O que dizer… Sherlock Holmes

28 01 2010

O QUE DIZER… É UMA VERSÃO MAIS COMPACTA DAS ANÁLISES FEITAS AQUI NO UNIVERSO E! SÃO BREVES COMENTÁRIOS DOS FILMES VISTOS RECENTEMENTE.

Sherlock Holmes com Robert Downey Jr e Jude Law não é aquele filme imperdível. É um bom passatempo. Um bom divertimento. É interessante o modo como o filme traz para tela um dos personagens mais famosos da literatura policial, criação de Sir Arthur Conan Doyle.

Para quem já leu ou ainda lê os livros do detetive, é gratificante observar a cada momento na projeção, uma pitadinha de todos os nuances desse personagem fascinante (embora jamais imaginarei Sherlock Holmes, em minha leitura, à imagem e à semelhança de Robert Downey Jr).

E concordo com o que tenho lido na web, de que Downey Jr traga todo o cinismo característico de Holmes para a telona. Há algum ator em evidência atualmente que tenha mais cara de cínico que RDJ? E vê-lo construir, ao longo da projeção, esse personagem idealizado por Guy Ritchie, talvez seja o ponto mais evidente do filme. E não é a toa que Robert tenha sido premiado como a melhor atuação em filme cômico/musical no Globo de Ouro 2010 – merecido, porém totalmente inesperado, até pelo próprio ator.

A história contada aqui é cheia de reviravoltas, com seus nuances que beiram o sobrenatural – lembrando vagamente a história contada pelo livro O Cão dos Baskervilles –, mas que de modo algum vá interferir na apurada observação e na constante racionalidade de Sherlock Holmes, que desacredita completamente em algo do gênero.

Guy Ritchie traz um novo Sherlock Holmes, reinventando-o em uma nova roupagem, com muito mais ação, mais pop, mais dinâmico e mais atual. Uma boa tentativa de renovar o interesse pelo personagem, de trazer uma outra perspectiva para o detetive para essa nova geração.

Com um enredo mediano, algo que me incomodou muito nesse longa foi o desenvolvimento computadorizado, tanto dos efeitos quanto da ambientação de época de Londres. A construção do ambiente urbano histórico da capital inglesa me pareceu muito falso, muito irreal. Incomparavelmente inferior, por exemplo, ao que vemos da Nova Iorque construída por Peter Jackson no mais recente King Kong. A todo momento tem-se a impressão de que aquilo tudo foi realmente construído sob uma tela verde. Uma grande sensação de falsidade.

Sem falar que, em dois momentos de grande ação no filme, os efeitos especiais deixam muito, mas muito a desejar mesmo! Indignos de um filme em pleno século 21, de um filme contemporâneo a Avatar.

Válida a repaginação desejada por Guy Ritchie, embora a história tenha seus bons momentos nas atuações convincentes de Robert Downey Jr e Jude Law, mesmo envoltos numa burocática história ambientada pessimamente em uma Londres do século passado.

COTAÇÃO: 2/5.

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Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ex-Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. Atual Reitor da UniRegistral. Palestrante e conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

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