ANÁLISE: Gravidade

23 10 2013

“A vida no espaço é impossível!” É com uma frase simples e impactante como essa que o longa de Alfonso Cuáron (diretor de Filhos da Esperança e Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban) se inicia com os tripulantes da nave Explorer – doutora Ryan, Matthew e Shariff – realizando uma série de procedimentos reparadores na parte externa do telescópio Hubble. Gravidade impressiona desde as suas primeiras cenas recriando gloriosas imagens do espaço, da Terra e do Sol como pano de fundo para o trabalho desses profissionais.

Para quebrar o silêncio absoluto desse ambiente, os diálogos entre os personagens – mais os comandos em off do profissional alocado em Houston (a voz de Ed Harris, Marcas da Violência e Uma Mente Brilhante)- constroem minimamente os perfis de cada um deles: a doutora Ryan Stone (Sandra Bullock, de Um Sonho Possível e A Casa do Lago)  é considerada “o gênio” da missão, cuja participação consiste em instalar um dos seus projetos criados em terra no famoso telescópio; Matthew Rowalsky (George Clooney, Amor sem Escalas e Os Descendentes), tagarela, se mostra mais interessado em relatar suas experiências terrenas (mesmo que repetidas vezes) e ouvir as suas músicas country’s enquanto testa um assento com propulsores acoplado ao seu traje espacial. O terceiro, Shariff (Phaldut Sharma, que já trabalhou com o diretor em Filhos da Esperança), é pouco apresentado ao espectador, funcionando apenas como uma peça avulsa na narrativa prestes a ser descartada, o que de fato ocorre.

Tudo flui normalmente até quando o responsável pelo controle da missão em Houston ordena para que os astronautas abortem a missão e retornem imediatamente a Explorer. Motivo? Uma atividade dos russos com mísseis não sai como planejado e acaba criando uma nuvem de detritos que, numa reação em cadeia, vai destruindo os satélites de comunicação e atingem uma velocidade impressionante de 80.000 km/h exatamente na mesma altitude em que eles se encontram.

Com o desenrolar da narrativa, Cuáron passa a utilizar habilmente a sua câmera para aumentar  o drama e a angústia do filme. Com a câmera solta, rodopiando em pleno espaço sideral, cria-se assim uma atmosfera extremamente verossímil para a história, onde longos planos-sequências alteram a função das lentes, de observadora a primeira pessoa sem um único corte aparente. Em uma única tomada de cena, a câmera deixa de ser observadora, sujeita aos movimentos aleatórios de quem se encontra solto no espaço, e passa a assumir o ponto de vista de dentro dos capacetes dos personagens.

Um dos grandes trunfos de Gravidade é realmente a criação e a exploração dos momentos de suspenses, fugindo dos clichês que filmes de mesma temática cometem. Algumas pistas são deixadas previamente para o espectador adiantando o que está por vir: sejam fagulhas soltas no ar indicando um futuro incêndio; pequenos fragmentos de satélite, que por estarem em órbita, voltam gradativamente a atormentar a vida espacial da doutora Ryan e até mesmo um extintor que será um importante instrumento de manobra para ela.

Mantendo-se fiel a sua realidade, Gravidade se permite impactar muito mais pelas imagens em si do que pelo som – de efeitos ou de trilhas. Embora ambos também sejam usados para essa finalidade, assim como a ausência desses em alguns momentos confere um ar ainda maior de tensão para o que se vê em tela. Também é interessante observar a inserção pontual de batimentos cardíacos ou de respiração guiando a apreensão do espectador em momentos que não temos o ponto de vista dos personagens.

Por outro lado, temos que citar o fraco desenvolvimento da personagem de Sandra Bullock, que mesmo com um passado de acontecimentos drásticos, não são fortes o suficiente para criar uma grande expectativa por sua sobrevivência. Se houve alguma preocupação, essa deve-se muito mais aos perigos e riscos enfrentados por ela num ambiente hostil. A própria interpretação de Bullock sofre alterações no decorrer da trama: sendo mais eficientes quando atua em conjunto com George Clooney na primeira metade do longa (sendo beneficiada pela ocultação que a roupa espacial oferece) e nos momentos finais, quando está prestes a reentrar na atmosfera terrestre. Nos outros momentos, onde a história depende exclusivamente dela, Sandra Bullock não atinge a carga emocional desejada para a sua personagem numa economia de atuação incompreensível. Isso é perceptível principalmente num momento crucial quando a doutora desiste de lutar pela sua sobrevivência e não concordamos e muito menos discordamos de sua atitude.

Mas nada diminui a criatividade e originalidade de Cuáron para contar sua história, sentindo-se livre para usar a câmera como bem entender, ciente de que no espaço não existe a posição correta para ela, não há definição do que é para cima ou para baixo, criando-se uma das fotografias mais desafiadoras já criadas e apresentadas pelo cinema. Nada mais natural que o encerramento de Gravidade seja feito em grande estilo com o uso inteligente dela, onde a câmera, mantendo-se no nível da água, testemunha o crescimento descomunal da doutora Ryan ao ficar de pé na areia molhada, simbolizando a sua vitória em todos os sentidos.

NOTA: 5/5






Vem aí o MTV Movie Awards 2012

27 05 2012

Com a chegada da metade do ano tem se a impressão que os grandes prêmios voltados para os filmes de 2011 terminaram. Mas está enganado quem pensa assim. No próximo domingo, dia 03 de junho, é o MTV Movie Awards 2012 quem encerra de uma vez por todas mais essa temporada da Sétima Arte.

No lugar do Globo e do ‘homenzinho’ dourado entra a Pipoca Dourada, um troféu muito bem escolhido para retratar a cerimônia, um reinado para os filmes blockbusters, os chamados filmes pipocas. Longas como O Artista ou aqueles de Lars von Trier ou de Woody Allen passam bem longe da festa.

Por outro lado, o MTV Movie Awards serve muito bem como vitrine para a temporada dos grandes filmes do verão americano. Com certeza não faltarão spots comerciais sobre os grandes lançamentos dos próximos meses: Homem-Aranha, o último Batman de Christopher Nolan, a segunda parte de Amanhecer que encerra a saga Crepúsculo certamente terão o seus merchandising no domingo que vem.

De qualquer forma podemos ver que de todos os males, os indicados aos prêmios nesse ano melhoraram significativamente em relação às cerimônias anteriores: ou a organização do eventos soube muito bem escolher os indicados desse ano, delimitados claro, pelo público alvo da festa; ou 2011 teve poucas porcarias sendo lançadas na telona.

Toda a festa estará sob o comando do ator britânico e comediante Russell Brand (O Pior Trabalho do Mundo e Meu Malvado Favorito), mas mais conhecido pela alcunha de ex-Katy Perry. Ele já prometeu um show mais impressionante que Os Vingadores! “Com sua incrível capacidade de abranger todo o espectro da comédia, do mais sofisticado ao mais rasteiro, o humor inteligente e imprevisível de Russell se conecta de maneira ímpar com nosso público”, afirmou o presidente da MTV Stephen Friedman a Reuters Brasil.

Como podemos ver nas indicações abaixo, o MTV Movie Awards 2012 tem Jogos Vorazes e Missão Madrinha de Casamento como os grandes destaques e recorda ainda filmes como Super 8, Drive e 50% que passaram despercebidos das outras grandes premiações. Vamos a lista dos indicados:

MELHOR FILME

  • A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1
  • Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2
  • Histórias Cruzadas
  • Jogos Vorazes
  • Missão Madrinha de Casamento

MELHOR ATRIZ

  • Emma Stone, Amor à Toda Prova
  • Emma Watson, Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2
  • Jennifer Lawrence, Jogos Vorazes
  • Rooney Mara, Millenium – Os Homens que não Amavam as Mulheres
  • Kristen Wing, Missão Madrinha de Casamento

MELHOR ATOR

  • Joseph Gordon-Levitt, 50%
  • Ryan Gosling, Drive
  • Daniel Radcliffe, Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2
  • Josh Hutcherson, Jogos Vorazes
  • Channing Tatum, Para Sempre

MELHOR ELENCO

  • Anjos da Lei
  • Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2
  • Histórias Cruzadas
  • Jogos Vorazes
  • Missão Madrinha de Casamento

MELHOR REVELAÇÃO

  • Shailene Woodley, Os Descendentes
  • Liam Hemsworth, Jogos Vorazes
  • Rooney Mara, Millenium – Os Homens que não Amavam as Mulheres
  • Melissa McCarthy, Missão Madrinha de Casamento
  • Elle Fanning, Super 8

MELHOR PERFORMANCE PESADA

  • Anjos da Lei – Johan Hill e Rob Riggle
  • Drive – Ryan Gosling
  • Missão Impossível: Protocolo Fantasma – Tom Cruise
  • Missão Madrinha de Casamento – Kristen Wiig, Maya Rudolph, Rose Byrne, Melissa McCarthy, Wendy McClendon-Covey e Ellie Kemper

MELHOR TRANSFORMAÇÃO NA TELA

  • Johnny Depp, Anjos da Lei
  • Rooney Mara, Millenium – Os Homens que não Amavam as Mulheres
  • Elizabeth Banks, Jogos Vorazes
  • Collin Farrell, Quero Matar o meu Chefe
  • Michelle Williams, Sete Dias com Marilyn
MELHOR ATUAÇÃO CÔMICA
  • Johan Hill, Anjos da Lei
  • Zach Galifianakis, Se Beber Não Case – Parte 2
  • Kristen Wiig, Missão Madrinha de Casamento
  • Melissa McCarthy, Missão Madrinha de Casamento
  • Oliver Cooper, Projeto X – Uma Festa Fora de Controle
MELHOR MÚSICA
  • ‘Parthy Rock Anthem’, LMFAO (Anjos da Lei)
  • ‘A Real Hero’, College with Electric Youth (Drive)
  • ‘The Devil is in the Details’, Chemical Brothers (Hanna)
  • ‘Impossible’, Figurine (Like Crazy)
  • Pursuit of Happiness, Kid Cudi remix de Steve Aoki (Projeto X – Uma Festa Fora de Controle)
MELHOR BRIGA
  • Channing Tatum & Johan Hill vs Kid Gang, Anjos da Lei
  • Tom Hardy vs Joel Edgerton, Guerreiro
  • Daniel Radcliffe vs Ralph Fiennes, Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2
  • Jennifer Lawrence & Josh Hutcherson vs Alexander Ludwig, Jogos Vorazes
  • Tom Cruise vs Michael Nyqvist, Missão Impossível: Protocolo Fantasma
MELHOR BEIJO
  • Robert Pattinson & Kristen Stewart, A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1
  • Ryan Gosling & Emma Stone, Amor à Toda Prova
  • Rupert Grint & Emma Watson, Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2
  • Jennifer Lawrence & Josh Hutcherson, Jogos Vorazes
  • Channing Tatum & Rachel McAdams, Para Sempre
MELHOR PERSONAGEM IDIOTA
  • Bryce Dallas Howard, Histórias Cruzadas
  • Jon Hamm, Missão Madrinha de Casamento
  • Oliver Cooper, Projeto X – Uma Festa Fora de Controle
  • Colin Farrell, Quero Matar meu Chefe
  • Jennifer Aniston, Quero Matar meu Chefe




Hugo Cabret e O Artista polarizam o Oscar 2012

27 02 2012

Os filmes com o maior número de indicações para o Oscar de 2012 – A Invenção de Hugo Cabret e O Artista -, começaram logo de cara polarizando a cerimônia. O filme de Martin Scorsese faturou os dois primeiros prêmios: melhor fotografia e direção de arte. O Artista veio em seguida faturando o prêmio de melhor figurino.

Já na quarta premiação da noite, A Dama de Ferro faturou a estatueta de melhor maquiagem. O segundo prêmio do longa viria com o terceiro Oscar da carreira de Meryl Streep, depois de 17 indicações. Billy Crystal até exaltou a dedicação da veterana atriz.

Um dos mais excepcionais filmes do ano passado e o favorito disparado de sua categoria, o iraniano A Separação levou o Oscar de melhor filme estrangeiro.

Já por atriz coadjuvante levou Histórias Cruzadas que teve duas indicadas, mas quem ganhou foi a atriz Octavia Spencer, ovacionada de pé pelos seus colegas.

Uma grande surpresa da noite ocorreu na categoria de melhor montagem. O prêmio foi para Millenium – Os Homens que não Amavam as Mulheres, merecido pela complexidade da sua narração.

A Invenção de Hugo Cabret continuou disparando na frente em número das estatuetas: levou os Oscar’s sonoros de melhor mixagem de som e melhor edição de som.

Nas categorias de menor prestígio até por não termos muito contato e nem muitos lançamentos por aqui, vamos para um rápido resumo: Undefetead levou o prêmio de melhor documentário. Nas categorias de curtas tivemos os ganhadores: curta-metragem, The Shore; curta-animação: The Fantastic Flying Books of Mister Morris Lessmore, que provavelmente tem um título maior que sua duração e curta-documentário: Saving Face.

Outro grande favorito que não perderia sua estatueta por nada, Rango ganhou o Oscar de melhor animação. Christopher Plummer, com 82 anos de idade (dois anos mais novo que o Oscar) ganha a estatueta de melhor ator coadjuvante.

O Artista volta a ganhar uma estatueta na categoria de melhor trilha sonora, sendo o seu segundo prêmio da noite. Em seguida chegamos a categoria onde o Brasil concorreu. Carlinhos Brown com a melhor canção original Real in Rio da animação de Carlos Saldanha, perdeu para o único concorrente: Man or Muppet, de Os Muppets!

Ao longo da cerimônia, os prêmios continuaram a se diluir entre os indicados. Os Descendentes ganhou por melhor roteiro adaptado e Meia-Noite em Paris o melhor roteiro original.

O Oscar de melhor diretor diminui a diferença de estatuetas entre Hugo e O Artista, premiando Michel Hazanivicous. E foi justamente os prêmios principais que levou o filme em preto-e-branco e mudo a reagir na premiação e terminar a noite empatado com A Invenção de Hugo Cabret: O Artista levou ainda o Oscar de melhor ator para Jean Dujardin e melhor filme.





ANÁLISE: Os Descendentes

9 02 2012

Após um grave acidente, Elizabeth King (Patricia Hastie, que teve uma pequena participação em Lost), a esposa de Matt King (papel de George Clooney, Amor sem Escalas e Tudo pelo Poder) entra em coma, que posteriormente se mostra irreversível, sem a mínima possibilidade de recuperação.

Com claros problemas conjugais, Matt passa a dedicar mais tempo a sua esposa devido a delicada situação, o que não ocorria há meses. Ao mesmo tempo em que tenta praticar a sua paternidade junto às duas filhas, o que também não vinha ocorrendo.

A caçula, Scottie (primeiro papel de Amara Miller no cinema) de gênio difícil e muito inteligente sempre coloca o pai em saia justa com sua curiosidade infantil; a mais velha, Alexandra (Shailene Woodley) com sua rebeldia acima do aceitável para sua adolescência (não é a toa que seu pai tem que buscá-la no internato após o ocorrido com a mãe dela), dificulta ainda mais essa repentina e inesperada aproximação entre pai e filhas.

Enquanto tentando (re)criar esse vínculo familiar, George ainda tem pendente em seu escritório de advocacia uma milionária transação envolvendo uma herança de sua família: um paradisíaco terreno no Havaí, ainda inexplorado pelo homem. A briga entre seus primos divide aqueles que preferem o bom retorno financeiro que a venda da propriedade pode render, daqueles que pretendem preservar esse pedaço de paraíso. Há ainda, a pressão externa da sociedade havaiana que teme os impactos que uma construção ali pode ocasionar.

Se as coisas não poderiam piorar, a revelação de Alexandra sobre um caso extraconjugal de sua esposa é a cereja no bolo de problemas que George tem que resolver de uma hora para outra. A descoberta dessa traição impactará diretamente na condução da venda da propriedade dos King.

No limite entre as piadas da comédia escrachada (baseada aqui no envolvimento de Alexandra com o ‘atordoado’ Sid, vivido por Nick Krause da série Quando Toca o Sino), e a comédia inteligente cujo humor flui naturalmente, ora do roteiro, ora da atuação dos seus personagens, Os Descendentes é essa alternância de estilos. Também se inclui na produção o batido drama familiar de um pai ausente que se vê, repentinamente, no comando de sua família num momento de grande dificuldade.

Assim, chegamos ao término do filme, não muito satisfeitos com as conclusões dadas para as tramas que o longa levanta, mas longe de se decepcionar com o tempo gasto até os créditos finais. E além da boa atuação de Clooney, Os Descendentes também nos apresenta ao pouco conhecido cenário urbano de Havaí, o que pelo menos para mim foi algo inédito e nunca abordado nas produções que já assisti como locação principal.

Excetuando-se, claro, as locações de Lost, que se passava por lá, mas retratava diferentes cidades.

NOTA: 3/5





Maratona Oscar 2012

1 02 2012

O começo do ano é a época mais corrida para os cinéfilos que acompanham de perto a temporada de premiações da sétima arte.

Com Emmy em setembro, Globo de Ouro e a entrega dos prêmios oferecidos pelos sindicatos que representam artistas e profissionais de Hollywood entre dezembro e janeiro, o Oscar encerra essa temporada como a cerimônia de maior prestígio. E as sextas dos meses de dezembro, janeiro e fevereiro são reservadas para os filmes que disputam suas principais categorias.

O ano de 2012 não poderia ser diferente e a poucas semanas para o domingo do Oscar temos muitos lançamentos a conferir se quisermos ficar interados durante a realização da festa.

Depois de umas férias não-oficiais, o Universo E! acompanha agora, na medida do possível, essas estreias. Se não houver tempo suficiente para uma análise completa de cada filme candidato, daremos pelo menos um breve comentário e nosso pitaco sobre quem leva ou não a estatueta dourada.

Para tanto, começaremos com algumas análises que ficaram pendentes de publicação em janeiro e já correremos atrás das mais diversas salas de cinema para conferir os próximos lançamentos. Entre eles: O Artista, Os Descendentes, A Separação, Histórias Cruzadas, Tão Forte e Tão Perto, Millenium – Os Homens que não Amavam as Mulheres, Sete Dias com Marilyn e muito mais…

E aguardamos também a sua participação, caro leitor, sobre quais são os seus filmes favoritos e quais longas não merecem levar o Oscar para o estúdio.

Até breve!








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Blog do Renato Nalini

Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Atual Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. É o Reitor da UniRegistral. Palestrante e conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

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