ANÁLISE: O Lobo de Wall Street

1 02 2014

Quem tem dinheiro, tem tudo, inclusive a possibilidade de financiar uma vida desvairada a base de muito sexo e drogas. A nova parceria entre Leonardo DiCaprio e Martin Scorsese (uma longa parceria que desde 2002 já rendeu filmes como Gangues de Nova York, O Aviador,  Os Infiltrados e Ilha do Medo) retrata bem essa afirmação ao acompanhar a trajetória de Jordan Belfort, um cidadão trabalhador como qualquer outro, que planeja dar uma guinada no  rumo da sua vida ao entrar para o ramo financeiro exercido na Wall Street.

A primeira incursão nessa área tem como líder um excêntrico investidor, uma pequena participação de um igualmente estranho Matthew McConaughey (do inédito Clube de Compras Dallas, Magic Mike ou pode ser visto também na nova série da HBO True Detective), que surge em uma participação memorável e hilária, mesmo ocupando pouco tempo em tela. Após seis meses trabalhando como operador telefônico na agência, Jordan consegue finalmente ser promovido a corretor autorizado. Uma ascensão que vem conjuntamente com a falência da agência de investimentos.

Como o próprio Leonardo DiCaprio trata de nos explicar, já que seu personagem dirige-se diretamente para a câmera (e como o próprio filme revelara em seu início), essa falência nada mais é do que um pequeno empecilho em sua trajetória para uma fortuna invejável. Um caminho que começa a ser percorrido numa agência de investimentos amadora – quase uma sub-NASDAQ -, que consistia em vender ações de pequenas empresas tecnológicas de fundo de quintal, mas extremamente atraentes para pequenos e ignorantes investidores. Um curto período de tempo é o suficiente para acumular uma notória quantia de dólares, que aliada aos amigos desmiolados de Jordan, o ajudam a formar a Stratton Oakmont.

Diferentemente de outras empresas sérias do setor, todo o alicerce da Stratton Oakmont foi construído sobre a mais suja especulação financeira. Empresas de ramo e rumo duvidosos tinham suas ações vendidas pelo telefone através de técnicas de persuasão ensinadas a exaustão pelo seu líder no início de cada expediente. Era nesses momentos de discurso que a atuação de Leonardo DiCaprio surgia em uma inacreditável mescla de insanidade e entusiasmo, algo que poucos atores conseguiriam construir e sem dúvida um desempenho digno de Oscar.

Em muitos momentos ao longo de suas três horas de duração, O Lobo de Wall Street flerta com cenas dignas do besteirol americano, tendo-se apenas uma milionário diferença no poder aquisitivo dos personagens deste longa para aqueles presentes no combalido gênero comedista. Exagerando em certas sequências de considerável mau gosto, Scorsese tem em mãos um ótimo elenco coadjuvante para lidar com as bizarrices (no bom sentido) contidas no roteiro escrito por Terence Winter (das séries Boardwalk Empire e Família Soprano), além do ótimo timing cômico até então desconhecido de DiCaprio. Johan Hill (É O Fim e Anjos da Lei) se destaca entre os componentes da ‘gangue do hospício financeiro’ que é a Stratton Oakmont, os serviços externos operados por Jon Bernthal (o Shane de The Walking Dead) , Naomi – a nova e gostosa esposa de Jordan – interpretada por Margot Robbie (Questão de Tempo e da série Pan Am) e sua tia Emma (Joanna Lumley, A Noiva Cadáver e 007 – A Serviço de sua Majestade) e Jean Dujardin (O Artista e Caçadores de Obras-Primas), que empresta todo o seu charme e carisma ao bancário suíço Jean Jacques, além do agente do FBI Patrick Denham (Kyle Chandler, das séries Early Edition – A Edição do Amanhã e Friday Night Lights e dos filmes Argo e A Hora mais Escura), que tem a rara chance de desmantelar as falcatruas da agência financeira e desmascarar Jordan.

O recorte dinâmico entre todas essas situações não deixa O Lobo de Wall Street cair no ostracismo, mantendo vivo o interesse do espectador ao abordar o declínio do estilo de vida de Jordan, que vê as investigações do FBI o cercando cada vez mais, ao mesmo tempo que suas tentativas de suborná-los não surte o efeito desejado e os demais problemas que surgem após a tentativa de esconder sua fortuna em solo suíço. Na derrocada, Leonardo DiCaprio consegue esconder muito bem o nervosismo de seu personagem em público ou diante das autoridades, um contraponto interessante de se perceber em relação ao seu descontrole total após receber o pedido de divórcio de Naomi, que resulta numa discussão acalorada entre o casal.

A experiência (e que experiência, diga-se de passagem) de Martin Scorsese mais o talento e a competência dos elencos, principal e coadjuvante, evitam que O Lobo de Wall Street torne-se uma experiência massante para o seu espectador que tem diante de si um filme longo, mas suportável, só que com menos brilho de outras obras assinadas por Scorsese. Talvez sejam os erros cometidos na execução das filmagens que realcem tanto o excepcional desempenho de DiCaprio na pele de Jordan Belfort. Um destaque precioso e essencial para, quem sabe, a conquista de seu primeiro Oscar de sua carreira.

