ANÁLISE: Jogos Vorazes – Em Chamas

24 11 2013

Um ano após a 74ª edição dos Jogos Vorazes onde o distrito 12 saiu, excepcionalmente, com dois vencedores, Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence, O Lado Bom da Vida e Inverno da Alma) tenta trazer sua vida de volta a normalidade. Isto é, convencer Gale Hawthorne (Liam Hemsworth, Os Mercenários 2 e Conexão Perigosa)  que todo o suposto romance vivido no longa anterior com Peeta Mellark (Josh Hutcherson, Minhas Mães e Meu Pai e Ponte para Terabítia) não passou de uma armação. Convincente, mas pura encenação.

Com o temor de que a ousadia de Katniss na final dos jogos vorazes visto no longa anterior despertassem um levante popular nos distritos  contra a Capital, o presidente Snow (Donald Sutherland, Um Amor de Tesouro e Cold Mountain) visita pessoalmente a jovem para se assegurar, que tanto ela quanto Peeta, continuem a transmitir mutuamente ao público o suposto amor deles e a fidelidade destes à Capital durante a Turnê dos Vitoriosos que está prestes a se iniciar, onde o casal passaria por todos os distritos. Para se assegurar que a mensagem trazida por ele seja assimilada e obedecida por eles (certo de que o casal possui grandes problemas em obedecer ordens), o presidente Snow ameaça formalmente a integridade física da família de Katniss assim como a (pouca) estabilidade econômica do distrito 12, visando num futuro não muito distante, a extinção desse distrito.

No início da Turnê, ambos os jovens tem dificuldade em transmitir ao público a ideia do amor verdadeiro que deveria existir entre eles. Ciente disso, Peeta sugere a Katniss que eles pudessem pelo menos tornar-se bons amigos e quem sabe, conhecendo-se intimamente, a tarefa de mentir em cadeia nacional fosse um pouco mais fácil de ser realizada. A passagem dos dois vencedores pelos distritos mostra o forte controle da Capital na viagem. Se o público presente nos discursos demonstrassem qualquer tipo de apoio aos representantes do distrito 12, estes eram sumariamente executados, sem dó e nem piedade. Da mesma forma que os textos forjados e preparados pela extravagante Effie Trinket (Elizabeth Banks, O que Esperar Quando Você está Esperando? e a primeira trilogia de Homem-Aranha) – e que seguiam as recomendações de Snow – eram rapidamente vaiados no momento da leitura pelo público. A manipulação do povo não estava mais funcionando como antes.

Ou seja, a Turnê dos Vitoriosos não conseguiu atingir o objetivo do presidente, que era diminuir a representação de esperança que a população mais pobre de Panem projetava na personagem de Jennifer Lawrence. Como Snow tem a maior brevidade possível de eliminar essa visão para baixar os ânimos revoltosos contra a Capital, ele precisa, de uma forma ou de outra, eliminá-la desse cenário. Como? Partindo para um segundo plano…

Para tanto, as regras para a 75ª edição dos Jogos Vorazes são alteradas propositalmente. Para edição especial que também celebra o terceiro Massacre Quaternário (que ocorre a cada 25 anos), os tributos oferecidos pelos distritos só poderiam ser escolhidos entre aqueles que já venceram os Jogos Vorazes anteriormente. No caso do distrito 12, a escolha limita-se apenas a Katniss no lado feminino, enquanto no masculino o indicado seria entre Haymitch (Woody Harrelson, Truque de Mestre e Onde os Fracos Não Tem Vez) e Peeta, onde o último voluntaria-se no lugar do primeiro para ser o tributo na nova edição.

A insatisfação geral só aumenta contra o governo central de Panem com essas alterações impopulares em relação aos jogos, que passa a contar com Plutarch Heavensbee (Philip Seymour Hoffman, O Homem que Mudou o Jogo e Antes que o Diabo Saiba que Você está Morto) como idealizador-chefe, sucessor de Seneca Crane (Wes Bentley, Imortal e Beleza Americana). Tudo por vontade, pressão e interferência direta do presidente Snow. Se tais atitudes provocam a ira da população, a decisão de convocar os ex-vencedores passa a opor também os participantes contra o presidente.

Se no primeiro filme nós tivemos uma noção de como a organização dos Jogos Vorazes interfere sistematicamente na arena onde os massacres são realizados, em Jogos Vorazes: Em Chamas essas influências são covardemente realizadas com a clara intenção de eliminar Katniss da disputa com obstáculos e desafios ainda mais perigosos e mortais como: a névoa venenosa, os macacos selvagens extremamente raivosos, o próprio calor insuportável do ambiente que oferece pouca ou nenhuma água potável aos participantes, além dos próprios tributos adversários com o qual o distrito 12 não conseguiu construir aliança no jogo. A mecânica com que a organização inseria tais armadilhas na arena é logo compreendida pelo grupo constituído por Katniss, Peeta, Finnick Odair (Sam Claflin, Branca de Neve e o Caçador e Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas), Johanna Mason (Jena Malone, Na Natureza Selvagem e Sucker Punch: Mundo Surreal) e o nerd Beetee (Jeffrey Wright, Contra o Tempo e 007: Quantum of Solace). O nerd, a exemplo da última vez que ganhou os jogos, também planeja eliminar eletrocutando seus adversários com ajuda dos novos amigos.

