O calendário das grandes franquias

15 01 2013

As grandes franquias cinematográficas que dominaram as bilheterias mundiais entre a década de 90 e a década passada, prometem movimentar mais uma vez o bilionário mercado do cinema.

Só pelos números ordinários das sequências, a gente pode ter alguma ideia do sucesso que elas trazem consigo: 5, 7, 5*, 5, 4, 2…

5 —>PIRATAS DO CARIBE 5:

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Johnny Depp (Edward Mãos de Tesoura e Alice no País das Maravilhas) vem reprisar mais uma vez o excêntrico capitão Jack Sparrow. Retorna com ele também, o produtor Jerry Bruckheimer. Enquanto o roteiro da nova aventura irá passar por uma revisão, a Disney já marcou a sua data de estreia: 10 de julho de 2015. Anotem aí!

 

 

7 —> STAR WARS 7:

star-wars-guerra-nas-estrelas-yoda-mcdonalds-zx_MLB-O-2711451588_052012Mais uma grande estreia incluída com assinatura Disney. O sétimo filme de Star Wars veio junto com anúncio da compra da Lucasfilm (até então com George Lucas como proprietário) pela Walt Disney Company por US$ 4 bilhões, colocando já em seus planos não apenas o 7º, mas mais uma nova trilogia inteira pela frente. Seguindo os planos inciais, Star Wars VII chega as telonas também em 2015, sendo sucedido por Star Wars VIII em 2017/2018 e Star Wars IX lá para 2019/2020.

 

5 —> (o apelidado carinhosamente de O Senhor dos Anéis 5) O HOBBIT – A DESOLAÇÃO DE SMAUG:

o hobbit 250Já tem data certinha nesse final de ano: 13 de dezembro (preciso lembrar da ilustre e exorbitante presença de Evangeline Lilly – da série Lost e Gigantes de Aço – aqui?) . Enquanto o início da aventura de Bilbo Bolseiro ao lado de Gandalf e mais 12 anões já ultrapassou os 600 milhões de dólares na bilheteria mundial, essa nova trilogia baseada na obra homônima de J. R. R. Tolkien já tem data para acabar: 18 de julho de 2014 com a estreia de O Hobbit: Lá e de Volta Outra Vez.

 

5 —> DURO DE MATAR – UM BOM DIA PARA MORRER:

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Com Bruce Willis (O Sexto Sentido e Moonrise Kingdom) encarnando novamente John McClane. O longa, assim como o último Missão Impossível de Tom Cruise (Top Gun – Ases Indomáveis e Minority Report – A Nova Lei), tem a Rússia como pano de fundo para o desenrolar da sua história. Entre todas as franquias listadas nesse post, esse é o filme que tem a estreia mais próxima: dia 22 do próximo mês.

 

 

4 —> JURASSIC PARK 4:

jpark 250Outro filme que só chega aos cinemas em 2014: mais precisamente em 14 de junho (ao menos nos EUA). Além da data de estreia sabe-se apenas que Steven Spielberg ocupará o cargo de produtor e que os roteiristas do bom Planeta dos Macacos – A Origem, Rick Jaffa e Amanda Silver, serão responsáveis pelo script dessa quarta aventura jurássica que chegará as telonas em três dimensões. E por falar em 3D, o terceiro Jurassic Park reestreia dia 30 de agosto de 2013 nesse formato.

 

2 —> AVATAR 2:

avatar 350O roteiro, por enquanto, está apenas na cabeça de seu criador, James Cameron. Mas assim que as palavras estiverem no papel e a FOX liberar mais essa (quem sabe, milionária) produção, Avatar 2 tem tudo para chegar aos cinemas em dezembro de 2014 e o terceiro em dezembro do ano seguinte. A exemplo do realizado na trilogia de O Hobbit, James Cameron também irá adotar a tecnologia dos HFR (high frame rated) na captação das imagens de retorno ao planeta de Pandora.

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ANÁLISE: Moonrise Kingdom

1 01 2013

Uma paixão juvenil é capaz de causar um grande alvoroço numa pequena e fictícia comunidade quando dois pré-adolescentes decidem fugir juntos para desespero do superior escoteiro dele e da família dela. Tudo em nome do amor.

O longa da sessão de abertura do Festival de Cannes de 2012, dirigido por Wes Anderson (O Fantástico Sr. Raposo), poderia se tornar mais uma bonitinha história de amor protagonizada por adolescentes. Mas não! Com uma história aborrecida, Moonrise Kingodm tenta se construir baseada em típicas interpretações teatrais (caracterizada por uma fala acompanhada de expressões corporais extremos) e moldada por elementos fantasiosos da literatura infantil como fábulas e contos de fada. Só que não alcança a graciosidade dos elementos citados e o longa ainda falha gravemente em reuní-los e transportá-los para as dimensões cinematográficas.

Mesmo reunindo conhecidos rostos em seu elenco como Edward Norton (A Outra História Americana e O Ilusionista), Bruce Willis (a franquia Duro de Matar e Looper: Assassinos do Futuro), Tilda Swinton (Precisamos falar sobre Kevin e As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa), Frances McDormand (Alguém tem que Ceder e Queime depois de Ler), Bill Murray (Encontros e Desencontros e Flores Partidas) e Jason Schwartzman (da série Bored to Death) como narrador, Moonrise Kingdom ainda abre espaço para um numeroso elenco mirim com tamanha chatice que não se pode distinguir se a simpatia provem dos próprios atores ou se é consequência apenas de um roteiro pessimamente escrito.

Utilizando todos os movimentos e cortes de câmera existentes e/ou conhecidos sem nenhum propósito específico (que se encaixaria perfeitamente numa aula para estudantes de cinema), Wes Anderson ainda utiliza uma paleta de cores envelhecida para diferenciar a sua narração do mundo real, mas que soa mais como uma pretensão de elevar sua obra à magnífica plataforma de celebração ao cult, ao diferente, do que uma opção racional. A utilização de fontes vintage nos créditos finais e de abertura também buscar um ar de glamour inexistente e favorece mais uma vez a uma supervalorização exageradíssima (posso superestimar aqui também, não?) deste exemplar cinematográfico.

Para não ficarmos apenas nos aspectos negativos, o filme pelo menos vale a pena pelo didatismo de sua trilha sonora. Embora soe exagerada e sem nexo em grande parte do filme, a trilha acompanhada por uma narração em off apresenta uma mesma canção tocada por grupos nos quais os instrumentos musicais são divididos na sequência de abertura. O mesmo ocorre nos créditos finais com os instrumentos sendo nomeados individualmente.

Mas nem isso de interessante é capaz de tirar o tédio instalado durante e, principalmente, após a sessão. Moonrise Kingdom funciona melhor como um espécime a ser dissecado e estudado nos cursos de cinema. Como contra-exemplo!

NOTA: 1/5








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Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Atual Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. É o Reitor da UniRegistral. Palestrante e conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

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