RETROSPECTIVA 2012 – parte 2

28 12 2012

JULHO – O segundo semestre de 2012 começou com uma crítica a distribuidora Columbia Pictures que, iniciando as vendas para a sessão de pré-estreia a meia-noite para  O Espetacular Homem-Aranha, resolve numa grande picaretagem, abrir pré-estreias regulares ao longo da semana de estreia. E sem nenhum aviso prévio acaba cancelando as sessões da meia-noite. Mas mesmo assim, o fraco longa do aracnídeo protagonizado por Andrew Garfield (A Rede Social e Não me Abandone Jamais) ganhou a sua análise.

Carly Rae Jepsen, dona de um dos grandes hits de 2012: Call me Maybe!

Carly Rae Jepsen, dona de um dos grandes hits de 2012: Call me Maybe!

Uma desculpa recorrente ao longo do último semestre foi o ‘vazio criativo’ na elaboração de novos posts para o Universo E!. Para manter o blog porcamente atualizado, um dos métodos mais utilizados por mim é partir para as músicas. Em julho os hits de Rihanna (Where Have You Been), Carl Rae Jepsen (Call me Maybe) e The Wanted (Chasing the Sun) foram os escolhidos para, popularmente dizendo, tapar o sol com a peneira, ou seja, colocar algum conteúdo novo por aqui quando a criatividade não ajuda.

Para finalizar este mês tivemos o triste incidente que manchou a estreia da conclusão de uma das mais bem-sucedidas franquias baseadas em super-heróis com o massacre da cidade de Aurora nos EUA, durante uma sessão de pré-estreia do filme Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge, vitimando 12 vidas inocentes…

Cena de Um Evento Feliz, com o ator Pio Marmaï (esq), que também protagonizou o francês Alyah

Cena de Um Evento Feliz, com o ator Pio Marmaï (esq), que também protagonizou o francês Alyah

AGOSTO – Foi um mês de felicidade extrema com a realização do Festival Varilux de Cinema Francês 2012. Dos 17 filmes inéditos exibidos, o Universo E! comentou sobre 11 filmes: A Filha do Pai, A Vida vai Melhorar, Um Evento Feliz, Intocáveis, Paris-Manhattan, Aqui Embaixo, My Way – O Mito além da Música, E Agora, Aonde Vamos?, O Monge, Alyah e Políssia. Realizamos assim a maior cobertura até aqui de um festival de cinema, em quase um mês inteiro dedicado a este evento (dia 01, dia 02 e considerações finais), uma vez que foi finalizado com algumas análises sendo postadas em setembro.

SETEMBRO – O ano de 2012 pode ser marcado como um ano de extremos. Saímos de um mês de grandes alegrias para um setembro de grandes perdas tanto para o Cinema quanto para a cultura brasileira: perdemos o ator Michael Clark Duncan, dia 03  (À Espera de um Milagre) e a apresentadora de televisão Hebe Camargo, dia 29. E foi também no funeral da comunicadora que obtivemos uma das imagens mais tocantes, com o selinho dado por Silvio Santos no corpo de Hebe durante o velório.

Para não ficarmos apenas nos fatos tristes, o Google comemorou o 46º aniversário de Star Trek com um doodle muito bem produzido e tivemos o anúncio das vendas antecipadas para o filme de conclusão da saga Crepúsculo: Amanhecer – parte 2.

OUTUBRO – Mais uma evidência de como a criatividade andou em baixa por aqui com apenas duas atualizações, no primeiro e no último dias do mês: no primeiro dia foi mais uma edição de A Rede pelo Twitter alertando sobre um possível retorno da girl band Rouge. Ficou reservado para o último dia de outubro o anúncio da venda da Lucasfilm para a Walt Disney Company, um negócio feito por George Lucas, o fundador, e pegou a todos de surpresa. Foi engatilhado junto com a venda o início da produção de um sétimo filme baseado na saga de Star Wars.

NOVEMBRO – Mais um comentário sobre o interessante exercício de associar uma música à um livro, o que digo sempre, enriquece a sua experiência literária. O livro da vez foi A Menina que Roubava Livros. Música: Shadow of the Day, do grupo Linkin Park, mas na versão dos meninos do Boyce Avenue.

Em novembro tivemos a conturbada informação sobre as vendas de ingressos para a pré-estreia de O Hobbit: Uma Jornada Inesperada, que teve uma abertura inicialmente restrita a Cinemark em São Paulo e depois, gradualmente, sendo liberada em outras redes de cinema nas mais diversas cidades brasileiras. Outra excelente boa notícia foi a realização de maratona das versões estendidas dos filmes da trilogia O Senhor dos Anéis.

