O consumo (e a produção) via streaming

6 07 2014

O streaming, com a ajuda de conexões à internet cada vez mais rápidas, tornou-se uma importante ferramenta de difusão de obras audiovisuais. Por um pequeno valor mensal todo mundo pode ter acesso a um catálogo praticamente infinito de séries e filmes para assistir on-demand, sem a necessidade de downloads e nem ocupar espaço no HD do computador. Um televisor devidamente equipado e uma rede de Wi-Fi em casa faz com que a experiência seja irresistível.

Não é a toa que o sucesso do serviço via streaming seja tão grande, vide o sucesso daquele que melhor representa esse novo modo de consumir vídeos do espectador moderno: o Netflix. A empresa americana deixou de ser uma mera plataforma de exibição de filmes e séries para entrar de vez (e com muita qualidade) no mercado de realizadore. Suas produções quebraram barreiras e conquistaram espaço e troféus em premiações destinadas, antigamente, à televisão e o cinema.

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Suas séries originais House of Cards, Orange is the New Black, Hemlock Grove e Derek arrebatam fãs nos países onde o serviço está disponível. Outros fãs são eternamente gratos ao Netflix, que ajudou a desenterrar seriados que tiveram suas produções canceladas pela TV, como é caso de Arrested Development e The Killing. Há quem diga também que Breaking Bad só ganhou notoriedade e sobrevida na TV americana quando a mesma foi inserida e popularizada pelo catálogo do Netflix. Se tudo isso ainda não é o bastante, o site passou a investir também na produção de animês, tendo como primeira experiência nessa área, Knights of Sidonia, disponibilizado recentemente.

Mas você ainda está relutante com essa história toda de “assistir coisas on-line”? Pois o Universo E! tem uma valiosa dica para você experimentar esse mundo novo da internet, e de quebra, ter acesso a cinco filmes consagrados no Festival de Cannes. Uma parceria entre o Telecine Play (o serviço de streaming dos canais Telecine) e a cerveja Stella Artois (patrocinadora oficial de Cannes) disponibilizam gratuitamente cinco filmes que foram sucesso no mais charmoso festival de cinema do mundo.

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Através desse link, http://telecineplay.com.br/especial/cannes, você poderá assistir os seguintes filmes:

  • Cosmópolis, de David Cronemberg, com Robert Pattinson e Juliette Binoche.
  • Amor, de Michael Haneke, com Emmanuelle Riva, Jean-Louis Trintignant e Isabelle Huppert. Vencedor do Oscar e Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro em 2013 e da Palma de Ouro do Festival de Cannes.
  • Vingança, de Johnnie To.
  • O Homem da Máfia, de Andrew Dominiki, com Brad Pitt, James Gandolfini e Ray Liotta.
  • Melancolia, de Lars von Trier, com Charlotte Gainsbourg, Kiefer Sutherland e Kirsten Dunst, que recebeu o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes.
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Lição de casa: os Star’s da vida

25 06 2014

Até pouco tempo atrás não dava muita bola para as sagas Star’s do entretenimento: nem Star Wars e nem Star Trek.

Aí veio J. J. Abrams (da série Lost e do longa Super 8) e mudou completamente essa história. Primeiro, com Star Trek, de 2009, mas que vim assistir apenas no ano passado, estrelado por Chris Pine como o capitão James Kirk e Zachary Quinto como Spock. E daí pr’ótimo Além da Escuridão – Star Trek foi um pulo.

Agora com o Abrams a frente do novo episódio de Star Wars (o VII) previsto para o ano que vem, os seis primeiros filmes da franquia de George Lucas já estão na minha lista dos próximos filmes a serem vistos.

Mas quem saiu dessa lista é a série retratada pela imagem aí embaixo, a série original de Star Trek, de 1966. Nesse último fim de semana comecei a assistir (pelo Netflix) o episódio-piloto que foi ao ar em 08 de setembro de 1966 estrelado pelos excepcionais Leonard Nimoy (Spock), William Shatner (capitão James Kirk) e DeForest Kelley (doutor McCoy).

Além de descobrir como tudo começou há quase 50 anos, a produção clássica serve como um ótimo aperitivo até a chegada do terceiro filme com estreia prevista para 2016, agora sob a direção de Roberto Orci, que tem no currículo uma infinidade de projetos bacanas, seja como criador, roteirista ou até mesmo produtor executivo: as séries Alias: Codinome Perigo, Xena, Fringe, Hawaii Five-O e Sleepy Hollow e os filmes Missão Impossível 3, Transformers, Truque de Mestre e o recente O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro são alguns exemplos.

O trio parada dura da série clássica de Star Trek: Leonard Nimoy, William Shatner e DeForest Kelley

O trio parada dura da série clássica de Star Trek: Leonard Nimoy, William Shatner e DeForest Kelley





Breves & Curtas #6

11 01 2014

Ano novo, ideias novas. Para manter o Universo E! sempre com postagens pelo menos uma vez a cada quinze dias, decidimos repaginar a edição do Breves & Curtas, que era destinado a pequenas notas e notícias sobre o cinema (cuja última edição foi postada em 2010) e adaptá-lo para resenhas sobre diversos filmes existentes, sem se apeguar ao fato de ser estreia, recente ou não.

Aqui tudo será válido: filme em DVD/blu-ray, nos cinemas, na Netflix, ou se estiver apenas disponível internet a fora. Cada edição trará três longas com a minha opinião e sua respectiva nota. Me parece ser um formato promissor dada a minha empolgação e espero que vocês aproveitem para discutir, comentar, opinar e discordar, afinal esse espaço também é de vocês.

Boa leitura!

Zelando pela boa noite de sono do namorado!

Zelando pela boa noite de sono do namorado!

ATIVIDADE PARANORMAL – Depois de muito tempo finalmente tive a oportunidade de conferir o primeiro longa dessa já famosa franquia do cinema de terror. A opinião daqueles que conheço e o tinham visto estava bem dividida: alguns se apavoraram com esse exemplar e outros não sentiram tanto pavor assim.

Tenho que concordar com esses últimos. Mas acrescento que não podemos deixar de elogiar a eficácia que esse primeiro Atividade Paranormal carrega consigo. Primeiro pelo casal de atores (os novatos Katie Featherston e Micah Sloat) que convencem como duas pessoas próximas entre si, que possuem um cotidiano em comum, convencimento que se estende ao ponto de ambos emprestarem os seus nomes reais aos seus respectivos personagens. Segundo, pela decisão do inexperiente (até então) diretor Oren Peli (responsável pelo roteiro do igualmente eficiente Chernobyl: Sinta a Radiação) em abandonar as características comuns dos filmes, optando por excluir os créditos iniciais e finais aqui, aproximando essa obra de ficção da realidade.

Com seus defeitos ao não explicar o motivo pelo qual o casal vive completamente isolado – isolamento pelo qual a narrativa se beneficia – e suas virtudes, ao moldar as características da “criatura” da vez num crescente de terror e ação entre sons e imagens, Atividade Paranormal não chega a ser um épico e singular exemplar do terror, mas funciona o suficiente para ocupar um lugar de destaque do gênero (repleto de porcarias) em desencadear uma franquia em massa nos cinemas. Espero apenas que a quantidade não resulte na queda de sua qualidade, tal qual Jogos Mortais.

NOTA: 4/5

Chama o Dexter, tenente Debra Morgan.

Chama o Dexter, tenente Debra Morgan.

QUARENTENA – Bebeu a água da mesma fonte de Atividade Paranormal. Um enredo sombrio contado do ponto de vista de uma câmera, mas não convence como o filme que o inspirou. Dessa vez é uma matéria sobre o dia-a-dia do Corpo de Bombeiros de Los Angeles para a TV que é a espinha dorsal da narrativa. Na frente da câmera temos a repórter Angela Vidal que está guiando a narrativa para o espectador, papel da eterna irmã de Dexter, Jennifer Carpenter (que também pode ser vista em O Exorcismo de Emily Rose).

Numa das ocorrências, as equipes de bombeiro e de reportagem, chegam a um edifício onde gritos aterrorizantes assustam os seus moradores. No local, uma senhora revela ser o motivo de tanta preocupação onde, inesperadamente, ataca um dos policiais que atendiam a ocorrência. Com a mesma rapidez, o Centro de Controle de Doenças americano isola o prédio do ambiente externo, entregando os seus ocupantes à lenta e certeira morte.

O maior defeito de Quarentena é que seu roteiro não consegue embasar a sua premissa apresentando-nos uma narrativa falha e colocando uma pesquisa de um veterinário como responsável por todo esse caos não é o suficiente, assim como outras ações e atitudes de seus personagens não condizem com a realidade ou com o quê se esperava de alguém numa situação dessas, sem citar os vários clichês onde a grande maioria do elenco se entrega ‘inocentemente’ às criaturas vis.

De bom temos as performances dos atores. Jamais imaginei que Jennifer Carpenter pudesse tremer e gritar tanto, assim como Jay Hernandez (O Albergue e O Pagamento Final: Rumo ao Poder) que sempre se sai bem em seus muitos papéis coadjuvantes ou o experiente Doug Jones (O Labirinto do Fauno e Hellboy) que se especializou (tal como Andy Sarkis) em dar vida digital a criaturas nada bonitas.

NOTA: 2/5

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É, a vida não tá fácil Hanks.

O TERMINAL – Viktor Navorski (Tom Hanks, O Código da Vinci e À Espera de um Milagre) teve a infelicidade de chegar aos EUA justamente quando seu país fictício do Leste Europeu, Krakozhia, sofre um terrível golpe de estado e entra numa grande crise diplomática onde passa a não ser reconhecido pelo governo americano. Resultado: Navorski fica impedido de entrar em solo americano, sendo obrigado a vagar pelo salão internacional do aeroporto JKF até que sua situação seja resolvida. Só que não tão rápido quanto se esperava.

Durante os nove meses em que fixou, forçadamente, residência no aeroporto, Navorski improvisou um curso instantâneo de inglês, idioma que não dominava causando-lhe grandes dificuldades e proporcionando divertidas cenas. Criou novas amizades com os trabalhadores do local, auxiliando-os e sendo auxiliados por eles a todo instante. Tornou-se um grande empecilho para Frank Dixon (Stanley Tucci, da franquia Jogos Vorazes e O Diabo Veste Prada) que se aproximou e muito de uma promoção a diretor responsável pelo gerenciamento de segurança do aeroporto, o que não ocorreu por não saber lidar com o peculiar caso do cidadão de Krakozhia. Mal sucedido no campo profissional passa a alimentar uma vingança infantil contra Viktor.

Entre as muitas idas e vindas dos passageiros, Navorski se apaixona por uma comissária de bordo, interpretada por Catherine Zeta-Jones (Chicago e Doze Homens e Outro Segredo), que tal como a inconstante rotina de seu trabalho apresentava uma tumultuada vida amorosa, que nem os conselhos e o interesse de Navorski foram capazes de modificar o seu comportamento.

Mesmo com um fraco anti-herói cuja motivação para atrapalhar a vida do protagonista soa mais como uma rixa entre crianças, O Terminal constrói um fascinante cotidiano de um aeroporto real, com grandes planos abertos que descrevem esse ambiente amplo (mas fechado) e com diversos personagens coadjuvantes cujas histórias inevitavelmente cruzam com a do protagonista, ao mesmo tempo que cria uma poderosa verossimilhança para a situação narrada ao abrir oportunidades para acompanhar os bastidores de um aeroporto muito semelhante à um shopping center. Isso sem levarmos em conta o evidente carisma de Tom Hanks nos idos de 2004, que dá traços marcantes e simpáticos a esse atrapalhado cidadão sem país, em busca da realização de um sonho pessoal que nem o inesperado cativeiro num saguão de aeroporto foi capaz de impedir.

NOTA: 4/5





1000 Episódios

5 10 2013

NOTA: O número entre parênteses após o título da produção refere-se ao número total de episódios para séries finalizadas/canceladas e o número de episódios exibidos até a data desta postagem para aquelas que ainda estão em exibição.

Ao som da trilha sonora de Jericho (e sua deliciosa vocação country), as 9 horas da manhã deste sábado, dia 05 de outubro de 2013, chego a uma marca importante para todo serie maníaco: alcançar a marcar de 1.000 episódios assistidos.

E muita coisa boa já passou por esse primeiro milhar: Lost, suas 7 temporadas com seus 122 episódios são um bom exemplo. Outras séries, no entanto, não tiveram a mesma sorte dessa e foram canceladas no meio do caminho sem um final: Alcatraz (13 episódios), Pushing Daisies (26) e The 4400 (44 episódios, embora esteja ainda na 2ª temporada da série). Rubicon (12) não conseguiu se estabelecer na minha playlist após o episódio piloto também não conseguiu emplacar e foi sumariamente cancelada logo na temporada de estreia. O mesmo destino que The Event (22) teve.

Lost, junto com Smallville, foram as séries de porta de entrada para o meu vício!

As séries britânicas também tiveram sua pequena (literalmente) participação nessa marca. Reconhecida por suas espaçosas e curtas temporadas: a excelente Survivors (12) e a empolgante releitura feita por Sherlock (6), ainda em exibição com suas microtemporadas de 3 episódios de uma hora e meia de duração e a única, entre todas as que assisto, que estou em dia! =P

Em relação aos reality-shows, dou preferência aos musicais, pois sempre me dão a chance de encontrar uma música perdida desse nosso mundão: tem American Idol (538), mesmo que tenha conferido apenas a sua 9ª temporada; The Voice Brasil (15), única produção brasileira que figura nessa lista e eu não seja um espectador assíduo e The Glee Project (21), que tinha o propósito de encontrar atores novatos para a tchran-ran-ran, Glee (90). O que me leva a confessar: sim, vergonhosamente, admito que a produção controversa de Ryan Murphy pertença a minha playlist. Fazer o quê? Bola pra frente…

Algumas produções vieram e desisti antes que terminassem, e não voltam tão cedo: Heroes (78) e Off the Map (13). Fracas é pouco para descrevê-las. Outras, não desisti, mas apenas dei uma pausa em suas ‘exibições’ por falta de tempo, mas pretendo retornar a assistir, seja num futuro próximo ou distante: Felicity (84), Cold Case (156), Smallville (217) e True Blood (70).

Em exibição e que valem a pena conferir por pura diversão, sem nenhum outro comprometimento ou elogios rasgados são: Hemlock Grove (13) da Netflix, Revolution (22) , The Big Bang Theory (139) e The Walking Dead (35). Claro que não podemos deixar passar em branco as séries clássicas, que todo fã de seriados TEM, DEVEM e NÃO PODEM deixar de assistir: que atualmente está com esse posto é The X-File (202).

Por último, reservei as minhas favoritas, as top’s das top’s, da qual sofro de amor incondicional e irrevogável: Fringe (100), Friday Night Lights (76) e Dexter (96). Todas as três já finalizadas, mas que ainda não acabei de assistir. Ainda tem a premiada Homeland (25) e as  cerejas do bolo: Treme (31) e The Big C (40).

Para comemorar, realizarei uma maratona pelas próximas dozes horas, vendo quinze episódios de 13 séries diferentes, que culminará no milésimo episódio que será o piloto de Under the Dome (13).

Mas claro que nada para por aqui. Ainda há na fila de espera muitas outras séries só aguardando a sua chance de entrar nessa lista: Californication, Band of Brothers, Hannibal, The Americans, Then & Us, Betrayal, Almost Human, Arrow, Teen Wolf, Bates Motel e a última sensação do momento Breaking Bad.

Que venham os próximos mil episódios!

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Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ex-Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. Atual Reitor da UniRegistral. Palestrante e conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

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