ANÁLISE: Planeta dos Macacos – O Confronto

20 08 2014

Agora, a Golden Gate Bridge em São Francisco funciona como uma divisa entre dois territórios: de um lado, os símios estabelecidos em uma sociedade primitivamente constituída em meio a floresta e do outro, os homens imunes à substância AZL-113, vivendo nas ruínas de uma São Francisco de fazer inveja à Nova York sitiada vista em Eu Sou a Lenda.

Tal situação estende-se há mais de 10 anos, sendo que nos dois últimos não houve nenhuma interação direta entre humanos e macacos. O grupo liderado por Cesar (Andy Serkis, ator que é sinônimo da tecnologia de captura de movimentos no cinema, desempenhando a mesma função na trilogia de O Senhor dos Anéis e na refilmagem mais recente de King Kong) mantem o progresso cognitivo de sua espécie observada em Planeta dos Macacos – A Origem, aprimorando a comunicação entre si através da língua de sinais e aperfeiçoando gradativamente a habilidade da fala e como também aprendendo a domesticar outros animais, já que surgem em muitas vezes montados em cavalos. O diretor Matt Reeves (que também dirigiu os filmes Cloverfield: Monstro e Deixe-me Entrar) acerta em pontuar os momentos de maior intensidade dramática do filme em Cesar e suas respostas monossilábicas, algo já visto no primeiro filme de 2011.

No grupo dos humanos, muitos rostos conhecidos vindos das séries americanas: Keri Russell (Felicity e The Americans) como Ellie, Kirk Acevedo (Fringe e Oz) como Carver, além do adolescente Alexander (Kodi Smit-McPhee, de A Estrada e da animação ParaNorman), liderados tanto por Dreyfus (Gary Oldman, da trilogia O Cavaleiro das Trevas ou  o Sirius Black da cinessérie Harry Potter) quanto por Malcolm (Jason Clarke, de A Hora mais Escura e O Grande Gatsby). Todos estão prestes a ficar sem energia e a única solução plausível é uma antiga represa cuja proximidade com o território comandado por César será a causadora dos conflitos vistos nessa continuação.

Ambos os lados apresentam suas próprias razões para se oporem ao restabelecimento de contato entre as espécies: o símio Koba (criado a partir da captura dos movimentos de Toby Kebbell, de O Conselheiro do Crime e Cavalo de Guerra), por exemplo, carrega cicatrizes pelo corpo que o recordam, a todo instante, o tempo em que esteve junto com os humanos e daí a sua revolta com a liderança pacificadora promovida por Cesar. Já Carver, por sua vez, traz consigo toda a intolerância e indiferença inerentes à Humanidade no que se refere as ditas “raças inferiores”, sempre subjugando-as por meio da força e da violência. Só que dessa vez, Cesar, Koba, Maurice e companhia bela não tem mais nada de inferioridade…

Apesar do enredo bem desenvolvido e composto por inúmeras boas sequências de ação – como aquela na qual os macacos atacam o refúgio humano com um tanque de guerra ou mesmo o lado circense de Koba em enganar os homens – Planeta dos Macacos – O Confronto peca mesmo por se acomodar na resolução de seus conflitos, não inovando e decidindo-se enveredar por caminhos óbvios, já vistos fartamente em outras produções. O longa não esconde e nem disfarça as possíveis alianças e traições de um grupo e de outro que vão conduzir ao seu desfecho. Como destaque mesmo temos a sabedoria de Cesar, ciente de que os humanos não perdoarão este confronto, funcionando como um ótimo chamariz para a terceira parte dessa nova refilmagem prevista para chegar aos cinemas em 2016. Só a empolgação pela nova continuação que poderia ser maior.

NOTA: 3/5

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Breves & Curtas #10

1 06 2014
O que você está fazendo aí Emma Watson?! o.O

O que você está fazendo aí Emma Watson?! o.O

BLING RING: A GANGUE DE HOLLYWOOD – Só de se observar o local onde esse grupo de adolescentes se formou já é possível perceber que pouca coisa boa podia sair dessa união.

Coube a diretora Sofia Coppola (de Encontros e Desencontros e Maria Antonieta) reunir sob a sua tutela esses jovens e retratar a fútil obsessão desses: invadir a casa dos famosos em Los Angeles e roubar-lhes os pertences valiosos. Tudo para esbanjar nas festas mais requintadas  da cidade das estrelas, tudo muito à la Rei do Camarote. Bizarro ao extremo. Nem mesmo o ótimo trabalho de produção de reconstruir as mais belas mansões da cidade dos anjos (as residências, verdadeiros palácios, de Paris Hilton, Megan Fox são algumas das propriedades invadidas pelo grupo) consegue atrair um interesse maior pela trama.

Até a abordagem discreta sobre a homossexualidade de Marc (papel do novato Israel Broussard) ou a presença de Emma Watson (do pavoroso Noé) diminui o tédio que consome a história. Aliás, a eterna Hermione da cinessérie Harry Potter, não passa de uma irritante e ambiciosa jovem que tenta tirar proveito e fama de toda a situação vista aqui.  Um trabalho que nem chega perto do visto nos tempos em que estudou em Hogwarts, ou até mesmo em As Vantagens de ser Invisível.

Um projeto descartável!

NOTA: 2/5

Não é ruim. Mas também não é bom.

Não é ruim. Mas também não é bom.

EU SOU O NÚMERO QUATRO – Não demonstrou ser a bomba que parecia ser. Eu Sou o Número Quatro se beneficiou muito em criar uma atmosfera light para a sua narrativa e não se levar muito a sério. Isso fica evidente com o uso descontraído de músicas atuais como trilha na primeira metade do filme. Com direito a Adele!

Na história, John Smith (Alex Pettyfer, Magic Mike e do inédito Amor sem Fim) é um dos nove sobreviventes do planeta de Lórien que possuem as habilidades necessárias para evitar a extinção de sua espécie. Há também outros sobreviventes que são responsáveis por estes nove “salvadores”. O guardião de John é Henri, papel de Timothy Olyphant (Duro de Matar 4.0 e O Apanhador de Sonhos). A vinda desses seres para a Terra em busca de refúgio acaba sendo em vão, pois aqui continuam sendo caçados pelos chamados mogadorianos, uma raça alienígena rival, que pretende exterminá-los.