NOTA: 3/5

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1000 Episódios

5 10 2013

NOTA: O número entre parênteses após o título da produção refere-se ao número total de episódios para séries finalizadas/canceladas e o número de episódios exibidos até a data desta postagem para aquelas que ainda estão em exibição.

Ao som da trilha sonora de Jericho (e sua deliciosa vocação country), as 9 horas da manhã deste sábado, dia 05 de outubro de 2013, chego a uma marca importante para todo serie maníaco: alcançar a marcar de 1.000 episódios assistidos.

E muita coisa boa já passou por esse primeiro milhar: Lost, suas 7 temporadas com seus 122 episódios são um bom exemplo. Outras séries, no entanto, não tiveram a mesma sorte dessa e foram canceladas no meio do caminho sem um final: Alcatraz (13 episódios), Pushing Daisies (26) e The 4400 (44 episódios, embora esteja ainda na 2ª temporada da série). Rubicon (12) não conseguiu se estabelecer na minha playlist após o episódio piloto também não conseguiu emplacar e foi sumariamente cancelada logo na temporada de estreia. O mesmo destino que The Event (22) teve.

Lost, junto com Smallville, foram as séries de porta de entrada para o meu vício!

As séries britânicas também tiveram sua pequena (literalmente) participação nessa marca. Reconhecida por suas espaçosas e curtas temporadas: a excelente Survivors (12) e a empolgante releitura feita por Sherlock (6), ainda em exibição com suas microtemporadas de 3 episódios de uma hora e meia de duração e a única, entre todas as que assisto, que estou em dia! =P

Em relação aos reality-shows, dou preferência aos musicais, pois sempre me dão a chance de encontrar uma música perdida desse nosso mundão: tem American Idol (538), mesmo que tenha conferido apenas a sua 9ª temporada; The Voice Brasil (15), única produção brasileira que figura nessa lista e eu não seja um espectador assíduo e The Glee Project (21), que tinha o propósito de encontrar atores novatos para a tchran-ran-ran, Glee (90). O que me leva a confessar: sim, vergonhosamente, admito que a produção controversa de Ryan Murphy pertença a minha playlist. Fazer o quê? Bola pra frente…

Algumas produções vieram e desisti antes que terminassem, e não voltam tão cedo: Heroes (78) e Off the Map (13). Fracas é pouco para descrevê-las. Outras, não desisti, mas apenas dei uma pausa em suas ‘exibições’ por falta de tempo, mas pretendo retornar a assistir, seja num futuro próximo ou distante: Felicity (84), Cold Case (156), Smallville (217) e True Blood (70).

Em exibição e que valem a pena conferir por pura diversão, sem nenhum outro comprometimento ou elogios rasgados são: Hemlock Grove (13) da Netflix, Revolution (22) , The Big Bang Theory (139) e The Walking Dead (35). Claro que não podemos deixar passar em branco as séries clássicas, que todo fã de seriados TEM, DEVEM e NÃO PODEM deixar de assistir: que atualmente está com esse posto é The X-File (202).

Por último, reservei as minhas favoritas, as top’s das top’s, da qual sofro de amor incondicional e irrevogável: Fringe (100), Friday Night Lights (76) e Dexter (96). Todas as três já finalizadas, mas que ainda não acabei de assistir. Ainda tem a premiada Homeland (25) e as  cerejas do bolo: Treme (31) e The Big C (40).

Para comemorar, realizarei uma maratona pelas próximas dozes horas, vendo quinze episódios de 13 séries diferentes, que culminará no milésimo episódio que será o piloto de Under the Dome (13).

Mas claro que nada para por aqui. Ainda há na fila de espera muitas outras séries só aguardando a sua chance de entrar nessa lista: Californication, Band of Brothers, Hannibal, The Americans, Then & Us, Betrayal, Almost Human, Arrow, Teen Wolf, Bates Motel e a última sensação do momento Breaking Bad.

Que venham os próximos mil episódios!

Quer acompanhar essa doidera ao vivo? Acompanhe o Twitter deste que vos escreve: http://twitter.com/Konshal

 





ANÁLISE: Argo

11 02 2013

CORRIDA DE OURO – OSCAR 2013

O terceiro longa-metragem dirigido por Ben Affleck (Atração Perigosa e Medo da Verdade foram o anteriores) inicia-se com uma retrospectiva política da região onde o império Persa prosperara e que hoje abriga a República Islâmica do Irã. Um contexto histórico importante para situar o espectador nessa narração baseada em fatos reais.

O Argo do título refere-se a produção fictícia de Hollywood concebida apenas para ajudar o governo dos EUA a resgatar um grupo de seus diplomatas em solo iraniano. A premissa do filme de ser uma ficção científica justificaria a necessidade de se usar as paisagens iranianas como pano de fundo para a sua história, sendo esse o plano de resgate dos seis diplomatas lá isolados, o único com remotas chances de sucesso. O risco de morte desses profissionais era iminente, uma vez que os EUA cedera asilo político ao religioso xiita, aiatolá Sayyid Khomeini, desencadeando uma grande onda de protestos civis dos iranianos, tendo tais funcionários da embaixada como alvo.

Toda a introdução de Argo ocorre com uma mescla de cenas próprias do filme e imagens de arquivo perceptíveis não só pela clara diferença de qualidade entre elas, mas também pelo aspecto de formato da tela que se altera entre o uso delas. Interessante observar esse contraste entre as imagens históricas e aquela de ficção onde notamos um bem-vindo preciosismo da direção de Ben Affleck, o que confere claramente uma notável verossimilhança de sua produção.

Enquanto o longa sustenta esse lado político, sua história ainda consegue flertar com o lado comercial de Hollywood fazendo críticas moderadas ao modus-operandi dos grandes estúdios, desde aquela época e se estendendo até os dias de hoje. Se há uma grande burocracia antes de dar o ponta-pé inicial das filmagens, passando pelo crivo dos grandes executivos, ainda podemos notar o lado mesquinho da imprensa especializada em criar um grande burburinho em torno de um evento qualquer para fins estritamente comerciais como algumas cifras vultuosas envolvidas. Se temos tal comportamento para promover um filme fictício em todos os seus sentidos, imagina-se o que ocorre nas reais produções hollywoodianas…

Sendo asilados na casa do embaixador canadense, os seis americanos alvos do resgate vivem continuamente o medo de serem descobertos a qualquer momento. Seja pela desconfiança dos rebeldes que, desde que invadiram a embaixada dos EUA, tentam remontar um verdadeiro quebra-cabeças dos arquivos sigilosos destruídos pelos funcionários antes da invasão; seja também pela desconfiança dos empregados do embaixador canadenses onde eles estão confinados com comentários do tipo: “parece que eles não saem nunca de lá!” ou ainda a falha na tentativa de resgatá-los, que a todo momento parece prestes a desmoronar.

Com um ritmo que não empolga em quase toda a sua duração, mesmo testemunhando um plano deveras engenhoso, Argo só assume seu perfil de thriller político a partir do momento em que a equipe cinematográfica adentra no Irã. Aí sim somos acometidos por uma angústia sem fim com o cerco se fechando sobre os diplomatas porque os rebeldes vão amarrando as pontas soltas e passam a evitar a fuga dos americanos a qualquer custo. E esse suspense só termina quando o avião em que todos embarcaram deixa o espaço aéreo iraniano.

Além de adotar a fascinante estrutura do filme dentro do filme (embora isso ocorra aqui em menor grau), Argo também abre espaço para grandes talentos das telonas e telinhas: John Goodman impecável em todos os seus trabalhos com grande destaque para a série da HBO, Treme; Alan Arkin que tem uma lista repleta de bons trabalhos – Marley & Eu, Pequena Miss Sunshine, entre outros; e o competente Kyle Chandler das séries Early Edition e Friday Night Lights e dos filmes Super 8 e do inédito A Hora mais Escura.

NOTA: 3/5





Missão quase impossível de Jessica Chastain

20 01 2013

Não se deixe enganar pelo impressionante trabalho apresentado em A Hora mais Escura. Jessica Chastain (Histórias Cruzadas e A Árvore da Vida), vencedora do Globo de Ouro de 2013 como melhor atriz em filme dramático, seria uma péssima agente da CIA.

E não foi durante as filmagens do filme baseado na verdadeira história da caça de Osama bin Laden, que se tornou uma das produções mais comentadas de Hollywood sem ter ao menos uma cena filmada, que Jessica percebeu isso. Mas quando a diretora vencedora do Oscar, Kathryn Bigelow (Guerra ao Terror e Caçadores de Emoção), exigiu que todo o elenco assinasse um termo de confidencialidade como garantia que nada vazasse para a imprensa.

ahescura

Cartaz de A Hora mais Escura, que traz a mesma parceria de Guerra no Terror: Kathryn Bigelow (direção) e Mark Boal (roteiro).

“Sou péssima para guardar segredos”, explica Jessica. “Sou do tipo da pessoa que assim que compra um presente de Natal, já está dizendo o que comprou antes mesmo do 25 de dezembro chegar. Não sou boa nisso!”

“Quando ganhei o papel, fiquei extremamente empolgada com a personagem. Achei Maya muito inspiradora e o roteiro era incrível. Impressionante mesmo!”, exalta ela. “Mas tive que manter tudo em segredo.”

“Mesmo quando todo mundo especulava que eu seria esposa de um oficial americano realmente tive que segurar minha língua por praticamente um ano. Estou muito animada que agora todos veem o que estamos realizando, uma tentativa de mostrar esse grande momento da história o mais próximo possível da realidade!”.

Um dos obstáculos de Jessica Chastain para interpretar Maya, baseada em uma real agente da CIA, foi a impossibilidade de conhece-la pessoalmente devido as exigências feita pela agência de inteligência. Nos três meses que antecederam o início das filmagens, a atriz tirou as dúvidas sobre a personagem  com o roteirista Mark Boal (Guerra ao Terror e No Vale das Sombras). “Onde as perguntas não poderiam ser respondidas pela pesquisa, tive que usar a  minha imaginação”.

CONEXÕES – A Hora mais Escura, de Kathryn Bigelow (a primeira mulher a ganhar o Oscar de melhor direção na história por Guerra ao Terror) chega aos cinemas brasileiros dia 15 de fevereiro com um Globo de Ouro na prateleira e com cinco indicações ao Oscar (melhor filme, melhor atriz, melhor roteiro original, melhor montagem e melhor edição de som), além de contar com vários rostos conhecidos dos seriados americanos no elenco: Jason Clarke da série Brotherhood; Kyle Chandler, o técnico Eric Taylor de Friday Night Lights e Harold Perrineau de Lost estão na trama que recontará os bastidores da captura de um dos maiores terroristas da história.






ANÁLISE: John Carter – Entre Dois Mundos

2 04 2012

John Carter (Taylor Kitsch, X-Men Origens: Wolwerine, Friday Night Lights e o inédito Battleship: Batalha dos Mares) nunca quis e nunca precisou tomar partido em um conflito. E sempre tentou de todas as maneiras evitar entrarem um. Essa relutância pode ser vista claramente no interrogatório logo no prólogo, em que o personagem-título tenta fugir de todas as formas possíveis e imagináveis, o que resulta numa cena divertida, não só pela sequência em si, mas como a trilha de Michael Giacchino acompanha as movimentações em tela.

Com sua malandragem reconhecida, Carter é requisitado pelo governo dos EUA a enfrentar os indígenas nativos em sua famigerada expansão ao oeste no final do século XIX e aqui Entre Dois Mundos homenageia superficialmente os westerns. Uma vez obrigado a acompanhar os soldados (logo após o interrogatório citado acima), ele consegue mais uma vez escapar. Na sua fuga acaba encontrando um medalhão, uma espécie de tele-transporte entre dois mundos do subtítulo em questão.

Com esse medalhão que é que Carter chega a Marte, também denominado Barsoom pelos seus habitantes: os tharks, criaturas humanóides verdes com quatro braços e os humanos, subdividos em duas cidades que se encontram em guerra: Zodanga e Helium. Claro que John Carter deverá intermediar esse confronto e trazer de volta a paz ao planeta vermelho, mais clichê impossível.

Realizado pela Disney, não nos surpreendemos pela suavização das batalhas e muito menos com o tom infantil (e muitas vezes vergonhoso) que a narração assume em alguns momentos. A chegada de John Carter em Marte realça isso ao evidenciar a diferença de gravidade entre os dois planetas e Taylor Kitsch passa a saltar desastrosamente (em momento vergonha alheia) enquanto tentar andar. Também não se é de se espantar que esses mesmos saltos serão usados posteriormente como instrumento narrativo barato para o herói vencer alguns obstáculos.

Por outro lado (aí sim de se indignar), vemos a preguiça do departamento de efeitos visuais em ousar, já que recria um cenário marciano tão pobre e tão simplista nas primeiras cenas em que Martesurge na tela – um solo incrivelmente limpo, que consiste apenas em algumas pedrinhas e uma leve poeirinha, bem diferente daquele que estamos acostumados a observar em fotos divulgadas pela NASA. Um pouco mais de criatividade aqui não faria mal!

No campo das interpretações temos Taylor Kitsch desconfortável em viver seu primeiro papel de herói. Uma vez que seu talento é inquestionável com o desempenho visto na finada série Friday Night Lights, Kitsch não convence como Carter. A demarcação de tempos para o seu personagem também é falho porque só a barba e um figurino mais formal são utilizados para distinguir épocas distintas de 13 anos, vivido pelo personagem.

Falando em épocas, a história do filme (não sei se acompanhou ou não a história do livro em que se baseia) faz uma importante observação quanto ao desenvolvimento alcançado pelos dois planetas no final do século XIX. John Carter nunca se adequou bem a qualquer tipo de voo (simples ou sofisticado,desconsiderando as infantilidades apresentadas) que seu personagem tenha ao longo da história, uma vez que essa traquinagem flutuante só seria alcançada por aqui no início do século seguinte.

No mais, John Carter – Entre Dois Mundos nos mostra uma história com uma premissa bem interessante, mas que não é bem executada devido às limitações impostas pelo padrão Disney de produção, no qual todo e qualquer filme deve agradar a toda a família (e levar a maior quantidade possível de espectadores ao cinema). Em filmes assim cuja assinatura seja dos estúdios do Mickey a minha empolgação é mínima, exatamente a mesma que tenho para conferir, por exemplo, a franquia de Crônicas de Nárnia. Da mesma forma temos a performance fraca dos atores, presos aos seus personagens unidimensionais (que ganham dimensão apenas através dos óculos 3D), presos á um roteiro clichê e superficial em todos os momentos. John Carter diverte e só. Nada mais que uma diversão passageira.

NOTA: 2/5





Live posting #1: Friday Night Lights S03E10

29 02 2012

Esse episódio de Friday Night Lights foi o mais fantástico já apresentado pela série até aqui. Vale ressaltar que só agora estou terminando a terceira temporada e a produção, já cancelada, teve 5 anos ao todo.

Mas no décimo episódio, FNL mostrou o que poucas sérias conseguem: um episódio com um roteiro espetacular. Muitas produções já tentaram atingir esse grau de excelência de produção, mas raras conseguiram alcançá-la e só chegaram perto em suas season finales (episódio de encerramento de uma temporada) ou series finales (último episódio de uma produção). Aqui, Friday Night Lights estava a quatro episódios de encerrar o terceiro ano.

Era inimaginável que seus produtores fossem entregar um trabalho desses a essa altura do campeonato. Mas felizmente aconteceu, e o melhor: o trabalho envolveu, em maior ou menor escala, todos os personagens da atração. E se isso já não é o bastante, (para quem não sabe, ao retratar um time escolar de futebol americano, naturalmente alguns alunos se formam e deixam o colégio e consequentemente a série), FNL vinha perdendo alguns de seus personagens principais vistos ao longo dos dois primeiros anos. Assim, era certo o receio de que as substituições e o aparecimento de novos personagens não emplacassem. Receio que não ganhou forma até a esse ponto da atração e que provavelmente não ocorrerá mais para frente (fãs que já assistiram toda a série podem falar com mais propriedade sobre isso).

Para que vocês possam sentir um pouquinho desse gostinho, vou realizar algo inédito aqui no Universo E!: vou fazer o live posting (o termo é meu =D) desse episódio e depois vemos o resultado!

FRIDAY NIGHT LIGHTS

TEMPORADA: 3 – EPISÓDIO 10: The Giving Tree

O episódio começa com Tyra se lamentando com Julie pelo tempo desperdiçado com o namorico com um certo cowboy, o que lhe custou algumas notas ruins no colégio e que provavelmente a prejudicará num futuro acesso à faculdade.

Em seguida, os Panthers, os atletas do time escolar de futebol americano, enfurnados num carro, planejam a sua nova farra até serem convidados para uma festa na casa de uma garota: Madison. É aqui que J. D. McCoy (um dos novos personagens que falei anteriormente) troca algumas palavras com ela.

Por sua vez, Buddy Garrity realiza uma reunião com um ‘sócio’ dentro de uma boate. Os dois investiram algum dinheiro num shopping a beira da estrada de Dillon, Texas, cidade que serve de locação para série. O negócio vai mal, Buddy perde dinheiro e entra em um ataque de fúria dentro do estabelecimento.

Como tudo na série cabe ao casal – Eric, treinador do time de futebol americano, e sua esposa Tamy – Taylor ajudar a resolver a questão. Enquanto ela fica responsávelem avisar Lylaque seu pai se envolveu numa confusão e encontra-se preso, ele tenta colocar um pouco de juízo na cabeça do velho Buddy. Por esse infortúnio, Eric tem que buscar sua filha na casa do namorado, o quarterback número 1 (ou não) de seu time e acaba os encontrando na cama.

Tyra tenta recuperar o tempo escolar perdido pedindo auxílio ao gênio da escola, o Landry. O que significa pedir ajuda ao seu ex-namorado, justo aquele que ela abandonou para fugir com o cowboy.

Na casa dos Taylor temos uma das melhores cenas do episódio. Muito comum que as cenas mais emocionantes da série fiquem a cargo do casal Taylor, papéis de Kyle Chandler (Edição de Amanhã, Super 8) e Connie Britton (American Horror Story). Isso é o fruto do trabalho extremamente convincente realizado pelos dois, que têm uma química incrível em cena e são, para mim, o melhor casal de ficção de qualquer produção, série ou filme. A cena se trata do Eric revelando a sua esposa o que ocorrera a tarde, ao encontrar a filha na cama com o namorado. Quando digo que o desempenho dos dois é convincente, basta reparar no nervosismo de Eric sentado a beira da cama e o espanto com que Tami se levanta ao ouvir o marido revelar: “Encontrei Matt e Julie juntos na cama hoje de tarde”. A discussão seguinte sobre falar ou não com a filha naquele momento também é de arrepiar. No dia seguinte, Tami ainda revela certa dificuldade de conversar com a filha sobre o assunto.

Friday Night Lights

Na casa dos McCoy, Madison faz uma visita para o garoto J. D. Esse possível e futuro relacionamento é um pequeno empecilho para o pai de J. D. que quer que seu filho esteja focado única e exclusivamente no futebol e na escola. Tanto a ponto de dar um leve puxão de orelha no filho e fazer com J. D. termine com algo que nem começou, o namoro com a menina.

Com a fiança paga, Buddy volta para casa com sua filha e os dois discutem sobre a briga na noite passada. Lyla ouve seu pai sobre o investimento arriscado que fizera e sobre os 70 mil dólares que perdeu com a transação. Para tornar tudo ainda pior, Buddy revela que utilizou no negócio o dinheiro que vinha sendo guardado para a faculdade da filha. Simplesmente pirei com cena a ponto de soltar um ruidoso (perdoem-me a expressão): “MAS QUE FILHO DA PUTA!”. É de esperar que Lyla saia da casa do pai.

Depois temos a primeira cena focada no tema principal da série: o futebol americano. O treinador Eric alertando sobre a necessidade da vitória nos próximos dois jogos para a equipe possa se classificar para o campeonato estadual. No pequeno grupo de estudo, Tyra e Landry discutem pela falta de empenho dela e aí que ele faz referência ao livro infantil The Giving Tree que dá nome ao episódio, referência a como ela se aproveita da amizade dos dois em benefício próprio desde sempre.

De novo, Eric tenta colocar um pouco de racionalidade na cabeça de Buddy: “Posso te falar uma coisa? Dinheiro vai e vem, certo? Esses nossos filhos, isso só acontece uma vez.” Por falar em filhos, chegou a hora de Julie ter uma conversa com sua mãe. E de novo a série nos emociona como nenhuma outra, com tanta sinceridade nessa conversa entre mãe e filha. E ver Tamy com lágrimas nos olhos e ao ser indagada o porquê: “Porque queria que esperasse. Mas só para proteger você…” é de cortar o coração de qualquer um!

Para se livrar da acusação de egoísta, Tyra arranja um pequeno show no bar para a banda de garagem de Landry. Para dizer que ela nunca fez nada por ele.

Ao buscar Julie para sair, Matt tem a primeira conversa com o sogro depois do flagrante. Confesso que não é nada fácil enfrentar o técnico Taylor no seu território, na sua casa. Mas o diálogo foi direto e curto: “As mulheres devem ser respeitadas” e “Ela é minha filha!”. E por falar de conversas sérias, Buddy foi discutir e buscar a filha na casa do namorado, o também jogador de futebol americano, Tim Riggins. E depois disso, ver Riggins impedindo Buddy de se aproximar da filha, só vendo a série mesmo, desde o início, para entender o quanto de amadurecimento esse pequeno ato teve em se tratando de Tim Riggins.

Claro que o episódio não poderia terminar sem retratar um pouco mais o tema principal da trama: agora temos uma partida de futebol americano. Os constantes roubos realizados pela arbitragem, a desfavor dos Panthers, levam o técnico Taylor a loucura e enfurecido, ele é expulso de campo, tendo que acompanhar o emocionante final do jogo numa televisão fora do estádio.

Para finalizar e já deixando um gancho para os próximos episódios: J. D. McCoy desobedece ao pai dando uma escapulida no fim da noite (e parece ter o apoio da mãe para tanto); Landry tocando com sua banda pela primeira vez ao vivo, reacendendo a paixão de Tyra e Lyla ignorando sumariamente as ligações do pai…

CONTINUA





Suspeito para falar de Super 8

23 08 2011

Sou uma pessoa muito suspeita para comentar e falar sobre Super 8. Longa que reúne em seus bastidores pessoas cujo trabalho admiro e muito: Steven Spielberg, J. J. Abrams, Michael Giacchino e Kyle Chandler.

Mesmo que o filme fosse uma grande porcaria – o que felizmente não é o caso – eu estaria ali, sentando na poltrona da sala de cinema com o sorriso de uma orelha a outra só por conferir a junção da criatividade desses caras.

Mesmo que Spielberg de em vez em quando erre a mão em suas produções, ele ainda tem muitos créditos pelo que já vez no cinema.

Jeffrey Jacob Abrams não tem nem o que comentar. Só boas produções nas costas como Lost, Cloverfield e, o ponto alto de sua carreira na minha opinião, Fringe. Ignorando claro alguns deslizes como Undercovers – que como não assisti (de propósito), evitei qualquer desapontamento. E Abrams ainda prepara mais uma produção televisiva: Alcatraz.

Michael Giacchino, a mente brilhante por trás das grandes trilhas sonoras das animações Disney/Pixar e, claro, a marcante trilha de Lost.

Por fim, Kyle Chandler, que conquistou minha admiração com um único e sólido trabalho: seu personagem Eric Taylor, o técnico de futebol americano dos garotos de Friday Night Lights. Seriado que já foi encerrado, mas ainda terei o prazer de conferir as suas três últimas temporadas.

Mas está na hora de voltarmos a falar de Super 8. E mais uma vez repito que não teria a menor chance de me decepcionar se algo desse errado com o longa.

Essa diminuta possibilidade não ocorre, prevalecendo o óbvio. Tanta gente talentosa envolvida nesse projeto resulta num grande exemplar de puro e inteligente entretenimento de tirar o fôlego dos grandes entusiastas da ficção científica. Confesso que nessa parte soe mais alto a minha voz de fã!

Claro que Super 8 não é nenhuma grande obra-prima do ano da Sétima Arte, mas passa muito longe das piores porcarias que só Hollywood, as vezes, cosnegue produzir. Spielberg e Abrams, juntos, dão uma aula de como fazer um blockbuster sem insultar a inteligência de seus espectadores. E realizam aqui uma história que resgata com classe a magia dos antigos filmes de/sobre ET’s dos idos da década de 80 e 90 que tanto fascinavam a minha infância. m cada detalhe do filme temos a genialidade dos dois: seja na criatividade e invencionices de Abrams, quanto o pano de fundo humano familiar marcante de Spielberg.

Sobretudo, Super 8 deveria ser obrigatório para muitos diretores e produtores que ousarão nos próximos anos a investir nesse filão de cinema, o blockbuster: contar uma história relevante, acessível a todos os públicos e que utilize o humor organicamente em toda a produção sem forçação de barra que predominou nos últimos lançamentos voltados para a grande audiência. Pois assim, aprenderão com os mestres, e quem sabe, se tornem fãs deles assim como eu.





Jerry 2010 – a opinião dos brasileiros

13 08 2010

Hoje, sem dúvida nenhuma, os maiores especialistas brasileiros em séries e reality shows americanos são encontrados na internet. É nela que encontramos as legendas de episódios que acabaram de ir ao ar em solo americano; nela encontramos review’s, críticas das séries em exibição; nela ficamos informados pelas novas atrações da próxima temporada; é nela que aprendemos termos como mid season, fall season, season finale, series finale

Tudo isso não é construído pelos tradicionais veículos de comunicação como jornais ou televisão não. E sim em blog’s que vamos ter todas essas e muitas outras notícias a respeito da TV norte-americana. (O qual o Universo E! tem uma tímida contribuição)

Mas, o que será que eles pensam das atuais atrações? Quem se destaca nas produções? E a atuação?

Bem, todas essas respostas serão resumidas no Jerry 2010, premiação organizada pela Sociedade dos Blogs de Séries, que reúne atualmente 24 membros ativos, que discutem e se dedicam principal ou exclusivamente ao mundo das séries e formam a nata da crítica especializada na internet brasileira.

O Universo E! traz agora as 28 categorias da premiação, cujos vencedores serão eleitos a partir dos votos dos membros da sociedade e formará um panorama do que há de melhor em exibição atualmente. Os indicados são esses:

SÉRIE DRAMÁTICA

  • Breaking Bad
  • Dexter
  • Fringe
  • Lost
  • Mad Men
  • True Blood

SÉRIE DE COMÉDIA

  • Community
  • Chuck
  • Glee
  • Modern Family
  • Parks e Recreation
  • The Big Bang Theory

ELENCO EM SÉRIE DRAMÁTICA

  • Breaking Bad
  • Damages
  • Lost
  • Mad Men
  • The Good Wife

ELENCO EM SÉRIE DE COMÉDIA

  • Community
  • Glee
  • Modern Family
  • Parks and Recreation
  • 30 Rock

SÉRIE REVELAÇÃO

  • Community
  • Glee
  • Modern Family
  • The Good Wife
  • Treme

INTÉRPRETE REVELAÇÃO

  • Danny Pudi, por Community
  • Eric Stonestreet, por Modern Family
  • Joel McHale, por Community
  • Lea Michele, por Glee
  • Rico Rodriguez, por Modern Family
  • Sofia Vergara, por Modern Family

ATOR EM SÉRIE DRAMÁTICA

  • Bryan Cranston, por Breaking Bad
  • Hugh Laurie, por House
  • Matthew Fox, por Lost
  • Michael C. Hall, por Dexter
  • Jon Hamm, por Mad Men
  • Kyle Chandler, por Friday Light Nights

ATRIZ EM SÉRIE DRAMÁTICA

  • Anna Gunn, por Breaking Bad
  • Connie Britton, por Friday Night Lights
  • Glenn Close, por Damages
  • Julianna Marguiles, por The Good Wife
  • Kyra Sedgwick, por The Closer

ATOR EM SÉRIE DE COMÉDIA

  • Alec Baldwin, por 30 Rock
  • Jim Parsons, por The Big Bang Theory
  • Joel McHale, por Community
  • Steve Carell, por The Office
  • Ty Burrell, por Modern Family
  • Zachary Levi, por Chuck

ATRIZ EM SÉRIE DE COMÉDIA

  • Amy Poehler, por Parks and Recreation
  • Edie Falco, por Nursie Jackie
  • Julie Bowen, por Modern Family
  • Lea Michelle, por Glee
  • Tina fey, por 30 Rock
  • Toni Collete, por United States of Tara

ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DRAMÁTICA

  • Aaron Paul, por Breaking Bad
  • John Noble, por Fringe
  • Martin Short, por Damages
  • Michael Emerson, por Lost
  • Terry O’Quinn, por Lost

ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DRAMÁTICA

  • Cherry Jones, por 24 Horas
  • Christina Hendricks, por Mad Men
  • Christine Baranski, por The Good Wife
  • Elisabeth Moss, por Mad Men
  • Olivia Willians, por Dollhouse
  • Sandrah Oh, por Grey’s Anatomy

ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA

  • Chevy Chase, por Community
  • Danny Pudi, por Community
  • Ed O’Neil, por Modern Family
  • Eric Stonestreet, por Modern Family
  • Neil Patrick Harris, por How I Met your Mother
  • Nick Offerman, por Parks and Recreation

ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA

  • Allison Brie, por Community
  • Jane Krakowski, por 30 Rock
  • Jane Lynch, por Glee
  • Sofia Vergara, por Modern Family
  • Yvonne Strahovski, por Chuck

PATICIPAÇÃO ESPECIAL EM SÉRIE DRAMÁTICA

  • Gregory Itzin, em 24 Horas
  • John Lithgow, por Dexter
  • Mary McDonnell, por The Closer
  • Ted Danson, por Damages
  • Zach Gliford, por Friday Night Lights

PARTICIPAÇÃO ESPECIAL EM SÉRIE DE COMÉDIA

  • Christine Baranski, por The Big Bang Theory
  • Jon Hamm, por 30 Rock
  • Julianne Moore, por 30 Rock
  • Kristin Chenoweth, por Glee
  • Michael Sheen, por 30 Rock
  • Neil Patrick Harris, por Glee

ROTEIRO

  • Carlton Cuse e Damon Lindelof, por Lost
  • Emily Cutler, por Community
  • Matthew Weiner, por Mad Men
  • Shonda Rhimes, por Grey’s Anatomy
  • Vince Gilligan, por Breaking Bad

DIREÇÃO

  • Jack Bender, por Lost
  • Justin Lin, por Community
  • Lesli Linka Glatter, por Mad Men
  • Michelle MacLaren, por Breaking Bad
  • Vince Gilligan, por Breaking Bad

EDIÇÃO

  • Breaking Bad
  • Dollhouse
  • Community
  • Friday Night Lights
  • Lost
  • 24 Horas

TRILHA SONORA

  • Glee
  • Grey’s Anatomy
  • Lost
  • Treme
  • True Blood

FOTOGRAFIA

  • Breaking Bad
  • Lost
  • Friday Night Lights
  • Mad Men
  • Fringe

DESENHO DE PRODUÇÃO

  • Dollhouse
  • Glee
  • Lost
  • Mad Men
  • True Blood

PROGRAMA DE VAIEDADES

  • Jimmy Kimmel Live
  • Late Show with David Letterman
  • Saturday Night Live
  • The Daily Show with Jon Stewart
  • The Tonight Show with Conan O’Brien

REALITY/GAME SHOW

  • American Idol
  • So You Think You Can Dance
  • Survivor
  • The Amazing Race
  • Top Chef

PROGRAMA BRASILEIRO

  • A Grande Família
  • Central da Copa
  • CQC – Custe o que Custar
  • Furo MTV
  • Som e Fúria

APRESENTADOR DE PROGRAMA DE VARIEDADES

  • Bill Maher, por Real Time with Bill Maher
  • Conan O’Brien, por The Tonight Show with Conan O’Brien
  • David Letterman, por Late Show with David Letterman
  • Jimmy Kemmel, por Jimmy Kemmel Live
  • Jon Stewart, por The Daily Show with Jon Stewart

APRESENTADOR DE REALITY/GAME SHOW

  • Cat Deeley, por So You Think You Can Dance
  • Jeff Probst, por Survivor
  • Padma Lakshmi, por Top Chef
  • Phil Keoghan, por the Amazing Race
  • Ryan Seacrest, por American Idol

MICO DO ANO

  • FlashForward
  • Legendários
  • NBC e Tonight Show
  • Spoilers de Lost na Globo
  • Warner cancela Gossip Girl




Virada de jogo em Friday Night Lights!

6 12 2009

Uma grande surpresa que tenho semanalmente ao acompanhar todas as séries que assisto, uma se destaca de todas as outras por não ser nenhuma queridinha do grande público e nem ser tão conhecida assim pelas pessoas aqui no Brasil.

(Vale fazer um adendo: acompanho religiosamente umas quase dez séries – a maioria delas com um grande atraso em relação a exibição, seja nos EUA ou seja pelo canal pago brasileiro.)

Não há nada mais agradável do que assistir aos episódios de Friday Night Lights. É extremamente prazeroso assisiti-la. FNL, que estou terminando a 1ª temporada, que tinha tudo para ser aborrecida, chata, abordando um grupo de adolescentes numa cidadezinha dos EUA que podia não dar muita coisa. Mas não é o que ocorre aqui…

Retratando um esporte que é totalmente desconhecido no Brasil, totalmente estranho. Aliado com várias histórias paralelas que permeiam os episódios, que se desenvolvem-se conjuntamente com a trama principal e não há um momento sequer que essas histórias caiam na mesmice.

É fantástico o que Friday Night Lights consegue fazer com esses ingredientes. E o melhor, prender a atenção de pessoas que não sabem absolutamente nada do ambiente ali mostrado. Afinal, impossível não se arrepiar com as cenas de partidas do time colegial de futebol americano ou se emocionar com cenas de grande carga dramática que permeiam (pelo menos na 1ª temporada) grande parte dos episódios.

E cada personagem terá o seu momento de estrelato, o seu momento de elevar ao máximo a sua interpretação. E não decepcionam!

Fica aqui então a dica do Universo E! – junte-se com a família Taylor, com Matt Saracen, Lyla Garrit, Jason Street e embarque nas emoções de FRIDAY NIGHT LIGHTS!








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Blog do Renato Nalini

Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Atual Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. É o Reitor da UniRegistral. Palestrante e conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

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