Vazio criativo

18 07 2012

Acho que todo mundo que possui um blog e gosta de compartilhar suas ideias pelas ondas da web sofre algumas vezes desse tal ‘vazio criativo’. Período onde nenhum bom post aparece e o seu site fica às moscas. Mais uma vez, o Universo E! passa por esse período.

Isso porque já faz um longo tempo (três semanas mais precisamente) sem entrar numa sala de cinema. Abstinência curada essa semana após conferir O Espetacular Homem-Aranha, que ganhará em breve sua análise aqui. Um bom sinal, mais um post a vista.

Em seguida, temos a imensa ansiedade referente a uma estreia de Christopher Nolan nos cinemas e a concretização de sua trilogia do Batman, cuja ingresso para conferir esse espetáculo na sala IMAX em São Paulo já está garantido. E mais vez, isso exige uma (re)visita aos filmes anteriores: o Batman Begins que ainda não vi, mas já está aqui locado; e rever O Cavaleiro das Trevas. Aí é só assistir o que provavelmente será o final épico do homem-morcego.

Mas, enquanto essas atualizações não surgem por aqui, recorro à uma das soluções que encontrei para retirar o Universo E! do marasmo: a música.

* * *

1) Indico a seguir o clipe de uma jovem cantora, que se você a essa altura do campeonato ainda não conhece, vai conhecer e ainda ouvi-la muito pela frente. A canadense Carly Rae Jepsen, cujo sucesso repentino explodiu com o hit ‘Call me Maybe’. O clipe a seguir é divertidíssimo e toda vez que ouço a canção não consigo segurar o riso:

Carly Rae Jepsen, Call Me Maybe

2) Se você é baladeiro, o que por incrível que pareça, tornou-se um dos meus últimos ofícios nos últimos trinta dias, provavelmente já dançou ao ritmo dessa música. Se isso ainda não ocorreu, então precisa urgentemente trocar de casa noturna. Fica a dica:

Rihanna, Where Have You Been

3) E por último, indico também mais um recente sucesso nas rádios hoje. E parece que a moda agora é a criação de boyband, provavelmente passageira até que os egos inflados dos componentes impeçam a união. E tento sair do lugar-comum aqui, indicando uma música que faz parte da trilha sonora da animação A Era do Gelo 4 que ainda não vi.

The Wanted, Chasing the Sun

Aqui, um clipe alternativo da banda, sem a temática do filme – http://youtu.be/RFS5N_yAGTo

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Adaptação – cinema 2.0

22 07 2011

Hollywood de tempos em tempos, lança modismos para manter o interesse do público em pagar ingressos caros e conferir os super lançamentos no cinema.

Tivemos a onda de produções baseadas em super heróis (bem feitas e com o mínimo de respeito pela obra original, para deixar bem claro). Onda iniciada pelo Homem-Aranha.

Simultaneamente à exploração desse filão veio o lançamento das continuações. O apelo do público dizia qual franquia explorar ou não. Raras vezes durante a década de 90 tivemos algum filme com ‘título tal’ 2 ou 3. Após o ano 2000 ficou comum encontrarmos caratzes nos cinemas cujos títulos de filmes eram sucedido por um algarismo: Piratas do Caribe, X-Men, Shrek, Resident Evil, Jogos Mortais, A Era do Gelo, Transformers, etc. E com sucesso de cada franquia tornou-se possível o investimento na nova arma de Hollywood contra a pirataria: as exibições em 3D.

Da mesma forma, aumentou a frequência de chegar aos cinemas histórias oriundas das páginas de livros. Tão comum que muitas vezes, os livros são (re)lançados conjuntamente com suas versões em películas.

Nas adaptações que vou me reter agora. Se já se tornou usual a escrita de um roteiro de cinema a partir de um livro, agora surge uma nova tendência criada pelos estúdios para os próximos lançamentos – a divisão da adaptação em duas partes.

Essa repartição elimina de um lado, aquilo que os fãs mais conservadores de uma determinada publicação mais reclamam: os cortes e as mudanças indesejadas na história original para uma melhor adequação às telonas. Mais tempo de filme, mais espaço para se manter fiel às páginas do livro.

Por outro lado, essa possibilidade a mais pode resultar em longas, se não mal feitos, vazios e desinteressantes para o espectador comum. Muito do que funciona perfeitamente nos livros, não mantem a mesma eficácia nas telas. Relíquias da Morte, último livro da saga Harry Potter e dividido em duas partes (esclareço logo que não foram ruins no seu todo) poderia condensar melhor sua história em um único filme, mais longo é claro, porém mantendo o excelente nível atingido em Enigma do Príncipe e não oscilando da forma que ocorreu entre a parte 1 e 2.

De minha parte, ficaria receoso se O Retorno do Rei, dividido em duas partes, alcançasse a qualidade que possui hoje. E por falar na trilogia de Peter Jackson, depois de O Senhor dos Anéis, o diretor voltará a Terra-média adaptando o prelúdio da guerra do Anel, O Hobbit, em duas partes.

Também na lista de lançamentos futuros em duas partes, figura o último volume da saga Crepúsculo: Amanhacer, cuja história será dividida em dois filmes.

Ainda é muito cedo para afirmar o sucesso dessa nova tendência e se ela funcionará ou não. Financeiramente, claro que é uma ótima aposta dos estúdios e os mais de US$ 480 milhões dos três primeiros dias de Harry Potter 7.2 estão aí para comprovar. Mas e em qualidade? Essa divisão 2.0 será revertida em produções relevantes para o cinema?

Bem, aí só as estreias futuras dirão.








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Blog do Renato Nalini

Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Atual Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. É o Reitor da UniRegistral. Palestrante e conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

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