ANÁLISE: Guerra ao Terror

17 02 2010

EM CARTAZ / ACERVO Guerra ao Terror aborda o cotidiano de um grupo de soldados americanos na força de intervenção do exército dos EUA no Iraque.

Abrangendo grande parte da capital do país Bagdá, esse grupo tem uma infinita lista de missões a serem cumpridas: o desarmamento de bombas alojadas em áreas urbanas e a difícil tarefa de isolá-las de vizinhos curiosos ou até mesmo garantir a seguranças dos soldados envolvidos na operação, já que são, ali, alvos fáceis para quem queira detonar os artefatos a distância.

O perigo também os aflige nos deslocamentos pelos arredores da capital iraquiana – onde qualquer imprevisto pode torná-los alvos fáceis a desertores: como a emboscada preparada pelos inimigos no meio do deserto.

Mas as missões urbanas são as mais frequentes e salvar instalações da ONU ou pédios na periferia são as tarefas mais corriqueiras. Isso sem citar o fato de se lidar com a difícil situação de não conseguir desarmar uma bomba presa à cintura de um pai de família. Tal homem diz que a bomba fora presa a força. Ou será que ele simplesmente se arrependeu de se sacrificar assim tão facilmente?

Diante de tantas ocorrências estressantes, não há nada mais normal do que desejar sair o mais rápido possível desse inferno. Ainda mais quando você perde tragicamente um colega próximo, companheiro de missões, numa situação delicada como o ato inicial do longa. E é justamente o que fazem os soldados Owen Eldridge (Brian Geraghty de Soldado Anônimo) e JT Sanborn (Anthony Mackie de Menina de Ouro), que ao perderem o colega Matt Thompson (Guy Pearce do inédito A Estrada), passam a cumprir missões com o sargento William James (Jeremy Renner de Extermínio 2, O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford). Não é a toa que Owen não esqueça os dias restantes que faltam para sua missão terminar e enfim, retornar a sua casa em pouco mais de um mês.

Mas ir embora não é o que deseja William James. Um grande especialista que já desarmou até então mais de 800 bombas (e inclusive colecione os pinos anti-detonação de todas as elas), não aparenta se preocupar com a gravidade que suas operações oferecem: desarmar uma bomba apenas, várias ao mesmo tempo (numa imagem impactante do filme) ou desarmar um carro-bomba por completo. E nesse último prefere não utilizar o seu uniforme de proteção, para caso venha morrer, morra mais confortavelmente.

Por mais insano que possa ser suas ações, William tem total convicção de sua responsabilidade para com seus companheiros. E embora não deixe transparecer, sua bondade abrange inclusive um pequeno garoto iraquiano, vendedor de DVD, que transpira um pouco de esperança num ambiente tão árido, mas acaba tendo um destino trágico. E perceber a expressão de William num determinado momento junto ao garoto, vemos que, possa não parecer, mas ele compreende muito bem o ambiente em que se encontra.

E essa compreensão é tão profunda que ele não reluta em voltar novamente a esse ambiente hostil. E sendo chocante apenas os poucos dias apresentados durante todo o longa, uma sensação de desespero nos acomete ao ver os “365 dias restantes” na tela novamente.

COTAÇÃO: 5/5

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