Acrescente ainda à receita a dificuldade de dominar os novos poderes que John Smith vem desenvolvendo com o tempo, o bullying no ambiente escolar, a descoberta do primeiro amor e a constante necessidade de apagar qualquer vestígio que possa revelar a existência dos sobreviventes de Lórien. Todos os clichês possíveis que se encontram em histórias de adolescentes.

O modo inocente e juvenil como é construído Eu Sou o Número Quatro torna a trama agridoce onde nada gravíssimo irá correr e onde os vilões não parecem tão maus assim (mesmo com suas quimeras). O filme tem a sua diversão e alguma dose de adrenalina, mas nada muito comovente ou desesperador.

Qualquer semelhança (ou dèja vu) com Smallville, que traz em suas temporadas a juventude de Clark Kent com dificuldades semelhantes, não será mera coincidência. Alfred Gough e Miles Millar, criadores do seriado, assinam o roteiro aqui.

NOTA: 3/5

Carey Mulligan e Ryan Gosling num ótimo filme!

Carey Mulligan e Ryan Gosling num ótimo filme!

DRIVE – Quem diria que pudesse haver tanto ódio e fúria dentro de um homem tão quieto, pacato e sereno. Ryan Gosling (O Lugar Onde Tudo Termina e Tudo pelo Poder) vive o personagem sem nome que divide a vida entre o trabalho na oficina mecânica de Shannon (Bryan Cranston, o Walter White da série Breaking Bad e Godzilla), os sets de filmagens onde exerce a função de dublê e em bicos extraoficiais, oferecendo a sua habilidade nos volantes em roubos por Los Angeles. Tudo desenvolvido com muita tranquilidade pelo solitário protagonista em seu modo de andar ou de conversar.

Irene (papel de Carey Mulligan, Não me Abandone Jamais e Inside Llewyn Davis: Balada de um Homem Comum) acrescenta um pouco de calor humano na vida do protagonista. Vizinha dele, ela e seu filho Benício, hora ou outra sempre cruzavam (no corredor ou em um supermercado) o caminho dele e essa constante acabou despertando um interesse emocional entre os dois. Um relacionamento que não foi inteiramente concretizado com a saída de Standard, marido de Irene, da prisão.

A volta de Standard (Oscar Isaac, o protagonista de Inside Llewyn Davis: Balada de um Homem Comum e Robin Hood) também trouxe consigo a violência das ruas, quando ele e sua família passam a ser ameaçados pela gangue que lhe ofereceu proteção na cadeia. Para evitar que o pior aconteça com Irene e Benício, o personagem de Ryan Gosling se dispõe a ajudar Standard a reaver o dinheiro em um assalto que não sai como o planejado e o habilidoso motorista torna-se agora o novo alvo dos bandidos.

Além de um arco narrativo conciso e eficiente dirigido pelas mãos competentes do dinamarquês Nicolas Winding Refn (que repete a parceria diretor-protagonista daqui em Só Deus Perdoa), uma personificação monstruosa (no bom sentido) de Ryan Gosling, a fotografia de Newton Thomas Sigel (da franquia X-Men) retrata brilhantemente a triste trajetória do motorista-dublê: desde o dourado do início do filme que se intensifica quando este conhece Irene, passando pelo tom azulado que as cenas adquirem com a chegada do problemático marido dela até a escuridão da noite que permeia boa parte do desfecho da narrativa. E quando a luz ensaia um retorno à vida do protagonista, isso não ocorre com a mesma intensidade de antes. Isso sem falar na escolha perfeita das canções da trilha sonora que pontuam os grandes momentos da história, assim como os acordes orgânicos e discretos, mas não menos impactantes, de Cliff Martinez (Contágio e O Poder e a Lei).

Aqui, como a própria canção A Real Hero (College) diz, o personagem interpretado por Ryan tentou ser ao seu modo um heroi real, mas ao menos conseguiu ser um bom ser humano.

NOTA: 5/5





Festival Varilux de Cinema Francês | parte 05

20 05 2014

Finalmente, antes tarde do que nunca, aqui estão os últimos comentários do Universo E! sobre o Festival Varilux de Cinema Francês de 2014. Pela terceira vez presente no festival, esta é a primeira vez que conseguimos falar sobre praticamente todos os filmes vistos: das 16 produções integrantes da programação, assistimos 15 e escrevemos (incluo esse post) sobre 13 deles. Um feito inédito!

Esperamos que tenham curtido! E que venham mais ótimos filmes pela frente!

fvcf2014

UMA VIAGEM EXTRAORDINÁRIA (França, 2013) – Sua realização por si só já é uma viagem extraordinária. Uma coprodução franco-canadense conta a história de TS Spivet (Kyle Catlett, da série The Following), que vive junto com sua família num rancho isolado no oeste americano. A mãe Clair, Helena Bonham Carter (Os Miseráveis, a cinessérie Harry Potter e Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet), colecionava insetos; o pai era um típico cowboy; a irmã sonhava em participar do concurso de miss dos EUA e o seu irmão gêmeo seguia os passos rústicos do pai, adorando manusear armas desde pequeno.

Gêmeos, a única coisa em comum entre TS e Layton mesmo era a data de nascimento. Layton (Jakob Davies, de O Homem das Sombras e Guerra é Guerra!) não possuía nenhuma fração da genialidade e engenhosidade do irmão com seus cálculos e análises científicas. Uma tragédia, no entanto, acaba levando Layton a óbito.

A perda do irmão desperta em TS um sentimento de desprezo por parte da família, especialmente sua mãe. Deslocado em seu próprio ambiente familiar, ele vê na Baird Awards (organização que premia os grandes projetos científicos) uma oportunidade de ter a sua inteligência reconhecida, ao mesmo tempo que terá a chance de se afastar de seus familiares. Mesmo que momentaneamente.

