19º Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade

26 03 2014

A 19ª edição do Festival Internacional É Tudo Verdade ocorrerá simultaneamente entre Rio de Janeiro e São Paulo. Na capital paulista a sessão de abertura ocorre no dia 03 de abril e na fluminense um dia depois, dia 04, e ambas seguem até o dia 13 de abril.

Os espaços reservados para as sessões do festival (todas gratuitas) serão os seguintes:

São PauloCentro Cultural Banco do Brasil, Cine Livraria Cultura, Espaço Itaú de Cinemas – Augusta e Reserva Cultural. Todos na região da Avenida Paulista.

Rio de JaneiroCentro Cultural Banco do Brasil, Espaço Itaú de Cinemas Botafogo, Instituto Moreira Salles e Oi Futuro Ipanema.

Depois das duas maiores cidades brasileiras, o É Tudo Verdade 2014 segue para a cidade de Campinas (de 22 a 24 de abril no Instituto CPFL Cultura), para Brasília (de 30 de abril a 04 de maio no Centro Cultural Banco do Brasil) e, finalmente, para Belo Horizonte (de 24 a 27 de julho no Oi Futuro BH).

etv2014

A programação do festival engloba 77 produções (entre longas e curtas) oriundas de 26 países. Além da retrospectiva especial homenageando a trajetória documental do cineasta japonês Shohei Imamura, É Tudo Verdade apresenta outros grandes destaques:

  • O relançamento em formato de bolso do livro O Cinema do Real, organizado por Maria Dora Mourão e Amir Labaki, diretor e fundador do É Tudo Verdade
  • Com uma Câmera na Mão e uma Máscara de Gás na Cara e 20 Centavos, que abordam as grandes manifestações populares no Brasil em junho do ano passado.
  • Batalha pelo Rio, do uruguaio Gonzalo Arijón e o ponto de vista estrangeiro em relação a implementação das UPP (Unidades de Polícia Pacificadora) no Rio de Janeiro desde 2008.
  • Los Hermanos – Esse é o Começo do Fim de Nossa Vida, sobre a retomada de shows após uma pausa de cinco anos da banda.
  • A celebração da obra do cineasta brasileiro Eduardo Coutinho, assassinado no início desse ano pelo próprio filho, com exibições especiais de Sobrevivente de Galileia e A Família de Elizabeth Teixeira.
  • Os Cavalos de Fukushima, com os vinte e três cavalos símbolos da sobrevivência em meio ao tsunami e o acidente nuclear de Fukushima em 2011.
  • A Mentira de Armstrong, e os dois lados da carreira do ciclista Lance Armstrong: o de sete vezes vencedor do Tour de France e o do esportista banido da modalidade por uso de doping.
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Combinação livro x música – um exercício (parte 2)

2 11 2012

Cumprindo o prometido, volto a comentar com vocês o excelente exercício que encontrei de associar uma canção à um livro.

Na primeira vez (clique aqui se você ainda não leu a primeira parte), falei como ‘Sunshine on my shoulders’ encaixou-se perfeitamente em minha leitura de A Cidade do Sol. Dessa vez, a tarefa foi encontrar uma música que combinasse com a narrativa de A Menina que Roubava Livros, o que não foi uma decisão fácil.

O interessante nessa atividade é fazer a combinação livro x música as cegas, uma vez que não se tem nenhum contato anterior a obra literária. Assim, a escolha baseia-se na grande parte das vezes na própria sinopse do livro e com a música (título e/ou letra) tenha algo que remeta ao nome e/ou temática do livro.

Na trama de Markus Zusak não tinha muito detalhe que pudesse me ajudar. Fugindo de possíveis spoilers que resumos espalhados pela internet, só havia essa forte afirmação na contra-capa para me direcionar: “Quando a Morte conta uma história, você deve parar para ler”.

Foi assim que passei a buscar algo relacionado ao tom sombrio que o livro eventualmente assumiria e não fosse óbvio com death logo de cara. A minha escolha (da qual tive imenso orgulho conforme a leitura transcorria) foi ‘Shadow of the day’ do Linkin Park, mas na batida tranquila e acústica dos meninos de Boyce Avenue. E se tornou muito bem apropriada para as idas e vindas de Liesel Meminger. Principalmente na parte “In cards and flowers on your window /// your friends all plead for you to stay” relembra a movimentada Rua Himmel e as interações de Liesel com seus colegas, incluindo aí a sua paixão juvenil Rudy Steiner.

Mesmo com as passagens bem-humoradas, já sabemos de antemão que a história irá adotar e abordar passagens trágicas. Não se pode esperar algo diferente de um relato contado pela própria Morte “em pessoa”.

Reforço, mais uma vez, de como é gratificante o processo de busca e de relacionar uma música à uma leitura. Um estudo que inevitavelmente trará ao seu conhecimento novos cantores e tornará o ato de leitura ainda mais prazeroso!

P.S.: E já há um livro e uma música para um terceiro post!





Adaptação – cinema 2.0

22 07 2011

Hollywood de tempos em tempos, lança modismos para manter o interesse do público em pagar ingressos caros e conferir os super lançamentos no cinema.

Tivemos a onda de produções baseadas em super heróis (bem feitas e com o mínimo de respeito pela obra original, para deixar bem claro). Onda iniciada pelo Homem-Aranha.

Simultaneamente à exploração desse filão veio o lançamento das continuações. O apelo do público dizia qual franquia explorar ou não. Raras vezes durante a década de 90 tivemos algum filme com ‘título tal’ 2 ou 3. Após o ano 2000 ficou comum encontrarmos caratzes nos cinemas cujos títulos de filmes eram sucedido por um algarismo: Piratas do Caribe, X-Men, Shrek, Resident Evil, Jogos Mortais, A Era do Gelo, Transformers, etc. E com sucesso de cada franquia tornou-se possível o investimento na nova arma de Hollywood contra a pirataria: as exibições em 3D.

Da mesma forma, aumentou a frequência de chegar aos cinemas histórias oriundas das páginas de livros. Tão comum que muitas vezes, os livros são (re)lançados conjuntamente com suas versões em películas.

Nas adaptações que vou me reter agora. Se já se tornou usual a escrita de um roteiro de cinema a partir de um livro, agora surge uma nova tendência criada pelos estúdios para os próximos lançamentos – a divisão da adaptação em duas partes.

Essa repartição elimina de um lado, aquilo que os fãs mais conservadores de uma determinada publicação mais reclamam: os cortes e as mudanças indesejadas na história original para uma melhor adequação às telonas. Mais tempo de filme, mais espaço para se manter fiel às páginas do livro.

Por outro lado, essa possibilidade a mais pode resultar em longas, se não mal feitos, vazios e desinteressantes para o espectador comum. Muito do que funciona perfeitamente nos livros, não mantem a mesma eficácia nas telas. Relíquias da Morte, último livro da saga Harry Potter e dividido em duas partes (esclareço logo que não foram ruins no seu todo) poderia condensar melhor sua história em um único filme, mais longo é claro, porém mantendo o excelente nível atingido em Enigma do Príncipe e não oscilando da forma que ocorreu entre a parte 1 e 2.

De minha parte, ficaria receoso se O Retorno do Rei, dividido em duas partes, alcançasse a qualidade que possui hoje. E por falar na trilogia de Peter Jackson, depois de O Senhor dos Anéis, o diretor voltará a Terra-média adaptando o prelúdio da guerra do Anel, O Hobbit, em duas partes.

Também na lista de lançamentos futuros em duas partes, figura o último volume da saga Crepúsculo: Amanhacer, cuja história será dividida em dois filmes.

Ainda é muito cedo para afirmar o sucesso dessa nova tendência e se ela funcionará ou não. Financeiramente, claro que é uma ótima aposta dos estúdios e os mais de US$ 480 milhões dos três primeiros dias de Harry Potter 7.2 estão aí para comprovar. Mas e em qualidade? Essa divisão 2.0 será revertida em produções relevantes para o cinema?

Bem, aí só as estreias futuras dirão.





Outubro vazio

2 11 2010

As novidades andam escassas por aqui. É, eu sei.

Outubro foi um mês muito fraco de estreias nos cinemas.

Se essa escassez por um lado é ruim para o espectador – mês passado só uma vez no cinema por exemplo, – por outro é muito bom para o cinema nacional. Tropa de Elite 2 reina absoluto nas bilheterias, desbancando estreias semana após semana, e ainda tem fôlego para muito mais, visto a quantidade de salas que ainda o exibem depois de trinta dias dominando as telonas.

Se a temporada de filmes está fraca procuramos distração no lazer dentro de casa: em DVD mês passado já vi Juno, O Dia Depois de Amanhã e Zodíaco. E no campo da literatura venho curtindo e me emocionando muito com a estória de A Cidade do Sol. Khaled Hosseini constrói uma trama muito envolvente ambientada no desértico Afeganistão, sob a difícil realidade de duas mulheres, Mariam e Laila, cujos destinos tratam de aproxima-las.

Mesmo ainda na metade, A Cidade do Sol, desperta em mim a ansiedade não só de conferir os próximos capítulos, mas também de mergulhar em outra obra do autor e mais conhecida também: O Caçador de Pipas. Embora tenha visto a história no cinema, o longa aumenta ainda mais as minhas expectativas quanto a obra.





Festival da Mantiqueira – Diálogos com a Literatura

27 05 2010

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Pelo terceiro ano consecutivo, o aconchegante distrito de São Francisco Xavier na cidade de São José dos Campos recebe um dos mais importantes eventos da literatura do estado de São Paulo: Festival da Mantiqueira – Diálogos com a Literatura.

Evento a ser realizado nesse final de semana, dias 28, 29 e 30 de maio, que contará com os encantos e o clima ameno da Serra da Mantiqueira, que compreende boa parte do território de São José dos Campos e onde situa-se o distrito de São Francisco Xavier.

Além de importantes nomes da literatura nacional como Marina Colassanti, Ferreira Gular, Caco Barcellos, Fernando Gabeira, Laurentino Gomes ou do cenário internacional – confirmada a presença do escitor angolano José Eduardo Agualusa -, o Festival da Mantiqueira reservará espaço para vários escritores da própria cidade de São José.

A Secretaria de Estado da Cultura, prefeitura de São José e a Fundação Cultural Cassiano Ricardo preparam uma programação repleta de palestras, debates, exposições, oficinas, diálogos com os autores, apresentações musicais e lançamentos de livros. A parte musical fica a cargo de Arnaldo Antunes, além das apresentações dos violinistas Marcílio de Souza Lima e Irineu de Palmira e da Orquestra Sinfônica de São José dos Campos.

Para conferir a programação completa do evento e outras informações, acesse o site da Fundação Cultural Cassiano Ricardo ou pelos telefones: (12) 3924-7337 / 7328 / 7307.

Se você tiver a oportunidade e puder, não deixe de participar desse grande evento!





O que dizer… Sherlock Holmes

28 01 2010

O QUE DIZER… É UMA VERSÃO MAIS COMPACTA DAS ANÁLISES FEITAS AQUI NO UNIVERSO E! SÃO BREVES COMENTÁRIOS DOS FILMES VISTOS RECENTEMENTE.

Sherlock Holmes com Robert Downey Jr e Jude Law não é aquele filme imperdível. É um bom passatempo. Um bom divertimento. É interessante o modo como o filme traz para tela um dos personagens mais famosos da literatura policial, criação de Sir Arthur Conan Doyle.

Para quem já leu ou ainda lê os livros do detetive, é gratificante observar a cada momento na projeção, uma pitadinha de todos os nuances desse personagem fascinante (embora jamais imaginarei Sherlock Holmes, em minha leitura, à imagem e à semelhança de Robert Downey Jr).

E concordo com o que tenho lido na web, de que Downey Jr traga todo o cinismo característico de Holmes para a telona. Há algum ator em evidência atualmente que tenha mais cara de cínico que RDJ? E vê-lo construir, ao longo da projeção, esse personagem idealizado por Guy Ritchie, talvez seja o ponto mais evidente do filme. E não é a toa que Robert tenha sido premiado como a melhor atuação em filme cômico/musical no Globo de Ouro 2010 – merecido, porém totalmente inesperado, até pelo próprio ator.

A história contada aqui é cheia de reviravoltas, com seus nuances que beiram o sobrenatural – lembrando vagamente a história contada pelo livro O Cão dos Baskervilles –, mas que de modo algum vá interferir na apurada observação e na constante racionalidade de Sherlock Holmes, que desacredita completamente em algo do gênero.

Guy Ritchie traz um novo Sherlock Holmes, reinventando-o em uma nova roupagem, com muito mais ação, mais pop, mais dinâmico e mais atual. Uma boa tentativa de renovar o interesse pelo personagem, de trazer uma outra perspectiva para o detetive para essa nova geração.

Com um enredo mediano, algo que me incomodou muito nesse longa foi o desenvolvimento computadorizado, tanto dos efeitos quanto da ambientação de época de Londres. A construção do ambiente urbano histórico da capital inglesa me pareceu muito falso, muito irreal. Incomparavelmente inferior, por exemplo, ao que vemos da Nova Iorque construída por Peter Jackson no mais recente King Kong. A todo momento tem-se a impressão de que aquilo tudo foi realmente construído sob uma tela verde. Uma grande sensação de falsidade.

Sem falar que, em dois momentos de grande ação no filme, os efeitos especiais deixam muito, mas muito a desejar mesmo! Indignos de um filme em pleno século 21, de um filme contemporâneo a Avatar.

Válida a repaginação desejada por Guy Ritchie, embora a história tenha seus bons momentos nas atuações convincentes de Robert Downey Jr e Jude Law, mesmo envoltos numa burocática história ambientada pessimamente em uma Londres do século passado.

COTAÇÃO: 2/5.








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Blog do Renato Nalini

Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Atual Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. É o Reitor da UniRegistral. Palestrante e conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

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