Festival Varilux de Cinema Francês 2014 – Números finais

4 06 2014

Saiu hoje o balanço geral do Festival Varilux de Cinema Francês 2014.

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O festival que trouxe as produções mais recentes da cinematografia francesa para 70 cinemas distribuídos em 40 cidades por todo o Brasil. A 5ª edição do Festival Varilux contou com a exibição de 16 filmes e chegou á um público recorde de 97 mil espectadores. O Universo E! fez uma intensa cobertura que resultou em 5 posts com rápidas resenhas sobre os filmes vistos, incluindo O Passado, Eu, Mamãe e os Meninos e Antes do Inverno (parte 1, parte 2, parte 3, parte 4 e parte 5).

Extremamente contente pelos números alcançados na edição desse ano, parabenizo também a cidade de Campinas (cidade-sede do Universo E!) por figurar entre as 10 cidades de maiores públicos do Festival Varilux (3.330 espectadores) em nível nacional e a 2ª entre as cidades paulistas, ficando a frente de capitais como Brasília, Porto Alegre, Salvador, Goiânia entre outras cidades. Os dois cinemas que sediaram as exibições por aqui – Topázio Cinemas no Prado Boulevard e Cineflix do Galleria Shopping – perfizeram uma renda total de R$32.563,00. Ambos também figuraram entre os 30 cinemas com maior arrecadação do festival!

Obrigado à todos que nos acompanharam nessa deliciosa jornada e já estamos à espera do próximo!

 

 

 

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Festival Varilux de Cinema Francês | parte 02

13 04 2014

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SUZANNE (França, 2013) Suzanne e Maria (Adèle Haenel, Lírios D’Água e L’Apollonide – Os Amores da Casa de Tolerância)  foram criadas apenas pelo pai, Nicolas Merevsky (François Damiens, Tango Livre e A Delicadeza do Amor) após perderem a mãe precocemente. Por ser caminhoneiro e ser pai solteiro, não restam dúvidas de como essa criação foi difícil. Mas mesmo não tendo muitas condições, ele conseguiu com muita propriedade, conduzi-las a maturidade com valores éticos e educacionais muito bem construídos e assimilados. O forte vínculo existente entre as duas irmãs é um indício disso.

Mas nem todos os problemas puderam ser evitados e Suzanne (Sara Forestier, Ervas Daninhas e O Amor é Um Crime Perfeito) acaba engravidando. As diversas passagens de tempo apresentadas sempre após o surgimento de alguma dificuldade mostram que, apesar dos pesares, os três (agora quatro) sempre conseguiram solucioná-los.

Entretanto, Suzanne era sempre a garota do contra. Grande parte disso por ser mimada e protegida pela irmã quando havia uma desavença mais séria com o pai. Não bastasse a situação limitada em se encontravam, Suzanne passa a querer viver o grande amor da sua vida, quando já não havia nem espaço e nem condições para a aventura. Como complicação pouca é bobagem, o seu ‘príncipe encantado’, Julien (o novato Paul Hamy, de Ela Vai), acaba conduzindo a personagem-título para o mundo do tráfico de drogas, onde Suzanne entrava sem questionar nada e sem dar satisfação para a família.

O longa de Katell Quillévéré, que também assina o roteito, prova o seu valor ao não julgar seus personagens e nem determinar o que é condenável ou não. Decisão que desperta reações ambíguas no espectador: se em certa cena condenamos Julien e Suzanne pela inconsequência de suas atitudes, por outro lado, não podemos deixar de reconhecer que realmente há um amor existente entre eles, que sobrevive à distância, ao tempo e às situações.

Tristeza mesmo é Suzanne não perceber que quem realmente sofre com suas ações é sua família. Embora Maria acabasse sempre a defendendo, suportando fardos que não lhe pertenciam, era nítido o desgosto do pai para com a protagonista; Charlie, o primeiro filho dela, acabou sendo judicialmente adotado por outra família, pois tia e avô não tinham condições de criá-lo. E ao que parece, Suzanne não reconhecerá esse sofrimento tão cedo, se é que o reconhecerá.

NOTA: 4/5

O PASSADO (França, 2013) O iraniano Asghar Farhadi (A Separação) volta a lidar – com talento único – com o drama familiar. Uma trama sólida, complexa e difícil de se elucidar.

Mais denso que A Separação, O Passado (com seus vários ramos narrativos) também possui como questão central uma separação não concluída. Dessa vez Ahmed (Ali Mosaffa, Leila) retorna do Irã para finalizar o seu processo de divórcio com Marie (Bérénice Bejo, O Artista e A Datilógrafa), há mais de 4 anos separados. Mas nada é tão simples quanto parece: Marie mora com as filhas Léa (a pequena Jeanne Jestin) e Lucie (Pauline Burlet, Piaf – Um Hino ao Amor). A última, mais velha, não aceita o relacionamento da mãe com o novo namorado Samir (Tahar Rahim, O Príncipe do Deserto e O Profeta), pai do genioso Fouad (Elyes Aguis em seu primeiro longa), que também vivem com Marie.

A grande questão do longa está justamente em seu título. Cada personagem (com a exceção das crianças) traz consigo questões do passado em aberto que afetam diretamente o presente. A principal delas é a ex-esposa de Samir que está em estado de coma após tentativa de suicídio após a descoberta do caso extra-conjugal do marido. É em relação a esse grave incidente que todos (em maior ou menor grau) apresentam algum sentimento de culpa, mais baseado em suposições do que na verdade.

Inesperadamente, cabe a Ahmed o papel de articulador, e por conseguinte, solucionador desse conflito porque é o único personagem que consegue lidar facilmente com todos os envolvidos. E ele assume esse papel de apaziguador o tempo todo, com lucidez e serenidade incríveis, desde o momento em que pisa na casa de Marie até o momento em que parte novamente para o Irã.

NOTA: 5/5





Festival Varilux de Cinema Francês 2014

30 03 2014

Considerado o berço do cinema, afinal foi na França que os irmãos Auguste e Louis Lumière desenvolveram a câmera e realizaram a primeira projeção pública de um filme, a cinematografia francesa é uma das mais agradáveis e contagiantes de se acompanhar, sempre produzindo bons e inesquecíveis filmes.

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Se tais obras não possuem o apelo comercial necessário para figurar entre as sessões de nossas milhares de salas de cinema, o Festival Varilux de Cinema Francês traz a nata da produção do cinema da França para as terras tupiniquins. Em 2014 o festival ocorrerá em todo o Brasil entre os dias 09 e 16 de abril. Confirmado até agora (porque a programação oficial ainda não saiu) está Campinas, que a exemplo dos anos anteriores, terá dois espaços destinados ao festival: o Topázio Cinemas no Shopping Prado e o Cineflix, no Galleria Shopping.

Ao todo, serão 15 filmes em exibição:

  • Um Amor em Paris
  • O Amor é um Crime Perfeito
  • Antes do Inverno
  • Um Belo Domingo
  • Eu, Mamãe e os Meninos
  • A Grande Volta
  • Grandes Garotos
  • Os Incompreendidos – Homenagem a Truffaut
  • Uma Juíza sem Juízo
  • Lulu, Nua e Crua
  • O Passado
  • Um Plano Perfeito
  • Uma Relação Delicada
  • Suzanne
  • Uma Viagem Extraordinária

 

EDIT 03/04/2014: Para quem nos lê de Campinas, nossa página no Facebook traz a programação completa da cidade nos dois endereços onde o  Festival ocorre! Aproveite e curta-nos por lá!

https://www.facebook.com/pages/Universo-Entretenimento/338265649547996








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Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Atual Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. É o Reitor da UniRegistral. Palestrante e conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

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