Mostra Internacional de Cinema SP 2014 | parte 1

19 10 2014

38-mostra-cinema-sp-300x194

15 ANOS + 1 DIA (Espanha)– A rebeldia comportada de Jon (vamos admitir, as suas ‘travessuras’ nem são tão graves assim para justificar a sua suspensão de 3 meses na escola) o leva a passar uma temporada na casa de seu avô, longe de qualquer apetrecho eletrônico.

Por mais problemático que seja, Jon (Arón Piper, de Maktub) tem um bom relacionamento com sua mãe (Maribel Verdú, do inesquecível O Labirinto do Fauno e E Sua Mãe Também), uma atriz que poderia ser veterana, mas não é. A dificuldade para ela conseguir um trabalho qualquer é tanta que até a própria mãe dela admite que a situação só não é pior devido ao bom patrimônio deixado pelo pai de Jon, cuja morte ocultada vira um dos escopos da trama.

E esse é o grande problema de 15 Anos + 1 Dia – a quantidade excessiva de temas abordados –, que acaba enfraquecendo-o como um todo narrativamente falando. Uma hora são problemas inerentes a qualquer adolescência comum, depois são os problemas familiares do passado que ainda ecoam no presente, uma discussão tola envolvendo uma desnecessária briga de vizinhos e, por fim, uma questão policial que ocupa toda a sua metade final. Tudo desenvolvido sem um aprofundamento apropriado e sem despertar o interesse necessário.

NOTA: 2/5

PÁSSARO BRANCO NA NEVASCA (EUA/França)– Podemos dizer que Kat (mas a não a Katniss de Jennifer Lawrence em Jogos Vorazes e sim Katrina Connor, vivida pela igualmente linda Shailene Woodley – vista recentemente em produções de grande apelo público como Divergente e A Culpa é das Estrelas) amadureceu bem apesar de todo o estranho ambiente familiar que a cercava.

Seus pais viviam um autêntico casamento de fachada, um relacionamento onde imperava a infelicidade. Eva Green (de Cruzada e Sin City: A Dama Fatal), que interpreta a mãe da adolescente, Eve Connor, encarna maravilhosamente bem todas as fases e temperamentos de sua personagem: desde a esposa dedicada e ideal no início de casamento até chegar ao ápice de uma mulher a beira da loucura, consumida pelo tédio que a união com Brock Connor (Christopher Meloni, Noites de Tormenta e O Homem de Aço) despertou.

Estar na pele de Kat não era mesmo uma tarefa fácil, que ouvia quase a todos os instantes as lamentações da mãe pelo casamento até o momento em que essa desaparece em 1988, quando a garota tinha então 17 anos. Pode até parecer estranho, mas o sumiço repentino da mãe pouco alterou a rotina da filha: continuava saindo com seus melhores amigos Beth (Gabourey Sidibe, que surgiu no filme Preciosa: Uma História de Esperança e da série The Big C) e Mickey (Mark Indelicato, da série americana Uggly Betty); tinha que conviver com um pai apático e apenas o seu relacionamento com Phil (Shiloh Fernandez, A Morte do Demônio e A Garota da Capa Vermelha) vinha esfriando desde então.

Embora não consiga desenvolver suas subtramas (caso de Kat com o detetive que investiga o sumiço de sua mãe) com a mesma qualidade vista no plot principal, Pássaro Branco na Nevasca melhora sempre quando volta para o seu foco primordial: desvendar o que de fato ocorreu com Eve. O longa de Gregg Araki (também diretor de Mistérios da Carne) não assume as características de um thriller policial, mas se sai bem na parte investigativa utilizando-se de pistas soltas ao longo da história. Não podemos deixar de citar a boa trilha sonora com músicas da época e o carisma demonstrado por seu elenco de coadjuvantes.

Nada disso, porém, preparou ou indicou o caminho para o seu desfecho e suas motivações.

NOTA: 4/5

FILHO DE TRAUCO (Chile) – No Chile há uma lenda que diz que crianças cujos pais são desconhecidos e são criadas por mães solteiras acabam sendo chamadas de ‘filhos de Trauco’. Uma crendice muito popular em vilarejos afastados dos grandes centros urbanos, encravados no interior do país. Crendice que ganha ainda mais força em uma comunidade instalada numa ilha isolada da parte continental do país.

O protagonista do filme, Jaime (o novato Xabier Usabiaga), se enquadra parcialmente nessa descrição.  O jovem de 14 anos desconhece a sua paternidade, mas mesmo sendo habitante da ilha, não cai facilmente nos contos criados pelos seus conterrâneos. O seu espírito poético é libertador (que mais tarde o longa revela ser um dom herdado de seu pai), o que invoca nele uma imensa vontade de deixar a ilha e seguir para o norte do Chile, rumo à uma cidade maior. Uma ideia que ganha mais força ao ser suspenso injustamente pela direção de sua escola em um caso de plágio.

Filho de Trauco é o primeiro longa-metragem do diretor Alan Fischer, que a partir de uma lenda urbana, cria uma aventura juvenil com Jaime em busca da verdade sobre a identidade de seu pai, deparando-se com uma nova versão sobre a identidade do seu pai e o que lhe ocorreu a cada passo dado. Tudo envolto por uma atmosfera híbrida meio fantástica, meio real, criada habilmente através de criativos créditos iniciais (que acabam nos apresentando a ilha onde a trama se passa) e as recriações digitais de visões de Violeta (a estreante Ignacia Tellez), o primeiro interesse amoroso de Jaime. Mas nada muito além disso.

NOTA: 3/5

-*-*-*-

ATENÇÃO: Esse post inicial é apenas um aperitivo. A cobertura do Universo E! na 38ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo continua no próximo fim-de-semana, onde dedicaremos, no total, 5 dias ao festival.





ANÁLISE: Trapaça

17 02 2014

A cena de abertura de Trapaça explica muito bem porque Irving Rosenfeld (Christian Bale, trilogia O Cavaleiro das Trevas e O Vencedor) obteve tanto sucesso em seu ramo de atividade, a aplicação de golpes financeiros. Profissionalmente, ele tem a mesma paciência e a mesma preocupação com os mínimos detalhes que utiliza para esconder sua calvície.

Com a capacidade de enganar as pessoas desde criança, época em que quebrava vitrines alheias propositalmente para ajudar a vidraçaria de seu pai, Irving vê nas falcatruas que aplica uma pura questão de sobrevivência, onde simplesmente não tem ou não consegue obter outro modo de viver. Ciente da importância dessa discrição, ele sabiamente mantem sua esposa Rosalyn Rosenfeld (Jennifer Lawrence, da franquia Jogos Vorazes e de Inverno da Alma), pois seu comportamento bipolar e seu temperamento explosivo colocaria tudo a perder.

A parceira ideal para o mundo da trapaça Irving encontra em Sydney Prosser (Amy Adams, O Homem de Aço e Encantada), uma mulher sedutora que utiliza todo o seu charme para atrair cada vez mais clientes desesperados. Um charme que, aliado ao seu forjado sotaque britânico, atribuía um aspecto multinacional e legítimo à parceria desenvolvida por eles, resultando num aumento das cifras obtidas no final do ‘expediente’.

O círculo da trama apresentada por David O. Russell (que já trabalhou com boa parte do elenco deste longa em seus projetos anteriores como O Vencedor e O Lado Bom da Vida) se encerra com a participação de Bradley Cooper (Se Beber Não Case e O Lugar onde Tudo Termina) no papel de Richie DiMaso, o agente do FBI responsável por prender Irving e Sydney em flagrante. Ao invés de condená-los, Richie quer a cooperação do casal golpista na aplicação de mais quatro armações afim de pegar o maior número possível de estelionatários, incluindo aí políticos e grandes nomes da máfia americana envolvida nos jogos existentes na costa oeste americana.

Obcecado por um resultado vultuoso de sua operação, o que lhe garantiria um lugar de destaque dentro do FBI e não apenas um mero cargo administrativo dentro da agência, Richie não poupa e nem energia para que os corruptos venham a tona. Assim temos a sequência que abre o filme com o trio – Irving, Sydney e Richie – em uma reunião com o prefeito Carlito Polito (Jeremy Renner, Os Vingadores e Guerra ao Terror), onde tentam se utilizar da reconstrução de Nova Jersey para uma arrecadação irregular de milhões de dólares.

Se antes era previsto apenas o envolvimento de personagens de prestígio da política americana (senadores e congressistas), a aproximação exagerada com a máfia americana dos jogos de azar acaba exigindo passos mais elaborados e caro (com o aluguel de jato executivo e andares inteiros de hotéis luxuosos) do FBI, algo que Richie consegue a duras penas e com muita, literalmente, luta. Mas nem toda essa sofisticação foi capaz de enganar o ‘poderoso chefão’ dos jogos, o senhor Victor Tellegio (Robert De Niro, Os Bons Companheiros e Última Viagem a Vegas), que astuto e desconfiado, descobre a farsa do árabe mexicano. E como o próprio personagem de Bale afirma, essa descoberta os colocam em algo muito pior que a cadeia.

Trapaça cria um mergulho incrível do espectador na década de 70. Imersão que se inicia já com a exibição retrô do logo da Columbia, passa pela cena mais clichê possível dentro de uma danceteria com os passinhos à la John Travolta e chega ao figurino, que uso de decotes abusivos, tanto femininos quanto masculinos, e que se encaixam perfeitamente nas belas silhuetas de Amy Adams e Jennifer Lawrence.

Jennifer, aliás, que faz jus a sua indicação ao Oscar ao incorporar toda a explosão temperamental de Rosalyn, uma mulher que acredita piamente ser a responsável pela resolução de toda a trama, sendo que o máximo que conseguiu foi deixar ela, o filho e Irving jurados de morte. Mas o seu talento não para por aí e são memoráveis as cenas de humor por ela protagonizadas, principalmente na hora de manusear um ‘forno científico’ que “tira nutrientes da comida e ainda ateia fogo na casa”; o embate com Amy Adams no banheiro feminino ou todas as tentativas de atrair a atenção de todos, negativamente, nas confraternizações que o marido frequenta. Nesses momentos entendemos o porquê de Irving mantê-la afastada de tudo.

Com toda essa investigação, Richie equivocou-se em apenas uma atitude: a de confiar plenamente em Irving. O personagem de Christian Bale não se sentia nem um pouco a vontade de, lentamente, ir delatando seus companheiros para o FBI, principalmente o prefeito de Nova Jersey, quem considerava muito. E ser jurado de morte foi a gota d’água. Como bom trapaceiro que sempre foi e sem a possibilidade de voltar ao passado depois de tudo que fez, Irving trabalha sorrateiramente para amenizar tudo aquilo que causou, direcionando os passos da investigação para aquele que menos culpa teve: o cabeça por trás da operação, Richie. Um desfecho que ocorre abrupto demais.

Observa-se em Trapaça uma excelente escolha para uma sessão dupla com O Lobo de Wall Street, que abordam dois temas praticamente idênticos (golpes financeiros), mas trazem protagonistas de perfis complemente diferentes: aqui David O. Russel vem com um Christian Bale comedido e pés no chão, enquanto Martin Scorsese nos traz um excêntrico Leonardo DiCaprio. Ambos longas trazem coadjuvantes competentes, embora estes adquiram um valor narrativo bem maior do que o observado em O Lobo de Wall Street, até mesmo por estarem em menor quantidade e pela menor ambientação geográfica da história de Trapaça, onde a interação com a história principal é maior. Se em 2013 tivemos um insosso O Labo Bom da Vida, 2014 temos razões melhores para torcer pelo filme de David O. Russell no Oscar.

NOTA: 4/5

 





ANÁLISE: Jogos Vorazes – Em Chamas

24 11 2013

Um ano após a 74ª edição dos Jogos Vorazes onde o distrito 12 saiu, excepcionalmente, com dois vencedores, Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence, O Lado Bom da Vida e Inverno da Alma) tenta trazer sua vida de volta a normalidade. Isto é, convencer Gale Hawthorne (Liam Hemsworth, Os Mercenários 2 e Conexão Perigosa)  que todo o suposto romance vivido no longa anterior com Peeta Mellark (Josh Hutcherson, Minhas Mães e Meu Pai e Ponte para Terabítia) não passou de uma armação. Convincente, mas pura encenação.

Com o temor de que a ousadia de Katniss na final dos jogos vorazes visto no longa anterior despertassem um levante popular nos distritos  contra a Capital, o presidente Snow (Donald Sutherland, Um Amor de Tesouro e Cold Mountain) visita pessoalmente a jovem para se assegurar, que tanto ela quanto Peeta, continuem a transmitir mutuamente ao público o suposto amor deles e a fidelidade destes à Capital durante a Turnê dos Vitoriosos que está prestes a se iniciar, onde o casal passaria por todos os distritos. Para se assegurar que a mensagem trazida por ele seja assimilada e obedecida por eles (certo de que o casal possui grandes problemas em obedecer ordens), o presidente Snow ameaça formalmente a integridade física da família de Katniss assim como a (pouca) estabilidade econômica do distrito 12, visando num futuro não muito distante, a extinção desse distrito.

No início da Turnê, ambos os jovens tem dificuldade em transmitir ao público a ideia do amor verdadeiro que deveria existir entre eles. Ciente disso, Peeta sugere a Katniss que eles pudessem pelo menos tornar-se bons amigos e quem sabe, conhecendo-se intimamente, a tarefa de mentir em cadeia nacional fosse um pouco mais fácil de ser realizada. A passagem dos dois vencedores pelos distritos mostra o forte controle da Capital na viagem. Se o público presente nos discursos demonstrassem qualquer tipo de apoio aos representantes do distrito 12, estes eram sumariamente executados, sem dó e nem piedade. Da mesma forma que os textos forjados e preparados pela extravagante Effie Trinket (Elizabeth Banks, O que Esperar Quando Você está Esperando? e a primeira trilogia de Homem-Aranha) – e que seguiam as recomendações de Snow – eram rapidamente vaiados no momento da leitura pelo público. A manipulação do povo não estava mais funcionando como antes.

Ou seja, a Turnê dos Vitoriosos não conseguiu atingir o objetivo do presidente, que era diminuir a representação de esperança que a população mais pobre de Panem projetava na personagem de Jennifer Lawrence. Como Snow tem a maior brevidade possível de eliminar essa visão para baixar os ânimos revoltosos contra a Capital, ele precisa, de uma forma ou de outra, eliminá-la desse cenário. Como? Partindo para um segundo plano…

Para tanto, as regras para a 75ª edição dos Jogos Vorazes são alteradas propositalmente. Para edição especial que também celebra o terceiro Massacre Quaternário (que ocorre a cada 25 anos), os tributos oferecidos pelos distritos só poderiam ser escolhidos entre aqueles que já venceram os Jogos Vorazes anteriormente. No caso do distrito 12, a escolha limita-se apenas a Katniss no lado feminino, enquanto no masculino o indicado seria entre Haymitch (Woody Harrelson, Truque de Mestre e Onde os Fracos Não Tem Vez) e Peeta, onde o último voluntaria-se no lugar do primeiro para ser o tributo na nova edição.

A insatisfação geral só aumenta contra o governo central de Panem com essas alterações impopulares em relação aos jogos, que passa a contar com Plutarch Heavensbee (Philip Seymour Hoffman, O Homem que Mudou o Jogo e Antes que o Diabo Saiba que Você está Morto) como idealizador-chefe, sucessor de Seneca Crane (Wes Bentley, Imortal e Beleza Americana). Tudo por vontade, pressão e interferência direta do presidente Snow. Se tais atitudes provocam a ira da população, a decisão de convocar os ex-vencedores passa a opor também os participantes contra o presidente.

Se no primeiro filme nós tivemos uma noção de como a organização dos Jogos Vorazes interfere sistematicamente na arena onde os massacres são realizados, em Jogos Vorazes: Em Chamas essas influências são covardemente realizadas com a clara intenção de eliminar Katniss da disputa com obstáculos e desafios ainda mais perigosos e mortais como: a névoa venenosa, os macacos selvagens extremamente raivosos, o próprio calor insuportável do ambiente que oferece pouca ou nenhuma água potável aos participantes, além dos próprios tributos adversários com o qual o distrito 12 não conseguiu construir aliança no jogo. A mecânica com que a organização inseria tais armadilhas na arena é logo compreendida pelo grupo constituído por Katniss, Peeta, Finnick Odair (Sam Claflin, Branca de Neve e o Caçador e Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas), Johanna Mason (Jena Malone, Na Natureza Selvagem e Sucker Punch: Mundo Surreal) e o nerd Beetee (Jeffrey Wright, Contra o Tempo e 007: Quantum of Solace). O nerd, a exemplo da última vez que ganhou os jogos, também planeja eliminar eletrocutando seus adversários com ajuda dos novos amigos.

Vindo de uma grande narrativa, apostando grande parte dela no lado político da trama dos livros da escritora Suzanne Collins (que inclusive participa dos roteiros adaptados dos longas), diferentemente de muitas outras obras destinadas ao público juvenil atualmente, Em Chamas também seus grandes méritos ao atingir elegantemente o seu ápice com uma grande reviravolta em seus atos finais. Primeiro, surgem os chamados ‘gaios tagarelas’ que reproduzem as vozes humanas e trazem, principalmente, para Katniss e Finnick, os lamentos e os pedidos de socorro de pessoas próximas a eles em seus respectivos distritos, insinuando o possível caos que presidente Snow possa ter causado por lá, chegando a grande revelação final, um excelente gancho para as duas próximas continuações: a escolha natural de Katniss Everdeen como o tordo da revolução que vinha sendo sorrateiramente construída muito antes do início da 75ª edição dos jogos, contando inclusive com a participação do idealizador-chefe Plutarch e de metade dos tributos convocados, além de se vingarem agora da aniquilação do distrito 12.

Jogos Vorazes: Em Chamas faz jus a hype criado em torno do seu lançamento, sendo apontado desde o ano passado como um dos filmes mais aguardados de 2013, fruto não apenas da direção aqui de Francis Lawrence, mas também do material original de adaptação. Entre os principais acertos desse segundo longa podemos destacar a correta postura Francis em recorrer mais vezes ao lindo hino-tema composto James Newton Howard (que repete com o diretor a parceria de outros filmes como Água para Elefantes e Eu Sou a Lenda) para pontuar cenas empolgantes aqui e o visual dos bonecos imaginários a laser utilizados no centro de treinamento. Mesmo que seja de fácil questionamento o fato do porquê a população de Panem esperou esses longos 74 anos para se rebelarem contra a realização de algo absurdo que são os ditos jogos vorazes (estavam esperando pela Jennifer Lawrence, de certo), não há como negar a qualidade dos dois filmes que a trama rendeu até aqui e as nossas melhores expectativas para que esse fato se repita com as estreias vindouras de Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 e Parte 2.

NOTA: 5/5





As músicas que embalam Jogos Vorazes: Em Chamas

3 11 2013

Em novembro temos a estreia de um dos filmes mais aguardados de 2013. E assim como ocorreu com Rush – No Limite da Emoção, Jogos Vorazes: Em Chamas tem a sua estreia mundial nos cinemas brasileiros no dia 15 de novembro.

Se a ansiedade já é grande para conferir a continuação da história de Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) e Peeta Mellark (Josh Hutcherson) após o primeiro Jogos Vorazes de 2012, a produção do segundo longa baseado na história escrita por Suzanne Collins, reserva um novo e bom motivo para elevar a expectativa dos fãs ansiosos: sua trilha sonora.

Há muito tempo um filme não reunia tantos nomes de relevância mundial no cenário da música em único disco. Para começar basta vermos a música tema de Jogos Vorazes: Em Chamas que ficou a cargo de ninguém menos que a banda Coldplay: Atlas, que possui um clipe esteticamente lindo!

Além da banda que possui mais de 581 milhões de visualizações no YouTube, a trilha de Em Chamas ainda reserva espaço para The Lumineers, Sia (ft. Weeknd & Diplo), Christina Aguilera, Mikky Ekko entre outros. Confira as principais canções em vídeos no final desse post.

the-hunger-games-catching-fire-soundtrack-cover-600x600

Procurando se aproximar ainda mais dos mercados onde o filme será lançado, a Lionsgate juntamente com a gravadora Republic Records, adicionou canções específicas na trilha sonora para cada país. Assim, teremos uma faixa alemã exclusiva para a Alemanha e Áustria; uma faixa espanhola apenas para o público hispânico e aqui no Brasil é da banda CPM 22 a canção ’13’ que fará parte da trilha sonora voltada exclusivamente para o público brasileiro.

O mais importante dessa ‘personalização’ é que todas as músicas específicas estarão presentes durante os créditos finais, cada qual em seu país.

Confira agora os principais destaques da trilha sonora de Jogos Vorazes: Em Chamas!

1) The Lumineers – Gale Song:

2) Sia (ft. Weeknd & Diplo) – Elastic Heart:

3) Christina Aguilera- We Remain:

4) CPM 22 – 13:

 

 





O inflado elenco do novo X-Men

3 03 2013

O novo filme baseado nos heróis das HQ’s traz renomadas estrelas em seu elenco. X-Men: Dias de um Futuro Esquecido com estreia prevista para julho de 2014 tem uma lista quase infinita de astros e estrelas já escalados: Hugh Jackman (Wolverine e Os Miseráveis), Ian McKellen (trilogia O Senhor dos Anéis, O Hobbit: Uma Jornada Inesperada e O Código da Vinci), Jennifer Lawrence (musa de Jogos Vorazes e O Lado Bom da Vida), Michael Fassbender (Bastardos Inglórios e Prometheus), James McAvoy (O Procurado e Desejo e Reparação), Anna Paquin (Jane Eyre – Encontro com o Amor e da série True Blood), Peter Dinklage (Morte no Funeral e a série Game of Thrones), Halle Berry (A Viagem e a A Última Ceia), Ellen Page (A Origem e Juno), Nicholas Hoult (Fúria de Titãs e Meu Namorado é um Zumbi)…

Todos os citados estarão a bordo nessa nova aventuras dos justiceiros mutantes, agora tanto com os X-Men da trilogia original quanto daqueles jovens atores vistos no recente X-Men: Primeira Classe. O diretor responsável pela produção híbrida, Bryan Singer (Superman – O Retorno e do ainda inédito Jack – O Matador de Gigantes) já anunciou em seu perfil no Twitter que outro nome em evidência recentemente nos holofotes de Hollywood também participará dos inícios das filmagens previstas para o mês que vem: o ator francês Omar Sy presente no grande sucesso de seu país, Intocáveis.

Omar Sy, estrela do sucesso francês Intocáveis, estará presente no novo X-Men.

Omar Sy, estrela do sucesso francês Intocáveis, estará presente no novo X-Men.





ANÁLISE: O Lado Bom da Vida

20 02 2013

CORRIDA DE OURO – OSCAR 2013

Patrick ou simplesmente Pat, personagem de Bradley Cooper (Sem Limites e dos dois Se Beber, Não Case) acaba de sair de um hospital psiquiátrico em Baltimore, onde passou os últimos oito meses. Bipolar, sua internação foi necessária para controlar a sua agressividade e suas contínuas alterações de humor, principalmente após ver o seu casamento arruinado com a traição de sua esposa Nikki (a novata e desconhecida Brea Bee), o que agravou ainda mais a sua situação.

Na tentativa de aos poucos retomar a sua rotina habitual, Pat encontra muitas dificuldades de entrar nos eixos novamente: a decisão judicial que o mantem a uma distância regulamentar de Nikki, dificulta qualquer tentativa de reconciliação com a esposa; na escola onde trabalhava, todos os colegas tem um certo receio de estabelecer uma mínima conversação com ele, assim como seus vizinhos e conhecidos. Quem mais sofre com esse retorno ao convívio social de Pat são seus pais interpretados pela Jacki Weaver (Reino Animal e Picnic na Montanha Misteriosa) e o pelo indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante Robert de Niro (Os Bons Companheiros e Stardust – O Mistério da Estrela). Felizmente, nem todos temem uma aproximação de Pat e é exatamente durante o jantar numa casa de amigos que ele acaba conhecendo a irmã da anfitriã, Tiffany (papel da belíssima Jennifer Lawrence, Jogos Vorazes e Inverno da Alma), principal fio-condutor da trama.

As boas incursões de humor do roteiro de O Lado Bom da Vida são frutos da dinâmica e da química de Bradley Cooper e Jennifer Lawrence em tela com seus personagens problemáticos. Por não serem exatamente pessoas normais nunca sabemos o que realmente esperar deles, o que foi pouco explorado na adaptação do roteirista e diretor e duplamente nomeado ao Oscar, David O. Russell (O Vencedor e Três Reis). Uma abordagem maior dessa inesperada amizade poderia render mais bons momentos ao longa e o tornaria ainda mais divertido. Além de não explorar todo o potencial (e o talento dos atores) desses personagens, há inserção de outros personagens que aparecem uma hora ou outra, mas não são plenamente desenvolvidos, casos do doutor Cliff Patel (o indiano Anupam Kher) e terapeuta  de Pat e de seu colega de internação Danny, interpretado por Chris Tucker (trilogia A Hora do Rush e O Quinto Elemento).

Um ponto interessante a ser observado aqui é a irônica relação de Pat com o pai, que sente saudades da aproximação maior que tinha quando o filho era mais novo e as influências (na opinião dele e que são brilhantemente rebatidas porTiffany) que a distância gera na sua maior paixão: o futebol americano. A obsessão do senhor Pat com o esporte aliás, indica sintomas do TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo -, uma clara indicação de quem Pat herdara a sua bipolaridade.

Com uma história não mais razoável, não há nada de inovador na exploração da troca de favores entre o concurso de dança de Tiffany para que ela possa ser uma interlocutora entre Patrick e a ex-esposa e com um desfecho nem um pouco empolgante (Pequena Miss Sunshine se sai bem melhor em abordar algo semelhante) é até questionável O Lado Bom da Vida ser indicado em todas as principais categorias do Oscar – filme, diretor, ator, atriz e roteiro. Há os bons momentos, mas nada o suficiente que justifique uma premiação.

NOTA: 3/5

 








PALPITEIRO BRASILEIRO

Campeonato dos Palpiteiros - Temporada 2017

Blog do Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

Abraccine - Associação Brasileira de Críticos de Cinema

Site com atividades e informações sobre a associação que reúne profissionais da crítica cinematográfica de todo o Brasil

Sinfonia Paulistana

um novo olhar

%d blogueiros gostam disto: