Breves & Curtas #6

11 01 2014

Ano novo, ideias novas. Para manter o Universo E! sempre com postagens pelo menos uma vez a cada quinze dias, decidimos repaginar a edição do Breves & Curtas, que era destinado a pequenas notas e notícias sobre o cinema (cuja última edição foi postada em 2010) e adaptá-lo para resenhas sobre diversos filmes existentes, sem se apeguar ao fato de ser estreia, recente ou não.

Aqui tudo será válido: filme em DVD/blu-ray, nos cinemas, na Netflix, ou se estiver apenas disponível internet a fora. Cada edição trará três longas com a minha opinião e sua respectiva nota. Me parece ser um formato promissor dada a minha empolgação e espero que vocês aproveitem para discutir, comentar, opinar e discordar, afinal esse espaço também é de vocês.

Boa leitura!

Zelando pela boa noite de sono do namorado!

Zelando pela boa noite de sono do namorado!

ATIVIDADE PARANORMAL – Depois de muito tempo finalmente tive a oportunidade de conferir o primeiro longa dessa já famosa franquia do cinema de terror. A opinião daqueles que conheço e o tinham visto estava bem dividida: alguns se apavoraram com esse exemplar e outros não sentiram tanto pavor assim.

Tenho que concordar com esses últimos. Mas acrescento que não podemos deixar de elogiar a eficácia que esse primeiro Atividade Paranormal carrega consigo. Primeiro pelo casal de atores (os novatos Katie Featherston e Micah Sloat) que convencem como duas pessoas próximas entre si, que possuem um cotidiano em comum, convencimento que se estende ao ponto de ambos emprestarem os seus nomes reais aos seus respectivos personagens. Segundo, pela decisão do inexperiente (até então) diretor Oren Peli (responsável pelo roteiro do igualmente eficiente Chernobyl: Sinta a Radiação) em abandonar as características comuns dos filmes, optando por excluir os créditos iniciais e finais aqui, aproximando essa obra de ficção da realidade.

Com seus defeitos ao não explicar o motivo pelo qual o casal vive completamente isolado – isolamento pelo qual a narrativa se beneficia – e suas virtudes, ao moldar as características da “criatura” da vez num crescente de terror e ação entre sons e imagens, Atividade Paranormal não chega a ser um épico e singular exemplar do terror, mas funciona o suficiente para ocupar um lugar de destaque do gênero (repleto de porcarias) em desencadear uma franquia em massa nos cinemas. Espero apenas que a quantidade não resulte na queda de sua qualidade, tal qual Jogos Mortais.

NOTA: 4/5

Chama o Dexter, tenente Debra Morgan.

Chama o Dexter, tenente Debra Morgan.

QUARENTENA – Bebeu a água da mesma fonte de Atividade Paranormal. Um enredo sombrio contado do ponto de vista de uma câmera, mas não convence como o filme que o inspirou. Dessa vez é uma matéria sobre o dia-a-dia do Corpo de Bombeiros de Los Angeles para a TV que é a espinha dorsal da narrativa. Na frente da câmera temos a repórter Angela Vidal que está guiando a narrativa para o espectador, papel da eterna irmã de Dexter, Jennifer Carpenter (que também pode ser vista em O Exorcismo de Emily Rose).

Numa das ocorrências, as equipes de bombeiro e de reportagem, chegam a um edifício onde gritos aterrorizantes assustam os seus moradores. No local, uma senhora revela ser o motivo de tanta preocupação onde, inesperadamente, ataca um dos policiais que atendiam a ocorrência. Com a mesma rapidez, o Centro de Controle de Doenças americano isola o prédio do ambiente externo, entregando os seus ocupantes à lenta e certeira morte.

O maior defeito de Quarentena é que seu roteiro não consegue embasar a sua premissa apresentando-nos uma narrativa falha e colocando uma pesquisa de um veterinário como responsável por todo esse caos não é o suficiente, assim como outras ações e atitudes de seus personagens não condizem com a realidade ou com o quê se esperava de alguém numa situação dessas, sem citar os vários clichês onde a grande maioria do elenco se entrega ‘inocentemente’ às criaturas vis.

De bom temos as performances dos atores. Jamais imaginei que Jennifer Carpenter pudesse tremer e gritar tanto, assim como Jay Hernandez (O Albergue e O Pagamento Final: Rumo ao Poder) que sempre se sai bem em seus muitos papéis coadjuvantes ou o experiente Doug Jones (O Labirinto do Fauno e Hellboy) que se especializou (tal como Andy Sarkis) em dar vida digital a criaturas nada bonitas.

NOTA: 2/5

oterminal

É, a vida não tá fácil Hanks.

O TERMINAL – Viktor Navorski (Tom Hanks, O Código da Vinci e À Espera de um Milagre) teve a infelicidade de chegar aos EUA justamente quando seu país fictício do Leste Europeu, Krakozhia, sofre um terrível golpe de estado e entra numa grande crise diplomática onde passa a não ser reconhecido pelo governo americano. Resultado: Navorski fica impedido de entrar em solo americano, sendo obrigado a vagar pelo salão internacional do aeroporto JKF até que sua situação seja resolvida. Só que não tão rápido quanto se esperava.

Durante os nove meses em que fixou, forçadamente, residência no aeroporto, Navorski improvisou um curso instantâneo de inglês, idioma que não dominava causando-lhe grandes dificuldades e proporcionando divertidas cenas. Criou novas amizades com os trabalhadores do local, auxiliando-os e sendo auxiliados por eles a todo instante. Tornou-se um grande empecilho para Frank Dixon (Stanley Tucci, da franquia Jogos Vorazes e O Diabo Veste Prada) que se aproximou e muito de uma promoção a diretor responsável pelo gerenciamento de segurança do aeroporto, o que não ocorreu por não saber lidar com o peculiar caso do cidadão de Krakozhia. Mal sucedido no campo profissional passa a alimentar uma vingança infantil contra Viktor.

Entre as muitas idas e vindas dos passageiros, Navorski se apaixona por uma comissária de bordo, interpretada por Catherine Zeta-Jones (Chicago e Doze Homens e Outro Segredo), que tal como a inconstante rotina de seu trabalho apresentava uma tumultuada vida amorosa, que nem os conselhos e o interesse de Navorski foram capazes de modificar o seu comportamento.

Mesmo com um fraco anti-herói cuja motivação para atrapalhar a vida do protagonista soa mais como uma rixa entre crianças, O Terminal constrói um fascinante cotidiano de um aeroporto real, com grandes planos abertos que descrevem esse ambiente amplo (mas fechado) e com diversos personagens coadjuvantes cujas histórias inevitavelmente cruzam com a do protagonista, ao mesmo tempo que cria uma poderosa verossimilhança para a situação narrada ao abrir oportunidades para acompanhar os bastidores de um aeroporto muito semelhante à um shopping center. Isso sem levarmos em conta o evidente carisma de Tom Hanks nos idos de 2004, que dá traços marcantes e simpáticos a esse atrapalhado cidadão sem país, em busca da realização de um sonho pessoal que nem o inesperado cativeiro num saguão de aeroporto foi capaz de impedir.

NOTA: 4/5

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Adaptação – cinema 2.0

22 07 2011

Hollywood de tempos em tempos, lança modismos para manter o interesse do público em pagar ingressos caros e conferir os super lançamentos no cinema.

Tivemos a onda de produções baseadas em super heróis (bem feitas e com o mínimo de respeito pela obra original, para deixar bem claro). Onda iniciada pelo Homem-Aranha.

Simultaneamente à exploração desse filão veio o lançamento das continuações. O apelo do público dizia qual franquia explorar ou não. Raras vezes durante a década de 90 tivemos algum filme com ‘título tal’ 2 ou 3. Após o ano 2000 ficou comum encontrarmos caratzes nos cinemas cujos títulos de filmes eram sucedido por um algarismo: Piratas do Caribe, X-Men, Shrek, Resident Evil, Jogos Mortais, A Era do Gelo, Transformers, etc. E com sucesso de cada franquia tornou-se possível o investimento na nova arma de Hollywood contra a pirataria: as exibições em 3D.

Da mesma forma, aumentou a frequência de chegar aos cinemas histórias oriundas das páginas de livros. Tão comum que muitas vezes, os livros são (re)lançados conjuntamente com suas versões em películas.

Nas adaptações que vou me reter agora. Se já se tornou usual a escrita de um roteiro de cinema a partir de um livro, agora surge uma nova tendência criada pelos estúdios para os próximos lançamentos – a divisão da adaptação em duas partes.

Essa repartição elimina de um lado, aquilo que os fãs mais conservadores de uma determinada publicação mais reclamam: os cortes e as mudanças indesejadas na história original para uma melhor adequação às telonas. Mais tempo de filme, mais espaço para se manter fiel às páginas do livro.

Por outro lado, essa possibilidade a mais pode resultar em longas, se não mal feitos, vazios e desinteressantes para o espectador comum. Muito do que funciona perfeitamente nos livros, não mantem a mesma eficácia nas telas. Relíquias da Morte, último livro da saga Harry Potter e dividido em duas partes (esclareço logo que não foram ruins no seu todo) poderia condensar melhor sua história em um único filme, mais longo é claro, porém mantendo o excelente nível atingido em Enigma do Príncipe e não oscilando da forma que ocorreu entre a parte 1 e 2.

De minha parte, ficaria receoso se O Retorno do Rei, dividido em duas partes, alcançasse a qualidade que possui hoje. E por falar na trilogia de Peter Jackson, depois de O Senhor dos Anéis, o diretor voltará a Terra-média adaptando o prelúdio da guerra do Anel, O Hobbit, em duas partes.

Também na lista de lançamentos futuros em duas partes, figura o último volume da saga Crepúsculo: Amanhacer, cuja história será dividida em dois filmes.

Ainda é muito cedo para afirmar o sucesso dessa nova tendência e se ela funcionará ou não. Financeiramente, claro que é uma ótima aposta dos estúdios e os mais de US$ 480 milhões dos três primeiros dias de Harry Potter 7.2 estão aí para comprovar. Mas e em qualidade? Essa divisão 2.0 será revertida em produções relevantes para o cinema?

Bem, aí só as estreias futuras dirão.





2012 e Lua Nova dominam exibições

21 11 2009

Com a estreia do mega sucesso Lua Nova, a segunda parte da saga Crepúsculo, nos cinemas nesta sexta, dia 20, os multiplex’s por todo o Brasil estão dominados por dois blockbusters: além do longa de Robert e Bella, o apocalipse de 2012.

Juntos representam, em alguns complexos, 80% das salas de cinema. Além do forte apelo comercial, os dois filmes contam ainda com cópias dubladas e legendadas, o que exige no mínimo, duas salas para exibição.

Exemplos: pela cadeia dos cinemas Severiano Ribeiro temos as 15 salas do Kinoplex Dom Pedro em Campinas – 2012 está em exibição em 5 salas; Lua Nova ocupa outras 5. (500) Dias com Ela, Besouro, Código de Conduta, Jogos Mortais 6, as animações Tá Chovendo Hamburguer e Up – Altas Aventuras (excluindo as diversas pré-estreias) dividem as outras cinco salas restantes.

Em São Paulo, a rede Cinemark no shopping Interlar Aricanduva divide suas 14 salas com 2012 em quatro e Lua Nova em outras cinco salas, restando cinco salas para a exibição de outros seis filmes.

Cinemas pequenos também sofrem com esse duelo de gigantes: o Cinemark presente na cidade de Jacareí conta com cinco salas. 2012 e Lua Nova estão, juntos, presentes em todas elas – o primeiro em duas e o último nas outras três. A versão dublada de Lua Nova (com dois horários) divide a sala com a exibição do documentário Hebert de Perto (duas sessões) e os curtas O Balão Vermelho / O Cavalo Branco com exibição única.

Situação semelhante ocorreu durante o mês de maio de 2007, quando Homem-Aranha 3, já em cartaz, passou a dividir, literalmente, os cinemas com a estreia da terceira parte de Piratas do Caribe – num cinema de 15 salas, por exemplo, havia na época a exibição de apenas cinco filmes. Treze salas eram ocupadas pelos blockbusters e outras duas se revezavam com a exibição de três longas.

O próximo filme a dominar as salas de nossos cinemas será Avatar de James Cameron. Quando estrear em 18 de dezembro, 2012 e Lua Nova já terão perdido bastante do fôlego de agora!





Lua Nova entre os três mais vendidos

11 11 2009

A continuação da saga Crepúsculo, Lua Nova, mesmo sem estrear nos cinemas mantém sua hegemonia nas vendas de ingressos. Mesmo durante pré-vendas, o longa detém duas das três colocações das maiores vendas em bilheterias pela internet.

A maior venda, de acordo com o site Ingresso.com, concentra-se na cópia legendada de Lua Nova. A cópia dublada ocupa a terceira posição das vendas de ingressos na semana, perdendo para o documentário Michael Jackson’s This is It vice-líder.

Nos lançamentos, quem se sai melhor é a animação em 3D da Disney Os Fantasmas de Scrooge na quarta posição que conta com a participação de Jim Carrey. Entre as estreias da semana: Código de Conduta ocupa a 5ª posição; (500) Dias com Ela em 7º, seguido por Jogos Mortais VI (8º).

Quem ainda está bem na venda de ingressos é o novo longa de Quentin Tarantino, Bastardos Inglórios que mantém a sexta colocação. O longa brasileiro Besouro não faz feio e ocupa a nona posição após uma semana em cartaz, enquanto Coco antes de Channel fecha a lista na décima posição.

Poisção garantida nesse ranking na próxima semana será o blockbuster apocalíptico 2012 com estreia mundial amanhã (dia 13) nos cinemas.





Nos cinemas #1: NOVEMBRO

27 10 2009

Novembro está chegando com muitas novidades para as telonas, fazendo a alegria de cinéfilos como eu e você.

Em novembro temos o fim do mundo, vampiros, jogos sangrentos, romances, comédia…

sawvi_07Para começar: dia 06 estreia a sexta parte da franquia Jogos Mortais. Se os jogos de Jigsaw são muito fortes para você, tem a opção do drama O Solista com a presença de Robert Downey Jr e Jamie Foxx no elenco.

Na macabra sexta-feira 13 do penúltimo mês de 2009 temos também três opções que valem a pena ser vistas: o fim do mundo registrado em 2012 pelas lentes do apocalíptico Roland Emmerich (Independece Day, O Dia Depois de Amanhã, 10.000 A.C.); 2012_06

Ou curtir a comédia romântica de (500) Dias com Ela – que relembra os 500 dias de nam oro de um azarado escritor na tentativa de entender o porquê que ele levou um fora da garota. Sempre reparo que comédias sem grandes nomes no elenco (caso desse (500) Dias…) tendem a não ser decepcionantes!

Dia 13 também é uma sexta-feira para você matar as saudades de Jennifer Aniston nas telonas. Depois de Marley & Eu e Ele Não Está Tão a Fim de Você, ela voltará em cartaz com a comédia O Amor pede Passagem.

newmoon_02Na próxima semana, dia 20, teremos uma das estreias mais aguardadas do ano. Entra em cartaz o segundo longa da saga Crepúsculo: Lua Nova. Aqui, Edward Cullen (Robert Pattinson) se afasta de Bella (papel de Kristen Stewart) e eliminar assim os perigos que um romance entre eles pode causar à garota. E é nesse interim que Jacob Black, descendentes de lobos (vivido por Taylor Lautner), se aproxima de sua eterna paixão.finaldestionation_01

Lua Nova, que teve seus ingressos a disposição do público desde o final de setembro, ainda conta com a participação de Dakota Fanning (Heróis).

E para fechar o mês, Universo E! seleciona duas estreias para a última sexta-feira do mês dia 27: uma comédia que conta com a sempre talentosa e fascinante Meryl Streep em Julie & Julia. E o segundo, mais uma continuação: Premonição 4.





Jogos Mortais em nova era em 2010

27 09 2009

A franquia de Jogos Mortais que desde 2005 lança um novo filme ano após ano entrará em uma nova era em 2010.

Com Marcus Dunstan e Patrick Melton assinarão o novo roteiro. Eles foram responsáveis pelas estripulias de Jigsaw em JM 4, 5 e o ainda inédito Jogos Mortais 6, com estréia para novembro desse ano.

A novidade a ser apresentada com a estréia de Jogos Mortais 7 em outubro de 2010, no ano que vem, será a tecnologia de três dimensões.

Quem sabe assim a franquia não ganhe sobrevida com mais quatro ou cinco filmes pela frente?

Informações obtidas através do site NaTelinha





Jogos Mortais 6 filmado!

25 05 2009

A fotografia principal de Jogos Mortais 6 foi finalizada este mês na cidade de Toronto, Canadá, que serviu de cenário para o longa.

Ainda sem estréia definida aqui no Brasil (está 6ª parte chega aos cinemas americanos dia 23 de outubro), o filme fecha a segunda trilogia da série. De acordo com o diretor Kevin Greutert: para ele “Jogos Mortais 6 finaliza […] algo que sempre quis ver na série. Claro que houve um final em Jogos Mortais 3, mas este é o de uma segunda trilogia”.

Confira a sinopse: O agente Strahm está morto e o detetive Hoffmann é o novo encarregado de continuar os jogos mortais de Jigsaw. No entanto, quando a investigação do FBI se aproxima do detetive, ele fica obrigado a colocar um novo jogo em ação e o grande plano de Jigsaw é finalmente compreendido.

Informações obtidas através do site IGN.








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Blog do Renato Nalini

Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Atual Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. É o Reitor da UniRegistral. Palestrante e conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

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