A rede Cinemark (apesar dos pesares) também trouxe O Hobbit em HFR e ainda promove o Projeta Brasil Cinemark nos meses de novembro!

A rede Cinemark (apesar dos pesares) também trouxe O Hobbit em HFR e ainda promove o Projeta Brasil Cinemark nos meses de novembro!

Análises dos filmes inéditos: o argentino Elefante Branco e o juvenil As Vantagens de ser Invisível. E o projeto Projeta Brasil Cinemark finalizou o mês, sendo vistos os longas Xingu e Gonzaga – De Pai pra Filho.

DEZEMBRO – Mês de festas. Mês de retrospectivas. Mês do fim do mundo. Mês de poucas atualizações. Mês reservado para falarmos sobre o problemático Moonrise Kingdom (em breve). Mês de retornamos a Terra-média com O Hobbit – Uma Jornada Inesperada, inclusive com um novo formato de imagem – o HFR (high frame rate). Mês de conferirmos As Aventuras de Pi, o novo longa de Ang Lee, que em breve também ganhará sua análise por aqui.

Dezembro é o mês de agradecermos a você, caro e querido leitor, pelas visitas e pelos comentários realizados ao longo desse ano e convidá-los a continuar conosco em 2013. Afinal sua presença é essencial ao Universo E!

O UNIVERSO E! deseja a todos vocês, um feliz e próspero 2013!!!

O UNIVERSO E! deseja a todos vocês, um feliz e próspero 2013!!!

É em dezembro também que desejamos a vocês, os mais sinceros votos de felicidade, prosperidade e de grandes realizações para 2013. E que o próximo ano seja repleto de bons filmes e boas séries! Até lá!

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ANÁLISE: O Espetacular Homem-Aranha

22 07 2012

O Espetacular Homem-Aranha recria novamente todo o universo do super-herói a partir do momento em que, fugindo de uma terrível ameaça, os pais de Peter Parker o deixam, ainda criança, morando com os tios para nunca mais voltarem.

Já adolescente, vemos toda a dinâmica do bom relacionamento de Peter com os tios Ben e May; a sua timidez atrapalhando o cotidiano escolar e uma suposta aptidão por zelar pelo bem-estar do outros. Aqui o diretor Marc Webb ( (500) Dias com Ela) não sai do lugar-comum, apresentando uma seqüência episódica para exemplificar tais passagens da vida do futuro herói aracnídeo, demorando em captar o interesse do espectador. Por ser posterior uma trilogia recente do personagem (cinematograficamente falando), essa adaptação deveria ter uma preocupação maior com a forma como a história seria contada e aqui não houve ousadia nenhuma nessa sentido.

Tudo no início ocorre de maneira muito correta. Ao encontrar antigas pesquisas do pai, Peter Parker acaba chegando à empresa Oscorp, onde pesquisas genéticas estavam sendo desenvolvidas e que poderiam modificar completamente o rumo da Humanidade caso viessem a se concretizar. Para tanto, haveria a necessidade de uma fórmula secreta que se encontrava nas anotações de seu pai, o chamado algoritmo do decaimento. Nas dependências da Oscorp é que Peter Parker adquire seus poderes ao ser picado por uma aranha geneticamente modificada e é nesse mesmo local, que inocentemente, ele fornece a solução matemática de seu pai ao doutor Curt Connors (Rhys Ifans, Um Lugar Chamado Notting Hill e Elizabeth: A Era de Ouro), abrindo assim para o inimigo da vez: o Lagarto.

No núcleo familiar dos Parker temos uma sólida interpretação de Martin Sheen (da produção televisiva West Wing e Os Infiltrados)  como tio Ben, substituindo a figura paterna de Peter e sua relação com a tia May (Sally Field, também bastante conhecida da TV por Brothers & Sisters e Forrest Gump) nos momentos em que contracenam juntos: um casal de meia-idade muito palpável, demonstrando realmente que passaram por muita coisa juntos. Nota-se que isso funciona perfeitamente quando a emoção aflora naturalmente no momento de seu assassinato. Com o conhecimento prévio do desenrolar da história não deixamos de sentir o baque dessa terrível perda.

São nesses momentos de dor que Andrew Garfield (A Rede Social e Não me Abandone Jamais) atinge a sua melhor atuação como o novo Homem-Aranha, ainda mais quando este está envolvido indiretamente na morte do tio. Enquanto vive desconfortavelmente um Peter Parker jovem, nerd e tímido, o ator não atinge a sutileza necessária para transpassar corretamente esse perfil do personagem. Nas cenas bem-humoradas o ator se sai bem nos momentos em que divide o argumento com alguém (principalmente nos momentos que envolvem a família Stacy) e tem um desempenho pouco satisfatório no sarcasmo característico quando o herói aracnídeo encontra-se sozinho, falando consigo mesmo.