Cruzar o território americano a bordo (clandestinamente) de um trem que atravessa o território de oeste a leste não é nenhuma ideia original. Encontrar os mais diferentes tipos de pessoas nesse caminho também não. E são exatamente estes momentos que Uma Viagem Extraordinária não oferta nada de novo. O ator-mirim que vive o protagonista também não se sai bem nos momentos da trama que lhe exigem mais emoção, o que certamente garantiria uma imersão maior do espectador.

O que resta mesmo são os momentos divertidos que o roteiro apresenta ao explorar a dualidade entre a genialidade TS e a vida comum de pessoas nem tão inteligentes assim. Também não é monótona acompanhar a reconciliação entre os membros da família nessa trajetória, que conta com ótimas trilha sonora e fotografia. Uma viagem nem tão extraordinária assim, mas certamente divertida.

NOTA: 3/5

UM AMOR EM PARIS (França, 2013) – Brigitte (Isabelle Huppert, Amor e Uma Relação Delicada) e o marido vivem nos arredores de Paris onde cuidam de cabeças de gado de alto pedigree para participar de exposições competitivas de bois.

Uma vida pacata e sem sobressaltos, típica de casais com muito tempo de união e com os filhos já criados. Só de tempos em tempos que o sossego é quebrado quando jovens vindos da capital francesa organizam festas na chácara vizinha.

Em uma dessas festas, Brigitte conhece Stan (Pio Marmaï, Um Evento Feliz e Alyah), um rapaz que não está muito a vontade na festa e acaba (assim como as organizadoras da festa pedindo favores a todo momento) indo parar na porta dos vizinhos.

Interessante analisar como essa safra de filmes franceses traz a crise dos casamentos de longa data para a tela. Brigitte não está infeliz no seu matrimônio, mas está insatisfeita em como ele está girando apenas na atividade de criação de gados, algo que agrada apenas ao seu marido.

É em Paris, portanto, que ela vai em busca de sua própria felicidade, tendo como pretexto uma consulta médica. Mas não será a cidade-luz que a afastará das decepções da vida, assim como homens maduros e economicamente bem estabelecidos não serão garantia  de felicidade plena.

NOTA: 2/5

GRANDES GAROTOS (França, 2012) – Dificilmente filmes conseguem construir habilmente uma construção de personagens em um curto espaço de tempo e com cortes tão rápidos. Um exemplo clássico e insuperável até hoje é aquele elaborado na animação Up – Altas Aventuras abordando o relacionamento entre Carl Fredricksen e Ellie. Grandes Garotos utiliza-se do mesmo artifício apara estabelecer rapidamente a relação entre Lola (Mélanie Bernier, A Delicadeza do Amor e A Datilógrafa) e Thomas (Max Boublil, de Aconteceu em Saint-Tropez) uma vez que o seu grande motim será a amizade que se estabelecerá entre Thomas e seu sogro Gilbert (Alain Chabat, Uma Noite no Museu 2 e A Espuma dos Dias) .

Gilbert é o exemplo de tudo que Thomas não quer em sua vida futura: um homem infeliz, descontente no casamento e que vê sua mulher Suzanne (Sabrine Kiberlain, de Uma Juíza Sem Juízo e Políssia) envolvida apenas na caridade. Mas ao mesmo tempo, Gilbert por experiência própria, valoriza e incentiva o sonho de Thomas, que sempre é menosprezado pela namorada dele: a música.

Essa repentina amizade abordada em Grande Garotos entre genro e sogro também apresenta uma dualidade e um choque entre gerações. E o título se refere a absoluta falta de maturidade existente nas ações deles, quando passam a dividir momentos juntos, em detrimento ao relacionamento destes com suas respectivas esposa/namorada.

Apenas quando uma rápida incursão no mundo fonográfico torna-se uma grande frustação (principalmente quando se rendem às vontades e traquejos de uma cantora-mirim irritante) que Thomas e Gilbert percebem o quão importante eram suas vidas anteriores à essa jornada – mesmo que isso não se traduzisse em todos os seus desejos realizados. Só que há um único problema: agora eles terão que reconquistar suas amadas que já estavam se acertando com outros companheiros. E isso pode não ser tão fácil quanto parece.

O grande destaque aqui fica por conta de uma das cenas finais, quando Thomas resolve invadir uma conferência internacional para declarar (mais uma vez) o seu amor por Lola, utilizando-se de uma gag recorrente no filme.

NOTA: 3/5





ANÁLISE: Gravidade

23 10 2013

“A vida no espaço é impossível!” É com uma frase simples e impactante como essa que o longa de Alfonso Cuáron (diretor de Filhos da Esperança e Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban) se inicia com os tripulantes da nave Explorer – doutora Ryan, Matthew e Shariff – realizando uma série de procedimentos reparadores na parte externa do telescópio Hubble. Gravidade impressiona desde as suas primeiras cenas recriando gloriosas imagens do espaço, da Terra e do Sol como pano de fundo para o trabalho desses profissionais.

Para quebrar o silêncio absoluto desse ambiente, os diálogos entre os personagens – mais os comandos em off do profissional alocado em Houston (a voz de Ed Harris, Marcas da Violência e Uma Mente Brilhante)- constroem minimamente os perfis de cada um deles: a doutora Ryan Stone (Sandra Bullock, de Um Sonho Possível e A Casa do Lago)  é considerada “o gênio” da missão, cuja participação consiste em instalar um dos seus projetos criados em terra no famoso telescópio; Matthew Rowalsky (George Clooney, Amor sem Escalas e Os Descendentes), tagarela, se mostra mais interessado em relatar suas experiências terrenas (mesmo que repetidas vezes) e ouvir as suas músicas country’s enquanto testa um assento com propulsores acoplado ao seu traje espacial. O terceiro, Shariff (Phaldut Sharma, que já trabalhou com o diretor em Filhos da Esperança), é pouco apresentado ao espectador, funcionando apenas como uma peça avulsa na narrativa prestes a ser descartada, o que de fato ocorre.