Vindo de uma grande narrativa, apostando grande parte dela no lado político da trama dos livros da escritora Suzanne Collins (que inclusive participa dos roteiros adaptados dos longas), diferentemente de muitas outras obras destinadas ao público juvenil atualmente, Em Chamas também seus grandes méritos ao atingir elegantemente o seu ápice com uma grande reviravolta em seus atos finais. Primeiro, surgem os chamados ‘gaios tagarelas’ que reproduzem as vozes humanas e trazem, principalmente, para Katniss e Finnick, os lamentos e os pedidos de socorro de pessoas próximas a eles em seus respectivos distritos, insinuando o possível caos que presidente Snow possa ter causado por lá, chegando a grande revelação final, um excelente gancho para as duas próximas continuações: a escolha natural de Katniss Everdeen como o tordo da revolução que vinha sendo sorrateiramente construída muito antes do início da 75ª edição dos jogos, contando inclusive com a participação do idealizador-chefe Plutarch e de metade dos tributos convocados, além de se vingarem agora da aniquilação do distrito 12.

Jogos Vorazes: Em Chamas faz jus a hype criado em torno do seu lançamento, sendo apontado desde o ano passado como um dos filmes mais aguardados de 2013, fruto não apenas da direção aqui de Francis Lawrence, mas também do material original de adaptação. Entre os principais acertos desse segundo longa podemos destacar a correta postura Francis em recorrer mais vezes ao lindo hino-tema composto James Newton Howard (que repete com o diretor a parceria de outros filmes como Água para Elefantes e Eu Sou a Lenda) para pontuar cenas empolgantes aqui e o visual dos bonecos imaginários a laser utilizados no centro de treinamento. Mesmo que seja de fácil questionamento o fato do porquê a população de Panem esperou esses longos 74 anos para se rebelarem contra a realização de algo absurdo que são os ditos jogos vorazes (estavam esperando pela Jennifer Lawrence, de certo), não há como negar a qualidade dos dois filmes que a trama rendeu até aqui e as nossas melhores expectativas para que esse fato se repita com as estreias vindouras de Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 e Parte 2.

NOTA: 5/5

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ANÁLISE: O Grande Gatsby

9 07 2013

O Grande Gatsby demonstra como o amor pode exercer forte influência na vida de alguém tanto para o bem, quanto para o mal. Como amor pode te levar a conquistar algo incrível, mas também pode te levar ao completo fracasso, ao desperdício de uma vida.

Narrado a partir do ponto de vista de Nick Carraway, um personagem que sofre com a apatia em tela de Tobey Maguire (da trilogia Homem-Aranha e Entre Irmãos), que não transmite qualquer tipo de energia à ele com uma atuação extremamente apagada e esquecível e isso acaba influenciando diretamente a fraca primeira metade do longa de Baz Luhrmann (Moulin Rouge – Amor em Vermelho e Austrália), sem fascinar o espectador sobre sua história de vida, contaminando assim toda a obra.

Em uma histérica Nova York de 1922 com sua elite nadando à grandes braçadas em rios de dólares, Nick nos apresenta um casal de conhecidos seus: Daisy (Carey Mulligan, Drive e Não me Abandone Jamais) e Tom Buchanan (Joel Edgerton, A Hora mais Escura e na animação A Origem dos Guardiões) que sofrem com a falta de amor no relacionamento – agravado pelo caso latente de traição do marido, até receber o inesperado convite para uma das espetaculares festas realizadas na mansão vizinha à sua residência. Mansão onde residia, claro, Gatsby. Essa demora em revelar o personagem principal (que não era segredo algum para os espectadores mais antenados) só prejudica o filme ao deixar a responsabilidade de condução da história sobre os ombros de Maguire.

O repentino carisma que Jay Gatsby (Leonardo DiCaprio, A Origem e Os Infiltrados) passa a demonstrar por Nick, seu ‘old spot’, ocorre por puro interesse pessoal: se aproximar por Daisy, o grande amor de sua vida. Não só se tornar amigo íntimo de Nick, mas as festas promovidas por ele, a mansão escolhida estrategicamente, o seu estilo de vida, tudo o que diz respeito a Gatsby é de tal forma com o único intuito de ter novamente Daisy em seus braços, o que a vida e o seu passado humilde não permitiram.

Embora megalomaníaco, o plano de Gatsby chega muito próximo de seu objetivo e só não atinge o sucesso por sua culpa e de seu orgulho e a forma como isso é demonstrado no filme é decepcionante: ou devido a história original (de autoria de F. Scott Fitzgerald com a qual não tive contato anteriormente), ou por erro de adaptação mesmo. Mas como dizem, o filme tem que caminhar por si mesmo, acredito muito na última opção.

Se a história quase não rende, figurino e direção de arte são bastante elogiáveis ao retratar os modos e cotidiano americano da década de 20 – enquanto o primeiro não perdeu a oportunidade de realizar um belíssimo trabalho nas cenas de festas na grande residência de Gatsby ao vestir os inúmeros convidados, o segundo sabe contrastar muito bem o velho com o novo: nesse caso os logotipos em preto-e-branco no início do longa com a tecnologia em 3D. Já a forma de se abordar o aspecto das três dimensões ao longo da narração é completamente equivocada com os movimentos bruscos de câmera (mais clichê que isso, impossível) que não condizem com a história contada.

Nota-se, portanto, que o fraco O Grande Gatsby é um grande conjunto de escolhas e decisões equivocadas sendo poucos os pontos realmente positivos a serem apontados e com grande dificuldade em estabelecer sua trama, pecando tanto na construção de um possível clássico cinematográfico (estigma que a obra original carrega), quanto em colocá-lo como um filme moderno porque até os seus diversos efeitos especiais também falham, por exemplo, na construção dos cenários externos da Nova York da época. Tantas incongruências na história deixam dúvidas nessa análise também: O Grande Gatsby é um filme ruim com poucos detalhes positivos ou um filme mediano com vários pontos negativos?

NOTA: 2/5





ANÁLISE: O Espetacular Homem-Aranha

22 07 2012

O Espetacular Homem-Aranha recria novamente todo o universo do super-herói a partir do momento em que, fugindo de uma terrível ameaça, os pais de Peter Parker o deixam, ainda criança, morando com os tios para nunca mais voltarem.

Já adolescente, vemos toda a dinâmica do bom relacionamento de Peter com os tios Ben e May; a sua timidez atrapalhando o cotidiano escolar e uma suposta aptidão por zelar pelo bem-estar do outros. Aqui o diretor Marc Webb ( (500) Dias com Ela) não sai do lugar-comum, apresentando uma seqüência episódica para exemplificar tais passagens da vida do futuro herói aracnídeo, demorando em captar o interesse do espectador. Por ser posterior uma trilogia recente do personagem (cinematograficamente falando), essa adaptação deveria ter uma preocupação maior com a forma como a história seria contada e aqui não houve ousadia nenhuma nessa sentido.

Tudo no início ocorre de maneira muito correta. Ao encontrar antigas pesquisas do pai, Peter Parker acaba chegando à empresa Oscorp, onde pesquisas genéticas estavam sendo desenvolvidas e que poderiam modificar completamente o rumo da Humanidade caso viessem a se concretizar. Para tanto, haveria a necessidade de uma fórmula secreta que se encontrava nas anotações de seu pai, o chamado algoritmo do decaimento. Nas dependências da Oscorp é que Peter Parker adquire seus poderes ao ser picado por uma aranha geneticamente modificada e é nesse mesmo local, que inocentemente, ele fornece a solução matemática de seu pai ao doutor Curt Connors (Rhys Ifans, Um Lugar Chamado Notting Hill e Elizabeth: A Era de Ouro), abrindo assim para o inimigo da vez: o Lagarto.

No núcleo familiar dos Parker temos uma sólida interpretação de Martin Sheen (da produção televisiva West Wing e Os Infiltrados)  como tio Ben, substituindo a figura paterna de Peter e sua relação com a tia May (Sally Field, também bastante conhecida da TV por Brothers & Sisters e Forrest Gump) nos momentos em que contracenam juntos: um casal de meia-idade muito palpável, demonstrando realmente que passaram por muita coisa juntos. Nota-se que isso funciona perfeitamente quando a emoção aflora naturalmente no momento de seu assassinato. Com o conhecimento prévio do desenrolar da história não deixamos de sentir o baque dessa terrível perda.

São nesses momentos de dor que Andrew Garfield (A Rede Social e Não me Abandone Jamais) atinge a sua melhor atuação como o novo Homem-Aranha, ainda mais quando este está envolvido indiretamente na morte do tio. Enquanto vive desconfortavelmente um Peter Parker jovem, nerd e tímido, o ator não atinge a sutileza necessária para transpassar corretamente esse perfil do personagem. Nas cenas bem-humoradas o ator se sai bem nos momentos em que divide o argumento com alguém (principalmente nos momentos que envolvem a família Stacy) e tem um desempenho pouco satisfatório no sarcasmo característico quando o herói aracnídeo encontra-se sozinho, falando consigo mesmo.

O bom humor, por sua vez, é muito bem empregado nas ações ilustrativas para a chegada dos poderes de Peter. Seja no banheiro de casa, enfrentando o valentão na escola ou dentro do metrô, tais cenas além de atingirem o propósito de mostrar ao espectador os poderes do personagem-título também confere rapidez e agilidade à narração.

Uma grande falha do roteiro é sua tentativa de estabelecer precocemente esse Homem-Aranha como um grande mito, quando na verdade ele ainda não mostrou a que veio. Nós ainda não sabemos a capacidade, a habilidade, a inteligência desse Peter Parker e se realmente ele merece ser acompanhado pela imponente trilha sonora de James Horner quando este veste o seu uniforme pela primeira vez. Aí é válido o questionamento: “Peraí, ele ainda não se tornou o Batman de Christopher Nolan para ter essa imponência toda!”.

Agora quando essa mesma trilha é utilizada na ótima sequência envolvendo as gruas, ali sim ela atinge corretamente seu propósito, uma vez que já observamos as dificuldades com que o Homem-Aranha enfrentou e a sua disposição e coragem para continuar lutando, não só para defender a sua amada, mas também toda a cidade e impedir as más intenções de Lagarto. Apesar de que este plano fora desvendado facilmente no subsolo de Nova York, com o roteiro e o vilão não impondo nenhuma dificuldade significativa ao mascarado, sendo raros os momentos em que sentimos alguma aflição. Tanto que só constatávamos certa dificuldade através dos ferimentos cada vez maiores testemunhados por Tia May quando Peter retornava para casa.

Gwen Stacy, personagem de Emma Stone (Histórias Cruzadas, Zumbilândia) funciona no mínimo, corretamente, já que o seu papel não tem muita relevância no desenrolar da história, se limitando apenas a ser o par romântico do protagonista e a razão da batalha final no prédio da Oscorp, pois está justamente ali para auxiliar o herói, criando o antídoto (outro clichê), local onde Lagarto pretende por em prática o seu plano maquiavélico.

Se foi razoável em toda a sua execução, o roteiro de O Espetacular Homem-Aranha oferece, com muita eficiência, um gancho formidável para sua continuação, mesmo que este se baseie naquilo que foi pouco desenvolvido anteriormente: o relacionamento de Peter Parker e Gwen Stacy e a impossibilidade desse romance tornar-se algo maior, não só pelas grandes responsabilidades que irão surgir na vida do Homem-Aranha, mas também pela sua promessa junto ao capitão Stacy. Aqui sim temos alguma ansiedade em relação ao desenrolar da história, onde Prometheus falhou absurdamente!

O Espetacular Homem-Aranha tem suas falhas mas consegue, ao seu modo, recriar o universo do aracnídeo, não elevando o super-herói a um novo patamar. Essa franquia não será para o Homem-Aranha aquilo que a trilogia de Christopher Nolan foi para o Batman!

NOTA: 3/5

 

 





A pré da pré-estreia

2 07 2012

Já não chega a exploração das distribuidoras brasileiras em programar para as pré-estreias de 00h01 apenas sessões 3D (legendadas ou nas abomináveis sessões dubladas), agora elas batem sem dó na cara de seus fiéis espectadores. A mais absoluta verdade porque quem está disposto a ir numa sessão a meia-noite é o mais fiel cliente que as redes de cinema tem!

Além da pré-estreia, resolveram criar a pré da pré-estreia, enganando de uma forma extremamente baixa aquelas pessoas que garantiram, com quase um mês de antecedência, o seu lugar na sessão da virada da noite, achando que seriam os primeiros a ter contato com a respectiva produção, pois há essa ‘inveja boa’ de ser um dos primeiros a conferir um longa, algo inerente aos apaixonadas e aficionados por cinema.

Uma semana antes da estreia oficial, numa pura jogada de marketing e sem um mínimo respeito ao consumidor, essa tal distribuidora decide agendar outras sessões nos três dias que antecedem a estreia de O Espetacular Homem-Aranha, muito tempo após o início das vendas para a pré-estreia do primeiro minuto de sexta-feira. Um verdadeiro absurdo! Por que eles acham realmente se houvesse essas duas opções bem antes, eu escolheria a de meia-noite, com tantos horários disponíveis e regulares e BEM antes da abertura de sexta-feira?!

Um acessório indispensável para essa falsa pré-estreia é o nariz de palhaço, não é mesmo Columbia Pictures?





Vem aí o MTV Movie Awards 2012

27 05 2012

Com a chegada da metade do ano tem se a impressão que os grandes prêmios voltados para os filmes de 2011 terminaram. Mas está enganado quem pensa assim. No próximo domingo, dia 03 de junho, é o MTV Movie Awards 2012 quem encerra de uma vez por todas mais essa temporada da Sétima Arte.

No lugar do Globo e do ‘homenzinho’ dourado entra a Pipoca Dourada, um troféu muito bem escolhido para retratar a cerimônia, um reinado para os filmes blockbusters, os chamados filmes pipocas. Longas como O Artista ou aqueles de Lars von Trier ou de Woody Allen passam bem longe da festa.

Por outro lado, o MTV Movie Awards serve muito bem como vitrine para a temporada dos grandes filmes do verão americano. Com certeza não faltarão spots comerciais sobre os grandes lançamentos dos próximos meses: Homem-Aranha, o último Batman de Christopher Nolan, a segunda parte de Amanhecer que encerra a saga Crepúsculo certamente terão o seus merchandising no domingo que vem.

De qualquer forma podemos ver que de todos os males, os indicados aos prêmios nesse ano melhoraram significativamente em relação às cerimônias anteriores: ou a organização do eventos soube muito bem escolher os indicados desse ano, delimitados claro, pelo público alvo da festa; ou 2011 teve poucas porcarias sendo lançadas na telona.

Toda a festa estará sob o comando do ator britânico e comediante Russell Brand (O Pior Trabalho do Mundo e Meu Malvado Favorito), mas mais conhecido pela alcunha de ex-Katy Perry. Ele já prometeu um show mais impressionante que Os Vingadores! “Com sua incrível capacidade de abranger todo o espectro da comédia, do mais sofisticado ao mais rasteiro, o humor inteligente e imprevisível de Russell se conecta de maneira ímpar com nosso público”, afirmou o presidente da MTV Stephen Friedman a Reuters Brasil.

Como podemos ver nas indicações abaixo, o MTV Movie Awards 2012 tem Jogos Vorazes e Missão Madrinha de Casamento como os grandes destaques e recorda ainda filmes como Super 8, Drive e 50% que passaram despercebidos das outras grandes premiações. Vamos a lista dos indicados:

MELHOR FILME

  • A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1
  • Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2
  • Histórias Cruzadas
  • Jogos Vorazes
  • Missão Madrinha de Casamento

MELHOR ATRIZ

  • Emma Stone, Amor à Toda Prova
  • Emma Watson, Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2
  • Jennifer Lawrence, Jogos Vorazes
  • Rooney Mara, Millenium – Os Homens que não Amavam as Mulheres
  • Kristen Wing, Missão Madrinha de Casamento

MELHOR ATOR

  • Joseph Gordon-Levitt, 50%
  • Ryan Gosling, Drive
  • Daniel Radcliffe, Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2
  • Josh Hutcherson, Jogos Vorazes
  • Channing Tatum, Para Sempre

MELHOR ELENCO

  • Anjos da Lei
  • Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2
  • Histórias Cruzadas
  • Jogos Vorazes
  • Missão Madrinha de Casamento

MELHOR REVELAÇÃO

  • Shailene Woodley, Os Descendentes
  • Liam Hemsworth, Jogos Vorazes
  • Rooney Mara, Millenium – Os Homens que não Amavam as Mulheres
  • Melissa McCarthy, Missão Madrinha de Casamento
  • Elle Fanning, Super 8

MELHOR PERFORMANCE PESADA

  • Anjos da Lei – Johan Hill e Rob Riggle
  • Drive – Ryan Gosling
  • Missão Impossível: Protocolo Fantasma – Tom Cruise
  • Missão Madrinha de Casamento – Kristen Wiig, Maya Rudolph, Rose Byrne, Melissa McCarthy, Wendy McClendon-Covey e Ellie Kemper

MELHOR TRANSFORMAÇÃO NA TELA

  • Johnny Depp, Anjos da Lei
  • Rooney Mara, Millenium – Os Homens que não Amavam as Mulheres
  • Elizabeth Banks, Jogos Vorazes
  • Collin Farrell, Quero Matar o meu Chefe
  • Michelle Williams, Sete Dias com Marilyn
MELHOR ATUAÇÃO CÔMICA
  • Johan Hill, Anjos da Lei
  • Zach Galifianakis, Se Beber Não Case – Parte 2
  • Kristen Wiig, Missão Madrinha de Casamento
  • Melissa McCarthy, Missão Madrinha de Casamento
  • Oliver Cooper, Projeto X – Uma Festa Fora de Controle
MELHOR MÚSICA
  • ‘Parthy Rock Anthem’, LMFAO (Anjos da Lei)
  • ‘A Real Hero’, College with Electric Youth (Drive)
  • ‘The Devil is in the Details’, Chemical Brothers (Hanna)
  • ‘Impossible’, Figurine (Like Crazy)
  • Pursuit of Happiness, Kid Cudi remix de Steve Aoki (Projeto X – Uma Festa Fora de Controle)
MELHOR BRIGA
  • Channing Tatum & Johan Hill vs Kid Gang, Anjos da Lei
  • Tom Hardy vs Joel Edgerton, Guerreiro
  • Daniel Radcliffe vs Ralph Fiennes, Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2
  • Jennifer Lawrence & Josh Hutcherson vs Alexander Ludwig, Jogos Vorazes
  • Tom Cruise vs Michael Nyqvist, Missão Impossível: Protocolo Fantasma
MELHOR BEIJO
  • Robert Pattinson & Kristen Stewart, A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1
  • Ryan Gosling & Emma Stone, Amor à Toda Prova
  • Rupert Grint & Emma Watson, Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2
  • Jennifer Lawrence & Josh Hutcherson, Jogos Vorazes
  • Channing Tatum & Rachel McAdams, Para Sempre
MELHOR PERSONAGEM IDIOTA
  • Bryce Dallas Howard, Histórias Cruzadas
  • Jon Hamm, Missão Madrinha de Casamento
  • Oliver Cooper, Projeto X – Uma Festa Fora de Controle
  • Colin Farrell, Quero Matar meu Chefe
  • Jennifer Aniston, Quero Matar meu Chefe




Pequena amostra de 2012

7 05 2012

O seu fim de semana terminou agora e você já está desanimado por ter que enfrentar uma semana inteira pela frente de trabalho? Pois o Universo E! preparou uma lista especialmente para você com uma pequena amostra do que os cinemas reservam neste 2012 e olhe que não é pouca coisa não!

Confira agora os trailers dos lançamentos mais esperados para esse ano! Quem sabe a ansiedade provocada por essas superproduções não anime um pouco os dias, as semanas e os meses que teremos pela frente até as estreias de cada um deles!

Boa semana!

PROMETHEUS

 

O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA

 

BATMAN: O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE

 

OS MERCENÁRIOS 2

 

A SAGA CREPÚSCULO: AMANHECER – FINAL

 

O HOBBIT: UMA JORNADA INESPERADA

 

Para as  considerações finais, ainda teremos: 007 – Operação Skyfall e Resident Evil 5: Retribuição. E você? Tem outra estreia que aguarda desesperadamente e não está listada aqui? Compartilhe conosco nos comentários!





ANÁLISE: Melancolia

19 04 2012

Imagens aparentemente sem nexo são exibidas em câmera lenta durante o início da projeção de Melancolia: um eclipse, um belo jardim, um rosto de mulher, todos acompanhados por uma imponente trilha sonora.

Por ser meu primeiro contato com a filmografia do diretor Lars von Trier (Dogville, Anticristo), os primeiros momentos da parte um do filme, focada em Justine (papel de Kirsten Dunst, da trilogia Homem-Aranha) revelou-se uma grata surpresa pelo bom humor do incidente da limusine.

O elegante carro estrada acima conduzia a trama para a festa de casamento de Justine com Michael (Alexander Skarsgard, da série True Blood e do inédito Battleship – Batalha dos Mares), que conta com a presença da excêntrica família de Justine. A anfitriã e irmã de Justine, Claire (Charlotte Gainsbourg, repetindo sua parceria com Lars von Trier após Anticristo), juntamente com o marido (Kiefer Sutherland, o eterno Jack Bauer de 24 Horas e do fraco Espelhos do Medo), empenham-se ao máximo em dar fluidez ao evento, embora os pais delas sempre encontrem formas de acabar com o clima harmonioso do ambiente. Resultado: uma festa completamente atípica que, inexplicavelmente, passa também a contar com a colaboração da noiva.

Por outro lado, é ao chegar ao local, que Justine se depara com uma estrela vermelha de brilho intenso, aparentemente sem importância. Inexplicavelmente, a noiva começa a destruir aos poucos a excelente vida que construíra até então: além de agir com completo desinteresse pela festa da qual é a personagem principal, ela perde seu recente marido, que tentou aqui de todas as formas contornar a situação de forma amigável e dirige-se ao seu patrão com várias ofensas, garantindo prontamente sua demissão da empresa.

Como personagem principal do segundo ato, Claire abriga agora a sua irmã, muito debilitada, em sua mansão de campo.  Além de ter que pedir ajuda da irmã por celular para pegar um táxi, Justine já não consegue mais tomar banho sozinha, precisa de ajuda para se alimentar e para se vestir.

Durante essa segunda parte que tomamos conhecimento do planeta Melancolia, a tal estrela vermelha vista durante a festa de casamento, que está fora de órbita e em rota de colisão com o sistema solar. Temerosa do que possa ocorrer, Claire é tranquilizada pelo marido, convicto de que a passagem de Melancolia próxima a Terra não seria nada além de um belo espetáculo astronômico, visto que o planeta já passara por Mercúrio e Vênus sem maiores problemas.

Uma câmera inquieta, nervosa, extremamente oscilante até mesmo em momentos mais calmos, traduz muito bem a ansiedade que a trama constrói muitíssimo bem através da aproximação de Melancolia e sua aparente influência no comportamento de Justine.

Melancolia chega num nível impressionante de tensão após a primeira grande passagem do planeta. Se antes o diretor já nos informara indiretamente sobre a fatal ‘dança da morte’, sabemos o quão falso é o alívio de Claire quando Melancolia se afasta da Terra. Contraditório nesse momento os pensamentos das duas irmãs, já que é justamente Justine quem sabe de antemão o derradeiro final que as aguardam, demonstrando maior lucidez quando deveria ser exatamente o contrário.

A engenhosidade de Lars von Trier é reconhecida pelo modo como prende o espectador na sua narração, por Melancolia abordar a magnitude desse evento numa escala extremamente diminuta, ignorando por completo as conseqüências para o resto da Humanidade.

E para encerrar triunfalmente o filme, contamos mais uma vez com a imponente (não há outro adjetivo para descrever a) trilha sonora, que cria uma aflição anormal até o choque definitivo entre os planetas. Só aí percebemos o quanto somos pequenos e insignificantes diante da imensidão do universo. Somos tão frágeis quanto uma cabana precária feita de troncos finos.

Assim, chegamos ao fim da humanidade, um estado de absoluta melancolia, na mais profunda escuridão e na mais enlouquecedora quietude.

NOTA: 5/5





ANÁLISE – Não me Abandone Jamais

23 07 2011

No último século foram inegáveis os avanços da medicina, elevando a expectativa da vida humana a casa de 100 anos. Se antes uma tuberculose era considerada fatal, hoje um portador do vírus HIV pode conviver sem dificuldade com a doença sem manifestá-la, através dos coquetéis de medicamentos.

Alguns orfanatos, internatos espalhados pela Inglaterra em meados do século XX escondiam uma terrível realidade. E um desses internatos era Hailshaw, cujos alunos órfãos realizavam atividades comuns no que parecia ser uma instituição comum: jogavam bola, desenhavam, almoçavam e dormiam. Tudo sob a tutela de professoras conservadoras que exigiam a máxima disciplina.

Nada mais natural que próximo aos seus 10, 11 anos, surgissem os primeiros sinais de afetividade entre os alunos, afinal eram meninos e meninas convivendo diariamente. Embora com o convívio não demonstrassem infelicidade e angústia, o espectador não poderia dizer o mesmo, pois sempre lhe é apresentado um ambiente triste, cinzento, reforçado por um edifício histórico muito bem preservado (interna e externamente), mas sem cor ou vida. Por viverem ali e não gozarem da liberdade existente além da cerca do orfanato, as crianças não experimentavam essa tristeza que nos acometia.

Em especial nesse grupo tínhamos duas garotas: Kathy e Ruth. A primeira, inteligente, demonstrava um carinho por um certo menino, Tommy, que por não possuir nenhuma aptidão para os esportes ou para as artes, era sempre preterido pelos colegas, causando-lhe acessos de raiva. Assim, o amparando, que Kathy ensaia uma aproximação junto ao garoto, que aceitava e confiava na nova amizade. Amizade não interrompida após uma investida certeira de Ruth, que logo iniciou o namoro com o garoto.

Coube a uma nova orientadora do internato revelar o que de tão estranho havia naquele ambiente – para nós e para os alunos. Diferente da maioria das crianças que chegariam a fase adulta e poderiam assim realizar seus sonhos, os alunos de Hailshaw teriam um ciclo de vida bem mais curto, bem mais breve, já que sua ‘criação’ era destinada, quando mais velhos, a doação de órgãos. É notório que diante dessa revelação os trabalhos da senhorita em questão foram dispensados.

Uma atrocidade para nós – crianças sendo tratadas como gado -, os alunos ficam indiferentes diante do fato, seguindo para a vida adulta como se tudo isso fosse normal e não houvesse mais nada a fazer a não ser esperar pacientemente os dias da 1ª, 2ª e da 3ª cirurgia de doação. Cirurgias que degradavam e tiravam suas vidas lenta e cruelmente. Nessa fase que entram rostos conhecidos na história: os adultos Tommy (Andrew Garfield, o novo Homem-Aranha e de A Rede Social), Ruth (Keira Knightely, A Duquesa e Piratas do Caribe) e Kath (Carey Mulligan, de Orgulho e Preconceito).

Em meio a tanta crueldade, ainda a tempo para a redenção de Ruth. Arrependida, ela confessa que fez o que fez por inveja da amiga e agora quer reaproximar os dois amigos como deveria ter acontecido anos atrás. Para tanto, Ruth tenta utilizar o artifício do adiamento das doações: assim como ela, Tommy estava na segunda doação (e incrivelmente bem, pois é rara a sobrevivência após a primeira). Kathy como cuidadora dos doadores, uma espécie de enfermeira, ainda não teve suas doações agendadas. Mas na realidade esse adiamento nunca existiu, ou seja, o futuro de Ruth e Tommy não mudaria em nada, a respectiva terceira doação viria como o planejado. E as duas cirurgias foram acompanhadas por Kathy.

Duas semanas depois do falecimento de sua eterna paixão, foi programada a primeira doação de órgãos dela. E como os outros dois, ela não pretendia escapar dessa realidade, ainda mais agora.

NOTA: 5/5





Adaptação – cinema 2.0

22 07 2011

Hollywood de tempos em tempos, lança modismos para manter o interesse do público em pagar ingressos caros e conferir os super lançamentos no cinema.

Tivemos a onda de produções baseadas em super heróis (bem feitas e com o mínimo de respeito pela obra original, para deixar bem claro). Onda iniciada pelo Homem-Aranha.

Simultaneamente à exploração desse filão veio o lançamento das continuações. O apelo do público dizia qual franquia explorar ou não. Raras vezes durante a década de 90 tivemos algum filme com ‘título tal’ 2 ou 3. Após o ano 2000 ficou comum encontrarmos caratzes nos cinemas cujos títulos de filmes eram sucedido por um algarismo: Piratas do Caribe, X-Men, Shrek, Resident Evil, Jogos Mortais, A Era do Gelo, Transformers, etc. E com sucesso de cada franquia tornou-se possível o investimento na nova arma de Hollywood contra a pirataria: as exibições em 3D.

Da mesma forma, aumentou a frequência de chegar aos cinemas histórias oriundas das páginas de livros. Tão comum que muitas vezes, os livros são (re)lançados conjuntamente com suas versões em películas.

Nas adaptações que vou me reter agora. Se já se tornou usual a escrita de um roteiro de cinema a partir de um livro, agora surge uma nova tendência criada pelos estúdios para os próximos lançamentos – a divisão da adaptação em duas partes.

Essa repartição elimina de um lado, aquilo que os fãs mais conservadores de uma determinada publicação mais reclamam: os cortes e as mudanças indesejadas na história original para uma melhor adequação às telonas. Mais tempo de filme, mais espaço para se manter fiel às páginas do livro.

Por outro lado, essa possibilidade a mais pode resultar em longas, se não mal feitos, vazios e desinteressantes para o espectador comum. Muito do que funciona perfeitamente nos livros, não mantem a mesma eficácia nas telas. Relíquias da Morte, último livro da saga Harry Potter e dividido em duas partes (esclareço logo que não foram ruins no seu todo) poderia condensar melhor sua história em um único filme, mais longo é claro, porém mantendo o excelente nível atingido em Enigma do Príncipe e não oscilando da forma que ocorreu entre a parte 1 e 2.

De minha parte, ficaria receoso se O Retorno do Rei, dividido em duas partes, alcançasse a qualidade que possui hoje. E por falar na trilogia de Peter Jackson, depois de O Senhor dos Anéis, o diretor voltará a Terra-média adaptando o prelúdio da guerra do Anel, O Hobbit, em duas partes.

Também na lista de lançamentos futuros em duas partes, figura o último volume da saga Crepúsculo: Amanhacer, cuja história será dividida em dois filmes.

Ainda é muito cedo para afirmar o sucesso dessa nova tendência e se ela funcionará ou não. Financeiramente, claro que é uma ótima aposta dos estúdios e os mais de US$ 480 milhões dos três primeiros dias de Harry Potter 7.2 estão aí para comprovar. Mas e em qualidade? Essa divisão 2.0 será revertida em produções relevantes para o cinema?

Bem, aí só as estreias futuras dirão.





2012 e Lua Nova dominam exibições

21 11 2009

Com a estreia do mega sucesso Lua Nova, a segunda parte da saga Crepúsculo, nos cinemas nesta sexta, dia 20, os multiplex’s por todo o Brasil estão dominados por dois blockbusters: além do longa de Robert e Bella, o apocalipse de 2012.

Juntos representam, em alguns complexos, 80% das salas de cinema. Além do forte apelo comercial, os dois filmes contam ainda com cópias dubladas e legendadas, o que exige no mínimo, duas salas para exibição.

Exemplos: pela cadeia dos cinemas Severiano Ribeiro temos as 15 salas do Kinoplex Dom Pedro em Campinas – 2012 está em exibição em 5 salas; Lua Nova ocupa outras 5. (500) Dias com Ela, Besouro, Código de Conduta, Jogos Mortais 6, as animações Tá Chovendo Hamburguer e Up – Altas Aventuras (excluindo as diversas pré-estreias) dividem as outras cinco salas restantes.

Em São Paulo, a rede Cinemark no shopping Interlar Aricanduva divide suas 14 salas com 2012 em quatro e Lua Nova em outras cinco salas, restando cinco salas para a exibição de outros seis filmes.

Cinemas pequenos também sofrem com esse duelo de gigantes: o Cinemark presente na cidade de Jacareí conta com cinco salas. 2012 e Lua Nova estão, juntos, presentes em todas elas – o primeiro em duas e o último nas outras três. A versão dublada de Lua Nova (com dois horários) divide a sala com a exibição do documentário Hebert de Perto (duas sessões) e os curtas O Balão Vermelho / O Cavalo Branco com exibição única.

Situação semelhante ocorreu durante o mês de maio de 2007, quando Homem-Aranha 3, já em cartaz, passou a dividir, literalmente, os cinemas com a estreia da terceira parte de Piratas do Caribe – num cinema de 15 salas, por exemplo, havia na época a exibição de apenas cinco filmes. Treze salas eram ocupadas pelos blockbusters e outras duas se revezavam com a exibição de três longas.

O próximo filme a dominar as salas de nossos cinemas será Avatar de James Cameron. Quando estrear em 18 de dezembro, 2012 e Lua Nova já terão perdido bastante do fôlego de agora!








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