Breves & Curtas #10

1 06 2014
O que você está fazendo aí Emma Watson?! o.O

O que você está fazendo aí Emma Watson?! o.O

BLING RING: A GANGUE DE HOLLYWOOD – Só de se observar o local onde esse grupo de adolescentes se formou já é possível perceber que pouca coisa boa podia sair dessa união.

Coube a diretora Sofia Coppola (de Encontros e Desencontros e Maria Antonieta) reunir sob a sua tutela esses jovens e retratar a fútil obsessão desses: invadir a casa dos famosos em Los Angeles e roubar-lhes os pertences valiosos. Tudo para esbanjar nas festas mais requintadas  da cidade das estrelas, tudo muito à la Rei do Camarote. Bizarro ao extremo. Nem mesmo o ótimo trabalho de produção de reconstruir as mais belas mansões da cidade dos anjos (as residências, verdadeiros palácios, de Paris Hilton, Megan Fox são algumas das propriedades invadidas pelo grupo) consegue atrair um interesse maior pela trama.

Até a abordagem discreta sobre a homossexualidade de Marc (papel do novato Israel Broussard) ou a presença de Emma Watson (do pavoroso Noé) diminui o tédio que consome a história. Aliás, a eterna Hermione da cinessérie Harry Potter, não passa de uma irritante e ambiciosa jovem que tenta tirar proveito e fama de toda a situação vista aqui.  Um trabalho que nem chega perto do visto nos tempos em que estudou em Hogwarts, ou até mesmo em As Vantagens de ser Invisível.

Um projeto descartável!

NOTA: 2/5

Não é ruim. Mas também não é bom.

Não é ruim. Mas também não é bom.

EU SOU O NÚMERO QUATRO – Não demonstrou ser a bomba que parecia ser. Eu Sou o Número Quatro se beneficiou muito em criar uma atmosfera light para a sua narrativa e não se levar muito a sério. Isso fica evidente com o uso descontraído de músicas atuais como trilha na primeira metade do filme. Com direito a Adele!

Na história, John Smith (Alex Pettyfer, Magic Mike e do inédito Amor sem Fim) é um dos nove sobreviventes do planeta de Lórien que possuem as habilidades necessárias para evitar a extinção de sua espécie. Há também outros sobreviventes que são responsáveis por estes nove “salvadores”. O guardião de John é Henri, papel de Timothy Olyphant (Duro de Matar 4.0 e O Apanhador de Sonhos). A vinda desses seres para a Terra em busca de refúgio acaba sendo em vão, pois aqui continuam sendo caçados pelos chamados mogadorianos, uma raça alienígena rival, que pretende exterminá-los.

Acrescente ainda à receita a dificuldade de dominar os novos poderes que John Smith vem desenvolvendo com o tempo, o bullying no ambiente escolar, a descoberta do primeiro amor e a constante necessidade de apagar qualquer vestígio que possa revelar a existência dos sobreviventes de Lórien. Todos os clichês possíveis que se encontram em histórias de adolescentes.

O modo inocente e juvenil como é construído Eu Sou o Número Quatro torna a trama agridoce onde nada gravíssimo irá correr e onde os vilões não parecem tão maus assim (mesmo com suas quimeras). O filme tem a sua diversão e alguma dose de adrenalina, mas nada muito comovente ou desesperador.

Qualquer semelhança (ou dèja vu) com Smallville, que traz em suas temporadas a juventude de Clark Kent com dificuldades semelhantes, não será mera coincidência. Alfred Gough e Miles Millar, criadores do seriado, assinam o roteiro aqui.

NOTA: 3/5

Carey Mulligan e Ryan Gosling num ótimo filme!

Carey Mulligan e Ryan Gosling num ótimo filme!

