ANÁLISE: Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2

15 07 2011

Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2 começa exatamente onde acabou a primeira parte, quando Voldemort rouba a Varinha das Varinhas do túmulo de Dumbledore, uma das três peças que fazem de seu possuidor o Senhor da Morte.

Por outro lado, Harry e seus amigos ainda continuam atrás das Horcruxes apesar das terríveis perdas que sofreram no longa anterior. Com ajuda do duende e dos profundos conhecimentos do senhor Olivaras, Harry, Rony e Hermione vão para o banco de Gringotes roubar o cofre de Belatriz. De acordo com as visões de Harry, lá que estará outra Horcrux.

Uma primeira falha de Relíquias da Morte – parte 2 consiste no fato do filme não elucidar se realmente é necessário a aquisição da Varinha das Varinhas, da capa da invisibilidade e da pedra da ressurreição por Voldemort. Parece que só a varinha é o suficiente para Você-Sabe-Quem. Com um interesse tão grande na primeira parte do filme nessa tríade de objetos logo desaparece aqui, e uma vez de posse da varinha, ele volta se concentrar apenas em Harry e em Hogwarts, ignorando completamente os outros objetos.

O trio principal depois de escaparem com muita dificuldade do banco a bordo de um dragão, tem como destino a escola de Hogwarts. Harry pressente que algo relacionado a casa Corvinal possa ser uma das últimas Horcruxes. Com os arredores da escola de magia totalmente vigiados, Harry tem a ajuda de Nowell e mais alguém desconhecido até então, para entrar em Hogwarts: o irmão de Dumbledore.

Recebido como guerreiro e como uma esperança nessa luta contra o mal pelos seus colegas, Harry consegue desmascarar em público o novo diretor de Hogwarts, o professor e assassino Severo Snape – que foge em forma de Comensal da Morte após uma emocionante luta com a professora Minerva.

Com a proximidade cada vez maior do exército de Voldemort, todo o corpo docente de Hogwarts forma um escudo ao redor do castelo com seus feitiços de proteção, para que consigam mais tempo para Harry encontrar a Horcrux e para Hermione e Rony achem a presa do basilisco na câmara secreta para destruir a Horcrux que estava no cofre de Belatriz. Enquanto isso, o exército negro de Voldemort inicia um maciço ataque do lado de fora de Hogwarts.

Ao se encontrar novamente com seus grandes amigos, Harry lhes revela que a outra Horcrux está muito próxima de Voldemort: a sua fiel escudeira, a serpente Nagini. E é atrás dela que eles se aproximam de Severo e do bruxo das trevas: cego por poder e num erro de raciocínio, Voldemort ordena que sua serpente mate o professor  para que a Varinha das Varinhas obedeça somente a ele – a Varinha torna-se fiel a quem matou seu dono (o que não é totalmente verdadeiro como o filme mostra mais a frente).

Antes que venha a falecer, Snape tem tempo de fornecer algumas de suas lágrimas a Harry para que o menino possa rever partes de seu passado na pensadeira. É quando chegamos no que considero o momento mais emocionante do longa, onde descobrimos um desconhecido Severo Snape (que mantem uma paixão platônica por Lílian, a mãe de Harry) e vemos qual é a última Horcrux a ser encontrada.

Voldemort, numa falsa piedade, ordena que Hogwarts cuide de seus mortos e desafia Harry em uma batalha na Floresta Proibida. Como sempre ocorre antes de uma difícil batalha, Harry tem a ajuda de seus falecidos pais e padrinho e de um presente de Dumbledore para enfrentar mais uma vez Você-Sabe-Quem. A última batalha, no entanto, não será essa. Ela se desenrolará nos pátios do castelo de Hogwarts onde Harry terá a real oportunidade de acabar com o mal de uma vez por todas, enfrentando um combalido Voldemort, a tempo de seus amigos conseguirem matar Nagini, a última Horcrux.

Uma pena que a saga de dez anos de Harry Potter no cinema não termine com o seu melhor filme. Talvez se a adaptação fosse realizada em único filme, Relíquias da Morte poderia manter o ritmo de urgência e alucinante alcançado por Enigma do Príncipe e encerrasse melhor a adaptação dos setes livros de J. K. Rowling. Além de ritmo menor que o esperado, este último filme tenta acrescentar humor onde não cabe e onde não é necessário – por exemplo,  a professora Minerva que nunca foi utilizada como escape humorístico na saga e faz piada ao conjurar um feitiço.

Mas por outro lado, temos a concretização de vários relacionamentos na tela que levarão os fãs e as fãs ao delírio, assim como a vontade de enfrentar tudo isso de novo ao vermos Harry e Gina/Hermione e Rony já adultos, embarcando seus filhos na plataforma 9 3/4 no prólogo de ’19 anos depois’. Resultado, apesar de tudo, de uma saga eficaz e envolvente em seu conjunto de oito filmes em dez anos.

MALFEITO FEITO.


Ações

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One response

28 09 2011
Elton

Mas realmente é isso! O Voldemort não queria as outras relíquias, ele só precisava da Varinha das Varinhas pra matar o Harry.
Melhor HP ever!

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Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Atual Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. É o Reitor da UniRegistral. Palestrante e conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

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