Desabafo de um cinéfilo desiludido!

21 08 2013

Não sei mais o que fazer! Não sei mais para onde ir! Mas a situação dentro das salas de cinema é cada vez mais preocupante!

Mas mais do que isso: ficou muito grave ao atingir espaços, ditos, culturais. Foi o que ocorreu comigo na noite dessa quarta-feira, dia 21, no Instituto CPFL | Cultura em Campinas naquela que seria uma sessão às 21 horas para o documentário Alma do Osso. O que não foi uma experiência agradável.

Transcrevo aqui a mensagem que enviei, quase que imediatamente, ao perfil do espaço no Facebook. Confesso que a crítica não seja toda ela para a instituição em si e o desabafo seja um acúmulo das constantes frustrações vividas dentro das salas de cinema, ultimamente. Mas enfim, foi apenas uma gota d’água no copo que já estava para transbordar…

“Com uma grande tristeza que relato aqui a desagradável experiência que presenciei na CPFL Cultura hoje, na sessão das 21 horas do documentário Alma do Osso, o que me fez perder completamente as esperanças em se tratando de experiências audiovisuais.

Um murmúrio, um cochicho constante na sessão, que atrapalhou e muito, a minha imersão na obra que estava sendo exibida, uma produção crua, sem efeitos especiais e/ou sonoros, onde qualquer ruído emitido por seus espectadores poderia ser ouvido. Por mais que aquelas três pessoas no lado direito e aos fundos da sala insistissem em não acreditar nisso.

E nem entrarei no mérito se houve participação de funcionários ou não (embora tenha uma leve impressão que sim) no incidente. Porque não manifestei nenhum tipo de repúdio aquela situação (nenhum shiu!, pedido de silêncio ou qualquer coisa do gênero) e nem quis certificar de quem se tratavam aquelas pessoas. Não esperava encontrar esse infortúnio num espaço que leva Cultura ao nome ou numa sessão com apenas quatro/cinco presenças além da minha num auditório com mais de 100 lugares. Não estava num multiplex onde as pessoas vão para um mero entretenimento, onde estão mais preocupadas em comer os lanches do fast-food que compraram na praça de alimentação do que com o filme em si; que estão dispostas as desrespeitar, sem a maior cerimônia, aquele espaço coletivo cada vez mais sem regras e sem limites, onde o filme, ironicamente, é a menor das preocupações.

Para quê realizar uma exibição em uma sala fechada, com a iluminação apagada e com revestimento acústico? Digo isso em geral. Mais fácil projetar um filme no hall de entrada ou um corredor qualquer, elimina-se a necessidade de uma sala de cinema ou de um auditório. É muito mais fácil e muito mais econômico.

Mas o que aquelas três pessoas no lado direito e aos fundos da sala causaram? Algo inédito em quase doze anos de dedicação constante minha ao cinema: abandonar uma sessão pela metade. Mesmo que nesse tempo todo, tenha vivenciado a experiência de ficar cinco sessões numa sala em único dia em um festival (algo que pode ser facilmente comprovado se preciso), independente da boa ou má qualidade do material apresentado. E não digo isso para me vangloriar, muito pelo contrário, pois é algo que exerço por simples prazer e não há nenhum mérito nisso. Mas para deixar evidente o meu descontentamento, pois não seria um documentário de apenas 74 minutos que me faria desistir tão fácil assim.

Enfim, esse é apenas meu desabafo, pura e simplesmente. E sinceramente não sei mais o que esperar disso tudo, estando eu mais acostumado com os inúmeros retornos automáticos de pouco resultado dos serviços de atendimento das grandes redes de cinema do país a cada reclamação registrada. E que a cada dia se conforma com uma análise simples: o errado aqui sou eu, todos os outros estão certos!

Abraços cordiais!”

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