O bom humor, por sua vez, é muito bem empregado nas ações ilustrativas para a chegada dos poderes de Peter. Seja no banheiro de casa, enfrentando o valentão na escola ou dentro do metrô, tais cenas além de atingirem o propósito de mostrar ao espectador os poderes do personagem-título também confere rapidez e agilidade à narração.

Uma grande falha do roteiro é sua tentativa de estabelecer precocemente esse Homem-Aranha como um grande mito, quando na verdade ele ainda não mostrou a que veio. Nós ainda não sabemos a capacidade, a habilidade, a inteligência desse Peter Parker e se realmente ele merece ser acompanhado pela imponente trilha sonora de James Horner quando este veste o seu uniforme pela primeira vez. Aí é válido o questionamento: “Peraí, ele ainda não se tornou o Batman de Christopher Nolan para ter essa imponência toda!”.

Agora quando essa mesma trilha é utilizada na ótima sequência envolvendo as gruas, ali sim ela atinge corretamente seu propósito, uma vez que já observamos as dificuldades com que o Homem-Aranha enfrentou e a sua disposição e coragem para continuar lutando, não só para defender a sua amada, mas também toda a cidade e impedir as más intenções de Lagarto. Apesar de que este plano fora desvendado facilmente no subsolo de Nova York, com o roteiro e o vilão não impondo nenhuma dificuldade significativa ao mascarado, sendo raros os momentos em que sentimos alguma aflição. Tanto que só constatávamos certa dificuldade através dos ferimentos cada vez maiores testemunhados por Tia May quando Peter retornava para casa.

Gwen Stacy, personagem de Emma Stone (Histórias Cruzadas, Zumbilândia) funciona no mínimo, corretamente, já que o seu papel não tem muita relevância no desenrolar da história, se limitando apenas a ser o par romântico do protagonista e a razão da batalha final no prédio da Oscorp, pois está justamente ali para auxiliar o herói, criando o antídoto (outro clichê), local onde Lagarto pretende por em prática o seu plano maquiavélico.

Se foi razoável em toda a sua execução, o roteiro de O Espetacular Homem-Aranha oferece, com muita eficiência, um gancho formidável para sua continuação, mesmo que este se baseie naquilo que foi pouco desenvolvido anteriormente: o relacionamento de Peter Parker e Gwen Stacy e a impossibilidade desse romance tornar-se algo maior, não só pelas grandes responsabilidades que irão surgir na vida do Homem-Aranha, mas também pela sua promessa junto ao capitão Stacy. Aqui sim temos alguma ansiedade em relação ao desenrolar da história, onde Prometheus falhou absurdamente!

O Espetacular Homem-Aranha tem suas falhas mas consegue, ao seu modo, recriar o universo do aracnídeo, não elevando o super-herói a um novo patamar. Essa franquia não será para o Homem-Aranha aquilo que a trilogia de Christopher Nolan foi para o Batman!

NOTA: 3/5

 

 





RETROSPECTIVA 2011 – parte 1

18 12 2011

RETROSPECTIVA 2011

JANEIRO

A Rede Social: um dos destaques de 2011

O primeiro filme comentado em 2011 foi A Rede Social. O longa onde tomei conhecimento de Jesse Eisenberg, que pelo trabalho realizado nesse filme já está no grupo de atores/atrizes que merecem ter a carreira acompanhada de perto. Se ainda não assisti aos outros filmes dele, gostei bastante da dublagem de Blu na animação Rio. Quem também pintou na sessão de Análises do Universo E! foi Scott Pilgrim.

O ano de 2011 começou com um pequeno equívoco que já estou me precavendo para não cometê-lo novamente: a publicação da Retrospectiva 2010 em janeiro de 2011! Este ano (como você já está lendo agora), a Retrospectiva foi publicada no seu mês tradicional que é dezembro.

Felizmente, uma das minhas previsões (ainda) não se concretizou. Nas vésperas do lançamento para home vídeo de Tropa de Elite 2, o único formato disponível para compra era o blu-ray. Que bom que esse caso foi a exceção, pois não tivemos outros casos que o DVD tenha sido deixado de lado, priorizando apenas o lançamento do raio azul. Embora muita gente se vanglorie por aí com a qualidade superior de som e imagem (e realmente são superiores), não pretendo investir tão cedo nessa nova tecnologia. Não vejo problema nenhum em continuar consumindo boxes de séries e filmes em DVD.

Em janeiro o Universo E! só comeu bola. Depois de prever errado o blu-ray versus DVD, noticiamos um especial de Justin Bieber na febre televisiva da época, Glee. E fui prontamente desmentido pelo criador da atração, Ryan Murphy. Se bem que desde maio de 2010, já tínhamos um post falando sobre a distância que Glee queria manter (e mantem) de Bieber. Bem ou mal, a informação errada já tinha sido postada.

Neste mês os nerds fãs dos nerds de The Big Bang Theory só tiveram razões para comemorar: a sua série favorita foi renovada de uma só vez até a 7ª temporada, enquanto na época ainda era exibida os episódios finais da 4ª temporada. Uma decisão mais do que acertada, pois o decorrer do ano e a fatídica queda de Charlie Sheen de Two and Half Men colocariam TBBT como a principal atração do horário nobre da CBS, emissora responsável pela exibição dessas atrações nos EUA.

Evento tradicional do primeiro mês de cada ano é a entrega do Globo de Ouro que em 2011 premiou A Rede Social como melhor filme dramático, que também levou o de melhor direção por David Fincher o e melhor filme de comédia foi Minhas Mães e Meu Pai.

Na preparação para o Oscar 2011, foram soltas em janeiro, as chamadas para a transmissão envolvendo Anne Hathaway e James Franco. Pena que a diversão presente nesses ‘comerciais’ não tenham sido levadas para o show em Kodak Theatre.

 

FEVEREIRO

A emissora mais feliz do Brasil garantiu a felicidade desse blogueiro em fevereiro

Já chegou batendo recordes no Universo E! Logo no primeiro dia do mês passamos dos mais de 100 acessos em único dia com a informação da troca de canal do SBT na cidade de Campinas. A TVB Campinas passou a ser a afiliada da Rede Record na cidade, enquanto o canal do Silvio Santos passara a ser transmitido pelo canal 29 sem os programas locais.

Precedendo a grande festa do cinema mundial (não me canso de repetir essa frase SEMPRE!), os cinemas ou as distribuidoras mais precisamente, despejaram uma overdose de bons filmes nas telonas: Cisne Negro, Lixo Extraordinário, Minhas Mães e Meu Pai, O Vencedor, O Turista, O Discurso do Reiopção de filme era o que não faltava!

O Discurso do Rei seria, em 27 de fevereiro, o coroado com o Oscar de melhor filme. A transmissão foi acompanhada ao vivo pelo Universo E! que apresentava seus comentários não mais pelo post do blog, mas sim pelo seu perfil na rede social Twitter – modelo que passou a vigorar para qualquer cobertura nossa desde então.

Foi lançado aqui, simultaneamente com o blog Diário de Bordo do crítico Pablo Villaça do site Cinema em Cena, a campanha Por Mais Educação nos Cinemas. Digo simultaneamente, porque antes mesmo da publicação do manifesto pelo Pablo, já vinha escrevendo um esboço de um texto sobre o mesmo tema já há algum tempo devido aos contratempos que vinha tendo nas sessões em que estava presente.

MARÇO

A animação Rio caiu nas graças da audiência mundial

 

Foi o mês que Charlie Sheen foi demitido de Two and Half Men.

Foi o mês em que a fachada do Copacabana Palace serviu de tela para a projeção de Rio. A animação com a tutela de Carlos Saldanha (trilogia Era do Gelo) encantaria o mundo todo.

O Universo E! teve a primeira oportunidade de participar de uma cabine de imprensa ao ganhar um ingresso para conferir em primeira mão o show U2 3D pela Mobz Live.

A campanha Por Mais Educação nos Cinemas ganhou o seu segundo post. Nele, relatei as principais dificuldades que passei (e continuo passando) dentro das salas de cinema.

E The Walking Dead ainda pode ter uma participação (que ainda não ocorreu) de Stephen King. De acordo com a nota na época, King pode vir a escrever um episódio para a série do canal AMC. Atualmente no hiatus da 2ª temporada, a participação do escritor ainda pode ocorrer no terceiro ano do drama.

ABRIL

O mês de abril de 2011 foi negro! Não pelo fato do blog completar 2 anos e os números até a data de aniversário você pode conferir aqui, no post original.

Mas abril foi negro devido a interrupção de acesso a internet desse que vos fala. Nunca na minha vida, desde que virei internauta, passei tanto tempo sem ter uma conexão decente a internet em casa. Apartir de abril, as atualizações do Universo E! ficaram pendentes de uma boa lan-house, o que é difícil de achar.

