ANÁLISE: O Espetacular Homem-Aranha

22 07 2012

O Espetacular Homem-Aranha recria novamente todo o universo do super-herói a partir do momento em que, fugindo de uma terrível ameaça, os pais de Peter Parker o deixam, ainda criança, morando com os tios para nunca mais voltarem.

Já adolescente, vemos toda a dinâmica do bom relacionamento de Peter com os tios Ben e May; a sua timidez atrapalhando o cotidiano escolar e uma suposta aptidão por zelar pelo bem-estar do outros. Aqui o diretor Marc Webb ( (500) Dias com Ela) não sai do lugar-comum, apresentando uma seqüência episódica para exemplificar tais passagens da vida do futuro herói aracnídeo, demorando em captar o interesse do espectador. Por ser posterior uma trilogia recente do personagem (cinematograficamente falando), essa adaptação deveria ter uma preocupação maior com a forma como a história seria contada e aqui não houve ousadia nenhuma nessa sentido.

Tudo no início ocorre de maneira muito correta. Ao encontrar antigas pesquisas do pai, Peter Parker acaba chegando à empresa Oscorp, onde pesquisas genéticas estavam sendo desenvolvidas e que poderiam modificar completamente o rumo da Humanidade caso viessem a se concretizar. Para tanto, haveria a necessidade de uma fórmula secreta que se encontrava nas anotações de seu pai, o chamado algoritmo do decaimento. Nas dependências da Oscorp é que Peter Parker adquire seus poderes ao ser picado por uma aranha geneticamente modificada e é nesse mesmo local, que inocentemente, ele fornece a solução matemática de seu pai ao doutor Curt Connors (Rhys Ifans, Um Lugar Chamado Notting Hill e Elizabeth: A Era de Ouro), abrindo assim para o inimigo da vez: o Lagarto.

No núcleo familiar dos Parker temos uma sólida interpretação de Martin Sheen (da produção televisiva West Wing e Os Infiltrados)  como tio Ben, substituindo a figura paterna de Peter e sua relação com a tia May (Sally Field, também bastante conhecida da TV por Brothers & Sisters e Forrest Gump) nos momentos em que contracenam juntos: um casal de meia-idade muito palpável, demonstrando realmente que passaram por muita coisa juntos. Nota-se que isso funciona perfeitamente quando a emoção aflora naturalmente no momento de seu assassinato. Com o conhecimento prévio do desenrolar da história não deixamos de sentir o baque dessa terrível perda.

São nesses momentos de dor que Andrew Garfield (A Rede Social e Não me Abandone Jamais) atinge a sua melhor atuação como o novo Homem-Aranha, ainda mais quando este está envolvido indiretamente na morte do tio. Enquanto vive desconfortavelmente um Peter Parker jovem, nerd e tímido, o ator não atinge a sutileza necessária para transpassar corretamente esse perfil do personagem. Nas cenas bem-humoradas o ator se sai bem nos momentos em que divide o argumento com alguém (principalmente nos momentos que envolvem a família Stacy) e tem um desempenho pouco satisfatório no sarcasmo característico quando o herói aracnídeo encontra-se sozinho, falando consigo mesmo.

O bom humor, por sua vez, é muito bem empregado nas ações ilustrativas para a chegada dos poderes de Peter. Seja no banheiro de casa, enfrentando o valentão na escola ou dentro do metrô, tais cenas além de atingirem o propósito de mostrar ao espectador os poderes do personagem-título também confere rapidez e agilidade à narração.

Uma grande falha do roteiro é sua tentativa de estabelecer precocemente esse Homem-Aranha como um grande mito, quando na verdade ele ainda não mostrou a que veio. Nós ainda não sabemos a capacidade, a habilidade, a inteligência desse Peter Parker e se realmente ele merece ser acompanhado pela imponente trilha sonora de James Horner quando este veste o seu uniforme pela primeira vez. Aí é válido o questionamento: “Peraí, ele ainda não se tornou o Batman de Christopher Nolan para ter essa imponência toda!”.

Agora quando essa mesma trilha é utilizada na ótima sequência envolvendo as gruas, ali sim ela atinge corretamente seu propósito, uma vez que já observamos as dificuldades com que o Homem-Aranha enfrentou e a sua disposição e coragem para continuar lutando, não só para defender a sua amada, mas também toda a cidade e impedir as más intenções de Lagarto. Apesar de que este plano fora desvendado facilmente no subsolo de Nova York, com o roteiro e o vilão não impondo nenhuma dificuldade significativa ao mascarado, sendo raros os momentos em que sentimos alguma aflição. Tanto que só constatávamos certa dificuldade através dos ferimentos cada vez maiores testemunhados por Tia May quando Peter retornava para casa.

Gwen Stacy, personagem de Emma Stone (Histórias Cruzadas, Zumbilândia) funciona no mínimo, corretamente, já que o seu papel não tem muita relevância no desenrolar da história, se limitando apenas a ser o par romântico do protagonista e a razão da batalha final no prédio da Oscorp, pois está justamente ali para auxiliar o herói, criando o antídoto (outro clichê), local onde Lagarto pretende por em prática o seu plano maquiavélico.

