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IMPRESSÃO DIGITAL 03: Especial Harry Potter

O ano era 2001. Dez anos atrás. Começava a me familiarizar com aquela entrada. Com aquela escuridão. Com as poltronas e com aquela tela que passava a, frequentemente, me transportar a mundos mágicos ou a um diferente ponto de vista do mundo em que vivo.

E que excelente ano para começar a se apaixonar pelo cinema não? O pioneirismo de uma animação de computador e embalada por músicas de sucesso como Shrek; um mundo fantástico assolado por um grande mal e habitado por raças destemidas como a Terra-Média da trilogia O Senhor dos Anéis. Mas havia uma cinessérie, prestes a ser iniciada, que encantaria uma legião de fãs das páginas e adicionaria mais fanáticos a essa legião – o mundo de bruxarias de Harry Potter.

A saga Harry Potter em livros!

Se naturalmente a indústria do Cinema é pura magia, a saga de Harry Potter, cuja primeira adaptação foi lançada naquele ano, ajudou a solidificar essa minha visão cinematográfica. Era um mundo novo exibido através de telas grandes que eu iria observar a cada nova sessão. E Harry Potter, bem ou mal (e posso dizer mais bem do que mal) tem e sempre terá um carinho pessoal por estar presente, não só no início, mas ao longo dos meus primeiros dez anos como cinéfilo de carteirinha.

Muita coisa mudou de 2001 para 2011 (além da troca do segundo zero por um segundo um nos algarismos do ano, acabando com a festa dos óculos a cada Reveillon!): a paixão por cinema aumentou; a exibição em 3D veio para ficar; a Pixar lança uma obra-prima a cada ano que passa; a trilogia de Peter Jackson terminou premiadíssima; James Cameron quebrou seu próprio recorde de maior bilheteria com Avatar – e foi o mundo de Pandora que me fez conhecer a exibição em formato IMAX… Mas algo se fez muito presente ao longo desses dez anos: sempre havia a produção e o lançamento de um novo Harry Potter.

Por isso, quando Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2 chegar aos cinemas em julho próximo, sua estréia finalizará a maior e mais bem sucedida saga já produzida pelo cinema e que permeia o imaginário de milhões de espectadores e leitores.

As duas horas e meia de Harry Potter e a Pedra Filosofal foram o meu primeiro contato com o mundo de Hogwarts, que separa os bruxos dos trouxas – os não-bruxos. Na época ainda não tinha acesso a internet e muito menos sabia lidar com um computador (dez anos depois mantenho um blog on-line!). Desconhecia por completo Harry e companhia. E durante todos esses anos, o cinema se manteve como mão única do meu acesso ao mundo de Potter, pois jamais li um livro escrito por J. K. Rowling.

Também tive a vergonhosa decisão de parar de acompanhar as aventuras do jovem bruxo depois de A Ordem da Fênix: com a estréia de O Enigma do Príncipe achei que a sessão seria um desperdício por metade dos fatos dos filmes anteriores estarem ou já esquecidos ou não tão frescos como deveriam estar. Até o presente momento, tanto Enigma do Príncipe quanto a primeira parte de As Relíquias da Morte são inéditos para mim.

Portanto, para remediar este meu erro e que eu possa encerrar essa gloriosa fase de minha vida cinéfila com chave de ouro, irei retornar aos corredores da escola de Hogwarts desde o início para que possa estar presente na estréia mundial de Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2.

E tudo isso renderá um especial do Universo E! – aos dez anos dos filmes de Harry Potter.

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HARRY POTTER E A PEDRA FILOSOFAL

(Análise em breve!)

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HARRY POTTER E A CÂMARA SECRETA

Harry Potter e a Câmera Secreta, o segundo filme da saga sob a direção de Chris Columbus marca a despedida da franquia Harry Potter de seu lado mais infantil, montada para agradar mais as crianças, para suas adaptações mais densas e escuras. Algo que podemos considerar até natural com a mudança do diretor – sai Chris Columbus dos dois primeiros para Alfonso Cuáron no terceiro. Transição essa que para mim acrescenta e muito a qualidade dos filmes. Embora a direção de Columbus não seja ruim, mas há uma sensível melhora nos filmes seguintes.

O segundo ano de Harry Potter começa com o surgimento do elfo Dobby, que já desde o início tenta de todas as maneiras fazer com Harry desista de retornar para a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. De acordo com o elfo, um grande mal atingiria o jovem bruxo se voltasse. Mas seja evitando que as cartas de Hermione e Rony chegassem as mãos de Harry ou fechando a passagem da plataforma secreta da estação, o elfo doméstico falha em impedir o retorno de Harry.

Mas tanto no primeiro filme quanto nesse segundo, percebemos e entendemos o quanto Harry não pertence ao mundo dos trouxas, ainda mais pelo tratamento que recebe de seus tios.

Rony Weasley, por sua vez, funciona muito bem como alívio cômico da saga, algo perceptível na sequência que os dois amigos utilizam o carro voador para chegar a Hogwarts após perderem o trem.

O temor desse segundo ano começa quando alunos de sangue ruim (filhos mestiços de relacionamentos de trouxas e bruxos) aparecem misteriosamente petrificados pelos corredores da escola, enquanto são maiores os indícios de que a temível câmara secreta fora realmente aberta. A construção, obra de Salazar Sonserina, um dos fundadores de Hogwarts, que prezava pela linhagem pura dos bruxos, seria aberta apenas por seu herdeiro direto.

Rony, Hermione e Harry tentam descobrir se Draco Malfoy não seria esse provável herdeiro de Sonserina, arriscando-se no desenvolvimento de uma perigosa poção de transformação humana e se surpreendem com o ouvem por lá: Draco e companhia acreditam que Harry seja esse herdeiro. E o fato do famoso bruxo conhecer a língua das serpentes torna o boato mais próximo da verdade – esse também era um dom de Voldemort.

Destinos de vários personagens entrelaçam-se com o desenrolar do mistério da câmara secreta. Hagrid, por exemplo, passa a ser suspeito por ter se envolvido com a primeira vez que o lugar fora aberto. Mas todos esses fatos encobrem a verdade: o ex-aluno de Hogwarts, Tom Riddle é quem está por trás da abertura da câmara. Servo de Salazar e Voldemort, ele tentou prosseguir com o plano de pureza iniciado pelo fundador da casa Sonserina.

Entretanto, há 50 anos atrás, Tom sob a constante vigia de Dumbledore, interrompeu o plano e preservou sua ‘alma’ em um diário mágico para que um dia pudesse comandar alguém a terminar essa demanda. Mas com a chegada de Harry Potter a Hogwarts os planos se alteraram e a eliminação do bruxo que derrotou Voldemort tornou sua nova obsessão.

Uma vez que Tom tenha sido derrotado, a normalidade volta a reinar nos corredores de Hogwarts. Os que foram petrificados são curados e aqueles afastados injustamente da escola são reintegrados a comunidade escolar.

Assim, o segundo ano letivo de Harry Potter encerra-se de uma forma, ao meu ver, muito bonita. A cena final de A Câmara Secreta tornou-se um dos momentos mais memoráveis da saga para mim: inesquecível a forma como tema original embala a saída da câmera do Grande Salão para o exterior, dando um panorama do castelo de Hogwarts.

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E chegamos a terceira parte do especial do Universo E! dedicado aos dez anos e ao término da saga Harry Potter. Devido ao falecimento de Richard Harris, ator que vivia o professor Dumbledore, houve uma pausa não prevista entre o segundo e o terceiro ano do jovem bruxo. Ficamos sem um lançamento de Harry Potter em 2003.

E O Prisioneiro de Azkaban também modificou o calendário de estreias da saga. Ao contrário dos outros dois anos anteriores que estrearam em dezembro, o terceiro filme chegou aos cinemas em julho de 2004 (assim como a segunda parte de As Relíquias da Morte – parte 2 com estreia para julho de 2011).

