39º Festival SESC de Melhores Filmes – Programação 2013

31 03 2013

Está chegando mais uma edição do Festival SESC de Melhores Filmes. Uma retrospectiva super bacana do Cinema que traz uma ótima oportunidade de você ver aquele filme que passou batido em 2012.

A programação em Campinas, a exemplo do ano passado, ocorrerá novamente no complexo Topázio Cinemas instalado no Shopping Prado e serão duas sessões diárias as 19h00 e 21h30 de 05 a 14 de abril, com exceção com a sessão de abertura do festival com o longa brasileiro Febre de Rato, que ocorre quarta (dia 03) as 20 horas.

FESTIVAL SESC DE MELHORES FILMES – PROGRAMAÇÃO 2013 (Campinas)

QUARTA-FEIRA (03/04) – SESSÃO DE ABERTURA 

  • 20h00 – Febre de Rato

SEXTA-FEIRA (05/04)

  • 19h00 – O Homem que não Dormia
  • 21h30 – Cara ou Coroa

SÁBADO (06/04)

  • 19h00 – A Separação
  • 21h30 – Intocáveis

DOMINGO (07/04)

  • 19h00 – Vou Rifar meu Coração
  • 21h30 – Holy Motors

SEGUNDA-FEIRA (08/04)

  • 19h00 – Era Uma Vez Eu, Verônica
  • 21h30 – 007 – Operação Skyfall

TERÇA-FEIRA (09/04)

  • 19h00 – Eu Receberia as Piores Notícias de seus Lindos Lábios
  • 21h30 – As Aventuras de Pi

QUARTA-FEIRA (10/04)

  • 19h00 – Xingu
  • 21h30 – Um Alguém Apaixonado

QUINTA-FEIRA (11/04)

  • 19h00 – Raul – O Início, o Meio e o Fim
  • 21h30 – Drive

SEXTA-FEIRA (12/04)

  • 19h00 – Entre o Amor e a Paixão
  • 21h30 – Hotel Transilvânia

SÁBADO (13/04)

  • 19h00 – Dois Coelhos
  • 21h30 – Girimunho

DOMINGO (14/04)

  • 19h00 – Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge
  • 21h30 – A Invenção de Hugo Cabret

Para mais informações sobre o Festival ou para obter a programação completa de sua cidade acesse: http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/

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Vem aí Festival SESC de Melhores Filmes 2013

26 01 2013

fsmfilmes

2013! 39º. Em 2013, o Festival SESC de Melhores Filmes chega em sua trigésima nona edição. E será a segunda vez que o Universo E! acompanhará esta grande retrospectiva cinematográfica.

O grande diferencial do mais antigo festival de cinema da cidade de São Paulo (a primeira edição ocorreu em 1974) é a montagem democrática da programação. A eleição dos filmes a serem exibidos (um total de 306 produções que estrearam ao longo de 2012 na capital paulista) é realizada por um júri que reúne críticos de cinema de todo o país, além da participação do público pela internet em http://melhoresfilmes.sescsp.org.br

O festival torna-se uma grande oportunidade de resgatar aqueles lançamentos que, por um motivo ou outro, deixamos passar em branco. Ou simplesmente, rever aquela produção que nos marcou tanto.

 

SOBRE O FESTIVAL – As cidades do litoral e interior do estado de São Paulo, atendidas por unidades do SESC, recebem simultaneamente exibições de filmes participantes.

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O Festival SESC Melhores Filmes preza por uma política de preços e acesso às informações que amplia a participação do público. Pioneiro em novos modelos de ação, o SESC acredita na transformação social por meio de uma intensa ação cultural e o Festival vem ao encontro do compromisso da entidade com o desenvolvimento sócio-cultural brasileiro.

Participe! Ajude a montar a retrospectiva de filmes e prestigie mais este grande festival!






ANÁLISE: Um Gato em Paris

2 05 2012

O título da animação francesa indicada ao Oscar,  refere-se a Dino, um felino que leva duas vidas na capital da França: de dia é o melhor amigo de Zoe, filha de uma detetive e traumatizada pela perda recente do pai; e a noite, o gato é o companheiro do ousado ladrão Nico.

Com estrutura narrativa simples, mas ao mesmo tempo ágil para um padrão infantil, a animação ganha mais intensidade ao apresentar o maléfico sr. Colosso, responsável  pela morte do pai de Zoe, que falha ao executar um grande assalto sendo atrapalhado justamente por Nico e Dino e acaba fazendo a inocente menina de refém.

Com o perdão do trocadilho, mas Um Gato em Paris vira um gato-e-rato divertido com Nico tentando tirar Zoe das mãos do Senhor Colosso e a mãe da garota, buscando vingar a morte do marido, promove uma caça ao gângster ao mesmo tempo em que descobre estar perseguindo também o responsável por diversos roubos a joalherias na cidade, além do fato inusitado de contar com o apoio deste na captura do sequestrador de sua filha.

Uma vez resolvido todos os casos, os personagens voltam ao seu cotidiano normal com alguns acréscimos apenas: o gato do título ainda presenteia sua fiel companheira (ou pelo menos tenta) com coisas inusitadas; o resistente cachorro da vizinha ainda ladra muito para o seu tamanho, enquanto a família de Zoe ganha mais um membro ao mesmo que ela supera o trauma da perda do pai e vira uma garota tagarela.

NOTA: 4/5





ANÁLISE: Saturno em Oposição

25 04 2012

Saturno em Oposição começa estabelecendo o grande vínculo que o casal gay, Davide e Lorenzo, tem com o seu círculo de amigos que se reúnem frequentemente na casa dos dois. Essa relação sólida de amizade reúne casais heterossexuais e solteiros com suas respectivas personalidades e com as mais diversas profissões em meio a capital italiana.