Resultado: o post sobre os dois anos do Universo E! foi a única atualização de abril. Abril negro!!!

MAIO

Piratas do Caribe liderou as férias de meio de ano nos cinemas em 2011

Devido ao grande tempo em fiquei off-line, uma das maneiras que encontrei para não deixar o blog parado foi criar a sessão A Rede pelo Twitter. Uma forma fácil e rápida de construir um post off-line, utilizando basicamente a porca conexão de internet do celular. O tema de estreia teve como base o lançamento mundial de Piratas do Caribe 4: Navegando em Águas Misteriosas, abordando o famoso capitão de Johnny Depp, a antipatia dos fãs pela Penelope Cruz, etc e tal.

Nas telonas, conferimos Os Agentes do Destino. Ficamos sabendo que Rei Leão, quem diria, ganharia as salas de cinema novamente coma conversão da animação para a projeção 3D. E mudamos um pouquinho a nossa programação ao fazer uma observação sobre o momento que o mercado fonográfico vinha passando naquela época.

JUNHO

Três assuntos dominaram o mês de junho no Universo E!.

1)     Amanhecer – Parte 1 ganhou o seu primeiro trailer. Bom!

2)     Saiu a primeira imagem de O Hobbit dias depois dos dois filmes baseados na obra de J. R. R. Tolkien terem seus subtítulos e estreias definidos.

3)     Harry Potter. Encantando gerações desde 2001, o mais famoso bruxinho do cinema teria sua saga encerrada no mês seguinte e para celebrar essa ocasião, o Universo E! começou a preparar um especial revisitando todos os longas produzidos até então. O fenômeno do bruxinho ainda ganhou mais uma atualização devido ao rápido esgotamento dos ingressos para a pré-estreia de Relíquias da Morte – parte 2 em 15 de julho.

 

 





ANÁLISE – Não me Abandone Jamais

23 07 2011

No último século foram inegáveis os avanços da medicina, elevando a expectativa da vida humana a casa de 100 anos. Se antes uma tuberculose era considerada fatal, hoje um portador do vírus HIV pode conviver sem dificuldade com a doença sem manifestá-la, através dos coquetéis de medicamentos.

Alguns orfanatos, internatos espalhados pela Inglaterra em meados do século XX escondiam uma terrível realidade. E um desses internatos era Hailshaw, cujos alunos órfãos realizavam atividades comuns no que parecia ser uma instituição comum: jogavam bola, desenhavam, almoçavam e dormiam. Tudo sob a tutela de professoras conservadoras que exigiam a máxima disciplina.

Nada mais natural que próximo aos seus 10, 11 anos, surgissem os primeiros sinais de afetividade entre os alunos, afinal eram meninos e meninas convivendo diariamente. Embora com o convívio não demonstrassem infelicidade e angústia, o espectador não poderia dizer o mesmo, pois sempre lhe é apresentado um ambiente triste, cinzento, reforçado por um edifício histórico muito bem preservado (interna e externamente), mas sem cor ou vida. Por viverem ali e não gozarem da liberdade existente além da cerca do orfanato, as crianças não experimentavam essa tristeza que nos acometia.

Em especial nesse grupo tínhamos duas garotas: Kathy e Ruth. A primeira, inteligente, demonstrava um carinho por um certo menino, Tommy, que por não possuir nenhuma aptidão para os esportes ou para as artes, era sempre preterido pelos colegas, causando-lhe acessos de raiva. Assim, o amparando, que Kathy ensaia uma aproximação junto ao garoto, que aceitava e confiava na nova amizade. Amizade não interrompida após uma investida certeira de Ruth, que logo iniciou o namoro com o garoto.

Coube a uma nova orientadora do internato revelar o que de tão estranho havia naquele ambiente – para nós e para os alunos. Diferente da maioria das crianças que chegariam a fase adulta e poderiam assim realizar seus sonhos, os alunos de Hailshaw teriam um ciclo de vida bem mais curto, bem mais breve, já que sua ‘criação’ era destinada, quando mais velhos, a doação de órgãos. É notório que diante dessa revelação os trabalhos da senhorita em questão foram dispensados.

Uma atrocidade para nós – crianças sendo tratadas como gado -, os alunos ficam indiferentes diante do fato, seguindo para a vida adulta como se tudo isso fosse normal e não houvesse mais nada a fazer a não ser esperar pacientemente os dias da 1ª, 2ª e da 3ª cirurgia de doação. Cirurgias que degradavam e tiravam suas vidas lenta e cruelmente. Nessa fase que entram rostos conhecidos na história: os adultos Tommy (Andrew Garfield, o novo Homem-Aranha e de A Rede Social), Ruth (Keira Knightely, A Duquesa e Piratas do Caribe) e Kath (Carey Mulligan, de Orgulho e Preconceito).

Em meio a tanta crueldade, ainda a tempo para a redenção de Ruth. Arrependida, ela confessa que fez o que fez por inveja da amiga e agora quer reaproximar os dois amigos como deveria ter acontecido anos atrás. Para tanto, Ruth tenta utilizar o artifício do adiamento das doações: assim como ela, Tommy estava na segunda doação (e incrivelmente bem, pois é rara a sobrevivência após a primeira). Kathy como cuidadora dos doadores, uma espécie de enfermeira, ainda não teve suas doações agendadas. Mas na realidade esse adiamento nunca existiu, ou seja, o futuro de Ruth e Tommy não mudaria em nada, a respectiva terceira doação viria como o planejado. E as duas cirurgias foram acompanhadas por Kathy.

Duas semanas depois do falecimento de sua eterna paixão, foi programada a primeira doação de órgãos dela. E como os outros dois, ela não pretendia escapar dessa realidade, ainda mais agora.

NOTA: 5/5





Leonardo DiCaprio beija outro homem em novo filme

28 05 2011

No novo longa do diretor Clint Eastwood que contará a história do patrono da polícia especial dos EUA – o FBI -, Leonardo DiCaprio (imagem a esquerda) viverá os momentos polêmicos de J. Edgar Hoover. E entre esses momentos delicados está uma cena romântica com outro homem: Clyde Tolson.

Tolson será interpretado pelo ator Armie Hammer (que viveu os gêmeos Winklevoss em A Rede Social, na foto a direita). “Não é tão estranho assim”, declarou Hammer sobre a inédita experiência.

O longa em produção ainda não tem previsão de estreia.

Informações do site Just Jared.





Fraca cerimônia premia o fraco O Discurso do Rei

28 02 2011

E chega ao fim mais um Oscar.

As estatuetas foram diluídas entre todos os indicados. O Oscar 2011 teve dois grandes vencedores com 4 prêmios: O Discurso do Rei e a garnde surpresa da noite e que merecia muito mais do que isso, A Origem, de Christopher Nolan. Mas já é alguma coisa ele figurar entre os mais premiados da noite.

De toda forma, A Rede Social veio logo atrás, vencendo três categorias e O Vencedor, Alice no País das Maravilhas e Toy Story 3 com dois prêmios cada. O reconhecimento da Academia pelo excelente trabalho realizado por Natalie Portman em Cisne Negro.

E pela primeira vez, o Universo E! fez sua cobertura completa através do perfil no Twitter: www.twitter.com/universo_e.

É isso aí! A partir de agora, começa para valer o ano 2011 do Cinema!





COBERTURA COMPLETA: Globo de Ouro 2011

16 01 2011
AS ATUALIZAÇÕES MAIS RECENTES SERÃO AS PRIMEIRAS. PORTANTO, A ORDEM DE LEITURA SERÁ DE BAIXO PARA CIMA

– Michael Douglas apresentando os indicados a melhor filme drama. E A RedEe Social ganha mais um Globo de Ouro.

– Chegou a vez de Sandra Bullock para apresentar os indicados para melhor ator drama. O vencedor é Colin Firth por O Discurso do Rei.

– Enquanto isso no Twitter… Globo de Ouro domina o trend topics mundial.

– Alice, Burlesque, Red passam batidos.  O Globo de Ouro dessa categoria para The Kids are All Right.

– A dupla dinâmica de Toy Story – Tom Hanks e TimAllen sobem ao palco para apresentarem os indicados a melhor filme comédia/musical.

– Vamos agora para as indicadas a melhor atriz defilme drama. E a ganhadora é: Natalie Portman por O Cisne Negro.

– Joseph Gordon-Levitt apresenta A Origem, que concorre a melhor filme drama. O favorito do Universo E!

– Mas o prêmio vai para Paul Giamatti por Minha Versão para o Amor.

– Halle Berry chega ao palco para apresentar os indicados a melhor ator de filme musical/comédia.  Com o Johnny Depp concorrendo por dois papéis ( O Turista e Alice).

– O Cisne Negro apresentado por Alicia Keys, concorrendo a melhor filme drama.

– Vamos para os indicados a melhor série musical/comédia: a grande vencedora é Glee, desbancando as favoritas Modern Family e The Big C.

– O caldo começa a engrossar.Os indicados para melhor direção: o grande vencedor é David Fincher por A Rede Social.

– Uma prévia de O Turista, concorrendo a melhor filme musical/comédia.

– Globo de Ouro homenageia Robert de Niro com trechos dos filmes que ele participou.

– A vez de Jeremy Irons apresentar as indicadas a melhoratriz de filme drama: vence The Fighter com Melissa Leo.

– Nada melhor para comemorar a renovação por três temporadas do que esse prêmio não?

– Os indicados a melhor ator de série musical/comédia.Apresentados por Kaley Cuoco, de The Big Bang Theory, que entrega o prêmio  para o seu colega Jim Parsons.

– O presidente dos EUA de The Event, Blair Underwood, anuncia a vencedora de melhor atriz de série musical/comédia. O prêmio sai para The Big C: Laura Linney, que não estava presente na cerimônia.

– Hellen Mirren nos apresenta um dos indicados amelhor filme drama: O Discurso do Rei.

– Robert Pattinson fica incumbido de apresentar os indicados a melhor filme estrangeiro.Dinamarca vence com In a Better World.

– Por mais que não gostem de Glee, tem que se admitir que os dois prêmios dessa noite foram merecidos.

– O Capitão América, Chris Evans, apresenta as indicadas a melhor atriz coadjuvante para séries, mini-série e filme para TV. E a honra vai para Jane Lynch de Glee. A série mantem a sua aura de sensação do momento, arrebatando prêmios ainda no seu segundo ano. E a febre Glee ainda não acabou.

– Steve Carrel e Tina Fey sobem ao palco e nos apresentam os indicados a melhor roteiro. E o Globo de Ouro vai para A Rede Social.

– Zach Efron apresenta mais um indicado para melhor filme musical/comédia:  The Kids All Right.

– Claire Danes sai vencedora por Temple Grandie.

– Depois deles, chegou a vez das indicadas para melhor atriz de filme para TV ou mini-série.

– Todos atentos para ouvir as palavras do mestre Al Pacino.

– Melhor ator de filme para TV ou mini-série. Nessas categorias somos peixes fora d’água. E o Globo de Ouro foi para Al Pacino em You don’t Know Jack.

– Nas palavras de Rick Gervais, vem aíum ícone de Hollywood: Sylvester Stalone para apresentar mais um indicado a melhor filme de drama: The Fighter.

– Robert Downey Jr, melhor ator do ano passado por Sherlock Holmes sobe ao palco para anunciar a melhor atriz de filme comédia/musical: Annete Benning por Minhas Mães e Meu Pai.

– “Vocês eram nascidos quando o primeiro Toy Story estreou?”. O produtor brinca com o cantor ao subir no palco.

– Justin Bieber sobe ao palco para apresentaros indicados a melhor animação. Meu Malvado Favorito, Como Treinar seu Dragão?, O Ilusionista, Enrolados e Toy Story 3. Vencedor:  a continuação do sucesso da Pixar – Toy Story 3.

– O Globo de Ouro de melhor trilha sonora agora. Globo de Ouro vai para A Rede Social. Injusto,  já que Hans Zimmer fez um trabalho excepcional em A Origem.

– Próximo anúncio, a de melhor canção original.E a vencedora é You haven’t seen the last of me de Burlesque.

– Rick Gervais diz que esse é o seu filme favorito.

– Andrew Garfield, que concorre por melhor atorcoadjuvante por A Rede Social, sobe ao palco para apresentar a produção da qual faz parte.

– E em seguida temos os indicados a melhor série drmática. Torcendo para The Walking Dead, mas o Globo de Ouro foi memsopara Boardwalk Empire. Mais um prêmio para a HBO.

– E na categoria de melhor ator de série dramática: Boardwalk Empire, Breaking Bad, Dexter, Mad Men e House estão no páreo. E Globo de Ouro foi para a badalada produção da HBO, Boardwalk Empire, para Steve Buscemi.

– A sumida Michele Pfeiffer vai ao palcopara nos apresentar a Alice no Paísdas Maravilhas.

– Melhor ator coadjuvante de série de TV, mini-Série ou filme para TV. E que surpresa: o prêmio vai para Glee, para Chris Colfer.- Bruce Willis no microfone agora e apresentaruma prévia de seu filme Red que concorre em melhorde comédia/musical.

– De volta dos comerciais, mais uma premiação. A de melhor filme para TV ou mini-série. A favorita The Paificé desbancada por Carlos.

– Começou! Com Rick Gervais fazendo referências a The Walking Dead, a última temporada de Lost.

– Scarlett Johansson sobe ao palco. Primeira premiação é de melhor ator coadjuvante. E o Globo de Ouro vai para o cabeludo Christian Bale por The Fighter (ainda não sei a tradução usada aqui no Brasil).

– A melhor atriz de série dramática: Katey Sagal por Sons of Anarchy.

– Os primeiros artistas já começam a desfilar pelo tapete vermelho de mais uma edição do Globo de Ouro.





ANÁLISE: A Rede Social

4 01 2011

Na proposta de narrar a origem do site de relacionamentos Facebook, A Rede Social já de início nos apresenta a Mark Zuckerberg (papel aqui de Jesse Eisenberg, Zumbilândia) num momento de suposta descontração com sua então namorada. O gênio difícil e demasiadamente egoísta torna o momento – que não é o único– complicado.

Sempre subestimando quem está ao seu lado com uma irritante indiferença, Mark acaba se tornando uma companhia desagradável. E solitária, porque perde a namorada já na sequência inicial do longa de David Fincher. E o grande trunfo do filme recai justamente sobre a interpretação de Eisenberg, que cria um personagem suficientemente odiável por suas ações e, portanto, factível. Verossímel.

Essa briga inicial desencadeia vários outros acontecimentos que, interligados, irão propiciar a criação do site de relacionamentos: um nerd que tem uma convivência contínua e exclusiva com outros amigos nerds possui formas peculiares de externar suas frustações. O desiludido Mark busca descontração na criação de um algoritmo (!), um programa de computador, para comparar a beleza de estudantes integrantes da comunidade acadêmica de Harvard através da internet.

A audiência de acessos dessa ‘ferramenta’ colocam Mark Zuckerberg no primeiro de muitos processos que viria enfrentar ao longo de sua vida. Se a construção desse site o levaria a ser punido pela universidade, por outro lado, atiçaria a curiosidade de pessoas dispostas a investir nesse talento nato. Investimento realizado pelos irmãos gêmeos Cameron e Tyler Winklevoss que ambicionavam desenvolver um site que integrasse a comunidade de Harvard.

Pode-se afirmar que o projeto dos Winklevoss foram o embrião do Facebook. É tomando conhecimento desse projeto que Mark passaria a trabalhar em segredo, aperfeiçoando os códigos criados pelos gêmeos, e lançaria em seguida o The Facebook – o nome inicial do projeto.

A semelhança entre os projetos colocou Mark mais uma vez no banco dos réus em mais um – e talvez o pior – processo que viria enfrentar em sua curta vida, sendo acusado de roubo de propriedade intelectual. Outro embróglio judicial de Mark envolveria seu fiel companheiro e sócio Eduardo Saverin (Andrew Garfield, de O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus), que sustentara financeiramente o Facebook em sua fase amadora. Discordâncias sobre o rumo que o projeto vinha tomando conforme se popularizava e ultrapassava os muros da universidades, colocou os dois amigos em lados opostos da mesa.

Grande parte desses acontecimentos e reviravoltas teve influência de Sean Parker (Justin Timberlake de Southland Tales – O Fim do Mundo), a mente liberal por trás da criação do Napster, o software pioneiro na troca de músicas pela rede. Sean torna-se o responsável pelo rumo mais festivo e menos empresarial que o Facebook passa a trilhar.

Esses dois processos judiciais – os mais conhecidos pela mídia – que Mark enfrentou são apresentados simultaneamente por A Rede Social, intermediados por vários flashbacks, dramatizando os argumentos utilizados no tribunal.

Embora tenha um cena um elenco competente e no roteiro uma história interessante – um fenômeno da rede mundial de computadores – A Rede Social obtém somente um resultado final mediano, sem alcançar um brilho especial.

NOTA: 2/5.





Correria de fim de ano!

31 12 2010

Caramba!

Dezembro passou voando baixo e me deixou completamente sem tempo para mais nada a não ser trabalhar. Nada de séries, nada de livros, cinema só raras vezes. Atualizar o Universo E! então, nem pensar!

Mas hoje é dia 31. Acabou o mês e acabou o ano de 2010.

Estou dando uma passada rápida aqui para desejar uma ótima festa de passagem de ano aos meus leitores e um 2011 espetacular para todos nós. E avisar que, se tudo der certo, segunda-feira estaremos de volta por aqui no nosso ritmo habitual. Ainda tenho que falar sobre A Rede Social, revisar e postar a primeira retrospectiva do Universo E! – será publicada tardiamente mas não desistirei dela pois é um especial muito bacana – e colocar o mundo das séries e dos livros e dos filmes e o meu mundo em dia.

Obrigado a todas as visitas e comentários deixados por aqui em 2010. E que continuem nos prestigiando em 2011. Muito obrigado!

 

FELIZ 2011








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Blog do Renato Nalini

Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ex-Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. Atual Reitor da UniRegistral. Palestrante e conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

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