DRIVE – Quem diria que pudesse haver tanto ódio e fúria dentro de um homem tão quieto, pacato e sereno. Ryan Gosling (O Lugar Onde Tudo Termina e Tudo pelo Poder) vive o personagem sem nome que divide a vida entre o trabalho na oficina mecânica de Shannon (Bryan Cranston, o Walter White da série Breaking Bad e Godzilla), os sets de filmagens onde exerce a função de dublê e em bicos extraoficiais, oferecendo a sua habilidade nos volantes em roubos por Los Angeles. Tudo desenvolvido com muita tranquilidade pelo solitário protagonista em seu modo de andar ou de conversar.

Irene (papel de Carey Mulligan, Não me Abandone Jamais e Inside Llewyn Davis: Balada de um Homem Comum) acrescenta um pouco de calor humano na vida do protagonista. Vizinha dele, ela e seu filho Benício, hora ou outra sempre cruzavam (no corredor ou em um supermercado) o caminho dele e essa constante acabou despertando um interesse emocional entre os dois. Um relacionamento que não foi inteiramente concretizado com a saída de Standard, marido de Irene, da prisão.

A volta de Standard (Oscar Isaac, o protagonista de Inside Llewyn Davis: Balada de um Homem Comum e Robin Hood) também trouxe consigo a violência das ruas, quando ele e sua família passam a ser ameaçados pela gangue que lhe ofereceu proteção na cadeia. Para evitar que o pior aconteça com Irene e Benício, o personagem de Ryan Gosling se dispõe a ajudar Standard a reaver o dinheiro em um assalto que não sai como o planejado e o habilidoso motorista torna-se agora o novo alvo dos bandidos.

Além de um arco narrativo conciso e eficiente dirigido pelas mãos competentes do dinamarquês Nicolas Winding Refn (que repete a parceria diretor-protagonista daqui em Só Deus Perdoa), uma personificação monstruosa (no bom sentido) de Ryan Gosling, a fotografia de Newton Thomas Sigel (da franquia X-Men) retrata brilhantemente a triste trajetória do motorista-dublê: desde o dourado do início do filme que se intensifica quando este conhece Irene, passando pelo tom azulado que as cenas adquirem com a chegada do problemático marido dela até a escuridão da noite que permeia boa parte do desfecho da narrativa. E quando a luz ensaia um retorno à vida do protagonista, isso não ocorre com a mesma intensidade de antes. Isso sem falar na escolha perfeita das canções da trilha sonora que pontuam os grandes momentos da história, assim como os acordes orgânicos e discretos, mas não menos impactantes, de Cliff Martinez (Contágio e O Poder e a Lei).

Aqui, como a própria canção A Real Hero (College) diz, o personagem interpretado por Ryan tentou ser ao seu modo um heroi real, mas ao menos conseguiu ser um bom ser humano.

NOTA: 5/5

Anúncios




O ‘tio’ de Harry Potter morre aos 65 anos

29 03 2013

Ele foi detestado por Harry Potter. Ele foi o responsável por deixar o bruxo mais famoso do cinema e da literatura num espaço minúsculo debaixo das escadas, escondido das visitas e tentou, de todas as maneiras, impedir que Harry frequentasse as aulas no castelo de Hogwarts. Tudo isso em vão.

Apesar de todas as suas ‘vilanices’, o tio Válter Dursley perpetuou-se no imaginário de milhares de fãs de Harry Potter e companhia. Richard Griffiths foi o responsável por dar a vida a este personagem e um dos primeiros a inaugurar na telona uma das mais bem-sucedidas cinesséries do cinema contemporâneo. Os oito filmes Harry Potter, baseados nos livros escritos por J. K. Rowling, levaram dez anos para concluir a saga,  desde 2001 com A Pedra Filosofal até 2011 com a segunda parte de As Relíquias da Morte.

E todos os participantes dessa incrível jornada terão o eterno apreço daqueles que acompanharam a evolução da história ano após ano. E isso não foi diferente com Richard Griffiths, que faleceu ontem (28/03) vítima da complicação de uma cirurgia cardíaca na Inglaterra.

O ator Daniel Radcliffe, o protagonista dos filmes, mas que também trabalhou com Richard na peça Equus, foi um dos primeiros a se manifestar sobre a morte do veterano ator: “Richard esteve ao meu lado em dois dos momentos mais importantes da minha carreira. Tenho orgulho de tê-lo conhecido!”

Britânico, o ator além das participações como tio do Harry Potter também pode ser visto em outras produções de grande bilheteria como Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas e no recente A Invenção de Hugo Cabret.

Mas nada que o impedisse de ser eternamente conhecido como Tio Válter! Fica aqui a homenagem do Universo E! a Richard Griffiths.

richard griffiths

 

RICHARD GRIFFITHS — ✰ 31/07/1947   28/03/2013





ANÁLISE: As Vantagens de ser Invisível

17 11 2012

Se já não são poucos os problemas que enfrentamos na fase da adolescência (e quem já passou por isso sabe), imagine você ser introvertido, tímido, dificultando a criação de novas amizades. Para complicar ainda mais, o início de um novo ano letivo o forçando a ir uma nova escola e ainda carregar dois fortes traumas com tanta pouca idade. Imaginou? Essa é uma rápida descrição do que Charlie (Logan Lerman, Os Indomáveis e Percy Jackson e o Ladrão de Raios), protagonista de As Vantagens de ser Invisível, vem passando.

A apresentação geral da história e dos personagens em si não sai do lugar-comum, usando o velho artifício de narração em off, enquanto as sequências na tela a exemplificam. Recurso bastante utilizado também ao longo da narrativa, quebrando o seu desenvolvimento e dificultando a imersão do espectador na produção.

Em meio a toda essa mudança, Charlie consegue o apoio de um grupo de veterano da escola de ensino médio, os chamados descolados, o acolhendo em seu círculo de amizade. Aqui estão inseridos outros destaques do elenco: Patrick ou o Nada (Ezra Miller, do polêmico Precisamos falar sobre Kevin e Confusões em Família) e Sam (Emma Watson, da cinessérie Harry Potter e do inédito Noah), que durante todas as idas e vindas da história não se sobressaem com seus personagens, principalmente para a atriz que estudou em Hogwarts. Já Ezra tem uma forte presença em tela mais como resquício do problemático Kevin (já citado ali em cima) e menos pelo descolado Patrick.

As Vantagens de ser Invisível traz sem nenhuma ousadia os principais problemas dos adolescentes: o bullying, os primeiros amores, a difícil tarefa de aceitar e ser aceitado num grupo de jovens, a intolerância a homossexualidade, as desilusões amorosas, os esforços nos estudos para se conseguir uma vaga numa boa universidade mesmo não tendo a mínima noção de qual carreira seguir. Ou seja, os mesmos temas inerentes a toda juventude mas já explorados com muita mais habilidade e sensibilidade por outros filmes de semelhança temática anteriormente.

O que não torna o filme de Stephen Chbosky (criador da finada série Jericho) uma experiência tola é o suspense em torno do trauma vivido por Charlie. Toda essa expectativa é criada através de vários flashbacks da infância de Charlie ao longo da trama, demonstrando uma forte afeição a uma tia, e também pela constante preocupação de sua família temendo que o caçula tenha uma recaída e volte a piorar.

A revelação em si é convincente devido as circunstâncias em que ocorreram, tornando-se um fato preponderante para o desencadeamento dos acontecimentos posteriores. E por ter ocorrido justamente na infância de Charlie, isso realmente ganha uma imensa proporção aos olhos de uma criança.

Uma angustiante retrospectiva de imagens da vida do rapaz aliada ao sentimento de perda com a separação iminente dos amigos formandos indicaria um retorno de Charlie à depressão, o que felizmente não ocorre. Isso nada mais é do que fruto do grande aprendizado vivido por ele nesse ano abordado por As Vantagens de ser Invisível, que vem com a pretensão de ser cult, mas não atinge a graciosidade dos representantes desse gênero.