Antes de falar sobre o terceiro longa contaria de esclarecer mais uma vez que os filmes comentados nesse especial foram vistos apenas uma única vez em seus respectivos anos de lançamentos. E só agora estão sendo revistos. Os comentários tecidos por aqui, portanto, refletem aquilo observado até o momento e tudo o que vier pela frente – felizmente – está parcial ou totalmente esquecido. Pois bem… vamos ao Prisioneiro de Azkaban.

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HARRY POTTER E O PRISIONEIRO DE AZKABAN

Com a devida explicação dada a acima, Prisioneiro de Azkaban foi o mais bem executado filme entre os três primeiros. Tendo um notável amadurecimento do trio principal de personagens, esse terceiro longa tem uma narrativa mais densa, exemplificando muito bem o perigo crescente que Harry Potter passa a enfrentar e tende a crescer no futuro, proporcional à sua aprendizagem e compreensão do mundo em que vive e o quê esse ‘mundo’ lhe reserva.

Esse adensamento, um necessário elo para as próximas produções, também vem com uma boa dose de bom humor, sempre reservada ao personagem de Rony Weasley que com suas caretas e covardia rende sempre ótimas risadas.

Outro ponto crucial que deve ser elogiado na saga Harry Potter são as ‘novidades’ que cada filme apresenta – creio eu, a partir do bom conteúdo contido no livro da adaptação -, sempre acrescentando algo novo ao universo dos bruxos, e não fazendo as narrativas baseadas na mesma fórmula que abrange um ano letivo de Hogwarts, não renda uma história repetitiva e entediante.

Mas vamos voltar ao “…mais bem executado…” do primeiro parágrafo: para mim Prisioneiro de Azkaban merece esse termo, como diz as expressões populares, por tudo nele funcionar como um relógio, um quebra-cabeça brilhantemente montado ou pelos fatos caírem como uma luva em sua narrativa. Fruto de um bom roteiro que amarrou muito bem a fuga de Harry Potter da casa dos tios, às aulas práticas do novo professor da escola, sua ligação com o prisioneiro e a ‘viagem’ dos personagens no empolgante desfecho. Isso para ficarmos em poucos exemplos.

Após o mundo dos bruxos ficar em polvorosa com a fuga do bruxo Sirius Black (a razão do subtítulo desse terceiro filme), Harry Potter fica sabendo que o objetivo do ex-prisioneiro é a sua morte. A existência do jovem bruxo é um empecilho para volta do poder absoluto de Voldemort, de quem Sirius é servo e admirador.

Por esse perigoso bruxo estar a solta (algo inédito para a prisão de Azkaban) e seu alvo ser conhecido, o departamento de defesa dos bruxos exige que todas as entradas da escola de Hogwarts sejam vigiadas pelos dementadores – criaturas responsáveis pela guarda da prisão e encarregadas de recapturar Sirius. Tais criaturas rendem um ótimo momento de tensão abordo do expresso de Hogwarts já no início do longa demostrando o quanto o jovem famoso bruxo sofre com a presença de tais criaturas.

Com todas as precauções tomadas dentro da escola, Harry Potter busca entender melhor a razão pela qual Sirius está a sua procura. Para explanar melhor a situação, Harry tem a ajuda e as orientações de um novo professor: o R. J. Lupin, que leciona a Arte contra a Criaturas das Trevas. Mas ao longo do filme, Lupin aparenta saber muito mais do que demonstra e também esconde um mistério em si. E é com Lupin que o jovem de treze anos aprende uma das magias mais poderosas: o Expecto Patronum.

Com o decorrer da história somos apresentados a novos conceitos do mundo bruxo concedido por J . K. Rowling. Ao mesmo tempo em que cria novas criaturas e novos objetos, também mescla com maestria conceitos já conhecidos fora do contexto apresentado pela história – destaco aqui o bicho-papão que adquire as formas do maior medo da pessoa que o encara, além do lobisomem e o animago.

Aprofundando sua investigação, contando sempre com a ajuda de seus fiéis companheiros, Harry descobre que seus pais escolheram Sirius como seu padrinho e que o fugitivo supostamente tenha traído a confiança ao entregar o paradeiro dos pais do garoto a Voldemort, que se escondiam do temido bruxo. Supostamente porque certo alguém tramou uma história falsa para enganar a todos, encenando a própria morte e fazer com que Sirius Black fosse condenado publicamente por algo que não cometera.

