ANÁLISE: Avatar

18 12 2009

Sam Worthington vive Jake Sully, um fuzileiro paraplégico que acaba substituindo seu falecido irmão gêmeo numa missão de exploração em um planeta imaginário habitado pelos humanóides Na’vi: Pandora. O objetivo dessa missão é extrair uma substância altamente valiosa e cuja existência nesse planeta é abundante.

Para tal missão, os humanos criam um arrojado plano de exploração: desde uma base local, armamentos, naves até um organismo híbrido Na’vi/homem para que algumas pessoas possam controlá-los remotamente, através da consciência, para estudar o habitat local e se relacionar com Na’vi que possuem costumes e língua próprios – e diplomaticamente conseguir a extração do mineral desejado.

Jake Sully passa a integrar uma equipe composta principalmente pelos pesquisadores que ajudaram a criar o modo de exploração. Paraplégico, ele fica fascinado com o corpo híbrido que possui e acaba, de certo modo, desrespeitando os procedimentos iniciais dessa passagem.

A partir desse momento que Avatar começa com o seu espetáculo visual: Pandora, embora seja nociva para o homem, possui uma exuberância vegetal muito semelhante a Terra, mas muito mais rica, mas suas criaturas pelo contrário, não se parecem em nada com o que é encontrado em nosso planeta. E é com um incidente envolvendo tais criaturas, que o híbrido de Jake Sully se separa do grupo e acaba tendo que enfrentar os perigos noturnos do lugar. E assim, consegue se relacionar com uma nativa: Neytiri (Zoe Saldana).

Através da gradual conquista de confiança dos Na’vi, Jake passa a aprender o modo de vida dos nativos: a língua, o domínio de animais (e a forte ligação mútua que há entre criatura/Na’vi) e a forma especial, de devoção que estes possuem com a flora e fauna do lugar. Cada criatura representando a essência da natureza e cada morte precisa ser justificada. E tudo isso através de sequências e planos magníficos digitalmente concebidos pela Weta Workshop.

Toda essa passagem é muito bem abordada pelo longa: bem humorada retratando o contraste homem/Na’vi no modo de tratamento com as criaturas ao nosso redor – quando Jake, por exemplo, tenta dar um tapa quando uma dessas criaturas pousa em seu braço e é fortemente repreendido por Neytiri. E vemos como isso é natural para gente, pois se estiivéssemos no lugar dele, a nossa reação seria a mesma.

Com todo esse contato ao longo de três, cinco meses, vemos que o objetivo da missão encontra-se exatamente embaixo de um dos lugares mais sagrados para os Na’vi e o convívio leva a uma ligação muito maior com a comunidade Na’vi e o respeito deles pelo seu habitat, além da inevitável paixão que Jake passa a nutrir por Neytiri.

E então chegamos ao iminente combate desleal entre homens e os Na’vis, liderados pelos desertores: os primeiros contam com todo o poder de fogo característico do ser humano e os últimos, com suas criaturas aéreas e/ou terrestres e seu primitivo arco e flecha, mas sobretudo, apoiados pela natureza local. Mas vale destacar um dos (vários) pontos altos do filme que é o embate final entre Jake Sully e o seu, até então, general em uma sequência de ação extremamente empolgante. E se já não bastasse pelo tudo o que foi mostrado nos outros 170 minutos anteriores, concebe uma outra cena genial no ato final, no ritual de integração homem/Na’vi

Assim, Avatar consegue ser um dos melhores, senão o melhor filme do ano, porque não se contenta apenas em fascinar o espectador e se limitar a sua revolucionária riqueza digital, mas traz uma história contada diversas vezes por Hollywood de um modo inovador e renovador, onde a ação também nos prende à poltrona. Um verdadeiro marco no cinema.

COTAÇÃO: 5/5.

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