A primeira vez de um clássico

4 03 2012

Todos possuem um filme especial, muito querido para si. Seja pelas atuações, pela trilha sonora, pela fotografia, pela história ou por tudo isso junto.

Há outros filmes que ultrapassam todos os limites e tornam-se clássicos, entrando para a história da Sétima Arte. Tornam-se memoráveis.

Clássicos ou não, os filmes que cultuamos preenchem um significativo espaço em nossa memória afetiva. Acabam sendo relacionados a uma época, uma fase de nossa vida, a uma situação alegre (ou não), a uma pessoa, a um local. E conforme o tempo passa, essa lembrança permanece vívida no pensamento. Chega até causar espanto quando relembramos o filme e constatamos quanto tempo passou desde a primeira vez que tomamos contato com tal obra. Então, entristecemos também, afinal envelhecemos.

O cinema tem essa capacidade de produzir obras memoráveis (e outras nem tanto) em todas as suas épocas, desde sua origem há mais de 100 anos até o ressurgimento das exibições em 3D. Com pouca tecnologia ou baseando-se totalmente nela, boas histórias sempre foram contadas e tornaram-se relevantes com o passar do tempo, ultrapassando as limitações da mortalidade humana.

Por isso é prazeroso fazer parte da história do cinema como espectador e presenciar a realização de uma obra épica da Sétima Arte – e as nuances desse feito entram para a eternidade e você se lembrar que estava no cinema na época da estréia. Da mesma forma e com prazer equivalente, descobrimos outras grandes realizações do passado, reveladas numa época em que nem sonhávamos existir. Gostoso imaginar a exibição de tal obra em seu lançamento: as filas e as expectativas nas filas dos imponentes cinemas de rua, o burburinho do público, os comentários dos críticos e da imprensa.

Mesmo que uma obra audiovisual esteja cercada e provoque tantos sentimentos, não há emoção maior do que aquela obtida na primeira vista, no primeiro contato, no primeiro vislumbre. Mesmo que, e certamente acontecerá outras vezes, voltemos a assistir posteriormente tal filme, os bons sentimentos estarão presentes, mas não o impacto da primeira vez que você o assistiu.

Outra forma de sentir novamente aquele frio na espinha é quando apresentamos o nosso objeto de desejo pela primeira vez à outra pessoa. Assistindo com uma companhia, você terá a oportunidade de observar as reações e as impressões que a pessoa terá durante a exibição, semelhantes às suas. Essas descobertas devolverão, mesmo que em menor escala, a fantasia do clássico.

Tudo isso que acabei de descrever está prestes a ocorrer comigo. Na minha coleção de DVD’s – o que engloba filmes e séries – está um clássico unânime da Sétima Arte. E esperei o momento oportuno (ou uma melhor ocasião) para ter esse primeiro encontro com o tal ‘clássico’. Assim, mais uma grande produção de Hollywood deixará de ser inédita para mim em um momento muito especial.

Quase nove anos depois de descobrir um dos melhores sites brasileiros (senão o único) de cinema e acompanhar não só a vida profissional (pelo site Cinema em Cena), mas a vida pessoal (através de seus relatos no blog) do crítico Pablo Villaça, terei a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente. Nessa segunda, dia 05, inicia-se o curso de Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica ministrado pelo crítico pela segunda vez aqui em Campinas. Uma admiração que inspirou a criação desse blog, Universo E!, embora a minha leitura dos filmes não sejam tão brilhantes quanto a dele.

Para celebrar essa minha conquista especial, já programei para logo após o curso de Pablo Villaça, conferir a premiada e conceituada trilogia de O Poderoso Chefão de Francis Ford Coppola. Depois de aguardar tanto, acho que não há ocasião melhor para conferir tal clássico!

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