Tudo flui normalmente até quando o responsável pelo controle da missão em Houston ordena para que os astronautas abortem a missão e retornem imediatamente a Explorer. Motivo? Uma atividade dos russos com mísseis não sai como planejado e acaba criando uma nuvem de detritos que, numa reação em cadeia, vai destruindo os satélites de comunicação e atingem uma velocidade impressionante de 80.000 km/h exatamente na mesma altitude em que eles se encontram.

Com o desenrolar da narrativa, Cuáron passa a utilizar habilmente a sua câmera para aumentar  o drama e a angústia do filme. Com a câmera solta, rodopiando em pleno espaço sideral, cria-se assim uma atmosfera extremamente verossímil para a história, onde longos planos-sequências alteram a função das lentes, de observadora a primeira pessoa sem um único corte aparente. Em uma única tomada de cena, a câmera deixa de ser observadora, sujeita aos movimentos aleatórios de quem se encontra solto no espaço, e passa a assumir o ponto de vista de dentro dos capacetes dos personagens.

Um dos grandes trunfos de Gravidade é realmente a criação e a exploração dos momentos de suspenses, fugindo dos clichês que filmes de mesma temática cometem. Algumas pistas são deixadas previamente para o espectador adiantando o que está por vir: sejam fagulhas soltas no ar indicando um futuro incêndio; pequenos fragmentos de satélite, que por estarem em órbita, voltam gradativamente a atormentar a vida espacial da doutora Ryan e até mesmo um extintor que será um importante instrumento de manobra para ela.

Mantendo-se fiel a sua realidade, Gravidade se permite impactar muito mais pelas imagens em si do que pelo som – de efeitos ou de trilhas. Embora ambos também sejam usados para essa finalidade, assim como a ausência desses em alguns momentos confere um ar ainda maior de tensão para o que se vê em tela. Também é interessante observar a inserção pontual de batimentos cardíacos ou de respiração guiando a apreensão do espectador em momentos que não temos o ponto de vista dos personagens.

Por outro lado, temos que citar o fraco desenvolvimento da personagem de Sandra Bullock, que mesmo com um passado de acontecimentos drásticos, não são fortes o suficiente para criar uma grande expectativa por sua sobrevivência. Se houve alguma preocupação, essa deve-se muito mais aos perigos e riscos enfrentados por ela num ambiente hostil. A própria interpretação de Bullock sofre alterações no decorrer da trama: sendo mais eficientes quando atua em conjunto com George Clooney na primeira metade do longa (sendo beneficiada pela ocultação que a roupa espacial oferece) e nos momentos finais, quando está prestes a reentrar na atmosfera terrestre. Nos outros momentos, onde a história depende exclusivamente dela, Sandra Bullock não atinge a carga emocional desejada para a sua personagem numa economia de atuação incompreensível. Isso é perceptível principalmente num momento crucial quando a doutora desiste de lutar pela sua sobrevivência e não concordamos e muito menos discordamos de sua atitude.

Mas nada diminui a criatividade e originalidade de Cuáron para contar sua história, sentindo-se livre para usar a câmera como bem entender, ciente de que no espaço não existe a posição correta para ela, não há definição do que é para cima ou para baixo, criando-se uma das fotografias mais desafiadoras já criadas e apresentadas pelo cinema. Nada mais natural que o encerramento de Gravidade seja feito em grande estilo com o uso inteligente dela, onde a câmera, mantendo-se no nível da água, testemunha o crescimento descomunal da doutora Ryan ao ficar de pé na areia molhada, simbolizando a sua vitória em todos os sentidos.

NOTA: 5/5





O ‘tio’ de Harry Potter morre aos 65 anos

29 03 2013

Ele foi detestado por Harry Potter. Ele foi o responsável por deixar o bruxo mais famoso do cinema e da literatura num espaço minúsculo debaixo das escadas, escondido das visitas e tentou, de todas as maneiras, impedir que Harry frequentasse as aulas no castelo de Hogwarts. Tudo isso em vão.

Apesar de todas as suas ‘vilanices’, o tio Válter Dursley perpetuou-se no imaginário de milhares de fãs de Harry Potter e companhia. Richard Griffiths foi o responsável por dar a vida a este personagem e um dos primeiros a inaugurar na telona uma das mais bem-sucedidas cinesséries do cinema contemporâneo. Os oito filmes Harry Potter, baseados nos livros escritos por J. K. Rowling, levaram dez anos para concluir a saga,  desde 2001 com A Pedra Filosofal até 2011 com a segunda parte de As Relíquias da Morte.

E todos os participantes dessa incrível jornada terão o eterno apreço daqueles que acompanharam a evolução da história ano após ano. E isso não foi diferente com Richard Griffiths, que faleceu ontem (28/03) vítima da complicação de uma cirurgia cardíaca na Inglaterra.

O ator Daniel Radcliffe, o protagonista dos filmes, mas que também trabalhou com Richard na peça Equus, foi um dos primeiros a se manifestar sobre a morte do veterano ator: “Richard esteve ao meu lado em dois dos momentos mais importantes da minha carreira. Tenho orgulho de tê-lo conhecido!”

Britânico, o ator além das participações como tio do Harry Potter também pode ser visto em outras produções de grande bilheteria como Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas e no recente A Invenção de Hugo Cabret.

Mas nada que o impedisse de ser eternamente conhecido como Tio Válter! Fica aqui a homenagem do Universo E! a Richard Griffiths.

richard griffiths

 

RICHARD GRIFFITHS — ✰ 31/07/1947   28/03/2013





ANÁLISE: As Vantagens de ser Invisível

17 11 2012

Se já não são poucos os problemas que enfrentamos na fase da adolescência (e quem já passou por isso sabe), imagine você ser introvertido, tímido, dificultando a criação de novas amizades. Para complicar ainda mais, o início de um novo ano letivo o forçando a ir uma nova escola e ainda carregar dois fortes traumas com tanta pouca idade. Imaginou? Essa é uma rápida descrição do que Charlie (Logan Lerman, Os Indomáveis e Percy Jackson e o Ladrão de Raios), protagonista de As Vantagens de ser Invisível, vem passando.