Se foi razoável em toda a sua execução, o roteiro de O Espetacular Homem-Aranha oferece, com muita eficiência, um gancho formidável para sua continuação, mesmo que este se baseie naquilo que foi pouco desenvolvido anteriormente: o relacionamento de Peter Parker e Gwen Stacy e a impossibilidade desse romance tornar-se algo maior, não só pelas grandes responsabilidades que irão surgir na vida do Homem-Aranha, mas também pela sua promessa junto ao capitão Stacy. Aqui sim temos alguma ansiedade em relação ao desenrolar da história, onde Prometheus falhou absurdamente!

O Espetacular Homem-Aranha tem suas falhas mas consegue, ao seu modo, recriar o universo do aracnídeo, não elevando o super-herói a um novo patamar. Essa franquia não será para o Homem-Aranha aquilo que a trilogia de Christopher Nolan foi para o Batman!

NOTA: 3/5

 

 

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ANÁLISE: A Invenção de Hugo Cabret

3 03 2012

Hugo Cabret é uma singela homenagem ao cinema feita pelo próprio cinema. Uma homenagem ao cinema em seu início, onde as produções eram feitas quase que amadoramente e se concretizavam graças ao esforço e ao empenho de seus idealizadores, tamanha a dificuldade converter um roteiro em uma película.

Hugo Cabret (Asa Butterfield, O Menino de Pijamas Listrados e da série Merlin) é um garoto “especialista em consertar coisas”, como diz um dos personagens em determinado momento do filme. Essa aptidão aprendeu com o seu pai, relojoeiro de profissão (uma participação especial de Jude Law). A habilidade foi mantida ao longo da infância após a morte do pai em um incêndio, quando então ficou aos cuidados do tio, responsável por manter pontuais, os relógios de uma estação ferroviária parisiense.

Mas o apego do menino com o pai permaneceu vívido na figura de um autômato, um androide de lata, que funciona com as mesmas peças e mesmos mecanismos presentes nos relógios. Obtido de um museu com defeito, o conserto do androide tornou-se a obsessão do garoto, já que o pai não teve a oportunidade de vê-lo funcionando.

Para tanto, Hugo precisava de peças que não possuía, mas havia uma abundância delas numa antiga loja de brinquedos na estação. E nos momentos oportunos, o garoto tinha a chance de roubá-las até que, um dia, foi pego pelo proprietário, o senhor George Méliès (o irreconhecível Ben Kingsley,  Ilha do Medo e Príncipe da Pérsia) que retomou algumas de suas peças e uma caderneta cheia de anotações, rascunhos, esboços e outros detalhes técnicos criados pelo pai de Hugo a respeito do conserto do autômato.

Inexplicavelmente, Méliès ficou atônito com aquelas descrições, mais pelas recordações que as marcações traziam do que pela possibilidade de um garoto tê-las escritas. Assim, ficou difícil para o garoto recuperar o pequeno caderno, mesmo tendo a ajuda da filha do George, Isabelle, uma aventureira nata inspirada pelos livros que devorara, que nunca tivera a oportunidade de vivenciar uma aventura real, interpretada aqui pela nova e veterana atriz Chloë Grace Moretz (uma rápida busca no IMDB revela participações em 40 produções com apenas 15 anos, destacando-se (500) Dias com Ela e Deixe-me Entrar).

Sempre pelos esconderijos e corredores ocultos da estação, Hugo obtinha o que queria (peças ou alimentos), sempre observando os passageiros e os comerciantes que tinha expediente no local. Vale ressaltar que a maioria dos personagens parecem ter sidos retirados de uma fábula e inseridos ali na estação: a florista, a madame e o seu cãozinho e a sua paquera, que sempre tentava cortejar a senhora mas era impedido pelo canino e o guarda com perna mecânica (comportado personagem de Sacha Baron Cohen, Borat e o ainda inédito O Ditador), na sua incansável batalha de livrar a estação de toda e qualquer criança órfã que tinha potencial para se tornar um pedinte. Não é a toa que Hugo vive constante embate com o desajeitado guarda ao longo da projeção. São esses personagens que caracterizam A Invenção de Hugo Cabret como uma fábula para adultos.

Interessante notar que Martin Scorsese ao acompanhar Hugo e Isabelle para a montagem definitiva do autômato, explora com muita maestria a tecnologia 3D, com uma profundidade constante nas cenas e até o mais clichê das cenas existentes nesse formato: câmera e personagens caindo através de trilhos e tobogãs; outra utilização recorrente vista anteriormente em O Gato de Botas, por exemplo, é a câmera andando rapidamente bem próxima ao solo em um longo plano.

E é a mais nova tecnologia em uso atualmente em Hollywood, a filmagem e a exibição de filmes em três dimensões (tudo em uma cópia digital) que cultua e homenageia o cinema em sua origem, em sua essência: a montagem e a colagem de fotografias em sequência para criar a impressão de movimento, o filme em si.

Se A Invenção de Hugo Cabret convence habilmente e transporta o seu espectador para o seu mundo mágico e fascinante, com o auxílio de seu experiente elenco (entre outros, é bom ver Christopher Lee em ação novamente), só temos um ponto negativo: o seu ator-mirim principal: em alguns momentos chave da exibição, Butterfield não empregar a carga exata de emoção que a cena exigia, o que nos tirava um pouco do cenário e nos remetia novamente à sala de cinema. Mas nada que conseguisse tirar o brilho de A Invenção de Hugo Cabret nos proporcionou.





ANÁLISE: 50%

7 02 2012

A única coisa que me preocupava nesse filme era a presença de Seth Rogen (Superbad – É Hoje, Segurando as Pontas). Tenho um certo bloqueio pessoal contra esse cidadão que não apresenta uma carreira muito versátil. Praticamente é o mesmo papel em filmes diferentes. Em 50% esse cenário não se modifica, mas se beneficia pela história depender muito pouco dele.

Já Joseph Gordon-Levitt (A Origem, (500) Dias com Ela e no ainda inédito Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge) continua apresentando o mesmo talento de sempre. Sofredor apaixonado, integrante de uma equipe que rouba sonhos, um pastor evangélico, ou alguém com câncer (como aqui), ele consegue moldar sua interpretação a cada um de seus personagens, tornando-os verossímeis.

Quem vem se destacando aos meus olhos também é Anna Kendrick (A Saga Crepúsculo, Scott Pilgrim contra o Mundo, Amor sem Escalas). Mesmo não tendo muita beleza consegue desempenhar seus papéis muito bem e se destacar ao lado de quem quer que seja: Kristen Stewart, George Clooney…

Joseph Gordon-Levitt vive Adam em 50%. Trabalhando em uma rádio juntamente com seu colega Kyle (Seth Rogen) – ou Seth Rogen (interpretado por Seth Rogen) se você preferir – e leva uma vida tipicamente de um rapaz solteiro na sua idade. Morando junto com sua namorada Rachael (Bryce Dallas Howard, Além da Vida e Histórias Cruzadas) e longe de seus pais, tudo ocorre normalmente até que uma leve dor nas costas o obriga a visitar um consultório médico.

A partir desse momento que a normalidade da vida de Adam acaba por completo. Não só pelo fato dele ser diagnosticado por um câncer na espinha, mas pelas pessoas que o cercam e deveriam lhe dar atenção. A começar pela forma natural e despreocupada com que o médico lhe informa o diagnóstico.

Seu colega Kyle tenta da sua louca maneira auxiliar o colega. Embora não seja o comediante que se acha ser, o roteiro lhe ajuda muito bem nessa tarefa, por exemplo, ao se referir ao ‘cara’ de Dexter ou Patrick Swayze que conseguiram vencer o câncer (ou não!). Isso sem contar o fato de sempre querer obter vantagem ao demonstrar preocupação com o amigo nas mais variadas situações.

Já na família os problemas são menores devido a distância. Por não estar sempre presente, Adam se livra de uma mãe que se preocupa em excesso (do ponto de vista do jovem), restando-lhe algumas dezenas de ligações não atendidas ou pequenas discussões em algumas de suas visitas, somando-se ao fato de seu pai ser portador do mal de Alzheimer.

Para fechar o ciclo pessoal: Rachael, a pintora de quadros. Mesmo escolhendo ficar ao lado do namorado, ela não tem a mínima ideia de como se comportar e de como cuidar de Adam agora. Sua aversão aos hospitais a impede de acompanha-lo em suas sessões de quimioterapia limitando-se a deixa-lo na porta do hospital e esquecer-se de buscá-lo depois. O seu nível de atenção é tão grande a ponto de achar que um cão de corrida aposentado (e feio por sinal) seja o suficiente para curar o baixo-astral de Adam. Se bem que, comparado a essas pessoas, o cachorro é o mais sensato de todos. É natural que recebemos, em determinado momento, a notícia de que ela traía Adam.

Se as coisas estão ruins, não reclame, pois pode piorar ainda mais! Esperando algum consolo, algumas sábias palavras, a ajuda de uma terapeuta profissional também não deu muito certo. Novata, ainda fazendo o seu doutorado, uma caloura, Katherine (papel de Anna Kendrick) tem em Adam o terceiro paciente de sua ainda recente carreira. E o estado de nervo que ele se encontra, aliada a sua inexperiência, complicam bastante o bom desenrolar das consultas.

Essa é a complicada situação de Adam. Com câncer e completamente desamparado, não há outra escolha a não ser cuidar de si mesmo e controlar-se da melhor maneira possível. A única tranquilidade que ele encontra é com os companheiros de quimioterapia no hospital: o retrato do futuro de Adam. É de se esperar que ele perca o controle a qualquer momento. Por tudo isso é de se impressionar com a forma que Adam passou por todas essas dificuldades e conseguiu derrotar a difícil doença que é o câncer.

NOTA: 4/5





A Origem para salvar o cinema do verão americano

5 08 2010

Dia 06 de agosto de 2010. Sexta-feira. Amanhã. Dia da estreia de A Origem. Filme esse que virá (provavelmente) para salvar essas férias de julho, que não teve nenhuma grande atração cinematográfica. E na tentativa de salvá-la, a gente até estica em uma semana a duração das férias para que A Origem seja incluído nela.

Direção de Christopher Nolan, responsável pelos dois últimos filmes da franquia Batman (Begins e O Cavaleiro das Trevas) e que está atualmente desenvolvendo o próximo filme do homem-morcego. No elenco, o ator mais badalado do momento, Leonardo DiCaprio, que só vem fazendo bons filmes: Ilha do Medo, Os Inflitrados, Rede de Mentiras. E A Origem vem para fazer Leonardo aspirar novos ares e quebrar um pouco a rotina de filmagens sob a batuta de Martin Scorsese. Numa contagem rápida, já foram 4 filmes de parceria da dupla.

E o elenco do longa traz mais gente do meu agrado: Ellen Page (de Juno, uma das próximas atrações aqui no Universo E!), Ken Watanabe (Cartas de Iwo Jima, O Último Samurai), Marion Cotillard (Piaf – Um Hino ao Amor), Michael Caine (presente nos dois últimos de longa de Batman), Joseph Gordon-Levitt ( (500) Dias com Ela)…

Ou seja, muita coisa. Vamos aguardar amanhã para conferir essa grande estreia, escrever essa análise e podermos discutir sobre o longa aqui. Enquanto isso, fiquem com o trailer (ao qual recuso-me a assistir):





Prepare-se para o MTV Movie Awards 2010

29 04 2010

As premiações de cinema ainda não acabaram: Avatar, Lua Nova, (500) Dias com Ela, Alice no País das Maravilhas, Distrito 9, Se Beber não Case, Guerra ao Terror, Bastardos Inglórios, Atividade Paranormal, Preciosa – Uma História de Esperança, Sherlock Holmes, Ilha do Medo, Exterminador do Futuro – A Salvação, Transformers 2 – A Vingança dos Derrotados, Up – Altas Aventuras ou X-Men Origins: Wolverine ainda podem levar mais um prêmio para casa.

Estes são apenas alguns dos filmes elegíveis que poderão concorrer a Pipoca Dourada do MTV Movie Awards 2010, o evento de premiação mais bem humorado do Cinema mundial.

É aqui que os mais fanáticos fãs de Crepúsculo, Harry Potter e outros gêneros de filmes praticados ignorados pelas premiações de início de ano poderão torcer pelo seu projeto de idolatração. Afinal no MTV Movie Awards tudo, absolutamente TUDO é possível.

Além dos tradicionais melhores filme, ator e atriz, há outras categorias mais, digamos, liberais como melhor beijo, melhor luta, o momento What The Fuck? (ou Que Merda é essa?) ou a novidade desse ano que é a premiação para superastro global.

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O que vai sair desse calderão de filmes e atores e quem vai levar a Pipoca Dourada, a gente só vai saber no MTV Movie Awards 2010 – que ocorre domingo, 06 de junho e com cobertura completa e especial do Universo E!.

Ao longo de todo o mês de maio você acompanha todos os preparativos para festa e no dia da premiação, você acompanha minuto-a-minuto com a gente a última premiação cinematográfica da temporada de 2009.

Vai uma pipoquinha aí?





COBERTURA COMPLETA Globo de Ouro 2010

17 01 2010

Estão todos prontos? Tapete vermelho estendido? Holofotes em potência máxima?

Daqui há poucos segundos inicia-se um dos eventos americanos mais esperados do ano:  a 67ª edição do Globo de Ouro premiará as melhores produções e as melhores interpretações do cinema e da televisão dos EUA.

E todos os detalhes você confere em nossa cobertura especial do Globo de Ouro 2010.

ATENÇÃO: Os eventos mais recentes serão escritos de cima para baixo.

– MERECEDÍSSIMO!!!! Avatar sai como o grande vencedor da noite, faturando os prêmios de melhor direção e melhor diretor com James Cameron.

-  MELHOR FILME DE DRAMA: Avatar, Guerra ao Terror, Bastardos Inglórios, Precious, Amor sem Escalas. Categoria reservada para a apresentação de Julia Roberts. Favoritos: Avatar, Bastardos Inglórios e Guerra ao Terror. Precious, corre por fora, mais ainda tem chance. Na minha opinião, Amor sem Escalas sem chances.

– Restam-nos agora apenas uma categoria. A mais aguardada: melhor filme drama dramático.

– MELHOR ATOR DRAMÁTICO apresentado agora por Kate Winslet. O Globo de Ouro vai para Jeff Bridges (Crazy Hearth). Aplaudido longamente e por uma platéia toda em pé!

– MELHOR ATOR COMÉDIA/MUSICAL: Matt Damon, Robert Downey Jr, Joseph Gordon Levitt, Daniel Day Lewis e Michael Stuhlbarg. Aqui está uma das grandes supresas da noite. Jamais imaginei que Robert Downey Jr levaria esse prêmio por Sherlock Holmes.

– Mickey Rourke, já visto em O Lutador e em beve, em Homem de Ferro 2 apresenta MELHOR ATRIZ DRAMÁTICA para Sandra Bullock em The Blind Side.

– Agora é a vez do governador da Califórnia, Arnold você-sabe-quem (esse mesmo, o Exterminador do Futuro) fazer a prévia, o teaser, de Avatar.

– A apresentadora da vez é Wheese Whiterspoon. Categoria: MELHOR FILME COMÉDIA/MUSICAL:

  • (500) Dias com Ela
  • Se Beber não Case
  • Simplesmente Complicado
  • Julie e Julia
  • Nine – O Musical

O grande vencedor: Se Beber Não Case. Parabéns. Um filme que passou no cinema sem fazer muito barulho e agora recebe seu Globo de Ouro.

– Kiefer Sutherland de 24 Horas aparesenta a categoria de MELHOR SÉRIE (COMÉDIA/MUSICAL): As grandes favoritas do público se confrontam aqui. A vencedora é Glee. Que agradou incrivelmente o público americano. E logo em sua primeira temporada desbanca os queridinhos da categoria como The Office e 30 Rock.

– Mel Gibson presente no palco do Globo de Ouro. MELHOR DIREÇÃO – Grandes nomes concorrem. Mas o único a levar o Globo para casa é James Cameron por Avatar.

– Guerra ao Terror e o seu teaser são exibidos na cerimônia.

– “FILMES SÃO MARCAS DE UMA ÉPOCA. PRECISAMOS MANTE-LOS VIVOS”, Martin Scorsese.

– Agora é a vez de Leonardo DiCaprio e a cerimônia homenagear Martin Scorsese. Um ícone na produção de filmes da atualidade. Recortes de seus longas são exibidos no momento.

– MELHOR ATOR COADJUVANTE: categoria apresentada por Hale Berry. E o favoritismo para Bastardos Inglórios confirmado. Christopher Waltz garante o seu prêmio e os pontos para quem apostou nele em bolões.

– MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE OU PRODUÇÃO PARA TV (MINI-SÉRIE/FILME): Chloe Sevigny garante o seu Globo de Ouro para a produção Big Love da HBO.

– As crepusculetes vão a loucura. Taylor Lautner sobe no palco do teatro de Beverly Hills. (500) Dias com Ela ganha a sua prévia.

– O ator principal de Chuck sobe ao palco para apresentar a MELHOR SÉRIE DRAMÁTICA: Big Love, Dexter, House, Mad Men ou True Blood? O Globo de Ouro está reservado para Mad Men. O favorito da maioria da platéia.

– MELHOR FILME ESTRANGEIRO

  • Baaria, Giuseppe Tomatore ( )
  • A Fita Branca, Michael Haneke ( )
  • The Maid, Sebastián Silva ( )
  • Abraços Partidos, Pedro Almodóvar ( )
  • A Prophet, Jacques Audiard ( )

E o Globo de Ouro vai para o longa alemão A Fita Branca.

– Bastardos Inglórios. O filme de Quentin Tarantino ganha também sua pequena propaganda na categoria MELHOR FILME DRAMA.

– Agora a vez de premiar MELHOR ATOR EM SÉRIE CÔMICA/MUSICAL: sem novidades. Alec Baldwin, por 30 Rock.

– Chegou a hora de conferirmos que filme leva o Globo de Ouro de MELHOR ROTEIRO: Gerard Bulter e Jeniifer Aniston anunciam o prêmio para Amor sem Escalas.

– Vamos para uma prévia da categoria principal MELHOR FILME COMÉDIA/MUSICAL: Simplesmente Complicado.

– Ele continua para apresentar agora o prêmio de MELHOR ATRIZ PARA PRODUÇÃO DE TV. A vez de Grey Gardens levar o segundo Globo de Ouro para casa com a atuação de Drew Barrymore.

– Sam Worthigton de Avatar, apresenta a categoria de MELHOR ATOR PARA PRODUÇÃO DE TV. Kevin Bacon sai como o grande vencedor por Taking Chance.

– Prévia de mais um indicado a MELHOR FILME DRAMÁTICO – Precious, que já ganhou um Globo de Ouro na categoria de melhor atriz coadjuvante.

– PAUSA PRA UM COMERCIAL: Universo E!Nigma. Quer concorrer a uma edição do best-seller de Dan Brown, ‘O Código da Vinci’? Não deixe de participar desse primeiro concurso cultural Universo E!Nigma.

Logo após a cobertura completa da 67ª edição de Globo de Ouro, você saberá como concorrer a esse super prêmio.

– Ela pode. Com discurso longo, e tendo a devida atenção de todos, Meryl Streep não é em nenhum momento interrompida.

– Sai uma estrela e entra outra. Tom Hanks dá lugar a Colin Farrel. MELHOR ATRIZ COMÉDIA/MUSICAL: Marion Cotillard (Nine – O Musical), Sandra Bullock (A Proposta), , Meryl Streep (Julie e Julia), Julia Roberts (Duplicidade) e Meryl Streep (Simplesmente Complicado) de novo. Concorrendo duas vezes, não deu jeito. Meryl Streep por Julie e Julia.

– Tom Hanks agora no palco do Globo de Ouro. Sua missão, apresentar mais um indicado a melhor filme comédia/musical: Julie e Julia.

– MELHOR PRODUÇÃO PARA TV (MINI-SÉRIE/FILME): Categoria pouco conhecida em terras brasileiras. Georgia O’Keeffe, Grey Gardens, Little Dorrit, Taking Chance e Into the Storm são os indicados. O vencedor é Grey Gardens.

– Primeira vez que vejo Michael Giacchino assim, ao vivo e a cores. O brilhante talento por trás da trilha sonora de Lost aparenta ser incrivelmente novo. Sempre o imaginei como um homem de mais idade.

– Up, O Desinformante, Avatar, A Single Man e Onde Vivem os Monstros concorrem na categoria MELHOR TRILHA SONORA. O ganhador é Michael Giacchino pela trilha sonora de Up- Altas Aventuras. Dois Globos de Ouro para essa animação da Dinsey/Pixar.

– Grandes estrelas do mundo da música. Cher e Christina Aguilera apresenta a categoria de MELHOR CANÇÃO ORIGINAL. Nine, Avatar, Crazy Heart, Brothers e Everybody’s Fine concorrem. Globo de Ouro para Crazy Heart com The Weary Kind.

– Uma pequena apreciação de Amor sem Escalas. Concorrendo em MELHOR FILME DRAMÁTICO.

– Trailer de Extraordinaries Treasures. Com a bela Keri Russel da antiga série Felicity, que estreia essa semana nos EUA.

