin Scorsese ao acompanhar Hugo e Isabelle para a montagem definitiva do autômato, explora com muita maestria a tecnologia 3D, com uma profundidade constante nas cenas e até o mais clichê das cenas existentes nesse formato: câmera e personagens caindo através de trilhos e tobogãs; outra utilização recorrente vista anteriormente em O Gato de Botas, por exemplo, é a câmera andando rapidamente bem próxima ao solo em um longo plano.

E é a mais nova tecnologia em uso atualmente em Hollywood, a filmagem e a exibição de filmes em três dimensões (tudo em uma cópia digital) que cultua e homenageia o cinema em sua origem, em sua essência: a montagem e a colagem de fotografias em sequência para criar a impressão de movimento, o filme em si.

Se A Invenção de Hugo Cabret convence habilmente e transporta o seu espectador para o seu mundo mágico e fascinante, com o auxílio de seu experiente elenco (entre outros, é bom ver Christopher Lee em ação novamente), só temos um ponto negativo: o seu ator-mirim principal: em alguns momentos chave da exibição, Butterfield não empregar a carga exata de emoção que a cena exigia, o que nos tirava um pouco do cenário e nos remetia novamente à sala de cinema. Mas nada que conseguisse tirar o brilho de A Invenção de Hugo Cabret nos proporcionou.





Maratona Oscar 2012

1 02 2012

O começo do ano é a época mais corrida para os cinéfilos que acompanham de perto a temporada de premiações da sétima arte.

Com Emmy em setembro, Globo de Ouro e a entrega dos prêmios oferecidos pelos sindicatos que representam artistas e profissionais de Hollywood entre dezembro e janeiro, o Oscar encerra essa temporada como a cerimônia de maior prestígio. E as sextas dos meses de dezembro, janeiro e fevereiro são reservadas para os filmes que disputam suas principais categorias.

O ano de 2012 não poderia ser diferente e a poucas semanas para o domingo do Oscar temos muitos lançamentos a conferir se quisermos ficar interados durante a realização da festa.

Depois de umas férias não-oficiais, o Universo E! acompanha agora, na medida do possível, essas estreias. Se não houver tempo suficiente para uma análise completa de cada filme candidato, daremos pelo menos um breve comentário e nosso pitaco sobre quem leva ou não a estatueta dourada.

Para tanto, começaremos com algumas análises que ficaram pendentes de publicação em janeiro e já correremos atrás das mais diversas salas de cinema para conferir os próximos lançamentos. Entre eles: O Artista, Os Descendentes, A Separação, Histórias Cruzadas, Tão Forte e Tão Perto, Millenium – Os Homens que não Amavam as Mulheres, Sete Dias com Marilyn e muito mais…

E aguardamos também a sua participação, caro leitor, sobre quais são os seus filmes favoritos e quais longas não merecem levar o Oscar para o estúdio.

Até breve!





Zoe Saldana, a vingadora armada

2 09 2011

Zoe Saldana conhece suas armas. “Prefiro uma calibre 45. A .22 é muito fraquinha para mim”, diz atriz que interpreta uma habilidosa assassina em Em Busca de Vingança (Colombiana, no título em inglês). “Eu gosto da .9. É um tipo de arma que posso manusear sem dificuldade com meus pulsos pequenos. Ela é leve e o impacto do tiro sob meus joelhos é mínimo”.

A vingança é bela? Para Zoe Saldana é.

Mas Saldana insiste que ela não é violenta. Essa experiência toda vem de Hollywood, depois de estrelar vários títulos explosiovos como Ponto de Vista e Os Perdedores.

Em Busca de Vingança, entretanto, triunfa sobre todos esses longas com uma inesperada guinada no desenrolar da sua história. Cataleya, personagem de Zoe, é apenas uma mera mortal com uma arma na mão, algo não tão estranho para os dias de hoje, mas que ainda pega muitos homens de surpresa: “Fui treinada por militares e marinheiros, desde Avatar, Os Perdedores e agora em Em Busca de Vingança, e eles não diferenciam o sexo quando estão diante de uma ameaça. Eles veem apenas o inimigo, o perigo.”, revela ela. “Então eu diria para tomarem cuidado. Quando se depararem com uma mulher franzina com algum tipo de treinamento militar, não vacile. Ela pode acabar com sua vida!”.

Armas e lutas a parte, Zoe Saldana afirma que o maior atrativo de Em Busca de Vingança foi por ter sido produzido e co-escrito pelo francês Luc Besson, de quem ela é uma grande admiradora e entusiasta. “É muito mais importante para mim trabalhar com profissionais que cresci amando e admirando, e Luc Besson é, definitivamente, um dos nomes do topo dessa lista – especialmente pelas marcantes personagens femininas que ele criou, tão rudes, tão brutas e ao mesmo tempo tão frágeis e tão delicadas”, continua ela. “Houve muitas [outras] ofertas, mas Luc Besson era prioridade”.

A construção de Cataleya teve inspiração nessas femme fatale de Busson, presentes na série La Femme Nikita e no longa O Quinto Elemento, mas Saldana procurou outras fontes para a criação da personagem, incluindo aí Os Homens que não Amavam as Mulheres e até documentários da vida selvagem e comportamento animal. Tudo para que Cataleya fosse um diferencial entre as outras personagens. E seus movimentos se assemelhassem a de um lobo na hora de matar.

Em Busca de Vingança tem estreia prevista para 14 de outubro nos cinemas aqui no Brasil.





Suspeito para falar de Super 8

23 08 2011

Sou uma pessoa muito suspeita para comentar e falar sobre Super 8. Longa que reúne em seus bastidores pessoas cujo trabalho admiro e muito: Steven Spielberg, J. J. Abrams, Michael Giacchino e Kyle Chandler.

Mesmo que o filme fosse uma grande porcaria – o que felizmente não é o caso – eu estaria ali, sentando na poltrona da sala de cinema com o sorriso de uma orelha a outra só por conferir a junção da criatividade desses caras.

Mesmo que Spielberg de em vez em quando erre a mão em suas produções, ele ainda tem muitos créditos pelo que já vez no cinema.

Jeffrey Jacob Abrams não tem nem o que comentar. Só boas produções nas costas como Lost, Cloverfield e, o ponto alto de sua carreira na minha opinião, Fringe. Ignorando claro alguns deslizes como Undercovers – que como não assisti (de propósito), evitei qualquer desapontamento. E Abrams ainda prepara mais uma produção televisiva: Alcatraz.

Michael Giacchino, a mente brilhante por trás das grandes trilhas sonoras das animações Disney/Pixar e, claro, a marcante trilha de Lost.

Por fim, Kyle Chandler, que conquistou minha admiração com um único e sólido trabalho: seu personagem Eric Taylor, o técnico de futebol americano dos garotos de Friday Night Lights. Seriado que já foi encerrado, mas ainda terei o prazer de conferir as suas três últimas temporadas.

Mas está na hora de voltarmos a falar de Super 8. E mais uma vez repito que não teria a menor chance de me decepcionar se algo desse errado com o longa.

Essa diminuta possibilidade não ocorre, prevalecendo o óbvio. Tanta gente talentosa envolvida nesse projeto resulta num grande exemplar de puro e inteligente entretenimento de tirar o fôlego dos grandes entusiastas da ficção científica. Confesso que nessa parte soe mais alto a minha voz de fã!

Claro que Super 8 não é nenhuma grande obra-prima do ano da Sétima Arte, mas passa muito longe das piores porcarias que só Hollywood, as vezes, cosnegue produzir. Spielberg e Abrams, juntos, dão uma aula de como fazer um blockbuster sem insultar a inteligência de seus espectadores. E realizam aqui uma história que resgata com classe a magia dos antigos filmes de/sobre ET’s dos idos da década de 80 e 90 que tanto fascinavam a minha infância. m cada detalhe do filme temos a genialidade dos dois: seja na criatividade e invencionices de Abrams, quanto o pano de fundo humano familiar marcante de Spielberg.

Sobretudo, Super 8 deveria ser obrigatório para muitos diretores e produtores que ousarão nos próximos anos a investir nesse filão de cinema, o blockbuster: contar uma história relevante, acessível a todos os públicos e que utilize o humor organicamente em toda a produção sem forçação de barra que predominou nos últimos lançamentos voltados para a grande audiência. Pois assim, aprenderão com os mestres, e quem sabe, se tornem fãs deles assim como eu.





Adaptação – cinema 2.0

22 07 2011

Hollywood de tempos em tempos, lança modismos para manter o interesse do público em pagar ingressos caros e conferir os super lançamentos no cinema.

Tivemos a onda de produções baseadas em super heróis (bem feitas e com o mínimo de respeito pela obra original, para deixar bem claro). Onda iniciada pelo Homem-Aranha.

Simultaneamente à exploração desse filão veio o lançamento das continuações. O apelo do público dizia qual franquia explorar ou não. Raras vezes durante a década de 90 tivemos algum filme com ‘título tal’ 2 ou 3. Após o ano 2000 ficou comum encontrarmos caratzes nos cinemas cujos títulos de filmes eram sucedido por um algarismo: Piratas do Caribe, X-Men, Shrek, Resident Evil, Jogos Mortais, A Era do Gelo, Transformers, etc. E com sucesso de cada franquia tornou-se possível o investimento na nova arma de Hollywood contra a pirataria: as exibições em 3D.

Da mesma forma, aumentou a frequência de chegar aos cinemas histórias oriundas das páginas de livros. Tão comum que muitas vezes, os livros são (re)lançados conjuntamente com suas versões em películas.

Nas adaptações que vou me reter agora. Se já se tornou usual a escrita de um roteiro de cinema a partir de um livro, agora surge uma nova tendência criada pelos estúdios para os próximos lançamentos – a divisão da adaptação em duas partes.

Essa repartição elimina de um lado, aquilo que os fãs mais conservadores de uma determinada publicação mais reclamam: os cortes e as mudanças indesejadas na história original para uma melhor adequação às telonas. Mais tempo de filme, mais espaço para se manter fiel às páginas do livro.

Por outro lado, essa possibilidade a mais pode resultar em longas, se não mal feitos, vazios e desinteressantes para o espectador comum. Muito do que funciona perfeitamente nos livros, não mantem a mesma eficácia nas telas. Relíquias da Morte, último livro da saga Harry Potter e dividido em duas partes (esclareço logo que não foram ruins no seu todo) poderia condensar melhor sua história em um único filme, mais longo é claro, porém mantendo o excelente nível atingido em Enigma do Príncipe e não oscilando da forma que ocorreu entre a parte 1 e 2.

De minha parte, ficaria receoso se O Retorno do Rei, dividido em duas partes, alcançasse a qualidade que possui hoje. E por falar na trilogia de Peter Jackson, depois de O Senhor dos Anéis, o diretor voltará a Terra-média adaptando o prelúdio da guerra do Anel, O Hobbit, em duas partes.

Também na lista de lançamentos futuros em duas partes, figura o último volume da saga Crepúsculo: Amanhacer, cuja história será dividida em dois filmes.

Ainda é muito cedo para afirmar o sucesso dessa nova tendência e se ela funcionará ou não. Financeiramente, claro que é uma ótima aposta dos estúdios e os mais de US$ 480 milhões dos três primeiros dias de Harry Potter 7.2 estão aí para comprovar. Mas e em qualidade? Essa divisão 2.0 será revertida em produções relevantes para o cinema?

Bem, aí só as estreias futuras dirão.





RETROSPECTIVA 2010 – parte 1

4 01 2011
Fugindo do tradicional que é lançar essa tal retrospectiva ainda no ano que se pretende rever, aqui vamos nós…

Chegou o momento do Universo E! relembrar os fatos que marcaram o universo do entretenimento durante os 365 dias de 2010. As estréias que fizeram história nesse ano, as personalidades que alcançaram ou mantiveram o estrelato esse ano. As premiações, os falecimentos, as músicas, tudo o que moldou o ano de 2010.

Ao longo de toda narração, você será convidado a (re)visitar os posts que deram origem à passagem do texto.

 

SEJAM TODOS BEM-VINDOS A RETROSPECTIVA 2010 DO UNIVERSO E!

JANEIRO

O primeiro mês do ano começou com o fenômeno mundial de bilheteria do finalzinho de 2009. O longa de James Cameron, Avatar, nos apresentou ao mundo de Pandora e seus habitantes Na’vi.

Em 2010, depois de conferir a pré-estréia legendada, o filme dublado e em 3D, fui assistir pela QUINTA vez Avatar. Só que um pouco longe de casa e numa versão, digamos, gigante! Fui até São Paulo conferir a versão IMAX do longa no Espaço Unibanco de Cinemas no Shopping Bourbon no bairro da Pompéia.

O sucesso era tão estrondoso que no primeiro dia que fui, toda as sessões estavam esgotadas e me forçaram a adquirir um ingresso para um outro dia, ou seja, tive que retornar a São Paulo. O que não é difícil, pois Sampa é uma cidade magnífica.

Para não perder a viagem, no primeiro dia conferi o longa mediano Sempre ao Seu Lado, rodeado por um número considerável de japoneses.

MAIS AVATAR – Apenas três semanas em cartaz foram suficientes para Avatar alcançar a marca de 1 bilhão de dólares em bilheterias e entrar no seleto grupo de filmes de Hollywood que ultrapassaram essa barreira.

LANÇAMENTOS – Foi em janeiro que pudemos conferir, no cinema, os longas Sherlock Holmes e Onde Vivem os Monstros (e esse último exigiu uma certa paciência do espectador com o lançamento restrito a poucas cópias). Já em DVD, dia 27, chegou o documentário-show de Michael Jackson’s This is It!

SUSTO – Ao descobrir que Michael C. Hall, da série Dexter, enfrentava um câncer. Mas como Michael é forte como seu personagem, a doença não o impediu de presenciar e ganhar o seu merecido Globo de Ouro de melhor personagem de série dramática, na cerimônia realizada no dia 17 desse mês.

NASCIMENTO – Minha família ganha um novo membro com a chegada do meu sobrinho Gustavo!!!

FEVEREIRO

Fevereiro de 2010 foi um mês marcante para a televisão americana e para muitos aficionados em séries. No dia 02 desse mês teve início a saga da 6ª temporada de Lost, o último ano da produção de J. J. Abrams que arrastou uma legião de fãs pela internet afora, que compartilharam suas teorias e conspirações a respeito da ilha misteriosa. No mesmo dia 02 foram anunciados os indicados para o Oscar 2010, apresentado no dia 07 do mês seguinte.

Na televisão americana, a CBS anunciava a produção de uma série baseada em um perfil do Twitter: era o início das filmagens de S***t My Dad Says. Vencedora do Globo de Ouro de melhor série cômica/musical, Glee encantava o público com os episódios iniciais de sua primeira temporada que vinha com uma audiência ascendente.

Um dos favoritos ao Oscar desse ano, Guerra ao Terror chegava a selecionados cinemas brasileiros, mas ficava de fora da rede Cinemark. Motivo? Um mês antes, desacreditado pela distribuidora Imagem Filmes, o longa da diretora Kathryn Bigelow fora lançado diretamente em DVD no final de 2009. Uma decisão equivocada percebida apenas quando o drama foi conquistando a crítica e algumas premiações pré-Oscar. Na época, por exemplo, eu já havia comprado o DVD.

MARÇO

Preparando terreno para o lançamento de Toy Story 3, a Pixar relançava Toy Story 1 e 2 em 3D nos cinemas.

Em março foi realizado a 82ª edição da grande festa do cinema mundial. Na festa onde “Guerra ao Terror sai coroado do Oscar 2010”, a Argentina viu o Segredo dos seus Olhos vencer na categoria de filme estrangeiro; Kathryn Bigelow, foi a primeira diretora a faturar o prêmio de direção; Avatar conquistando apenas os prêmios técnicos de efeitos visuais; a supremacia da Pixar, produtora de Up – Altas Aventuras, na animação, a vitória merecida de Mo’Nique, melhor atriz coadjuvante, por Preciosa.

E não podemos deixar de destacar Sandra Bullock, que conseguiu a proeza de ser a melhor e a pior atriz num mesmo ano!

No Dia Internacional da Mulher, Hebe retornava ao seu programa de toda segunda pelo SBT, comemorando o seu aniversário de 81 anos e sua vitória após lutar contra um tumor no estômago.

No dia 16, o Parque Dom Pedro Shopping, em Campinas, presenteou os cinéfilos com a apresentação da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto, que trouxe as clássicas trilhas sonoras do cinema.

Já o CQC dava o que falar após ser censurado. Nesse mês o programa exibido as segundas pela Band, trazia um embróglio envolvendo a Prefeitura de Barueri e o misterioso sumiço de um televisor LCD de uma escola da cidade. O aparelho doado pela atração á Secretaria de Educação de Barueri foi parar na casa de um funcionário da prefeitura. Impedidos pela Justiça de exibir a matéria na estréia da 3ª temporada, o caso foi ar pelo CQC na semana seguinte, cuja edição alcançou a vice-liderança em alguns momentos com 10 pontos no Ibope.

ABRIL

O Universo E! completou o seu primeiro ano de existência, que passou despercebido por esse que vos bloga, por ter problemas na conexão. E daí para insônia, assistir o SBT de madrugada e fazer comparações entre as séries Oz e Dexter foi um pulo.

Foi reservado também para o mês de abril um dos casos mais vergonhosos envolvendo o cinema em 2010. O lançamento de uma versão medíocre de Avatar no dia 22 e viria a ficar ultrapassada em novembro com o lançamento de edição de colecionador do MESMO filme. Uma atitude vergonhosa da FOX.

O ano de 2010 foi o ano do cinema brasileiro. E isso já desdobrava-se em abril – primeiro veio o trailer do documentário Uma Noite em 67 e depois com análise do longa As Melhores Coisas do Mundo.

MAIO

Este mês ficará marcado na história da televisão norte-americana e no coração de vários fãs: em maio de 2010 foi ar o último episódio de Lost, que comoveu e instigou muitas pessoas ao longo de seus seis anos de existência.

O fenômeno atual da televisão versus o fenômeno atual da música pop. O elenco de Glee, através de suas homenagens aos artistas da indústria musical com suas versões, não garantia e nem pretendia em fazer o mesmo com o Justin Bieber. E isso realmente até agora não ocorreu.

Mais cinema brasileiro pela frente. Foi postado no Universo E! os trailers do já comentado Antes que o Mundo Acabe e do ainda inédito Capitães de Areia. Em maio fomos conferir também o longa baseado na vida do espírita Chico Xavier.

Foi levantada a questão sobre como as produtoras e distribuidoras de cinema estavam explorando o formado 3D em seus filmes. Atrás de alguns dólares a mais nas bilheterias, muitos filmes eram convertidos ‘às pressas’ para a terceira dimensão em vez de serem produzidos de fato na nova tecnologia. O post original que originou a discussão também indicava quais títulos eram falsamente vendidos em 3D.

JUNHO

No início de junho foi realizado a maior premiação da MTV voltada para o cinema mundial: o MTV Movie Awards, que sucesso em 2009 não pode ter a cobertura in loco do Universo E! no ano passado.





Cinéfilo por cinéfilo

13 08 2010

Todo mundo que gosta (ou simplesmente ama) cinema, que assiste filmes muito mais por prazer do que por apenas diversão esporádica, com o tempo vai adquirindo amadurecimento como espectador, filtrando melhor as histórias apresentadas, compreendendo certos detalhes, certas montagens, entendendo um pouco melhor o que é Cinema. Por intuição. Em contraposição passa também a rejeitar certas coisas que teimam em ser lançadas na telona, mas que divertem aqueles que buscam uma diversão passageira de uma hora e meia.

O espectador maduro, por exemplo, procura ficar mais antenado nas produções independentes para diversificar suas experiências, deslocar-se do eixo Hollywood. Seus olhos observam novas cadeias de produção, relevantes e interessantes como cinema europeu – onde produções alemãs A Onda e Hanami – Cerejeiras em Flor se destacam, assim como os longas franceses  – e o cinema latino que apresenta diversas vezes uma perspectiva única no modo de contar histórias como o fantástico O Labirinto do Fauno.

Para o cinéfilo assíduo e sequioso por novidades, o Oscar não basta. Ele tem que pescar produções que se destacam em Cannes, Sundance ou Veneza. Explosões não bastam. O impressionante deve ser algo diferente, que choque o espectador com o inusitado, o inesperado. Para o cinéfilo de ocasião, os próximos filmes imperdíveis são as continuações, são os dos trailers do cinema naquele momento raro em que ele está ali, sentado na poltrona, são os dos comerciais da TV.

Mas foram raras as vezes que o cinéfilo virou fã de carteirinha da 7ª Arte sem passar pelos pastelões da Sessão da Tarde ou reservar o VHS dublado na locadora mais próxima. Ou ficar acordado até tarde para assistir o blockbuster que passaria nas noites de sexta-feira na Tela de Sucessos – quando ela era um dos campeões de audiência do SBT no final da década de 90.

Depois de se alegrar, se emocionar, se amendrontar nesse percurso que vieram o Oscar (e aguardar a premiação ano após ano); a preferência por filmes legendados, os ‘originais’; o cinema com a ascensão dos multiplex’s ou vários filmes num lugar só – a massificação do cinema; a coleção dos DVD’s pois não bastava só alugar, tinha que guardar; as críticas espalhadas internet afora; os festivais independentes de cinema; e por último, o 3D, que só valeu mesmo em Avatar ou uma ou outra animação para quebrar a rotina e colocar um óculos.

Ávidos ou não. Sempre ou ocasionalmente. Chatos ou não. Sozinho ou em bando. Com refri e pipoca ou só o ingresso na mão. Somos todos cinéfilos. Somos todos unidos pela Sétima Arte.





3D ou não-3D? Eis a questão!

28 05 2010

Pretendo não me prolongar muito aqui, mas encontrei um post muito esclarecedor sobre o uso indiscriminado da tecnologia em 3 dimensões por Hollywood, que está transformando películas filmadas orginal, única e exclusivamente em 2D para a nova técnica milhonária (ou bilhonária) queridinha pelos grandes estúdios americanos.

Resultado? Uma qualidade muito inferior daquela que conferirmos em Avatar, que usou apropriadamente os recursos necessários para realizar sua produção em três dimensões.

Recomendo a leitura desse post. E não seja enganado na próxima vez que ir ao cinema.





COBERTURA COMPLETA Oscar 2010 Ao Vivo

7 03 2010

Olá amigos! Todos preparados para esse, o maior evento do cinema mundial? Então fiquem a postos. Dentro de uma hora, iniciará a 82ª edição do Oscar.

Só aqui no Universo E! você acompanhará minuto-a-minuto, o que acontece dentro do Kodak Theatre em Los Angeles, EUA!

(OS EVENTOS MAIS RECENTES DA NARRAÇÃO SERÃO POSTADOS LOGO ABAIXO DESSA MENSAGEM)

- E para coroar a noite vencedora de Guerra ao Terror: o Oscar de melhor filme de 2009 vai para ele!

- Chegou a vez dos diretores saberem que vai levar o Oscar para o escritório: e o Oscar vai para a primeira mulher a ganhar um por melhor direção. Guerra ao Terror conquista o seu quinto Oscar na noite.

- E para apresentar a vencedora de MELHOR ATRIZ, o vencedor do Oscar de melhor atuação masculina do ano passado: Sean Penn. E o Oscar vai para… O Lado Cego, vai para… Sandra Bullock!

- E na apresentação das indicadas a MELHOR ATRIZ, Gabourey Sidibe é comparada a Meryl Streep. Oprah Winfrey: “Depois de seu trabalho inicial, Gaby está aqui na Academia, sentada no mesmo espaço que Meryl Streep!”.

- E a festa já está acabando. Só nos resta saber os vencedores de MELHOR DIREÇÃO, MELHOR ATRIZ E MELHOR FILME.

- Ao contrário de todos os vencedores, Jeff Bridges tem muito tempo disponível para fazer os seus agradecimentos. A musiquinha inoportuna dizendo “seu tempo acabou” nem sequer soou.

- Estamos chegando agora as categorias principais. Agora, MELHOR ATOR, concorrendo Jeff Bridges (Coração Louco); George Clooney (Amor sem Escalas); Colin Firth (A Single Man); Morgan Freeman (Invictus) e Jeremy Renner (Guerra ao Terror). A torcida aqui é para o último ator, Jeremy Renner e o seu desarmador de bombas. E o Oscar vai para Jeff Bridges.

- Agora é a vez do 3 dimiático Avatar ganhar a apresentação no Oscar.

- E em agradecimento, o diretor do filme lembra os nossos vizinhos chilenos.

- Uma importante premiação agora. Apresentados os indicados a melhor filme estrangeiro. Favoritos, o horrível A Fita Branca (Alemanha) e o bem falado O Segredo dos Seus olhos (Argentina). E o ganhador é o argentino O Segredo dos Seus Olhos. Meus parabéns aos nossos hermanos!

- E por falar nele, Guerra ao Terror é apresentado na cerimônia por Keanu Reeves.

- Os grandes favoritos da noite disputam o Oscar de MELHOR EDIÇÃO – que vai para Guerra ao Terror, que com este, já tem  4 Oscar na prateleira. Até aqui, Avatar vem em segundo com três estatuetas.

- The Cove ganha o Oscar destinado a MELHOR DOCUMENTÁRIO

- Recapitulando até agora todos os premiados do Oscar até a 01:00 da manhã dessa segunda, dia 08/03 no Oscar 2010:

MELHOR FOTOGRAFIA Avatar

MELHOR EDIÇÃO DE SOM Guerra ao Terror

MELHOR ATOR COADJUVANTE Christoph Waltz em Bastardos Inglórios

MELHOR FIGURINO The Young Victoria

MELHOR MAQUIAGEM Star Trek

MELHOR EDIÇÃO DE SOM Guerra ao Terror

MELHOR TRILHA SONORA Up – Altas Aventuras

MELHOR EFEITOS VISUAIS Avatar

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE Mo’Nique em Preciosa – Uma História de Esperança

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL The weary kind de Coração Louco

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO Preciosa – Uma História de Esperança

MELHOR ANIMAÇÃO – Up – Altas Aventuras

MELHOR CURTA DOCUMENTÁRIO Music of Prudence

MELHOR CURTA ANIMAÇÃO Logorama

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL Guerra ao Terror

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE Avatar

MELHOR CURTA METRAGEM The New Tenants

- Guerra ao Terror já sai na frente de Avatar, levando os dois Oscar destinada a parte sonora dos filmes: melhor som e melhor edição sonora!

- Queen Latifah no microfone. São apresentadas as indicadas a MELHOR ATRIZ COADJUVANTE.O Oscar vai para Mo’nique de Preciosa.

- MELHOR ROTEIRO ADAPTADO: as apostas são todas para Amor sem Escalas. Será que haverá alguma novidade aqui? Há também Preciosa correndo por fora, assim como Distrito 9. E o Oscar vai para Preciosa – Uma História de Esperança.

- O longa dos irmãos Cohen ganham o spot na cerimônia. Imagens de Um Homem Sério na tela do palco.

- Perdemos algumas categorias por problemas técnicos, o que nos levou a perder alguns minutos da apresentação ao vivo e a homenagem a John Hughes.

- MELHOR MAQUIAGEM apresentado por um Ben Stiller Na’Vi – só três concorrendo – Il Divo, Star Trek e The Young Victoria. Quem leva esse Oscar… Star Trek

- Os convidados do próximo bloco: Tina Fey e Robert Downey Jr.

- É a vez de Distrito 9 ganhar uma explanação na cerimônia.

- Amanda Seyfried e Miley Cirus. “Vocês nem imaginam quem elas são.”, foram as palavras de Steve Martin. A categoria apresentada pelas jovens é a de MELHOR CANÇÃO ORIGINAL: Duas canções de A Princesa e o Sapo com Paris 36, Nine e Crazy Heart completam os nomeados. A maioria das apostas vai para a canção The Weary Kind de Coração Louco… E as previsões estão CORRETAS. Outra premiação a tempos previsível.

- Cameron Diaz e Steve Carrel no palco. As animações agora discutem as suas possibilidades ao Oscar de melhor animação: personagens de A Princesa e o Sapo, Up – Altas Aventuras, Coraline, O Fantástico Senhor Raposo em uma animação feita especialmente para a cerimônia… E o vencedor da categoria é Up – Altas Aventuras. Nenhuma surpresa até agora nas duas primeiras categorias reveladas.

- PRIMEIRO COMERCIAL, PRIMEIRO TRAILER: de Ridley Scott, Robin Hood.

- O Lado Cego ganha o seu spot durante a cerimônia! Um breve texto resume a história, seguido de imagens do longa.

- Penelope Cruz é a primeira apresentadora convidada a entrar no palco. O 1º prêmio – ATOR COADJUVANTE – concorre Matt Damon, Woody Harrelson, Christopher Plummer, Stanley Tucci e Christoph Waltz. E o Oscar vai para… o favoritaço da crítica para Christoph Waltz de Bastardos Inglórios.

- E cutucando a onça com vara curta, eles partem para a ex-esposa do diretor: Kathryn Bigelow, diretora indicada por Guerra ao Terror.

- Ao se referirem ao diretor de Avatar, James Cameron, os dois apresentadores utilizam um óculos 3D para verificar se aquele na platéia é mesmo James Cameron.

- E A CERIMÔNIA COMEÇA!!! Alec Baldwin e Steve Martin começam, no palco, a fazer referências aos indicados ao Oscar e seu elenco, espalhado pela platéia do Kodak Theater








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