A apresentação geral da história e dos personagens em si não sai do lugar-comum, usando o velho artifício de narração em off, enquanto as sequências na tela a exemplificam. Recurso bastante utilizado também ao longo da narrativa, quebrando o seu desenvolvimento e dificultando a imersão do espectador na produção.

Em meio a toda essa mudança, Charlie consegue o apoio de um grupo de veterano da escola de ensino médio, os chamados descolados, o acolhendo em seu círculo de amizade. Aqui estão inseridos outros destaques do elenco: Patrick ou o Nada (Ezra Miller, do polêmico Precisamos falar sobre Kevin e Confusões em Família) e Sam (Emma Watson, da cinessérie Harry Potter e do inédito Noah), que durante todas as idas e vindas da história não se sobressaem com seus personagens, principalmente para a atriz que estudou em Hogwarts. Já Ezra tem uma forte presença em tela mais como resquício do problemático Kevin (já citado ali em cima) e menos pelo descolado Patrick.

As Vantagens de ser Invisível traz sem nenhuma ousadia os principais problemas dos adolescentes: o bullying, os primeiros amores, a difícil tarefa de aceitar e ser aceitado num grupo de jovens, a intolerância a homossexualidade, as desilusões amorosas, os esforços nos estudos para se conseguir uma vaga numa boa universidade mesmo não tendo a mínima noção de qual carreira seguir. Ou seja, os mesmos temas inerentes a toda juventude mas já explorados com muita mais habilidade e sensibilidade por outros filmes de semelhança temática anteriormente.

O que não torna o filme de Stephen Chbosky (criador da finada série Jericho) uma experiência tola é o suspense em torno do trauma vivido por Charlie. Toda essa expectativa é criada através de vários flashbacks da infância de Charlie ao longo da trama, demonstrando uma forte afeição a uma tia, e também pela constante preocupação de sua família temendo que o caçula tenha uma recaída e volte a piorar.

A revelação em si é convincente devido as circunstâncias em que ocorreram, tornando-se um fato preponderante para o desencadeamento dos acontecimentos posteriores. E por ter ocorrido justamente na infância de Charlie, isso realmente ganha uma imensa proporção aos olhos de uma criança.

Uma angustiante retrospectiva de imagens da vida do rapaz aliada ao sentimento de perda com a separação iminente dos amigos formandos indicaria um retorno de Charlie à depressão, o que felizmente não ocorre. Isso nada mais é do que fruto do grande aprendizado vivido por ele nesse ano abordado por As Vantagens de ser Invisível, que vem com a pretensão de ser cult, mas não atinge a graciosidade dos representantes desse gênero.

NOTA: 3/5





Vem aí o MTV Movie Awards 2012

27 05 2012

Com a chegada da metade do ano tem se a impressão que os grandes prêmios voltados para os filmes de 2011 terminaram. Mas está enganado quem pensa assim. No próximo domingo, dia 03 de junho, é o MTV Movie Awards 2012 quem encerra de uma vez por todas mais essa temporada da Sétima Arte.

No lugar do Globo e do ‘homenzinho’ dourado entra a Pipoca Dourada, um troféu muito bem escolhido para retratar a cerimônia, um reinado para os filmes blockbusters, os chamados filmes pipocas. Longas como O Artista ou aqueles de Lars von Trier ou de Woody Allen passam bem longe da festa.

Por outro lado, o MTV Movie Awards serve muito bem como vitrine para a temporada dos grandes filmes do verão americano. Com certeza não faltarão spots comerciais sobre os grandes lançamentos dos próximos meses: Homem-Aranha, o último Batman de Christopher Nolan, a segunda parte de Amanhecer que encerra a saga Crepúsculo certamente terão o seus merchandising no domingo que vem.

De qualquer forma podemos ver que de todos os males, os indicados aos prêmios nesse ano melhoraram significativamente em relação às cerimônias anteriores: ou a organização do eventos soube muito bem escolher os indicados desse ano, delimitados claro, pelo público alvo da festa; ou 2011 teve poucas porcarias sendo lançadas na telona.

Toda a festa estará sob o comando do ator britânico e comediante Russell Brand (O Pior Trabalho do Mundo e Meu Malvado Favorito), mas mais conhecido pela alcunha de ex-Katy Perry. Ele já prometeu um show mais impressionante que Os Vingadores! “Com sua incrível capacidade de abranger todo o espectro da comédia, do mais sofisticado ao mais rasteiro, o humor inteligente e imprevisível de Russell se conecta de maneira ímpar com nosso público”, afirmou o presidente da MTV Stephen Friedman a Reuters Brasil.

Como podemos ver nas indicações abaixo, o MTV Movie Awards 2012 tem Jogos Vorazes e Missão Madrinha de Casamento como os grandes destaques e recorda ainda filmes como Super 8, Drive e 50% que passaram despercebidos das outras grandes premiações. Vamos a lista dos indicados:

MELHOR FILME

  • A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1
  • Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2
  • Histórias Cruzadas
  • Jogos Vorazes
  • Missão Madrinha de Casamento

MELHOR ATRIZ

  • Emma Stone, Amor à Toda Prova
  • Emma Watson, Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2
  • Jennifer Lawrence, Jogos Vorazes
  • Rooney Mara, Millenium – Os Homens que não Amavam as Mulheres
  • Kristen Wing, Missão Madrinha de Casamento

MELHOR ATOR

  • Joseph Gordon-Levitt, 50%
  • Ryan Gosling, Drive
  • Daniel Radcliffe, Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2
  • Josh Hutcherson, Jogos Vorazes
  • Channing Tatum, Para Sempre

MELHOR ELENCO

  • Anjos da Lei
  • Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2
  • Histórias Cruzadas
  • Jogos Vorazes
  • Missão Madrinha de Casamento

MELHOR REVELAÇÃO

  • Shailene Woodley, Os Descendentes
  • Liam Hemsworth, Jogos Vorazes
  • Rooney Mara, Millenium – Os Homens que não Amavam as Mulheres
  • Melissa McCarthy, Missão Madrinha de Casamento
  • Elle Fanning, Super 8

MELHOR PERFORMANCE PESADA

  • Anjos da Lei – Johan Hill e Rob Riggle
  • Drive – Ryan Gosling
  • Missão Impossível: Protocolo Fantasma – Tom Cruise
  • Missão Madrinha de Casamento – Kristen Wiig, Maya Rudolph, Rose Byrne, Melissa McCarthy, Wendy McClendon-Covey e Ellie Kemper

MELHOR TRANSFORMAÇÃO NA TELA

  • Johnny Depp, Anjos da Lei
  • Rooney Mara, Millenium – Os Homens que não Amavam as Mulheres
  • Elizabeth Banks, Jogos Vorazes
  • Collin Farrell, Quero Matar o meu Chefe
  • Michelle Williams, Sete Dias com Marilyn
MELHOR ATUAÇÃO CÔMICA
  • Johan Hill, Anjos da Lei
  • Zach Galifianakis, Se Beber Não Case – Parte 2
  • Kristen Wiig, Missão Madrinha de Casamento
  • Melissa McCarthy, Missão Madrinha de Casamento
  • Oliver Cooper, Projeto X – Uma Festa Fora de Controle
MELHOR MÚSICA
  • ‘Parthy Rock Anthem’, LMFAO (Anjos da Lei)
  • ‘A Real Hero’, College with Electric Youth (Drive)
  • ‘The Devil is in the Details’, Chemical Brothers (Hanna)
  • ‘Impossible’, Figurine (Like Crazy)
  • Pursuit of Happiness, Kid Cudi remix de Steve Aoki (Projeto X – Uma Festa Fora de Controle)
MELHOR BRIGA
  • Channing Tatum & Johan Hill vs Kid Gang, Anjos da Lei
  • Tom Hardy vs Joel Edgerton, Guerreiro
  • Daniel Radcliffe vs Ralph Fiennes, Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2
  • Jennifer Lawrence & Josh Hutcherson vs Alexander Ludwig, Jogos Vorazes
  • Tom Cruise vs Michael Nyqvist, Missão Impossível: Protocolo Fantasma
MELHOR BEIJO
  • Robert Pattinson & Kristen Stewart, A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1
  • Ryan Gosling & Emma Stone, Amor à Toda Prova
  • Rupert Grint & Emma Watson, Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2
  • Jennifer Lawrence & Josh Hutcherson, Jogos Vorazes
  • Channing Tatum & Rachel McAdams, Para Sempre
MELHOR PERSONAGEM IDIOTA
  • Bryce Dallas Howard, Histórias Cruzadas
  • Jon Hamm, Missão Madrinha de Casamento
  • Oliver Cooper, Projeto X – Uma Festa Fora de Controle
  • Colin Farrell, Quero Matar meu Chefe
  • Jennifer Aniston, Quero Matar meu Chefe




RETROSPECTIVA 2011 – parte 2

21 12 2011

RETROSPECTIVA 2011

JULHO

Era julho de 2011 quando a guerra chegou a Hogwarts.

O Universo E! não teve descanso no mês das férias!

Logo no início do mês, noticiamos o prêmio ganho pelo documentário Senna no Festival de Cinema de Los Angeles. Depois foi a vez de Evangeline Lilly se juntar ao elenco de O Hobbit, que resgatará quase em sua totalidade todo o elenco presente na trilogia original.

A 00:01 de 15 de julho de 2011 (após 7 horas de fila) chegou ao fim uma das maiores sagas já produzidas pelo cinema: neste exato momento teve a exibição de Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2. O gran finale ganhou sua análise no mesmo dia de exibição e uma descrição um pouco mais detalhada sobre a grande farra que foi a ocasião ao lado de centenas de fãs que lotavam o saguão do Kinoplex do Parque Dom Pedro Shopping em Campinas.

A Rede pelo Twitter ganhou sua segunda edição abordando as férias, o Vale a Pena Ver de Novo e a novela O Clone:

Sobre as nossas cabeças o sol 

Sobre as nossas cabeças a luz

 Sobre as nossas mãos a criação

 Sobretudo o que mais for o coração”…

E enquanto fazíamos a nossa observação sobre a nova tendência cinematográfica de partir em dois filmes a adaptação de um livro ou assistíamos ao longa Não me Abandone Jamais, morria na Inglaterra a cantora Amy Winehouse.

AGOSTO

No mês do folclore revelei uma das maiores bizarrices que cometo: associar uma música para que ela seja tema de um livro que estou lendo. Na época, a leitura era A Cidade do Sol. E a maluquice repetiu novamente, dessa vez com A Menina que Roubava Livros, que compartilharei novamente assim que terminar a leitura.

Em agosto a Hora do Horror – Hopi Hari chegava em sua 10ª edição, e a primeira vez que o evento foi noticiado aqui no Universo E! No mesmo mês, como fã incontestável de J. J. Abrams e Steve Spielberg, tive certo receio de comentar sobre o fruto da parceria cinematográfica dos dois: Super 8.

SETEMBRO

Universo E! mais de 100 acessos por hora durante o Rock in Rio

Em setembro não teve para ninguém: Rock in Rio; Rock in Rio e Rock in Rio, bebê!!!

Mas antes do mega evento de música que ocorreu no Rio de Janeiro, vamos nos focar nas outras novidades que o mês de setembro teve: começamos a disponibilizar com mais frequência matérias especiais traduzidas das edições internacionais do grupo Metro – por exemplo, nesse mês falamos de Zoe Saldana no filme Em Busca de Vingança e de Taylor Lautner no thriller Sem Saída; tornamos viciados no Angry Birds para o Google Chrome; Nissan colhia os bons frutos dos pôneis malditos; era lançado nos cinemas Planeta dos Macacos – A Origem e a Disney anunciava a instalação do parque temático de Avatar em sua propriedade na Flórida.

Setembro. Um mês de grandes glórias para o Universo E! Durante a realização do Rock in Rio 2011, tivemos um recorde histórico de acessos ao nosso blog. Recorde que vai demorar muito para ser batido novamente! A terceira edição de A Rede pelo Twitter foi responsável por esse feito ao abordar a celebridade instantânea de Júlio de Sorocaba no show de Katy Perry. Confira abaixo os dados desse dia histórico:

 

A Rede pelo Twitter #3: Júlio de Sorocaba (Rock in Rio 2011): 3.197 visualizações

Home page: 55 visualizações

Tablóide revela que Jim Parsons é homossexual: 3 visualizações

ANÁLISE: Gilbert Grape – Aprendiz de um Sonhador: 2 visualizações

ANÁLISE: A Onda: 2 visualizações

QUEM FAZ O UNIVERSO E!: 1 visualização

SBT mudou de canal em Campinas: 1 visualização

10º Hora de Horror – Hopi Hari: 1 visualização

ANÁLISE: A Origem: 1 visualização

TOTAL DE VISITAS EM 24 DE SETEMBRO DE 2011: 3.263.

 

Só esse dia teve mais visitas do que todo o nosso ano de 2009 e mais visitas do que o acumulado de janeiro a maio de 2010. Toda essa movimentação colocou o Universo E! como um dos destaques na página de acesso aos blogs do WordPress.

Embarcamos de vez no evento, acompanhando os shows madrugada afora e realizando nossa cobertura pelo Twitter. Após o 1º fim de semana (o melhor na minha opinião), colocamos disponibilizamos um post com quatro vídeos no YouTube com shows completos dos três primeiros dias.

OUTUBRO

Demos uma diminuída no ritmo de atualizações em outubro.

Passamos por uma vergonha alheia quando a banda Marron 5 (e não Maroon 5) dominou o Trend Topics do Twitter.

No dia 05 veio a falecer um dos fundadores da Apple, Steve Jobs aos 56 anos de idade.

Compartilhamos aqui a saída de Rupert Grint dos muros de Hogwarts, indo para o divertidíssimo clipe da música Lego house de Ed Sheeran.

NOVEMBRO

Harry Potter continuou dominando os assuntos publicados por aqui no penúltimo mês de 2011. Primeiro pelo lançamento do último filme em DVD e Blu-ray e depois pelo lançamento de vídeo da Warner Bros que busca colocar Harry Potter 7.2 nas principais categorias no Oscar de 2012.

As notícias baseadas na publicação mundial Metro renderam três posts: sobre Robert Pattinson nas vésperas do lançamento de Amanhacer – parte 1; uma matéria especial sobre o trabalho de Elijah Wood e o anúncio da aposentadoria de Brad Pitt quando este vier a completar 50 anos.

A Rede pelo Twitter homenageou o grande apresentador da televisão brasileira, Silvio Santos, na sua quinta edição; Cinesystem anunciou que a inauguração de um novo complexo da rede em março do ano que vem trará uma nova tecnologia em projeção em salas de cinema no Brasil e Dexter Morgan teve seu show renovado por mais duas temporadas completando assim 8 anos de produção.

DEZEMBRO

Para o mês de dezembro essa Retrospectiva já se antecipa, afinal, faltam 10 dias para o fim do mês quando essa segunda parte do especial for publicada.

Até aqui já falamos da aquisição dos direitos da série The Walking Dead pela Band e a notícia mais especial de todas. A mais aguardada, a notícia que deixará qualquer fã de Tolkien em seu nível máximo de ansiedade: o lançamento oficial do 1º trailer de O Hobbit: Uma Jornada Inesperada.

E daqui a aproximadamente 3 horas de quando esse especial é editado, teremos a  pré-estreia de Missão: Impossível 4 – Protocolo Fantasma.

 

Bem pessoal, esperamos que tenham gostado dessa nossa Retrospectiva que resumiu tudo o que foi acompanhado pelo Universo E! nesse ano de 2011. Agora esperamos novamente por sua companhia porque em 2012 tem muito mais!

 





RETROSPECTIVA 2011 – parte 1

18 12 2011

RETROSPECTIVA 2011

JANEIRO

A Rede Social: um dos destaques de 2011

O primeiro filme comentado em 2011 foi A Rede Social. O longa onde tomei conhecimento de Jesse Eisenberg, que pelo trabalho realizado nesse filme já está no grupo de atores/atrizes que merecem ter a carreira acompanhada de perto. Se ainda não assisti aos outros filmes dele, gostei bastante da dublagem de Blu na animação Rio. Quem também pintou na sessão de Análises do Universo E! foi Scott Pilgrim.

O ano de 2011 começou com um pequeno equívoco que já estou me precavendo para não cometê-lo novamente: a publicação da Retrospectiva 2010 em janeiro de 2011! Este ano (como você já está lendo agora), a Retrospectiva foi publicada no seu mês tradicional que é dezembro.

Felizmente, uma das minhas previsões (ainda) não se concretizou. Nas vésperas do lançamento para home vídeo de Tropa de Elite 2, o único formato disponível para compra era o blu-ray. Que bom que esse caso foi a exceção, pois não tivemos outros casos que o DVD tenha sido deixado de lado, priorizando apenas o lançamento do raio azul. Embora muita gente se vanglorie por aí com a qualidade superior de som e imagem (e realmente são superiores), não pretendo investir tão cedo nessa nova tecnologia. Não vejo problema nenhum em continuar consumindo boxes de séries e filmes em DVD.

Em janeiro o Universo E! só comeu bola. Depois de prever errado o blu-ray versus DVD, noticiamos um especial de Justin Bieber na febre televisiva da época, Glee. E fui prontamente desmentido pelo criador da atração, Ryan Murphy. Se bem que desde maio de 2010, já tínhamos um post falando sobre a distância que Glee queria manter (e mantem) de Bieber. Bem ou mal, a informação errada já tinha sido postada.

Neste mês os nerds fãs dos nerds de The Big Bang Theory só tiveram razões para comemorar: a sua série favorita foi renovada de uma só vez até a 7ª temporada, enquanto na época ainda era exibida os episódios finais da 4ª temporada. Uma decisão mais do que acertada, pois o decorrer do ano e a fatídica queda de Charlie Sheen de Two and Half Men colocariam TBBT como a principal atração do horário nobre da CBS, emissora responsável pela exibição dessas atrações nos EUA.

Evento tradicional do primeiro mês de cada ano é a entrega do Globo de Ouro que em 2011 premiou A Rede Social como melhor filme dramático, que também levou o de melhor direção por David Fincher o e melhor filme de comédia foi Minhas Mães e Meu Pai.

Na preparação para o Oscar 2011, foram soltas em janeiro, as chamadas para a transmissão envolvendo Anne Hathaway e James Franco. Pena que a diversão presente nesses ‘comerciais’ não tenham sido levadas para o show em Kodak Theatre.

 

FEVEREIRO

A emissora mais feliz do Brasil garantiu a felicidade desse blogueiro em fevereiro

Já chegou batendo recordes no Universo E! Logo no primeiro dia do mês passamos dos mais de 100 acessos em único dia com a informação da troca de canal do SBT na cidade de Campinas. A TVB Campinas passou a ser a afiliada da Rede Record na cidade, enquanto o canal do Silvio Santos passara a ser transmitido pelo canal 29 sem os programas locais.

Precedendo a grande festa do cinema mundial (não me canso de repetir essa frase SEMPRE!), os cinemas ou as distribuidoras mais precisamente, despejaram uma overdose de bons filmes nas telonas: Cisne Negro, Lixo Extraordinário, Minhas Mães e Meu Pai, O Vencedor, O Turista, O Discurso do Reiopção de filme era o que não faltava!

O Discurso do Rei seria, em 27 de fevereiro, o coroado com o Oscar de melhor filme. A transmissão foi acompanhada ao vivo pelo Universo E! que apresentava seus comentários não mais pelo post do blog, mas sim pelo seu perfil na rede social Twitter – modelo que passou a vigorar para qualquer cobertura nossa desde então.

Foi lançado aqui, simultaneamente com o blog Diário de Bordo do crítico Pablo Villaça do site Cinema em Cena, a campanha Por Mais Educação nos Cinemas. Digo simultaneamente, porque antes mesmo da publicação do manifesto pelo Pablo, já vinha escrevendo um esboço de um texto sobre o mesmo tema já há algum tempo devido aos contratempos que vinha tendo nas sessões em que estava presente.

MARÇO

A animação Rio caiu nas graças da audiência mundial

 

Foi o mês que Charlie Sheen foi demitido de Two and Half Men.

Foi o mês em que a fachada do Copacabana Palace serviu de tela para a projeção de Rio. A animação com a tutela de Carlos Saldanha (trilogia Era do Gelo) encantaria o mundo todo.

O Universo E! teve a primeira oportunidade de participar de uma cabine de imprensa ao ganhar um ingresso para conferir em primeira mão o show U2 3D pela Mobz Live.

A campanha Por Mais Educação nos Cinemas ganhou o seu segundo post. Nele, relatei as principais dificuldades que passei (e continuo passando) dentro das salas de cinema.

E The Walking Dead ainda pode ter uma participação (que ainda não ocorreu) de Stephen King. De acordo com a nota na época, King pode vir a escrever um episódio para a série do canal AMC. Atualmente no hiatus da 2ª temporada, a participação do escritor ainda pode ocorrer no terceiro ano do drama.

ABRIL

O mês de abril de 2011 foi negro! Não pelo fato do blog completar 2 anos e os números até a data de aniversário você pode conferir aqui, no post original.

Mas abril foi negro devido a interrupção de acesso a internet desse que vos fala. Nunca na minha vida, desde que virei internauta, passei tanto tempo sem ter uma conexão decente a internet em casa. Apartir de abril, as atualizações do Universo E! ficaram pendentes de uma boa lan-house, o que é difícil de achar.

Resultado: o post sobre os dois anos do Universo E! foi a única atualização de abril. Abril negro!!!

MAIO

Piratas do Caribe liderou as férias de meio de ano nos cinemas em 2011

Devido ao grande tempo em fiquei off-line, uma das maneiras que encontrei para não deixar o blog parado foi criar a sessão A Rede pelo Twitter. Uma forma fácil e rápida de construir um post off-line, utilizando basicamente a porca conexão de internet do celular. O tema de estreia teve como base o lançamento mundial de Piratas do Caribe 4: Navegando em Águas Misteriosas, abordando o famoso capitão de Johnny Depp, a antipatia dos fãs pela Penelope Cruz, etc e tal.

Nas telonas, conferimos Os Agentes do Destino. Ficamos sabendo que Rei Leão, quem diria, ganharia as salas de cinema novamente coma conversão da animação para a projeção 3D. E mudamos um pouquinho a nossa programação ao fazer uma observação sobre o momento que o mercado fonográfico vinha passando naquela época.

JUNHO

Três assuntos dominaram o mês de junho no Universo E!.

1)     Amanhecer – Parte 1 ganhou o seu primeiro trailer. Bom!

2)     Saiu a primeira imagem de O Hobbit dias depois dos dois filmes baseados na obra de J. R. R. Tolkien terem seus subtítulos e estreias definidos.

3)     Harry Potter. Encantando gerações desde 2001, o mais famoso bruxinho do cinema teria sua saga encerrada no mês seguinte e para celebrar essa ocasião, o Universo E! começou a preparar um especial revisitando todos os longas produzidos até então. O fenômeno do bruxinho ainda ganhou mais uma atualização devido ao rápido esgotamento dos ingressos para a pré-estreia de Relíquias da Morte – parte 2 em 15 de julho.

 

 





Warner tenta emplacar Harry Potter no Oscar

6 11 2011

Com a chegada do fim de ano, os estúdios programam as estreias de suas principais apostas na corrida para as premiações Globo de Ouro e Oscar.

E como já foi apontado pela jornalista Ana Maria Bahiana em seu blog, está escasso os longas franco favoritos nessa disputa. Esse cenário favorece e muito Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2 por um lugar de destaque nas premiações. Percebendo essa possibilidade, o estúdio Warner Bros lançou um vídeo promocional para a última parte da saga de Harry Potter, o famoso ‘para sua consideração’, nos qual as produtoras e estúdios criam peças publicitárias para promover os seus filmes junto a votantes, crítica e público.

Então, vamos ao “para sua consideração” de Harry Potter 7.2:








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