Passou pelo cinema…

28 09 2013

O objetivo desse post é retirar o Universo E! um pouco do atraso de suas atualizações em relação ao cinema. Você poderá ver, por exemplo, que os filmes destacados e comentados aqui já saíram há uns bons dias dos cinemas e não gostaria de perder as anotações que fiz na época sobre cada um deles.

O que está posto a seguir não são as “Análises” propriamente ditas, a sessão mais frequentada e mais buscada por quem nos lê, mas acho válido elencar aqui os aspectos gerais das produções que estiveram em cartaz de meados de julho para cá, que será justamente o tema desse e dos próximos posts a seguir, comentados em geral ou em particular na sessão “Análises”.

Espero que gostem!

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CÍRCULO DE FOGO – Guillermo Del Toro (Hellboy e O Labirinto do Fauno) nos confirma que um típico filme blockbuster pode sim ter uma boa história e não basear-se apenas em ação e explosões.

Ciente do público alvo de sua história, a introdução consegue posicionar os seus personagens na trama e apresentar sua mitologia de forma rápida e sucinta. O surgimento dos Kaiju, monstros gigantes que surgiram das profundezas do Pacífico; a dificuldade da humanidade em derrotá-los em suas primeiras aparições até a criação dos Jaegers, um programa de defesa baseados em robôs gigantes, tal qual o seu adversário.

Tamanha dificuldade em controlá-los que eram precisos dois pilotos para guiar os robôs gigantes em ataque, o que só era possível através de neuro-conexão entre eles. Essa divisão de memórias cria um bom conflito emocional em seu ato principal, onde Raleigh (Charlie Hunnam, Filhos da Esperança e da série Sons of Anarchy) precisa ensinar a sua nova parceira, Mako Mori (Rinko Kikuchi, de Vigaristas, Como na Canção dos Beatles: Norwegian Wood e do ainda inédito Os 47 Ronins), a dominar as suas lembranças para que, juntos, possam mostrar o verdadeiro valor dos Jaegers. Os robôs passaram a ser desacreditados após uma fatalidade ocorrer com o irmão de Raleigh, Yancy Becket (Diego Klattenhoff, Depois da Terra e Xeque-Mate).

Se toda a trama principal tem o seu valor e consegue despertar o interesse do espectador, por outro lado, o núcleo utilizado como alívio cômico não é bem sucedido em seu propósito. Sempre que esse recurso é utilizado em cena, surge em tela momentos que destoam do bom grau de verossimilhança atingido pela trama principal. Entretanto, alguns desses mesmos personagens apresentam um valor narrativo, pois é justamente a partir deles que a história adquire um ritmo de urgência ainda maior com uma experiência para obter um conhecimento mais amplo sobre os monstros das profundezas oceânicas, mas que acabam fortalecendo-os inesperadamente.

Desvendando mais alguns segredos que se encaixam perfeitamente na mitologia estabelecida, o desfecho final  só não empolga mais ao trespassar o limite do aceitável ao se aproximar inconsequentemente do megalomaníaco, diminuindo (assim como o dito núcleo cômico) toda a natureza real criada habilmente até aqui.

P.S.: um acréscimo importante – o compositor indiano Ramin Djawadi (responsável pelas trilhas sonoras de Game of Thrones e Prison Break) realiza um trabalho excepcional na trilha sonora. Canções que lembram muito as trilhas de Transformers, Avatar e da trilogia O Senhor dos Anéis, sem perderem, contudo, os seus traços originais numa mistura gostosa e eclética entre a guitarra, a batida eletrônica e a música clássica. Ramin merece toda uma maior atenção maior em seus trabalhos futuros.

NOTA: 4/5

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O HOMEM DE AÇO – Os filmes sobre super-heróis tendem a fracassar como estrutura e como filmes relevantes num futuro não muito distante. E o fracasso virá ainda mais rápido se os estúdios continuarem a apostar nessa fórmula de reboot com o foco apenas em bilheteria.

A todo o momento, eles apostam em um novo super lançamento de um determinado personagem, num looping interno, mesmo com poucos anos (cinematograficamente falando) entre a antiga e a nova franquia. É o que se constata nesse novo O Homem de Aço; é o que se viu no lançamento recente do último O Espetacular Homem-Aranha e é o que se verá no novo Super-Homem com a participação de Ben Affleck (re)vivendo o homem-morcego no Batman vs Superman, previsto para 2015.

Até quando o fôlego e o entusiasmo dos fãs manterá essa nova tendência da indústria de Hollywood? Torçamos, para o bem dela, que seja por pouco tempo. Não quero ver uma nova leva de filmes baseados nos componentes de Os Vingadores, a partir de 2025 por exemplo.

Esse é o mal que sofre O Homem de Aço. Pouco adianta acrescentar novos detalhes no mundo de Krypton; criar novas explanações para o S no peito de Clark Kent, encarnado agora pelo apenas regular Henry Cavill (Imortais e Stardust – O Mistério da Estrela); inserir novos detalhes em paisagens e cenários já largamente usados em todas as outras mídias em que a história dele foi contada.

O desânimo geral aumenta ainda mais com a relativamente longa de introdução do longa de Zack Snyder (diretor de 300 e Sucker Punch: Mundo Surreal). O envio do último cidadão de Krypton à um planeta distante devido as circunstâncias nada promissoras em sua terra natal, todos já sabem de cor e salteado. Seria preciso muita criatividade para acrescentar algo de interessante aqui e em O Homem de Aço, claramente, não a temos! E a suposta traição de seus pais – vividos por Russell Crowe (Os Miseráveis e Gladiador) e Antje Traue (Pandorum e 5 Dias de Guerra) – para com Krypton ao enviar o recém-nascido Kal-El para cá é o combustível para a vingança do general Zod (Michael Shannon, de O Abrigo e Vanilla Sky) e o motivo pelo qual o vilão volta suas preocupações para a Terra.

A longa permanência da história em Krypton em seu início obriga os responsáveis pelo roteiro – escrito por Daniel S. Goyer e Christopher Nolan, dupla também responsável pelo roteiro da trilogia de O Cavaleiro das Trevas – a abordarem a infância e juventude do agora Clark, assim como o seu convívio com os Kent’s -Kevin Costner (Os Intocáveis e O Mistério da Libélula) e Diane Lane (Jumper e Mar em Fúria) – ao longo do filme através de flashbacks. O início do relacionamento dele com Lois Lane, a apagada Amy Adams (O Vencedor e Prenda-me se for Capaz), sua batalha na Terra contra Zod (que realmente impressiona com a magnitude e ritmo alcançados) carecem de algo novo que possa verdadeiramente despertar uma atenção maior do espectador. Não há algo novo ou surpreendente que torne  O Homem de Aço inesquecível. Ou até mesmo um bom passatempo.

NOTA: 2/5

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SEM DOR, SEM GANHO – A maior surpresa dessa nova produção de Michael Bay (dos Transformers e Armageddon) é não se situar num gênero específico. Você sai da sala de cinema sem compreender se o que acabou de assistir é uma comédia, um drama ou um filme de ação/suspense. E, possivelmente, desmantela qualquer concepção que alguém possa ter feito antes de assisti-lo.

O drama está aí. A ação e o suspense também. A comédia ainda mais: desde aquela cena sucinta ou criativamente elaborada até a mais escatológica das cenas típicas dos besteróis que só Hollywood tem capacidade de fazer, sem desmerecer em nenhum momento a história que vem sendo contada. Em meio a tudo isso, Sem Dor, Sem Ganho ainda consegue construir com propriedade sua própria tese política sobre a sociedade americana, em particular, e a ocidental como um todo, mesmo que esse não seja um dos seus principais objetivos.

Se essa descrição pura e simplesmente consegue resumir a receita para um fracasso total de uma realização para o cinema, é justamente a junção de aspectos tão contraditórios entre si que fazem este filme valer a pena.

A começar pelo trio de protagonistas com Daniel Lugo (Mark Wahlberg, Um Olhar do Paraíso e Ted), Paul Doyle (Dwayne Johnson, Velozes e Furiosos 5, 6 e do próximo 7 e O Escorpião Rei) e Adrian Doorbal (Anthony Mackie, Guerra ao Terror e Os Agentes do Destino), onde seus atores encontram-se inspiradíssimos em suas atuações ao retratar o inconformismo de seus personagens com suas respectivas vidas, grande parte delas dentro de uma academia de ginástica. Esse é o grande motim que desencadeia tantas situações hilárias e absurdas.

Assim passam a arquitetar uma forma de sequestrar um milionário frequentador dessa academia e aluno do Daniel Lugo, Victor Kershaw (Tony Shalhoub, o eterno Monk), e se apossar de toda sua fortuna. Sem muita experiência no ‘ramo’, o plano infalível do trio parada dura segue aos trancos e barrancos, baseando-se sempre no esquema tentativa-e-erro. Mais erros do que tentativa propriamente dita, que por uma série de fatos insanos, tal trambique consegue funcionar milagrosamente.

Mas por não saberem o exato ponto onde parar e a ambição põe tudo o que conquistaram (criminosamente) a perder.

NOTA: 4/5

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Christopher Nolan une dois gigantes do cinema

8 03 2013

Com essa união arrebatadora já temos o filme de ficção científica mais aguardado da temporada com estreia agendada para novembro de 2014 nos cinemas e nas salas IMAX de todo o mundo. A Paramount será responsável pelo seu lançamento no mercado doméstico dos EUA, enquanto a Warner Bros será responsável por essa mesma função no mercado internacional.

Essa raríssima união de dois grandes estúdios de cinema demonstra o tamanho potencial de Interstellar, a nova aventura de Christopher Nolan, aquele responsável por reerguer a franquia do Batman nas telonas. O anúncio da parceira realizado hoje (08/03) foi surpreendente pois tanto Paramount quanto Warner Bros nunca trabalharam conjuntamente, mas ambos estúdios irão co-produzir e distribuir a ficção científica baseada no roteiro de Jonathan Nolan, irmão do aclamado diretor.

Interessante observar também que, ao contrário da trilogia do Batman e/ou de A Origem, a parceira comercial dos irmãos Warner, Legendary Pictures, não está associada ao projeto, que será produzido pela Syncopy Films (do casal Chris Nolan e Emma Thomas) e Lynda Obst Productions. Interstellar (ainda sem tradução para o português) contará a história de uma heroica viagem espacial muito além de nossa compreensão científica.

Se a ciência ainda não compreende tal empreitada, Warner e Paramount apostam e alto no retorno financeiro dessa nova jornada dos Nolan.