– Mais um comercial. E que felicidade. Finalmente o grande trabalho realizado por Michael C. Hall reconhecido. Tantas vezes indicado, e mais vezes ainda saindo dos eventos de mão abanando. Injustamente! Que alívio. Um momento extremamente gratificante.

– Agora é a vez das mulheres. Prêmio de melhor atriz em série dramática. O Globo de Ouro dessa categoria vai para Julianna Margulies por The Good Wife.

– E A NOITE ESTÁ GANHA!!!!!! Depois de quatro temporadas, Michael C. Hall finalmente ganha este merecidíssimo prêmio e reconhecimento por sua brilhante interpretação.

– MELHOR ATOR EM SÉRIE DRAMÁTICA: Onde o nosso querido Michael C. Hall concorre. Junto com Hugh Laurie de House.

– MELHOR FILME (COMÉDIA/MUSICAL): um pequeno trailer de Nine – O Musical. Como categoria principal, pequenos trailers dos indicados serão exibidos ao longo do show.

– E no comercial televisivo, o trailer de O Lobisomem, com lançamento nos EUA em 12 de fevereiro.

– Se o discurso é muito longo começa a soar uma musiquinha de fundo, lembrando ao ‘palestrante’ que seu tempo está se esgotando!

– MELHOR ANIMAÇÃO: Alguma dúvida sobre Up? Princesa e o Sapo, Coraline e O Fantástico Senhor Raposo também concorre! Up- Altas Aventuras saem como grande vencedor!!!

– Um agradecimento muito especial a “um grande ator, um grande homem”, nas palavras do vencedor, se referindo a Michael C. Hall, com um lenço preto na cabeça. Michael, como já disse antes, está na luta contra um câncer absolutamente curável.

– Sheldon de The Big Bang Theory apresenta agora a categoria de melhor ator coadjuvante em série ou produção de TV. Nessa categoria pesos pesados: Michael Emerson (Lost) e o favorito John Lithgow, Dexter. Premiado: um Globo de Ouro para a série Dexter. John vai o palco sob a música tema instrumental de Dexter.

– MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE TV (COMÉDIA/MUSICAL): Toni Collete, de United States of Tara.

– MELHOR ATRIZ: O Globo de Ouro dessa categoria vai para Mo-Nique de Precious, ainda inédito nos cinemas brasileiros.

– Uma pequena pausa agora. A festa vai começar, mas antes vamos preparar o lanche para acompanhar esta noite de muitos Globos de Ouro.

– Menos de dez minutos para o início da premiação. Os repórteres começam a se despedir, pois a festa começará lá dentro

– James Cameron chegando agora a premiação. O criador do fenômeno Avatar concorre a melhor direção. Uma pequena explicação sobre duas novas câmeras que sua equipe criou especialmente para essa produção.

– Sigourney Weaver. Brilhante pesquisadora em Avatar agora no tapete vermelho. Excelente atriz.

Amor sem Escalas, concorre entre outras categorias, na de melhor atriz coadjuvante com Anna Kendrick. Que já passou agora pouco pelo tapete vermelho.

– Vinte minutos agora para o início da premiação da 67ª edição do Globou de Ouro.

– Gabourei Sadibe por Precious, concorre como melhor atriz dramática. E enfrenta agora as repórteres da NBC. E uma delas revela que Gabe, assim mesmo, na intimidade, revela sua torcida: “Vai lá Gabi. Ganhe esse Globo de Ouro! Você merece!”.

– Não dá para notar pela transmissão, mas parece que chove por lá. Afinal que chega para dar entrevista, a seguinte afirmação se repete: “Você sobreviveu a chuva!”. Comentários sobre guarda-chuva também se repetem.

– Retrospectiva dos ganhadores em seu agradecimentos regados as muitas lágrimas. 

– Leona Lewis falando agora sobre a sua interpretação da linda ‘I See You’, música tema de Avatar. Concorrendo como melhor canção. No meio da conversa, James Horner, o compositor do filme de James Cameron.

– Agora, as três apresentadoras começam a jogar papo para o ar. O assunto em questão são os indicados a melhor ator nas categorias de cinema: Robet Downey Jr, Joseph Gordon Levitt, Morgan Freeman, Matt Damon…

– Tina Fey. Grande estrela de 30 Rock chegando para a premiação do Globo de Ouro 2010.

– Big Love estrelando novamente o tapete vermeho. Chlöe Sevigny concorrendo como melhor atriz coadjuvante em produção de TV é o alvo das entrevistadoras agora. Seu exótico vestido chama a atenção!

– Bill Paxton. Ator principal de Big Love da HBO é o entrevistado de agora no tapete vermelho.

– O grande destaque desse Globo de Ouro, a série musical Glee, também se faz presente no tapete vermelho com dois integrantes de seu elenco.

– Joseph Gordon Levitt, concorrendo por melhor ator em filme comédia/musical também chegou. Uma indicação em uma categoria principal para (500) Dias com Ela.

– E as estrelas já começam a chegar. Gleen Close, agora, cocnorrendo como melhor atriz por Damages em série dramática para o canal NBC. Do mais, só encheção de linguiça com comentários sobre vestidos e por aí vai.





Breves & Curtas #5

14 01 2010

FUTURAS PROMOÇÕES, PÉSSIMAS NOTÍCIAS PARA HOMEM-ARANHA, ESTREIAS, GLOBO DE OURO 2010… AGORA EM BREVES & CURTAS

PROMOÇÃO – O Universo E! promoverá em breve um concurso que irá presentear nossos leitores com vários itens de entretenimento. Os moldes da promoção aindam está em fase de criação pela competente equipe do blog – isto é, EU! Coisa simples, só para criar um pequeno rebuliço por aqui.

PROMOÇÃO 2 – Só para adiantar: o primeiro item – será uma edição do livro O Código da Vinci de Dan Brown. Dependendo da participação, posso acrescentar um DVD para um segundo colocado ou mesmo deixá-lo como outro prêmio para o próximo evento.

sdexterSUSTO EM DEXTER – A homepage do UOL (a direita) deu um grande susto ontem. Felizmente, porém, o câncer que aflige o ator Michael C. Hall, protagonista de Dexter “[…] um linfoma de Hodgkin, é tratável e curável”, informa a nota do portal.

Uma ótima notícia depois do susto dado pela chamada da primeira página. E o tratamento não deve atrapalhar em nada o cronograma de filmagens da quinta temporada da série em meados desse ano.

 

GLOBO DE OURO 2010 – A grande premiação da televisão e a primeira do cinema norte-americano. Os indicados você confere no post especial dedicado ao Globo de Ouro em breve aqui no Universo E!. E lembrando que essa 67ª edição, marcada para esse domingo (dia 17) terá cobertura completa aqui no blog.

HOMEM-ARANHA 4 – E vamos recomeçar do zero de novo… É isso que aflige qualquer cinessérie (ou seria cine-série?) de super-herói. E é isso que está ocorrendo com a franquia de Homem-Aranha. Peças centrais da trilogia do aracnídeo já dançaram. E as especulações estão só começando.

1º) Tobey Maguire, que interpretou com grande verossimilhança o Home-Aranha nos três longas anteriores, já não será mais o ator principal. A essa altura do jogo (sem definições por enquanto), a substituição cotada para a vaga está para Robert Pattinson (da saga Crepúsculo). Uma notícia horripilante para uma franquia muito bem conduzida e finalizada.

2°) Cadeira do diretor também está desocupada. O competente Sam Raimi (do não tão bom Arraste-me para o Inferno) está fora do próximo longa do herói. Estão pensando em Mark Webb ( do agradável (500) Dias com Ela) para gritar AÇÃO em Homem-Aranha 4. Um bom diretor, mas não para este tipo de filme.

Duas notícias desanimadoras para fãs e admiradores. E que não passe apenas de boato de mau gosto.

RECUPERAÇÃO PROGRESSIVA – Vítima de um grave acidente de carro há quase um mês atrás (19 de dezembro de 2009), Fábio Barreto, diretor de Lula, Filho do Brasil (em cartaz nos cinemas) continua internado no Hospital Copa D’Or no Rio de Janeiro e, felizmente, vem tendo uma gradativa recuperação: Barreto já saiu (dia 12) do estado de coma em que estava desde que fora internado e já começa a responder a estímulos médicos.

Ainda de acordo com equipe médica do hospital não há previsão de alta médica para o cwherethewildthingsare_03ineasta.

SEXTA-FEIRA, DIA DE CINEMA – E para finalizar mais uma edição de Breves & Curtas, uma  pequena lista do que você pode encontrar de estreia nessa sexta, dia 15, nos cinemas, para compensar a ausência da tradicional coluna de Universo E! , ‘Nos Cinemas’ de janeiro : as comédia Uma Mãe em Apuros com Uma Thurman e A Mente que Mente com John Malkovich e Tom Hanks interpretando ao lado de seu filho, Colin Hanks; você encontrará ainda Eva Mendes, Nicolas Cage e Val Kilmer no policial Vício Frenético e a aguardada fantasia Onde Vivem os Monstros.

 





2012 e Lua Nova dominam exibições

21 11 2009

Com a estreia do mega sucesso Lua Nova, a segunda parte da saga Crepúsculo, nos cinemas nesta sexta, dia 20, os multiplex’s por todo o Brasil estão dominados por dois blockbusters: além do longa de Robert e Bella, o apocalipse de 2012.

Juntos representam, em alguns complexos, 80% das salas de cinema. Além do forte apelo comercial, os dois filmes contam ainda com cópias dubladas e legendadas, o que exige no mínimo, duas salas para exibição.

Exemplos: pela cadeia dos cinemas Severiano Ribeiro temos as 15 salas do Kinoplex Dom Pedro em Campinas – 2012 está em exibição em 5 salas; Lua Nova ocupa outras 5. (500) Dias com Ela, Besouro, Código de Conduta, Jogos Mortais 6, as animações Tá Chovendo Hamburguer e Up – Altas Aventuras (excluindo as diversas pré-estreias) dividem as outras cinco salas restantes.

Em São Paulo, a rede Cinemark no shopping Interlar Aricanduva divide suas 14 salas com 2012 em quatro e Lua Nova em outras cinco salas, restando cinco salas para a exibição de outros seis filmes.

Cinemas pequenos também sofrem com esse duelo de gigantes: o Cinemark presente na cidade de Jacareí conta com cinco salas. 2012 e Lua Nova estão, juntos, presentes em todas elas – o primeiro em duas e o último nas outras três. A versão dublada de Lua Nova (com dois horários) divide a sala com a exibição do documentário Hebert de Perto (duas sessões) e os curtas O Balão Vermelho / O Cavalo Branco com exibição única.

Situação semelhante ocorreu durante o mês de maio de 2007, quando Homem-Aranha 3, já em cartaz, passou a dividir, literalmente, os cinemas com a estreia da terceira parte de Piratas do Caribe – num cinema de 15 salas, por exemplo, havia na época a exibição de apenas cinco filmes. Treze salas eram ocupadas pelos blockbusters e outras duas se revezavam com a exibição de três longas.

O próximo filme a dominar as salas de nossos cinemas será Avatar de James Cameron. Quando estrear em 18 de dezembro, 2012 e Lua Nova já terão perdido bastante do fôlego de agora!





Lua Nova entre os três mais vendidos

11 11 2009

A continuação da saga Crepúsculo, Lua Nova, mesmo sem estrear nos cinemas mantém sua hegemonia nas vendas de ingressos. Mesmo durante pré-vendas, o longa detém duas das três colocações das maiores vendas em bilheterias pela internet.

A maior venda, de acordo com o site Ingresso.com, concentra-se na cópia legendada de Lua Nova. A cópia dublada ocupa a terceira posição das vendas de ingressos na semana, perdendo para o documentário Michael Jackson’s This is It vice-líder.

Nos lançamentos, quem se sai melhor é a animação em 3D da Disney Os Fantasmas de Scrooge na quarta posição que conta com a participação de Jim Carrey. Entre as estreias da semana: Código de Conduta ocupa a 5ª posição; (500) Dias com Ela em 7º, seguido por Jogos Mortais VI (8º).

Quem ainda está bem na venda de ingressos é o novo longa de Quentin Tarantino, Bastardos Inglórios que mantém a sexta colocação. O longa brasileiro Besouro não faz feio e ocupa a nona posição após uma semana em cartaz, enquanto Coco antes de Channel fecha a lista na décima posição.

Poisção garantida nesse ranking na próxima semana será o blockbuster apocalíptico 2012 com estreia mundial amanhã (dia 13) nos cinemas.





ANÁLISE: (500) Dias com Ela

5 11 2009

ESTREIA Tom Hansen (Joseph Gordon-Levitt) é um arquiteto desiludido. Formado, acaba trabalhando como escritor de cartões de mensagens (aqueles para aniversário, para dias das mães…) e seu único momento de diversão é com seus amigos de infância nerds.

Sua vida pacata muda quando entra uma nova funcionária no escritório: Summer Finn (Zooey Deschanel) será a nova assistente do patrão de Tom. A paixão é a primeira vista, mas como chegar nela? Como iniciar uma conversa? Como pedi-la em namoro?

Pelo estilo de vida de Tom e seus amigos, com pouca ou nenhuma experiência em relacionamentos, quem acaba o auxiliando e o aconselhando nessa empreitada é nada mais, nada menos do que uma garota – Rachel Hansen – no auge da sua pré-adolescência.

Entretanto, há um sério problema: desde que ficou sabendo do interesse dele, Summer deixou bem explícito de que só queria curtição. O que realmente é um grande problema para um cara como Tom que só se envolve (ou pelo menos pretende) em relacionamentos sérios – e o caso fica ainda mais grave ao vermos o quão fascinado, obcecado, Tom é por Summer.

Essa dualidade de desejos do casal que causa os grandes momentos cômicos do filme. Os 500 dias de relacionamento entre os dois alterna entre os bons, os maus e os realmente maus momentos desse breve namoro, que nos é apresentado eficientemente em dias aleatórios e não linearmente como se espera.

Já sabemos de antemão pelo início da narração do longa de que aquilo que assistirmos não dará nada certo. E pelas cenas iniciais vemos como enlouquecido fica Tom depois de um ‘realmente mau’ momento com Summer: quebrando todos os pratos da cozinha (um a um), enquanto seus amigos nerds desesperados com a situação recorrem a conselheira-amorosa-mirim para acalmá-lo.

A cada esquete que nos apresenta em que dia da relação estamos, podemos perceber se virá um dia de alegria ou tristeza para Tom com as tonalidades de verde ou cinza na tela. E os melhores momentos do longa sempre ocorrem quando há uma brusca mudança do estado de espírito dele de um dia pro outro – engraçado perceber o penteado de Tom ou o estado de sua roupa nessas mudanças.

Com o final do filme já esclarecido, nos resta esperar como tudo será resolvido. Resultado: uma inversão na personalidade dos dois: uma vez separados, Tom de ultra-romântico passa a desacreditar no amor, pondo um ponto final em seu emprego (que pregava o lado bom do amor em seus cartões) e voltando a direcionar sua vida para a primeira opção que optara ainda na juventude: a arquitetura; já Summer descobrira que Tom tinha razão (pelo menos era o pensamento dele no início do ‘namoro’ com ela) sobre o amor e agora passa a ser uma mulher casada.

Todavia, o amor prevalecerá: Tom, prestes a ter uma entrevista para uma vaga num escritório de arquitetos, conhece uma nova mulher – e sua rival pelo emprego – que recuperará sua versão romântica. E o nome dela (que você deverá assisitir para descobrir) é outra boa sacada do filme.

(500) Dias com Ela apresenta-se de uma forma simples e sem muita ousadia. Não há nenhuma performance inesquecível, mas todos trabalham o suficiente para que o filme se torne uma boa diversão. Um bom passatempo e nada mais.

 

COTAÇÃO: 4/5








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Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ex-Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. Atual Reitor da UniRegistral. Palestrante e conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

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