ANÁLISE: Up – Altas Aventuras

2 10 2009

Antes de mais nada, desde de Ratatouille que não ia ao cinema para ver uma animação da Disney, ou seja, desde 2007. E sim, cometi o pecado de não assistir Wall.E na telona.

Mas continua-se impossível não se maravilhar com mais uma produção Dinsey/Pixar, embora Up – Altas Aventuras esteja muito aquém da complexidade, da beleza e dos mínimos detalhes que caracterizaram as produções da dupla D/P que o antecederam.

Up se baseia num velhinho muito rabugento, porém simpático chamado Carl Fredricksen (dublado aqui muito bem por Chico Anysio) que passou grande parte da sua vida sonhando em participar de grandes aventuras, de grandes explorações. Admirando o maior ícone do gênero na sua época de menino, Carl conhece a sua futura esposa, Ellie, que partilha do mesmo espírito aventureiro e uma vez juntos almejam um sonho: conhecer o grande Paraíso das Cachoeiras. Mas por inúmeros contratempos, esse sonho jamais pode ser realizado e com a morte de sua esposa, essa ‘expedição’ fora definitivamente cancelada.

O início da animação cumbe de explicar ao espectador todos esses momentos da vida matrimonial de Fredricksen, de uma forma rápida porém bastante compreensível.

Aposentado e viúvo, Carl passa a prezar por uma vida tranqüila e sossegada. Até mesmo quando a sua velha e colorida casa esteja rodeada por grandes empreendimentos de edifícios e o barulho ao seu redor seja infernal.

E é todo esse movimento na vizinhança que muda drasticamente o cotidiano pacato de Carl. Acidentalmente, um trator acaba danificando a caixa de correio do velhinho, que tem um enorme zelo em tudo em sua casa que o faça lembrar de Ellie. Enfurecido, ele acerta o responsável pelo incidente com sua bengala e passar a ser considerado uma ameaça pública sendo convidado a se internar num asilo.

Sem escapatória, Fredricksen decide então partir para Amércia do Sul, onde fica o encantado ‘Paraíso das Cachoeiras’ de um modo inusitado: indo até lá levando a sua casa presa a inúmeros balões.

Uma vez alçado vôo, ele acaba sendo surpreendido por uma visita inusitada: o inquieto Russel, um garoto de 8 anos, que vinha o perturbando há algum tempo para ajudá-lo em algo e ganhar a insígnia de auxílio aos idosos para completar a sua coleção. Por mais tagarela que Russel fosse, Carl sabia ver um pouco de si naquela criança, embora os tempos fossem outros e a disposição para falar intermitentemente do garoto contrastasse com o modo sempre mudo de Fredricksen.

Assim, essa improvável dupla parte em direção ao ‘Paraíso das Cachoeiras’ encontrando lá aquele aventureiro que Carl tanto cultuava em sua infância e que está disposto a aprisionar uma exótica ave da região, mostrá-la ao mundo e livrar-se da humilhação pública que sofrera no auge da sua carreira ao ser acusado de mostrar um falso esqueleto do tal pássaro.

E começa aqui a grande confusão da animação: Russel, como grande explorador da natureza se nega a entregar a ave que encontrara logo após a sua ‘aterrisagem’ no lugar. E Carl, de admirador, passa a ser um inimigo para o grande aventureiro, tendo que enfrentá-lo para salvar a ave e Russel e encontrar o caminho de volta para casa.

Disney/Pixar novamente nos brinda com uma linda história, que, como sempre digo, está cada vez mais voltada para os adultos do que para as crianças, com as mensagens que permeiam as histórias de suas animações. Porém, Up – Altas Aventuras não conseguiu atingir o excelente patamar que Os Incríveis, Carros, Ratatouille ou Wall.E conquistaram. Up sem dúvida é um excelente passatempo, mas faltou aquele ‘algo a mais’, para que ocupasse um lugar em nossa memória e que trouxesse as ‘boas recordações’ que as outras animações, mesmo vistas há muito tempo, ainda possuem.

COTAÇÃO: 4/5.

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