The Nolan Brothers: o Jonathan (a esq.) escreve e Christopher (a dir.) dirige. Essa é a fórmula do sucesso!

The Nolan Brothers: o Jonathan (a esq.) escreve e Christopher (a dir.) dirige. Essa é a fórmula do sucesso!





ANÁLISE: O Espetacular Homem-Aranha

22 07 2012

O Espetacular Homem-Aranha recria novamente todo o universo do super-herói a partir do momento em que, fugindo de uma terrível ameaça, os pais de Peter Parker o deixam, ainda criança, morando com os tios para nunca mais voltarem.

Já adolescente, vemos toda a dinâmica do bom relacionamento de Peter com os tios Ben e May; a sua timidez atrapalhando o cotidiano escolar e uma suposta aptidão por zelar pelo bem-estar do outros. Aqui o diretor Marc Webb ( (500) Dias com Ela) não sai do lugar-comum, apresentando uma seqüência episódica para exemplificar tais passagens da vida do futuro herói aracnídeo, demorando em captar o interesse do espectador. Por ser posterior uma trilogia recente do personagem (cinematograficamente falando), essa adaptação deveria ter uma preocupação maior com a forma como a história seria contada e aqui não houve ousadia nenhuma nessa sentido.

Tudo no início ocorre de maneira muito correta. Ao encontrar antigas pesquisas do pai, Peter Parker acaba chegando à empresa Oscorp, onde pesquisas genéticas estavam sendo desenvolvidas e que poderiam modificar completamente o rumo da Humanidade caso viessem a se concretizar. Para tanto, haveria a necessidade de uma fórmula secreta que se encontrava nas anotações de seu pai, o chamado algoritmo do decaimento. Nas dependências da Oscorp é que Peter Parker adquire seus poderes ao ser picado por uma aranha geneticamente modificada e é nesse mesmo local, que inocentemente, ele fornece a solução matemática de seu pai ao doutor Curt Connors (Rhys Ifans, Um Lugar Chamado Notting Hill e Elizabeth: A Era de Ouro), abrindo assim para o inimigo da vez: o Lagarto.

No núcleo familiar dos Parker temos uma sólida interpretação de Martin Sheen (da produção televisiva West Wing e Os Infiltrados)  como tio Ben, substituindo a figura paterna de Peter e sua relação com a tia May (Sally Field, também bastante conhecida da TV por Brothers & Sisters e Forrest Gump) nos momentos em que contracenam juntos: um casal de meia-idade muito palpável, demonstrando realmente que passaram por muita coisa juntos. Nota-se que isso funciona perfeitamente quando a emoção aflora naturalmente no momento de seu assassinato. Com o conhecimento prévio do desenrolar da história não deixamos de sentir o baque dessa terrível perda.

São nesses momentos de dor que Andrew Garfield (A Rede Social e Não me Abandone Jamais) atinge a sua melhor atuação como o novo Homem-Aranha, ainda mais quando este está envolvido indiretamente na morte do tio. Enquanto vive desconfortavelmente um Peter Parker jovem, nerd e tímido, o ator não atinge a sutileza necessária para transpassar corretamente esse perfil do personagem. Nas cenas bem-humoradas o ator se sai bem nos momentos em que divide o argumento com alguém (principalmente nos momentos que envolvem a família Stacy) e tem um desempenho pouco satisfatório no sarcasmo característico quando o herói aracnídeo encontra-se sozinho, falando consigo mesmo.

O bom humor, por sua vez, é muito bem empregado nas ações ilustrativas para a chegada dos poderes de Peter. Seja no banheiro de casa, enfrentando o valentão na escola ou dentro do metrô, tais cenas além de atingirem o propósito de mostrar ao espectador os poderes do personagem-título também confere rapidez e agilidade à narração.

Uma grande falha do roteiro é sua tentativa de estabelecer precocemente esse Homem-Aranha como um grande mito, quando na verdade ele ainda não mostrou a que veio. Nós ainda não sabemos a capacidade, a habilidade, a inteligência desse Peter Parker e se realmente ele merece ser acompanhado pela imponente trilha sonora de James Horner quando este veste o seu uniforme pela primeira vez. Aí é válido o questionamento: “Peraí, ele ainda não se tornou o Batman de Christopher Nolan para ter essa imponência toda!”.

Agora quando essa mesma trilha é utilizada na ótima sequência envolvendo as gruas, ali sim ela atinge corretamente seu propósito, uma vez que já observamos as dificuldades com que o Homem-Aranha enfrentou e a sua disposição e coragem para continuar lutando, não só para defender a sua amada, mas também toda a cidade e impedir as más intenções de Lagarto. Apesar de que este plano fora desvendado facilmente no subsolo de Nova York, com o roteiro e o vilão não impondo nenhuma dificuldade significativa ao mascarado, sendo raros os momentos em que sentimos alguma aflição. Tanto que só constatávamos certa dificuldade através dos ferimentos cada vez maiores testemunhados por Tia May quando Peter retornava para casa.

Gwen Stacy, personagem de Emma Stone (Histórias Cruzadas, Zumbilândia) funciona no mínimo, corretamente, já que o seu papel não tem muita relevância no desenrolar da história, se limitando apenas a ser o par romântico do protagonista e a razão da batalha final no prédio da Oscorp, pois está justamente ali para auxiliar o herói, criando o antídoto (outro clichê), local onde Lagarto pretende por em prática o seu plano maquiavélico.

