ANÁLISE: (500) Dias com Ela

5 11 2009

ESTREIA Tom Hansen (Joseph Gordon-Levitt) é um arquiteto desiludido. Formado, acaba trabalhando como escritor de cartões de mensagens (aqueles para aniversário, para dias das mães…) e seu único momento de diversão é com seus amigos de infância nerds.

Sua vida pacata muda quando entra uma nova funcionária no escritório: Summer Finn (Zooey Deschanel) será a nova assistente do patrão de Tom. A paixão é a primeira vista, mas como chegar nela? Como iniciar uma conversa? Como pedi-la em namoro?

Pelo estilo de vida de Tom e seus amigos, com pouca ou nenhuma experiência em relacionamentos, quem acaba o auxiliando e o aconselhando nessa empreitada é nada mais, nada menos do que uma garota – Rachel Hansen – no auge da sua pré-adolescência.

Entretanto, há um sério problema: desde que ficou sabendo do interesse dele, Summer deixou bem explícito de que só queria curtição. O que realmente é um grande problema para um cara como Tom que só se envolve (ou pelo menos pretende) em relacionamentos sérios – e o caso fica ainda mais grave ao vermos o quão fascinado, obcecado, Tom é por Summer.

Essa dualidade de desejos do casal que causa os grandes momentos cômicos do filme. Os 500 dias de relacionamento entre os dois alterna entre os bons, os maus e os realmente maus momentos desse breve namoro, que nos é apresentado eficientemente em dias aleatórios e não linearmente como se espera.

Já sabemos de antemão pelo início da narração do longa de que aquilo que assistirmos não dará nada certo. E pelas cenas iniciais vemos como enlouquecido fica Tom depois de um ‘realmente mau’ momento com Summer: quebrando todos os pratos da cozinha (um a um), enquanto seus amigos nerds desesperados com a situação recorrem a conselheira-amorosa-mirim para acalmá-lo.

A cada esquete que nos apresenta em que dia da relação estamos, podemos perceber se virá um dia de alegria ou tristeza para Tom com as tonalidades de verde ou cinza na tela. E os melhores momentos do longa sempre ocorrem quando há uma brusca mudança do estado de espírito dele de um dia pro outro – engraçado perceber o penteado de Tom ou o estado de sua roupa nessas mudanças.

Com o final do filme já esclarecido, nos resta esperar como tudo será resolvido. Resultado: uma inversão na personalidade dos dois: uma vez separados, Tom de ultra-romântico passa a desacreditar no amor, pondo um ponto final em seu emprego (que pregava o lado bom do amor em seus cartões) e voltando a direcionar sua vida para a primeira opção que optara ainda na juventude: a arquitetura; já Summer descobrira que Tom tinha razão (pelo menos era o pensamento dele no início do ‘namoro’ com ela) sobre o amor e agora passa a ser uma mulher casada.

Todavia, o amor prevalecerá: Tom, prestes a ter uma entrevista para uma vaga num escritório de arquitetos, conhece uma nova mulher – e sua rival pelo emprego – que recuperará sua versão romântica. E o nome dela (que você deverá assisitir para descobrir) é outra boa sacada do filme.

(500) Dias com Ela apresenta-se de uma forma simples e sem muita ousadia. Não há nenhuma performance inesquecível, mas todos trabalham o suficiente para que o filme se torne uma boa diversão. Um bom passatempo e nada mais.

 

COTAÇÃO: 4/5

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