Mas alguns amigos ganham mais destaque que os outros embora todos tenham a sua importância e sua função na narrativa. Antonio e Angélica, por exemplo, ganham o seu próprio arco narrativo por viverem um momento turbulento no casamento devido a um caso extraconjugal dele e que, posteriormente, desestabiliza toda a dinâmica dos encontros, uma vez que Lorenzo (o único entre os amigos que sabia até então da traição) sofre um mal súbito e é internado.

Temos então esse casal homossexual com uma sólida relação, tanto que Davide (o ator italiano Pierfrancesco Favino, com participações em Anjos e Demônios e Uma Noite no Museu) raramente deixa o hospital só para ficar o máximo de tempo possível ao lado do amado, já que o estado de Lorenzo é grave. Paralelamente, Angélica e Antonio vivenciam uma separação lógica, aceitável e compreensiva. E em ambos os casos, os amigos (em especial a amalucada Neval) tentam de todas as formas contornar as dificuldades e tranquilizar os ânimos dos envolvidos.

Mesmo abordando um assunto tão delicado, o roteiro de Saturno em Oposição ainda reserva momentos hilários ao longo de sua história, sem forçar muito para que determinadas situações aconteçam: desde as conclusões precipitadas da rebelde filha adolescente de Angélica e Antonio ou o típico pacto obscuro envolvendo comida dessa com o irmão caçula até uma conversa surreal que consegue comparar drogas e costura numa discussão.

O aparecimento do pai do Lorenzo também levanta outros importantes questionamentos a respeito de um relacionamento homossexual na sociedade moderna. O não reconhecimento da união homo afetiva perante a lei resulta em algumas dificuldades. Por exemplo, por não viver a muito tempo junto com o pai e responsável legal por ele no papel, os desejos de Lorenzo poderiam não vir a ser atendidos, só porque seus amigos (que tem plenos conhecimentos a respeito das virtudes do rapaz) não respondem juridicamente por ele.

Embora tenha seus problemas pontuais ao tentar estabelecer seus personagens nos momentos iniciais do longa, Saturno em Oposição é uma agradável mistura de uma discussão séria e necessária com outros momentos de bom humor, pinceladas com diversas questões contemporâneas do século XXI, contando com a colaboração precisa de seu elenco. E o filme, através de sua linda última sequência, consegue levantar a bandeira do otimismo e a certeza de que o tempo, ao seu modo, resolve eficientemente as nossas questões.

NOTA: 3/5





ANÁLISE: Girimunho

17 04 2012

Girimunho é um retrato fiel do pobre, carente e humilde povo do interior de Minas Gerais, representado aqui por Bastú, uma senhora de idade avançada que vem a perder Feliciano, seu companheiro de longa data.

A morte do marido, que já tinha seus problemas com o álcool, é encarada com certo ceticismo, para não dizer indiferença pela companheira, atitude decorrente de sua experiência de vida que deixa as pessoas mais calejadas para a aceitação plena de mais uma passagem da vida. A consternação com a perda fica restrita aos netos.

Passamos então a acompanhar o cotidiano dessa senhora perspicaz e inteligente, mesmo com a ausência de ensino. Natural que a produção dê à narrativa a mesma velocidade que o tempo tem nessas cidades interioranas – a impressão de que ele não passa. Isso ganha mais destaque quando o desenvolvimento da história baseia-se na interação de dona Maria e sua neta Branca. Uma cena que simboliza muito bem a lenta passagem do tempo é aquela em que a câmera focaliza, por instantes, uma porção de folhas ao vento e quase não há alteração na disposição delas ao chão.

Nós, espectadores, somos apenas observadores passivos nessa história. A câmera na maioria das vezes está totalmente estática. Mesmos nas externas ou dentro dos humildes cômodos da senhora, cenário principal do longa, a história parece deslizar pelas lentes, como se elas já fizessem parte daquele local. Poucas vezes a câmera se move espontaneamente e suas maiores movimentações ocorrem quando está afixada em algo móvel, como uma canoa ou um ônibus. Interessante nesse último caso que ao mesmo tempo em que as imagens tem uma função narrativa, ou seja, indicar o deslocamento de Bastú e sua neta até a cidade vizinha, temos também um panorama da região onde elas residem. A pobreza, a simplicidade e o isolamento da região, com uma estrada de terra vermelha deserta e todo envolta por vegetação, ficam ainda mais evidentes.

Acreditando que seu falecido marido esteja a rondando, extremamente comum no imaginário popular nessas regiões, dona Bastú se desfaz das roupas de Feliciano, realizando para tanto uma pequena ‘aventura’ pessoal até um rio da região, deixando que as águas deste levem os pertences do velho companheiro. Uma cena muito tocante ao colocar a silhueta solitária da frágil senhora em meio a uma ampla paisagem selvagem, ainda pouco tocada pelo homem.

Mesmo distante de qualquer facilidade proporcionada pelo ambiente urbano, Branca ainda permite-se sonhar e com muito esforço concluir um curso de enfermagem, não antes, é claro, de se cercar de todos os detalhes a respeito dos cuidados para com sua avó.

Dessa forma, Girimunho se encerra com uma proposta narrativa simples, adequando-se ao objetivo em sua abordagem. Não poderíamos esperar muito além disso até porque como foi falado, pouca coisa se altera nesse cenário e também não seria diferente na vida de dona Bastú.

NOTA: 5/5








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Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Atual Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. É o Reitor da UniRegistral. Palestrante e conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

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