Se foi razoável em toda a sua execução, o roteiro de O Espetacular Homem-Aranha oferece, com muita eficiência, um gancho formidável para sua continuação, mesmo que este se baseie naquilo que foi pouco desenvolvido anteriormente: o relacionamento de Peter Parker e Gwen Stacy e a impossibilidade desse romance tornar-se algo maior, não só pelas grandes responsabilidades que irão surgir na vida do Homem-Aranha, mas também pela sua promessa junto ao capitão Stacy. Aqui sim temos alguma ansiedade em relação ao desenrolar da história, onde Prometheus falhou absurdamente!

O Espetacular Homem-Aranha tem suas falhas mas consegue, ao seu modo, recriar o universo do aracnídeo, não elevando o super-herói a um novo patamar. Essa franquia não será para o Homem-Aranha aquilo que a trilogia de Christopher Nolan foi para o Batman!

NOTA: 3/5

 

 





Vazio criativo

18 07 2012

Acho que todo mundo que possui um blog e gosta de compartilhar suas ideias pelas ondas da web sofre algumas vezes desse tal ‘vazio criativo’. Período onde nenhum bom post aparece e o seu site fica às moscas. Mais uma vez, o Universo E! passa por esse período.

Isso porque já faz um longo tempo (três semanas mais precisamente) sem entrar numa sala de cinema. Abstinência curada essa semana após conferir O Espetacular Homem-Aranha, que ganhará em breve sua análise aqui. Um bom sinal, mais um post a vista.

Em seguida, temos a imensa ansiedade referente a uma estreia de Christopher Nolan nos cinemas e a concretização de sua trilogia do Batman, cuja ingresso para conferir esse espetáculo na sala IMAX em São Paulo já está garantido. E mais vez, isso exige uma (re)visita aos filmes anteriores: o Batman Begins que ainda não vi, mas já está aqui locado; e rever O Cavaleiro das Trevas. Aí é só assistir o que provavelmente será o final épico do homem-morcego.

Mas, enquanto essas atualizações não surgem por aqui, recorro à uma das soluções que encontrei para retirar o Universo E! do marasmo: a música.

* * *

1) Indico a seguir o clipe de uma jovem cantora, que se você a essa altura do campeonato ainda não conhece, vai conhecer e ainda ouvi-la muito pela frente. A canadense Carly Rae Jepsen, cujo sucesso repentino explodiu com o hit ‘Call me Maybe’. O clipe a seguir é divertidíssimo e toda vez que ouço a canção não consigo segurar o riso:

Carly Rae Jepsen, Call Me Maybe

2) Se você é baladeiro, o que por incrível que pareça, tornou-se um dos meus últimos ofícios nos últimos trinta dias, provavelmente já dançou ao ritmo dessa música. Se isso ainda não ocorreu, então precisa urgentemente trocar de casa noturna. Fica a dica:

Rihanna, Where Have You Been

3) E por último, indico também mais um recente sucesso nas rádios hoje. E parece que a moda agora é a criação de boyband, provavelmente passageira até que os egos inflados dos componentes impeçam a união. E tento sair do lugar-comum aqui, indicando uma música que faz parte da trilha sonora da animação A Era do Gelo 4 que ainda não vi.

The Wanted, Chasing the Sun

Aqui, um clipe alternativo da banda, sem a temática do filme – http://youtu.be/RFS5N_yAGTo





Vem aí o MTV Movie Awards 2012

27 05 2012

Com a chegada da metade do ano tem se a impressão que os grandes prêmios voltados para os filmes de 2011 terminaram. Mas está enganado quem pensa assim. No próximo domingo, dia 03 de junho, é o MTV Movie Awards 2012 quem encerra de uma vez por todas mais essa temporada da Sétima Arte.

No lugar do Globo e do ‘homenzinho’ dourado entra a Pipoca Dourada, um troféu muito bem escolhido para retratar a cerimônia, um reinado para os filmes blockbusters, os chamados filmes pipocas. Longas como O Artista ou aqueles de Lars von Trier ou de Woody Allen passam bem longe da festa.

Por outro lado, o MTV Movie Awards serve muito bem como vitrine para a temporada dos grandes filmes do verão americano. Com certeza não faltarão spots comerciais sobre os grandes lançamentos dos próximos meses: Homem-Aranha, o último Batman de Christopher Nolan, a segunda parte de Amanhecer que encerra a saga Crepúsculo certamente terão o seus merchandising no domingo que vem.

De qualquer forma podemos ver que de todos os males, os indicados aos prêmios nesse ano melhoraram significativamente em relação às cerimônias anteriores: ou a organização do eventos soube muito bem escolher os indicados desse ano, delimitados claro, pelo público alvo da festa; ou 2011 teve poucas porcarias sendo lançadas na telona.

Toda a festa estará sob o comando do ator britânico e comediante Russell Brand (O Pior Trabalho do Mundo e Meu Malvado Favorito), mas mais conhecido pela alcunha de ex-Katy Perry. Ele já prometeu um show mais impressionante que Os Vingadores! “Com sua incrível capacidade de abranger todo o espectro da comédia, do mais sofisticado ao mais rasteiro, o humor inteligente e imprevisível de Russell se conecta de maneira ímpar com nosso público”, afirmou o presidente da MTV Stephen Friedman a Reuters Brasil.

Como podemos ver nas indicações abaixo, o MTV Movie Awards 2012 tem Jogos Vorazes e Missão Madrinha de Casamento como os grandes destaques e recorda ainda filmes como Super 8, Drive e 50% que passaram despercebidos das outras grandes premiações. Vamos a lista dos indicados:

MELHOR FILME

  • A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1
  • Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2
  • Histórias Cruzadas
  • Jogos Vorazes
  • Missão Madrinha de Casamento

MELHOR ATRIZ

  • Emma Stone, Amor à Toda Prova
  • Emma Watson, Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2
  • Jennifer Lawrence, Jogos Vorazes
  • Rooney Mara, Millenium – Os Homens que não Amavam as Mulheres
  • Kristen Wing, Missão Madrinha de Casamento

MELHOR ATOR

  • Joseph Gordon-Levitt, 50%
  • Ryan Gosling, Drive
  • Daniel Radcliffe, Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2
  • Josh Hutcherson, Jogos Vorazes
  • Channing Tatum, Para Sempre

MELHOR ELENCO

  • Anjos da Lei
  • Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2
  • Histórias Cruzadas
  • Jogos Vorazes
  • Missão Madrinha de Casamento

MELHOR REVELAÇÃO

  • Shailene Woodley, Os Descendentes
  • Liam Hemsworth, Jogos Vorazes
  • Rooney Mara, Millenium – Os Homens que não Amavam as Mulheres
  • Melissa McCarthy, Missão Madrinha de Casamento
  • Elle Fanning, Super 8

MELHOR PERFORMANCE PESADA

  • Anjos da Lei – Johan Hill e Rob Riggle
  • Drive – Ryan Gosling
  • Missão Impossível: Protocolo Fantasma – Tom Cruise
  • Missão Madrinha de Casamento – Kristen Wiig, Maya Rudolph, Rose Byrne, Melissa McCarthy, Wendy McClendon-Covey e Ellie Kemper

MELHOR TRANSFORMAÇÃO NA TELA

  • Johnny Depp, Anjos da Lei
  • Rooney Mara, Millenium – Os Homens que não Amavam as Mulheres
  • Elizabeth Banks, Jogos Vorazes
  • Collin Farrell, Quero Matar o meu Chefe
  • Michelle Williams, Sete Dias com Marilyn
MELHOR ATUAÇÃO CÔMICA
  • Johan Hill, Anjos da Lei
  • Zach Galifianakis, Se Beber Não Case – Parte 2
  • Kristen Wiig, Missão Madrinha de Casamento
  • Melissa McCarthy, Missão Madrinha de Casamento
  • Oliver Cooper, Projeto X – Uma Festa Fora de Controle
MELHOR MÚSICA
  • ‘Parthy Rock Anthem’, LMFAO (Anjos da Lei)
  • ‘A Real Hero’, College with Electric Youth (Drive)
  • ‘The Devil is in the Details’, Chemical Brothers (Hanna)
  • ‘Impossible’, Figurine (Like Crazy)
  • Pursuit of Happiness, Kid Cudi remix de Steve Aoki (Projeto X – Uma Festa Fora de Controle)
MELHOR BRIGA
  • Channing Tatum & Johan Hill vs Kid Gang, Anjos da Lei
  • Tom Hardy vs Joel Edgerton, Guerreiro
  • Daniel Radcliffe vs Ralph Fiennes, Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2
  • Jennifer Lawrence & Josh Hutcherson vs Alexander Ludwig, Jogos Vorazes
  • Tom Cruise vs Michael Nyqvist, Missão Impossível: Protocolo Fantasma
MELHOR BEIJO
  • Robert Pattinson & Kristen Stewart, A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1
  • Ryan Gosling & Emma Stone, Amor à Toda Prova
  • Rupert Grint & Emma Watson, Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2
  • Jennifer Lawrence & Josh Hutcherson, Jogos Vorazes
  • Channing Tatum & Rachel McAdams, Para Sempre
MELHOR PERSONAGEM IDIOTA
  • Bryce Dallas Howard, Histórias Cruzadas
  • Jon Hamm, Missão Madrinha de Casamento
  • Oliver Cooper, Projeto X – Uma Festa Fora de Controle
  • Colin Farrell, Quero Matar meu Chefe
  • Jennifer Aniston, Quero Matar meu Chefe




Fraca cerimônia premia o fraco O Discurso do Rei

28 02 2011

E chega ao fim mais um Oscar.

As estatuetas foram diluídas entre todos os indicados. O Oscar 2011 teve dois grandes vencedores com 4 prêmios: O Discurso do Rei e a garnde surpresa da noite e que merecia muito mais do que isso, A Origem, de Christopher Nolan. Mas já é alguma coisa ele figurar entre os mais premiados da noite.

De toda forma, A Rede Social veio logo atrás, vencendo três categorias e O Vencedor, Alice no País das Maravilhas e Toy Story 3 com dois prêmios cada. O reconhecimento da Academia pelo excelente trabalho realizado por Natalie Portman em Cisne Negro.

E pela primeira vez, o Universo E! fez sua cobertura completa através do perfil no Twitter: www.twitter.com/universo_e.

É isso aí! A partir de agora, começa para valer o ano 2011 do Cinema!





RETROSPECTIVA 2010 – parte 2

6 01 2011

O Universo E! traz agora a segunda e última parte de sua RETROSPECTIVA 2010, relembrando os momentos mais marcantes do ano que passou para a indústria do entretenimento em suas várias formas: música, filmes, artes, animação…

JULHO

Julho, mês de férias. O mês onde os 31 dias podem ser traduzidos em uma única palavra: diversão. Mas as distribuidoras brasileiras conseguem provocar ainda mais risos nos fãs que adquirem os boxes de suas séries favoritas. Como no caso retratado pelo post de 02 de julho: a série Fringe, de J. J. Abrams, com o único título em inglês. Óbvio. Mas essa certeza não se aplica na versão brasileira do seriado. Fringe recebe, na arte de capa da embalagem o subtítulo A Grande Conspiração. Já na abertura dos episódios em versão legendada, o título e subtítulo desaparecem para serem substituídos por, simplesmente, Fronteiras. Agora não sei mais de qual série sou fã: Fringe? Fringe – A Grande Conspiração? Fronteiras?!!!

Em julho chegou ao fim mais uma edição da Copa do Mundo onde a Espanha sagrou-se campeã. Além do fracasso da seleção brasileira (que pegou carona no voo de volta com a Argentina), a Copa de 2010 ficou marcada pelo som. E não apenas o das vuvuzelas. Teve K’naan cantando ‘The Waving Flag’; Skank cantando a versão brasileira utilizada na propaganda da Coca-Cola e Shakira cantarolando ‘Waka Waka’.

Taí. A grande responsável pela falta de atualizações do blog durante os meses de junho e julho foi o Mundial da África do Sul, emendando com o início de merecidas férias.

AGOSTO

Este mês começou com um resumo superficial de minhas férias: leituras, revendo séries e muito descanso. Agosto também marca a época em que o friozinho na barriga começa nos fanáticos por séries porque o mês seguinte traz grandes retornos e estréias no fall season da televisão americana.

Na primeira sexta-feira desse mês estreou nos cinemas o longa A Origem. Uma estréia que quebrou uma tradição da Sétima Arte: de reservar sempre os seus melhores filmes para época de final de ano, onde uma produção está mais visível para a corrida do Oscar. E não há mais o que falar, A Origem é, continua sendo e provavelmente será o melhor filme apresentado em 2010, como disse antes: “Agora dificilmente algum filme poderá retirar o título de melhor filme de 2010 de A Origem e das mãos de Christopher Nolan”. Espere e veremos!

Uma pausa para reflexão? Também tivemos nesse post!

Os brasileiros especialistas em séries deram seus palpites sobre as melhores séries em exibição, em um aquecimento para o Emmy 2010. Especialista ou não, se você assiste à muitas séries, demos uma dica de como se organizar utilizando o site o Orangotag. As exibições em 3D novamente dando o que falar: dessa vez ocorreu com as cópias de O Último Mestre do Ar, que fez muita gente economizar uma graninha e desistir de conferi-lo nos cinemas.

E informamos também no finalzinho do mês, um vídeo com a prévia do ainda não-fenômeno The Walking Dead.

SETEMBRO

No mês em que o Universo E! mudou para o visual atual, também foi reservado por grandes informações que você viu primeiro aqui. Fomos conferir a refilmagem do Karate Kid (e não é que gostei?). Revelamos o fim de ano azul que Avatar (e Fox, e James Cameron) teria em 2010… começaram, com um mês de antecedência, as vendas para a estréia de Tropa de Elite 2… o Ministério da Cultura inicou uma votação em seu site sobre a escolha do representante brasileiro na categoria de filme estrangeiro do Oscar 2011… Jim Parsons, Sheldon de The Big Bang Theory revelou a sua homossexualidade… Justin Bieber invadindo telonas e telinhas: trilha de Karate Kid, participação na temporada atual de CSI, e mais cinebiografia…

Ufa! Muita coisa aconteceu em setembro. Mas não acabou por aqui: finalmente comentamos sobre Antes que o Mundo Acabe. Sessenta (!) séries (re)estrearam em uma única semana de setembro! E o Google Street View chegou ás ruas das principais cidades brasileiras.

OUTUBRO

Consolidou o cinema brasileiro pra o ano de 2010 com a chegada triunfal de Tropa de Elite 2 aos cinemas. Com a ajuda do Capitão Nascimento, o Brasil ocupou mais da metade das salas de cinema com suas produções

Mas em meio á uma onda verde e amarela, conseguimos ver Resident Evil 4: Recomeço e noticiar o lançamento da segunda temporada de Fringe.

Para os fãs da saga do Um Anel pela Terra-Média, outubro foi um mês especial: primeiro a eliminação das pendências envolvendo MGM e Warner Bros que impediam o início das filmagens de O Hobbit. E segundo, a chegada ao mercado brasileiro da edição de luxo da trilogia O Senhor dos Anéis em suas versões estendidas.

Enquanto informações eram liberadas para o lançamento da edição de colecionador de Avatar, o CQC chegava na era 3.0, com o programa ganhando mais meia hora em sua duração com transmissão ao vivo pela internet.

Mas de especial nesse mês mesmo teve a estréia, no dia 31, da série The Walking Dead!!!

NOVEMBRO

Chegando ao fim o ano de 2010. E novembro traz consigo notícias e nem tão boas assim…

Era levantada a hipótese real (e até a publicação desse post, essa informação não está descartada) do cancelamento do seriado Fringe após o seu terceiro ano. E logo seguida, a Fox americana informava a mudança de horário da produção das quintas para as temidas sextas-feiras. E mais, se o fenômeno de The Walking Dead ganhava fãs ao redor do mundo com tão pouco tempo de vida, o canal Fox brasileiro tratava de afasta-los com a exibição de episódios dublados e retalhados por aqui.

A rede Cinemark realizava a 11ª edição do seu projeto Projeta Brasil Cinemark. O YouTube também programava uma edição do YouTube Live no Brasil, reunindo os grandes nomes da música sertaneja.

Também em novembro revivemos (ou para alguns, conferiram pela primeira vez) as habilidades fantásticas do piloto Ayrton nas corridas de Fórmula 1 no documentário Senna. E no despedimos de uma das mais importantes figuras do humor em Hollywood: Leslie Nielsen.

DEZEMBRO

No último mês do ano as novidades voltaram a ficar escassas por aqui. Teve o trailer do quarto Piratas do Caribe.

E enquanto essa RETROSPECTIVA estava constrangedoramente atrasada, publicamos uma produzida pelo Google, para 2010 não passar em branco por aqui.

– * – * – * –

Agora sim! Missão dada é missão cumprida! Realizamos aqui a primeira retrospectiva do Universo E! Podemos agora, finalmente, fincar os pés no ano de 2011 e que ele venha repleto de atrações especiais por aqui. Até lá!





Dica para lista de presentes

28 11 2010

Se é um cinéfilo de carteirinha, e por extensão, um bom colecionador de DVDs, prepare-se para abrilhantar sua coleção com os lançamentos de fim de ano das distribuidoras aqui no Brasil.

E com tantas boas opções, o investimento promete ser grande e abocanhar uma parte do seu 13º salário..

1ª SUGESTÃO – Este é um sonho de consumo antigo de cinéfilos brasileiros e fãs da trilogia de J. R. R. Tolkien, que finalmente se concretizou esse ano: a edição luxo de colecionador da trilogia O Senhor dos Anéis, de Peter Jackson. Um super box com nada mais, nada menos do que 12 DVDs, contendo além dos extras, todas as versões estendidas dos filmes: A Sociedade do Anel, As Duas Torres e O Retorno do Rei.

Mais informações clique aqui.

2ª SUGESTÃO – Uma edição super especial de um dos maiores fenômenos de bilheteria do cinema mundial. A edição de colecionador lançado esse mês pela FOX traz a versão estendida de quase três horas de Avatar.

O especial pode ser encontrado em duas versões: com três DVDs e um BD (blue disc ou blu-ray) ou com somente três BDs.

Uma capa de fundo preto contendo no centro uma mão avatar é a envoltura para a embalagem do DVD cuja capa não contem o título do filme. Apenas uma imagem do corpo extraterreno de Jake Sully. A contracapa contem a mensagem: “OEL NGATI KAMELE”, traduzindo: continue a viagem.

Uma Mensagem de Pandora’, ‘Acesso Direto a Cenas Novas/Adicionais’, ‘Cenas Excluídas Inéditas’ e ‘Capturando Avatar’ são os bônus incluídos nessa edição estendida de colecionador.

3ª SUGESTÃO – A próxima sugestão tem lançamento previsto para o dia 09 de dezembro. Trata-se de mais um sucesso assinado por Christopher Nolan que chegou aos cinemas em agosto desse ano: A Origem.

Até aqui o melhor filme do ano, A Origem traz no elenco nomes como Joseph Gordon-Levitt, Leonardo DiCaprio, Ellen Page e Ken Watanabe. E deve ser um item imprescindível no acervo de qualquer colecionador.

As duas últimas sugestões a seguir são os itens mais recentes da minha coleção:

4ª SUGESTÃO – Apesar de todo o temor do cancelamento (injusto, se ocorrer) que cerca a série Fringe, não dá para deixar de fora o box que traz a segunda temporada completa da produção de J. J. Abrams.

Com um primeiro episódio intrigante, a segunda temporada termina levando seus espectadores para um outro universo. E entre aquele e este episódio, o segundo ano de Fringe traz ainda mais episódios fantásticos.

5ª SUGESTÃO – E para finalizar, mais um box de série. Já lançado há algum tempo, foi efetivamente adquirido a segunda temporada da trama vampiresca Crepús…, ops, True Blood. Esqueça Stephenie Meyer!

Retorne a cidade de Bon Temps na companhia de Sookie Stackhouse e Bill Compton.





ANÁLISE: A Origem

8 08 2010

06/08/2010 Em cartaz A Origem trata-se daquilo que o ser humano tem de mais ‘sagrado’ e ‘especial’: a sua memória. Leonardo DiCaprio está sob a pele de Cobb, o mais capaz entre seus conterrâneos de roubar essa informação contida no subconsciente de determinada pessoa.

Para se obter uma certa informação guardada na memória, uma equipe composta com alguns membros exercendo funções bem definidas para executar tal delicada e arriscada ação, que consiste numa espécie de jogo onde todos os envolvidos tenham que adormecer e forçar a pessoa alvo a revelar a informação desejada, através do sonho onde todos passam a compartilhar e vivenciar. Nesse ambiente novo tudo é uma projeção da mente humana, que traz consigo também a influência que o corpo real sofre no ‘mundo real’: desequilíbrios, quedas, inundações que possa acometer o corpo adormecido.

Por outro lado, há aqueles prevenidos que treinam sua mente para proteger informações confidenciais de sua memória e para uma vez que essa seja invadida, suas projeções mentais possam intervir e evitar o provável roubo.

É em uma ação semelhante a essa que Cobb e seu parceiro Arthur (Joseph Gordon-Levitt) falha impedindo o ladrão de voltar para sua casa e para seus filhos, já que ele teme uma retaliação de seus empregadores após serem informados do serviço não realizado. Saito (Ken Watanabe), magnata alvo desse roubo, era um dos prevenidos contra uma invasão às suas memórias

E é justamente Saito quem propõe uma segunda via, um atalho para os problemas de Cobb. O magnata japonês o desafia a realizar uma tarefa impossível nessa área: implantar uma idéia na mente de Fischer Jr, herdeiro prestes a obter controle de um império empresarial. O pai do jovem e concorrente direto do magnata, senhor Fischer, encontra-se a beira da morte. Se realizar esse feito, Saito resolverá todas as pendências futuras de Cobb, enquanto o próprio japonês poderá aumentar sua influência no setor sem empecilho algum.

Aqui, o longa chega em seu dilema principal: para se roubar uma informação preservada no subconsciente humano, entra-se em apenas um nível da mente; mas para se inserir uma idéia, precisa-se chegar a três níveis do consciente para que a pessoa, uma vez sã, não rejeite essa idéia e passe a aceitá-la como uma concepção sua, original.

A partir daí, Cobb passa a reunir uma equipe à altura desse desafio a medida que sofre perseguição dos capangas de seus ex-empregadores. Juntam-se à cena, entre outros nomes o de Ellen Page, como Ariadne, a arquiteta responsável pela construção dos ambientes na projeção mental onde a ação será realizada e quem auxilia Cobb a enfrentar seus dilemas, pois a toda vez que o sub-consciente dele entra em ação, a mulher dele, Mal (Marion Cotillard), surge para prejudicar o trabalho. Algo não desejável quando se está prestes a concluir o trabalho na mente de Fischer Jr.

Na verdade, a presença de Mal no subconsciente de Cobb não era mais do que uma lembrança porque a mesma havia cometido o suicídio. Tal ato era a prova contundente de que inserir uma ideia na cabeça de alguém era realmente possível: Cobb convenceu sua esposa de que o mundo real, o mundo de fato em que eles viviam se tratava de um sonho utilizando essa técnica de inserção no pensamento.

Esse procedimento trágico que levou sua mulher a falecer teve que ser realizado por Cobb para que pudessem sair do limbo – local onde é praticamente impossível voltar da realidade, utilizando uma ideia simples: “ISSO NÃO É REAL”. Mal passa a desacreditar na realidade a partir daí e na tentativa de ‘acordar’ desse sonho, ela se suicida.

Christopher Nolan conta-nos uma história original, extremamente convincente e desenvolvida de uma forma espetacular e constante com o apoio dos efeitos especiais para colocar, literalmente, os seus (e por que não) nossos sonhos em um filme. Uma vez que imaginação não sofre as limitações para construir o seu próprio mundo.

Se toda trama por si só revela-se instigante e, muitas vezes, sufocante, a trilha sonora realça ainda mais essa sensação de angústia com batidas constantes que caem com uma luva sobre as cenas e nenhum momento soa cansativa ou aborrecida.

Agora dificilmente algum filme poderá retirar o título de melhor filme de 2010 de A Origem e das mãos de Christopher Nolan.





A Origem para salvar o cinema do verão americano

5 08 2010

Dia 06 de agosto de 2010. Sexta-feira. Amanhã. Dia da estreia de A Origem. Filme esse que virá (provavelmente) para salvar essas férias de julho, que não teve nenhuma grande atração cinematográfica. E na tentativa de salvá-la, a gente até estica em uma semana a duração das férias para que A Origem seja incluído nela.

Direção de Christopher Nolan, responsável pelos dois últimos filmes da franquia Batman (Begins e O Cavaleiro das Trevas) e que está atualmente desenvolvendo o próximo filme do homem-morcego. No elenco, o ator mais badalado do momento, Leonardo DiCaprio, que só vem fazendo bons filmes: Ilha do Medo, Os Inflitrados, Rede de Mentiras. E A Origem vem para fazer Leonardo aspirar novos ares e quebrar um pouco a rotina de filmagens sob a batuta de Martin Scorsese. Numa contagem rápida, já foram 4 filmes de parceria da dupla.

E o elenco do longa traz mais gente do meu agrado: Ellen Page (de Juno, uma das próximas atrações aqui no Universo E!), Ken Watanabe (Cartas de Iwo Jima, O Último Samurai), Marion Cotillard (Piaf – Um Hino ao Amor), Michael Caine (presente nos dois últimos de longa de Batman), Joseph Gordon-Levitt ( (500) Dias com Ela)…

Ou seja, muita coisa. Vamos aguardar amanhã para conferir essa grande estreia, escrever essa análise e podermos discutir sobre o longa aqui. Enquanto isso, fiquem com o trailer (ao qual recuso-me a assistir):








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Blog do Renato Nalini

Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ex-Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. Atual Reitor da UniRegistral. Palestrante e conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

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