Aqui mais uma vez prevalece a genialidade de Hermione que auxilia Harry a voltar no tempo e nas palavras de Dumbledore: ‘salvar vidas inocentes’; além de revelar a verdade sobre quem realmente era o comparsa de Voldemort e libertar Sirius, preso injustamente.

Uma vez que os excelentes créditos finais começam ‘magicamente’ a aparecer podemos observar quantas pistas foram soltas ao longo da narrativa pelo roteiro de Prisioneiro de Azkaban: o lobisomem no bairro dos tios de Harry, a fuga constante de Perebas de seu dono, o ratinho doméstico de Rony, o bicho-papão imaginado por Lupin em uma de suas aulas, etc.

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HARRY POTTER E O CÁLICE DE FOGO

Chegamos ao quarto filme da saga Harry Potter.

Cálice de Fogo, dentre os quatro primeiros, é oque apresentou uma narrativa bem regular em comparação aos longas anteriores que, particularmente, não acrescenta muito a saga.

Aqui temos vários elementos já apresentados que retornam a história, um destaque positivo pela autora J. K. Rowling saber reaproveitar algo já utilizado em vez de se criar sempre algo novo para cumprir determinado propósito: a Murta-que-Geme, a preocupação de Harry Potter em comunicar a Sirius Black sobre seus sonhos, entre outros.

Uma grave falha de início de Cálice de Fogo é não nos situar onde estava Harry Potter após os acontecimentos de Prisoneiro de Azkaban: na casa dos tios ou residindo com o padrinho? Muito provavelmente o livro dê essa resposta, mas para quem a só acompanha as aventuras pelo cinema, o filme deixou em branco essa pergunta.

O tema central desse quarto filme possui uma prerrogativa bastante limitada e desinteressante. Daí sai a sua pouca contribuição com o desenvolvimento da narrativa da saga. O dificílimo Torneio Tribuxo, cujos participantes são selecionados através das chamas do cálice, soa muito formulaico, um ingrediente barato para preencher páginas de um livro e minutos de um filme. E se não me falha a memória, Cálice de Fogo pe o maior livro de toda a saga. Definitivamente, se esperava mais.

Tradicionalmente competido por três bruxos às vésperas de sua formação acadêmica, esse Torneio Tribruxo traz um participante inesperado e muito mais novo do que o permitido pelas regras da competição: Harry Potter. Tal torneio também revela a existência de outros grupos escolares de bruxaria além de Hogwarts, a anfitriã da atual edição.

A participação de Harry concentra grande parte da história em Daniel Radcliffe, diminuindo consideravelmente a participação dos outros personagens como o caso de Hermione. E nem o acesso de ciúmes de Rony, que julga a inscrição de Harry um ato de puro egoísmo, não obtém um espaço notável no longa.

Resumidamente, o torneio consiste em três provas de elevada periculosidade, exigindo um grande conhecimento e domínio de magias por parte dos concorrentes – algo muito além da experiência de um jovem bruxo de 14 anos.

Após a realização das tarefas, Harry, de repente, é levado de encontro ao seu maior inimigo e enfrentar Lord Voldemort aqui é de tamanha dificuldade, que nenhum Torneio Tribruxo já atingiu esse patamar.

Cálice de Fogo demonstra a Harry Potter o quão perigoso o mundo dos bruxos é a medida que Voldemort se aproxima da intenção de resgatar seu poder. Ao se deparar com a morte e o poderio de um pequeno exército leal a Você-Sabe-Quem, Harry percebe que daqui para frente, sua vida e a de seus colegas não será nada fácil. E ele aprendeu isso da pior maneira possível.

Este quarto filme da saga apesar de falhar visivelmente na concepção de sua narrativa e não ter algo melhor a mostrar, por outro lado, coloca o trio de personagens (e especialmente Harry Potter) em outro nível de realidade: dura e cruel. Uma mudança muito mais brutal do que aquelas enfrentadas por adolescentes como eles com a chegada da puberdade.

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HARRY POTTER E A ORDEM DA FÊNIX

Se de um lado temos Lord Voldemort reunindo forças para resgatar o seu antigo poder, por outro temos o lado do bem dessa batalha representados por grande parte do corpo docente da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, organizados numa espécie de sociedade secreta, cujo objetivo é reunir o máximo de informações sobre os movimentos do inimigo, atrair aliados e responder, a qualquer momento, a um ataque do oponente. Aqui temos a Ordem da Fênix.

Organização criada por Alvo Dumbledore na época da primeira grande luta com Voldemort e conta com a participação de alguns professores de Hogwarts, como a de Sirius Black e o ex-professor Lupin e ainda o casal Weasley. É através dessa entidade que eles ficam sabendo do ataque dos dementadores à Harry Potter no subúrbio de Londres. E justamente por ter sofrido esse ataque que Harry é apresentado a Ordem.

Mas pior do que combater um inimigo de imensurável poder é ser forçado a acreditar que ele não existe. O atual ministro do Ministério da Magia, Cornélio Fudge, através dos serviços prestados pela professora Dolores Umbrigde, tenta de todas as formas interferir no cotidiano de Hogwarts e ‘desprepará-los’ academicamente contra um provável confronto com o exército de Voldemort.

Além de afirmarem veementemente que o retorno de Você-Sabe-Quem ser uma farsa; de que Harry Potter é um mentiroso (e ter visto e ter lutado com Voldmort após o Torneio Tribruxo uma bobagem sem tamanho) e que Sirius Black é um temível assassino através do Profeta Diário, o Ministério da Magia enfraquece Hogwarts, desencorajando o ensino das magias poderosas de defesa aos alunos. E o propósito é atingido quando a senhora Umbridge assume a direção da escola, substituindo Dumbledore.

Embora tardiamente, os alunos descobrem essa armação para com eles e organizam entre si, aulas para aprenderem e praticarem as magias que lhe eram sonegadas. Cabe a Harry a missão de ensinar aos amigos as novas magias. Por dominar o Expecto Patronum e confrontar-se frequentemente com Voldemort, o tornava o mais capaz nessa tarefa.

Tais ensinamentos tornam-se valiosos quando Harry precisa do auxílio de seus colegas para mais uma vez enfrentar o terrível bruxo. Uma estranha ligação entre eles faz com que Harry Potter tenha visões do que Voldemort está planejando/fazendo: acontecera antes com o senhor Weasley e voltou a acontecer novamente: mas dessa vez a próxima vítima será Sirius Black.Mas para que consigam efetivamente salvar Sirius, Harry e cia precisam se livrar das amarras invisíveis de Dolores e seus métodos medievais de ensino.

Sensivelmente melhor que o filme anterior, a Ordem da Fênix também reserva a sua maior dramaticidade para o ato final. Além da luta entre as ‘armadas’ de Dumbledore e Voldemort, temos também a batalha destruidora protagonizada por esses dois poderosos bruxos. Inclui-se ainda nesses ingredientes, mais um terrível golpe para Harry Potter que sofre uma grande perda!

Nessa perda lastimável para o protagonista está uma das poucas falhas desse quinto filme: um acontecimento importantíssimo para todo o desenrolar da saga passa praticamente em branco na projeção, completamente sem evidência. E com certeza merecia ser mais explorado pelo filme. Nos resta esperar para conferir como isso será abordado daqui para frente.

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Fechada essa quinta parte do especial Harry Potter, chegamos como já dissera anteriormente, aos filmes que ainda são inéditos para mim: o sexto Harry Potter e o Enigma do Príncipe e o sétimo Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 1. Isso ocorre no momento em que o ingresso da pré-estreia da parte 2 já está devidamente comprado, só aguardando, ansioso, a chegada de 15 de julho de 2011, onde TUDO TERMINA.

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HARRY POTTER E O ENIGMA DO PRÍNCIPE
Enigma do Príncipe já começa fazendo justiça ao longo anterior. Pelo modo quase insignificante com que a morte de Sirius Black fora tratada, só por meio das lembranças de Harry já tivemos mais dramaticidade do que toda a cena da morte dele em Ordem da Fênix.Logo de início, o mundo dos trouxas (no caso Londres) sofre com o ataque daqueles que são leais a Voldemort: os Comensais da Morte, que destroem o que vêem pela frente locomovendo-se como fumaças pretas a là monstro de Lost. Não muito longe dele um flerte de Harry como uma garçonete é interrompido pela aparição de Dumbledore, que deseja apresentar o famoso aluno à um dos seus velhos amigos.

Essas histórias paralelas dão agilidade ao longa: a aparição dos Comensais revela um ritual de iniciação para que Draco Malfoy se torne um deles, exigindo inclusive o juramento do Voto Perpétuo de Severo Snape à mãe de Draco. Embora a obscuridade do professor Snape fosse sempre evidente, mas contrastava com as ‘boas’ ações do mesmo junto a Hogwarts, desbanca para a total desconfiança. Ou seja, todo esse tempo, ele estivera a par das ações de Voldemort e seus comparsas.

Essa ligação direta Snape-Voldemort torna-se ainda mais séria quando próprio Dumbledore, a maior força de Hogwarts contra Você-Sabe-Quem, confia plenamente na capacidade de Severo. Tal confiança no entanto permite a Lord Voldemort tomar conhecimento dos plano do diretor de Hogwarts. Do outro lado, o professor Slughorn é convencido a retornar a lecionar em Hogwarts pelo seu amigo de muitas datas, Dumbledore. O motivo? Ter a honra e a oportunidade de ensinar Harry Potter.

Embora tais acontecimentos desencadeia novamente uma série de perigos para a Escola de Magia e Bruxaria, o colégio parece respirar um ar carregado de Poção do Amor. Os hormônios estão a flor da pele e as paqueras rolam solta nos corredores e escadarias: até mesmo Rony, Harry e Hermione veem-se em meio a diversos triângulos e desapontamentos amorosos. E se tudo indicava um filme de atmosfera carregada, esses ‘casinhos’ possibilitam uma quebra no pretume do longa possibilitando várias cenas de humor.

Mas o mal está em todas as ocasiões, a espreita, pronto para atacar. Seja com Malfoy andando sorrateiramente pelos corredores de Hogwarts ou no descanso dos feriados de fim de ano, quando os alunos não tem sossego, já que a casa dos Weasley é atacada sem piedade pelos Comensais da Morte.Ao longo do ano letivo, Harry aproxima-se de Slughorn incentivado por Dumbledore que lhe mostra algumas lembranças relacionadas ao professor que também ensinara Tom Riddle, o Lord Voldemort, na juventude. Tudo para descobrir o conteúdo de uma conversa entre o professor e o bruxo das trevas que podem auxiliar e muito Hogwarts nessa batalha.

Com ajuda da poção Sorte Líquida, Harry consegue levar Slughorn para a casa de Hagrid onde se embebedam e torna possível que a revelação do professor a respeito daquela conversa específica: Tom Riddle estava em busca de informações sobre a Horcrux, uma magia negra que a pessoa poderia repartir sua alma em um objeto qualquer e tornar-se imortal porque uma vez que o corpo físico tenha sido atingido, essa pessoa poderia resgatar sua alma no objeto onde ela depositara com uma condição: com o assassinato de alguém.

Mas a mente avançada de Você-Sabe-Quem aperfeiçoou ainda mais, dividindo sua alma em sete objetos, exigindo assim a morte de sete pessoas. Qualquer coisa pode ser usado numa Horcrux – o anel da mãe de Voldemort ou o diário de Tom Riddle visto no segundo filme Câmara Secreta são alguns exemplos.

Esses exemplos revelam o quanto ingrata será a tarefa de Harry daqui para frente. Para matar Voldemort de uma vez por todas, ele terá que reunir novamente esses sete objetos. Para dificultar ainda mais a situação, alguns deles podem estar protegidos por uma forte magia –  e a busca conjunta de Dumbledore e Harry por uma dessas Horcruxes exemplifica a dificuldade de reunir todas as sete.

No ato final de Enigma do Príncipe vemos com qual objetivo o novo Comensal da Morte ficava perambulando por Hogwarts: abrir um portal para que os outros Comensais conseguissem entrar na escola (protegida por campo invisível) e ajudar Malfoy a completar sua terrível tarefa. Amedrontado, Draco não tem coragem suficiente para finalizá-la, o que exige a intervenção do Príncipe Mestiço que o faz sem dó. O que torna mais chocante nesse desfecho é que o príncipe do subtítulo desse sexto filme refere-se justamente ao professor Severo Snape.

A boa dosagem das histórias aqui faz com que Enigma do Príncipe figure num dos melhores filmes da saga (junto com Câmara Secreta e Prisioneiro de Azkaban) , auxiliado principalmente pela aproximação do duelo final com Voldemort. A exploração da fase adolescente dos bruxos também cria um contraste interessante com o pano de fundo da história – ascensão contínua do poder de Você-Sabe-Quem e seu exército: os Comensais da Morte.

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HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS MORTE – PARTE 1
O mundo dos trouxas não está mais seguro agora com o retorno de Voldemort. Os ataques dos Comensais da Morte são mais constantes e não limitam-se apenas a atacar o mundo dos bruxos – a Londres dos trouxas também vira alvo. Tais ataques forçam os tios de Harry a abandoná-lo na antiga residência ao fugirem para um lugar mais seguro; já Hermione é obrigada a apagar toda e qualquer memória de seus pais relacionadas a ela. Todos, sem exceção, são vítimas em potencial. E claro que Harry é o perseguido em especial.
Por isso que seus colegas o auxiliam a sair de sua casa utilizando a poção Polissuco. Quando todos assumem a sua aparência física e fogem em comboio da residência dos Dursley para a casa dos Weasley, são atacados rapidamente pelos Comensais e pelo próprio Lord Voldemort em pleno voo.
Infelizmente nem todos conseguem chegar bem ao destino: um dos irmãos gêmeos dos Weasley sofre um grave ferimento na orelha e o professor Moody é morto durante a fuga.
Mesmo com todos esses acontecimentos, as pessoas (os bruxos nesse caso) tentam manter a normalidade de suas vidas. Um resquício de esperança reanima seus corações com um pouco mais de alegria durante os preparativos para o casamento de um primo Weasley. Mas os Comensais não perdoam e voltam a atacar novamente.
A partir daqui, Harry, Hermione e Rony se distanciam de todos. Afastando Harry deixa os seus conhecidos mais protegidos de um novo ataque, pois Potter é o desejo número um de Voldemort. Os três mais uma vez vivenciam novas aventuras – mas ao contrário de antes o cenário é o mundo cruel e não os corredores de Hogwarts; e agora não há mais proteção de ninguém durante a busca das Horcruxes.
Juntos, descobrem o mistério do falso medalhão encontrado por Dumbledore e Harry no filme anterior e sua ligação com a família Black, dando-lhes novas pistas sobre as outras Horcruxes. Além de todo o perigo que cerca essas peças malignas, os três grandes amigos também enfrentam o ego de cada um deles: ambos se voluntariam a carregar o medalhão que exerce uma forte influência na personalidade de cada um (efeito semelhante mas em menor grau daquele enfrentando por Frodo na trilogia de O Senhor dos Anéis). Justamente por essa má influência que surge as primeiras graves desavenças entre os três nesses sete filmes.
Por outro lado, Voldemort não demonstra nenhuma preocupação nas Horcruxes, desconhecendo as intenções de Harry. O bruxo das trevas está totalmente concentrado em algo que, uma vez em sua posse, o torne imbatível: as três relíquias da morte – quem as possui-las torna-se o Senhor da Morte. As descrições desses poderes está num famoso livro bruxo de contos.
Uma dessas relíquias encontra-se a sete palmos da terra, enterrada juntamente com o corpo de Alvo Dumbledore…
A primeira parte de Harry Potter e as Relíquias da Morte termina assim mesmo, com um GRANDE três pontinhos. Passagem obrigatória para os acontecimentos derradeiros do último filme, incumbido de encerrar uma saga com oito filmes e dez anos de duração e encantamentos. A divisão acaba esvaziando, enfraquecendo o poder de narração dessa primeira parte, concentrando os importantes acontecimentos na estreia do próximo filme no dia 15 de julho.
Isso torna-se ainda mais perceptível nesse sétimo longa por ele suceder o ótimo Enigma do Princípe. A tensão está sempre ali, prestes a explodir, mas não ocorre na tela. Uma clara queda na qualidade da narração por interromper as grandes expectativas do espectador que esperará pela segunda parte onde, como diz os próprios cartazes do longa, “tudo termina”.

IMPRESSÃO DIGITAL 02: The Event S01E01 O piloto de The Event são 40 minutos repletos de idas e vindas no tempo acompanhando o passado e o presente de Sean Walker. Após embarcar em um voo para São Paulo, Sean tenta a todo custo entrar na cabine do comandante do avião e impedir que o piloto alcance seu objetivo: jogar a aeronave na casa de repouso do presidente dos EUA.

O presidente Elias Martinez passa a tomar conhecimento de um projeto ultra secreto desenvolvido pela agência CIA no Alasca.

Em terra firme, um homem entra em contato com os controladores de voo para também impedir, sem sucesso, a decolagem do avião. Mas o seu principal alvo – e ainda não sabemos claramente por quê – era Sean Walker.

Os oito dias anteriores a esse voo, observamos o cruzeiro romântico que Sean fazia com sua namorada, Leila Buchanan. E é justamente no navio que a garota é misteriosamente raptada e todos os dados referentes ao casal são deletados e Sean acaba se tornando um intruso na embarcação, pois não há nenhum registro deles no arquivo de hóspedes.

O sequestro atinge também a família da garota – os pais e a irmã caçula – em sua casa.

O desenrolar das questões expostas nesse piloto será combustível para os próximos episódios, que dará um rumo definitivo a série: de sucesso ou de companheira a FlashForward no limbo das séries precocemente canceladas! E essas respostas deverão ser satisfatórias e críveis para justificar o evento final desse primeiro episódio.

IMPRESSÃO DIGITAL 01: 1ª tmporada de True Blood (1.01 x 1.09)True Blood, mesmo de forma inconsistente, consegue manter o interesse do espectador ao longo desse 9 primeiros episódios da trama, que finalizou recentemente sua terceira temporada nos EUA. Quando a trama principal enfraquece – observe os episódios centrais dessa temporada de estreia, onde pouca coisa acontece e os momentos principais concentram-se no início e no fim de cada episódio. E todos os outros momentos não inspiram tanto entusiasmo assim.

Ah, se não fossem os personagens coadjuvantes… não que a telepata Sookie e o vampiro Bill não tenham sua simpatia própria, mas nesses episódios mornos e massantes são os coadjuvantes que mantem o interesse e o moral da série: Tara, por exempo, toma para si toda a nossa atenção quando surge na telinha. Suas discussões com Sookie e suas incertezas rendem grandes momentos. Os demônios interiores de sua mãe (e até o dela) desafiam a sua incredulidade. E os seus medos de aprofundar o relacionamento com Sam Merlotte, amigo e patrão.

Do outro lado, temos os personagens envolvidos na trama do paradisíaco ‘sangue de vampiro’: Lafayette e suas artimanhas para obter o produto direto da fonte e depois revendê-lo e Jason Stackhouse, coagido pela sua nova e misteriosa ficante, resolvem sequestrar a tal ‘fonte’ de Lafayete e serem donos, por assim dizer, da ‘fonte da juventude’.

Mas na reta final da 1ª temporada, a série voltou a empolgar, explorando umas das linhas soltas jogadas no primeiros episódios – o que esconde Sam Merlotte? Não muito íntimo de Bill, Sam resolve atender o pedido do vampiro de proteger Sookie, enquanto Bill está a caminho de um chamado da comunidade de seres de dentes caninos afiados.

E que de forma Sam resolveu protegê-la…

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