NOTA: 3/5





Um mundo além de Hogwarts

15 11 2011

A s ruas da réplica de Hogsmeade no Universal Studios ficaram um pouco mais autênticas no último fim de semana, com os Weasley e outros bruxos vagueando por lá.

Elenco e equipe de filmagem dos oito filmes da série Harry Potter compareceram ao parque temático do bruxo na Flórida, às vésperas do lançamento em blu-ray e DVD  de Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2, o oitavo filme que encerra a trajetória cinematográfica de 10 anos baseada nos livros de J. K. Rowling.

A atmosfera de uma última despedida ainda não estava muito clara, pois há ainda poucos eventos pottermaníacos marcados no calendário – na Inglaterra no próximo mês de março há a inauguração dos Leavesden Studios que proporcionará aos visitantes uma visita especial a muitos sets de filmagens onde os filmes foram rodados. Há também muita expectativa quanto a um box que reunirá os oito filmes e recheados de material bônus a ser inevitavelmente oferecido aos fãs. Isso, mesmo com a anunciada moratória (quando lojas não podem adquirir determinado filme em DVD/blu-ray de uma distribuidora) da Warner Bros para o ano que vem.

Mas a grande festa realizada em Orlando serviu como uma grande celebração, oferecendo a equipe e atores a possibilidade de refletir o futuro além dos muros de Hogwarts.

Diretor dos 4 últimos filmes de Harry Potter, David Yates

“De certo modo é uma maneira de voltarmos e realizarmos uma última coisa antes da despedida final”, diz David Yates, responsável pela direção dos quatro últimos filmes de Harry Potter. “Você estava completamente imerso, fazendo coisas maravilhosas e outras nem tão maravilhosas assim… Você trabalho nisso com muita intensidade, num ambiente fechado, sem nunca parar. […]Então é um certo alívio chegar ao fim, clarear a mente e de repente perceber que pode fazer outras coisas na vida que não envolvam Hogwarts ou varinhas.”

Então, o que David Yates está procurando fazer em seguida?

“Potter me deu muitas oportunidades, mas nunca me deu a possibilidade de realizar coisas pequenas entre cada filme. E agora quero fazer alguns filmes menores, ao lado de outros de maior visibilidade.”, Yates conclui.

Emma Watson e Rupert Grint em cena de Harry Potter

É esse mesmo caminho que Rupert Grint parece querer seguir daqui para frente. Lançado a fama por interpretar Rony Weasley desde os 11 anos de idade, o ator com agora com 23 anos, quer aproveitar a chance e ramificar os seus trabalhos para um lado mais independente, alternativo, como o realizado em Lições da Vida (em 2006) e Cherry Bomb (2009).

“Foi muito divertido fazer e descobrir como são feitos esses outros tipos de filmes. Quero sair dessa bolha [do Harry Potter] e explorar esse caminho. Estou muito empolgado!”, conta ele.

 

Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2 tem lançamento previsto para o dia 24 de novembro e chegará as lojas e grandes magazines em diversos formatos, listados a seguir:

  • DVD duplo;
  • Blu-ray duplo;
  • Combo blu-ray 3D + cópia digital + DVD de Harry Potter 7.2 (mesmo combo disponível para Ano 7 – parte 1);
  • Blu-ray Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 1 e 2;
  • Box blu-ray Harry Potter Anos 1 ao 7 parte 2 – 9 discos;
  • Box DVD Harry Potter Anos 1 ao 7 parte 2 – 9 DVD’s;

 








PALPITEIRO BRASILEIRO

Campeonato dos Palpiteiros - Temporada 2019

Blog do Renato Nalini

Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ex-Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. Atual Reitor da UniRegistral. Palestrante e conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

Abraccine - Associação Brasileira de Críticos de Cinema

Site com atividades e informações sobre a associação que reúne profissionais da crítica cinematográfica de todo o Brasil

Sinfonia Paulistana

um novo olhar

%d blogueiros gostam disto: