ANÁLISE – Inimigos Públicos

31 08 2009

EM CARTAZ – É muito bom, dentre tantas inovações, tantas franquias, tantas fantasias, você entrar numa sala de cinema e acompanhar uma história que nos faz voltar ao passado e relembrar aqueles filmes (e me fizeram apaixonar pelo cinema) clássicos de Hollywood: o velho dilema entre policiais x bandidos – ou the good guys versus the bad guys.

E que história essa dirigida por Michael Mann. No momento pós quebra mundial da economia de 1929, vemos John Dillinger  (Johnny Depp, trilogia Piratas do Caribe, Swenney Todd e do inédito Alice no País das Maravilhas) em 1933 sendo o criminoso mais procurado pela polícia dos EUA.

O crime mais rentável na ocasião era o roubo a bancos – algo que Dillinger e seu bando fazia com maestria. E não só isso. Sempre audacioso, o personagem de Depp via-se ora ou outra encarcerado, mas o que não durava muito tempo. Pois seus ‘capangas’, juntamente com ele, davam um jeito de tira-lo da cadeia.

Por essa dificuldade de capturar e manter preso John Dillinger, que começou a ser criado (meio que involuntariamente) um segmento na polícia para tratar desses assaltantes de bancos – ramo não exclusivo de Dillinger – denominado Bureau of Investigation, que futuramente se tornaria o que hoje conhecemos como FBI ou Federal Bureau of Investigation.

Esse setor, sob comando do recém nominado Melvin Purvis (Christian Bale, Exterminador do Futuro 3 e Batman – O Cavaleiro das Trevas) começa a obter êxitos no combate a esse delito após alguns relativos fracassos. Outras quadrilhas acabam sendo encurraladas e desmanteladas, seja pela prisão ou pela morte de seus membros.

E é justamente aí que a operação de Melvin Purvis triunfa: tendo como principal objetivo Dillinger e seus colegas, Purvis começa uma caçada atrás deles que vai pouco a pouco eliminando um a um. O cerco policial, não obstante, também passa a interpelar os conhecidos de Dillinger, eliminando assim qualquer tipo de ajuda ou refúgio que o criminoso possa vir a obter – sejam de amigos, cafetinas, negociadores e até mesmo a sua namorada. E as escapadas de Dillinger vão se reduzindo, pois o ponto crucial dela – seus colegas – não está mais disposto ou realmente não pode mais apóia-lo.

O que resulta no desfecho que vemos, que é precedido por cenas belíssimas, não só pela ambientação, figurino e fotografia do filme, mas pelas atuações dignas de grandes astros como Johnny Depp, Christian Bale ou Marion Cotillard (Piaf – Um Hino ao Amor). Atores que nos convencem com suas interpretações e trazem vivacidade a seus personagens, sendo grandes destaques na obra.

E uma boa evidência disso é a surpresa, o desespero que nos acomete no ato derradeiro do longa. Afinal, estávamos torcendo até ali por um outro final inconscientemente, já que na realidade, sabíamos desde o início que “Inimigos Públicos” não poderia terminar de uma outra forma.

COTAÇÃO: 5/5

Anúncios

Ações

Information

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s




PALPITEIRO BRASILEIRO

Campeonato dos Palpiteiros - Temporada 2017

Blog do Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

Abraccine - Associação Brasileira de Críticos de Cinema

Site com atividades e informações sobre a associação que reúne profissionais da crítica cinematográfica de todo o Brasil

Sinfonia Paulistana

um novo olhar

%d blogueiros gostam disto: