VI Paulínia Film Festival – programação de 22 a 27/07

17 07 2014

De 22 a 27 de julho, a cidade de Paulínia, na região de Campinas, realiza a 6ª edição de seu festival de cinema. Uma celebração inspirada em seu Pólo Cinematográfico que incentiva a produção de filmes na cidade, movimentando a economia e a população do município localizado a cerca de 100 km da capital paulista.

Fachada do Theatro Municipal de Paulínia, a casa do VI Paulínia Film Festival

Fachada do Theatro Municipal de Paulínia, a casa do VI Paulínia Film Festival

Alguns imbróglios políticos interromperam a realização do evento nos últimos anos, então o VI Paulínia Film Festival pode ser considerado a retomada definitiva da celebração, do apoio e da difusão da produção cinematográfica nacional pelo município. Com a política de ingressos gratuitos, o festival possibilita que o grande público tenha acesso às produções mais recentes do cinema mundial, já que sete filmes internacionais farão sua estreia no Brasil durante o evento.

Para a abertura, no dia 22, há a homenagem aos 25 anos da distribuidora brasileira Imovision e a exibição do longa Não Pare na Pista: A Melhor História de Paulo Coelho, uma cinebiografia do escritor brasileiro. No encerramento, dia 27, além da cerimônia de premiação, o festival homenageará o cineasta Cacá Diegues. No último dia também está programada a exibição do filme A Imigrante, o trabalho mais recente do diretor americano James Gray e estrelado por Marion Cotillard, Joaquin Phoenix e Jeremy Renner.

Além da competição de longas oficial, o VI Paulínia Film Festival terá uma competição paralela de curtas-metragens, debates com as equipes técnicas dos filmes exibidos e uma programação especialmente dedicada ao público infantil com sessões às 9h e 14h.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO:

DIA 22/07 – ABERTURA

  • 19h00 – Homenagem aos 25 anos da distribuidora brasileira Imovision
  • 20h30 – Não Pare na Pista: A Melhor História de Paulo Coelho

DIA 23/07

  • 09h00 A Guerra dos Botões
  • 14h00 O Pequeno Nicolau
  • 16h00 MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS
  •                  Jessy / O Menino que Sabia Voar
  • 16h30Aprendi a Jogar com Você
  • 18h00O Samba
  • 19h30 – Neblina
  • 21h30 – Sinfonia da Necrópole

DIA 24/07

  • 09h00 – O Pequeno Nicolau
  • 10h00 DEBATE COM EQUIPE DOS CURTAS-METRAGENS*
  • 11h00 DEBATE COM EQUIPE DOS LONGAS-METRAGENS*
  • 14h00 – Minhocas: O Filme
  • 17h00 MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS
  •                 De Bom Tamanho / O Bom Comportamento
  • 18h00 – As Férias do Pequeno Nicolau
  • 20h00 – Boa Sorte
  • 21h30 – Castanha

DIA 25/07

  • 09h00 – Zarafa
  • 10h00 DEBATE COM EQUIPE DOS CURTAS-METRAGENS*
  • 11h00 DEBATE COM EQUIPE DOS LONGAS-METRAGENS*
  • 14h00 – Meu Pé de Laranja Lima
  • 17h00 MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS
  •                  190 / O Clube
  • 17h45 – A Pedra da Paciência
  • 19h30 – Casa Grande
  • 21h30 – Sangue Azul

DIA 26/07

  • 10h00 DEBATE COM EQUIPE DOS CURTAS-METRAGENS*
  • 11h00 DEBATE COM EQUIPE DOS LONGAS-METRAGENS*
  •             Amazônia
  • 15h00 – Paraíso
  • 17h00 MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS
  •                  Recordação / Edifício Tatuapé Mahal
  • 17h30 – Geronimo
  • 19h30 – A Hsitória da Eternidade
  • 21h30 – Infância

DIA 27/07

  • 10h00 DEBATE COM EQUIPE DE CURTAS-METRAGENS*
  • 11h00 DEBATE COM EQUIPE DE LONGAS-METRAGENS*
  • 15h00 – A Imigrante
  • 17h00 – O Casamento de May
  • 19h30 CERIMÔNIA DE ENCERRAMENTO
  •                  Homenagem ao cineasta Cacá Diegues
  • 21h00 – Bem Vindo a Nova York

* Os debates serão realizados no auditório do Paço Municipal e as sessões no Theatro Municipal Paulo Gracindo, ambos localizados no Parque Brasil 500: Avenida Prefeito José Lozano Araújo, 1551, ao lado do RodoShopping de Paulínia.

 

 

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ANÁLISE: A Origem

8 08 2010

06/08/2010 Em cartaz A Origem trata-se daquilo que o ser humano tem de mais ‘sagrado’ e ‘especial’: a sua memória. Leonardo DiCaprio está sob a pele de Cobb, o mais capaz entre seus conterrâneos de roubar essa informação contida no subconsciente de determinada pessoa.

Para se obter uma certa informação guardada na memória, uma equipe composta com alguns membros exercendo funções bem definidas para executar tal delicada e arriscada ação, que consiste numa espécie de jogo onde todos os envolvidos tenham que adormecer e forçar a pessoa alvo a revelar a informação desejada, através do sonho onde todos passam a compartilhar e vivenciar. Nesse ambiente novo tudo é uma projeção da mente humana, que traz consigo também a influência que o corpo real sofre no ‘mundo real’: desequilíbrios, quedas, inundações que possa acometer o corpo adormecido.

Por outro lado, há aqueles prevenidos que treinam sua mente para proteger informações confidenciais de sua memória e para uma vez que essa seja invadida, suas projeções mentais possam intervir e evitar o provável roubo.

É em uma ação semelhante a essa que Cobb e seu parceiro Arthur (Joseph Gordon-Levitt) falha impedindo o ladrão de voltar para sua casa e para seus filhos, já que ele teme uma retaliação de seus empregadores após serem informados do serviço não realizado. Saito (Ken Watanabe), magnata alvo desse roubo, era um dos prevenidos contra uma invasão às suas memórias

E é justamente Saito quem propõe uma segunda via, um atalho para os problemas de Cobb. O magnata japonês o desafia a realizar uma tarefa impossível nessa área: implantar uma idéia na mente de Fischer Jr, herdeiro prestes a obter controle de um império empresarial. O pai do jovem e concorrente direto do magnata, senhor Fischer, encontra-se a beira da morte. Se realizar esse feito, Saito resolverá todas as pendências futuras de Cobb, enquanto o próprio japonês poderá aumentar sua influência no setor sem empecilho algum.

Aqui, o longa chega em seu dilema principal: para se roubar uma informação preservada no subconsciente humano, entra-se em apenas um nível da mente; mas para se inserir uma idéia, precisa-se chegar a três níveis do consciente para que a pessoa, uma vez sã, não rejeite essa idéia e passe a aceitá-la como uma concepção sua, original.

A partir daí, Cobb passa a reunir uma equipe à altura desse desafio a medida que sofre perseguição dos capangas de seus ex-empregadores. Juntam-se à cena, entre outros nomes o de Ellen Page, como Ariadne, a arquiteta responsável pela construção dos ambientes na projeção mental onde a ação será realizada e quem auxilia Cobb a enfrentar seus dilemas, pois a toda vez que o sub-consciente dele entra em ação, a mulher dele, Mal (Marion Cotillard), surge para prejudicar o trabalho. Algo não desejável quando se está prestes a concluir o trabalho na mente de Fischer Jr.

Na verdade, a presença de Mal no subconsciente de Cobb não era mais do que uma lembrança porque a mesma havia cometido o suicídio. Tal ato era a prova contundente de que inserir uma ideia na cabeça de alguém era realmente possível: Cobb convenceu sua esposa de que o mundo real, o mundo de fato em que eles viviam se tratava de um sonho utilizando essa técnica de inserção no pensamento.

Esse procedimento trágico que levou sua mulher a falecer teve que ser realizado por Cobb para que pudessem sair do limbo – local onde é praticamente impossível voltar da realidade, utilizando uma ideia simples: “ISSO NÃO É REAL”. Mal passa a desacreditar na realidade a partir daí e na tentativa de ‘acordar’ desse sonho, ela se suicida.

Christopher Nolan conta-nos uma história original, extremamente convincente e desenvolvida de uma forma espetacular e constante com o apoio dos efeitos especiais para colocar, literalmente, os seus (e por que não) nossos sonhos em um filme. Uma vez que imaginação não sofre as limitações para construir o seu próprio mundo.

Se toda trama por si só revela-se instigante e, muitas vezes, sufocante, a trilha sonora realça ainda mais essa sensação de angústia com batidas constantes que caem com uma luva sobre as cenas e nenhum momento soa cansativa ou aborrecida.

Agora dificilmente algum filme poderá retirar o título de melhor filme de 2010 de A Origem e das mãos de Christopher Nolan.





A Origem para salvar o cinema do verão americano

5 08 2010

Dia 06 de agosto de 2010. Sexta-feira. Amanhã. Dia da estreia de A Origem. Filme esse que virá (provavelmente) para salvar essas férias de julho, que não teve nenhuma grande atração cinematográfica. E na tentativa de salvá-la, a gente até estica em uma semana a duração das férias para que A Origem seja incluído nela.

Direção de Christopher Nolan, responsável pelos dois últimos filmes da franquia Batman (Begins e O Cavaleiro das Trevas) e que está atualmente desenvolvendo o próximo filme do homem-morcego. No elenco, o ator mais badalado do momento, Leonardo DiCaprio, que só vem fazendo bons filmes: Ilha do Medo, Os Inflitrados, Rede de Mentiras. E A Origem vem para fazer Leonardo aspirar novos ares e quebrar um pouco a rotina de filmagens sob a batuta de Martin Scorsese. Numa contagem rápida, já foram 4 filmes de parceria da dupla.

E o elenco do longa traz mais gente do meu agrado: Ellen Page (de Juno, uma das próximas atrações aqui no Universo E!), Ken Watanabe (Cartas de Iwo Jima, O Último Samurai), Marion Cotillard (Piaf – Um Hino ao Amor), Michael Caine (presente nos dois últimos de longa de Batman), Joseph Gordon-Levitt ( (500) Dias com Ela)…

Ou seja, muita coisa. Vamos aguardar amanhã para conferir essa grande estreia, escrever essa análise e podermos discutir sobre o longa aqui. Enquanto isso, fiquem com o trailer (ao qual recuso-me a assistir):





ANÁLISE – Inimigos Públicos

31 08 2009

EM CARTAZ – É muito bom, dentre tantas inovações, tantas franquias, tantas fantasias, você entrar numa sala de cinema e acompanhar uma história que nos faz voltar ao passado e relembrar aqueles filmes (e me fizeram apaixonar pelo cinema) clássicos de Hollywood: o velho dilema entre policiais x bandidos – ou the good guys versus the bad guys.

E que história essa dirigida por Michael Mann. No momento pós quebra mundial da economia de 1929, vemos John Dillinger  (Johnny Depp, trilogia Piratas do Caribe, Swenney Todd e do inédito Alice no País das Maravilhas) em 1933 sendo o criminoso mais procurado pela polícia dos EUA.

O crime mais rentável na ocasião era o roubo a bancos – algo que Dillinger e seu bando fazia com maestria. E não só isso. Sempre audacioso, o personagem de Depp via-se ora ou outra encarcerado, mas o que não durava muito tempo. Pois seus ‘capangas’, juntamente com ele, davam um jeito de tira-lo da cadeia.

Por essa dificuldade de capturar e manter preso John Dillinger, que começou a ser criado (meio que involuntariamente) um segmento na polícia para tratar desses assaltantes de bancos – ramo não exclusivo de Dillinger – denominado Bureau of Investigation, que futuramente se tornaria o que hoje conhecemos como FBI ou Federal Bureau of Investigation.

Esse setor, sob comando do recém nominado Melvin Purvis (Christian Bale, Exterminador do Futuro 3 e Batman – O Cavaleiro das Trevas) começa a obter êxitos no combate a esse delito após alguns relativos fracassos. Outras quadrilhas acabam sendo encurraladas e desmanteladas, seja pela prisão ou pela morte de seus membros.

E é justamente aí que a operação de Melvin Purvis triunfa: tendo como principal objetivo Dillinger e seus colegas, Purvis começa uma caçada atrás deles que vai pouco a pouco eliminando um a um. O cerco policial, não obstante, também passa a interpelar os conhecidos de Dillinger, eliminando assim qualquer tipo de ajuda ou refúgio que o criminoso possa vir a obter – sejam de amigos, cafetinas, negociadores e até mesmo a sua namorada. E as escapadas de Dillinger vão se reduzindo, pois o ponto crucial dela – seus colegas – não está mais disposto ou realmente não pode mais apóia-lo.

O que resulta no desfecho que vemos, que é precedido por cenas belíssimas, não só pela ambientação, figurino e fotografia do filme, mas pelas atuações dignas de grandes astros como Johnny Depp, Christian Bale ou Marion Cotillard (Piaf – Um Hino ao Amor). Atores que nos convencem com suas interpretações e trazem vivacidade a seus personagens, sendo grandes destaques na obra.

E uma boa evidência disso é a surpresa, o desespero que nos acomete no ato derradeiro do longa. Afinal, estávamos torcendo até ali por um outro final inconscientemente, já que na realidade, sabíamos desde o início que “Inimigos Públicos” não poderia terminar de uma outra forma.

COTAÇÃO: 5/5








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Blog do Renato Nalini

Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ex-Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. Atual Reitor da UniRegistral. Palestrante e conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

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