ANÁLISE – Contra o Tempo

5 10 2011

Uma explosão vitima todos os passageiros de um trem em uma aparente tranquila manhã de Chicago. Tudo o que se sabe sobre o caso é que, esse incidente seria só o início de uma série de atentados planejados para ocorrerem nesse mesmo dia.

A ocasião torna-se perfeita para o governo americano testar um de seus novos programas anti-terrorismo pós 11 de setembro: o código-fonte. O código-fonte recoloca um militar americano no momento antes da explosão no trem – mais precisamente 8 minutos antes -, sob a consciência de um dos passageiros, desde que ambos sejam compatíveis biologicamente. Tal iniciativa proporcionada pelo projeto não mudaria em nada o que ocorreu após o primeiro atentado, mas evitaria os atentados posteriores. Se os resultados forem positivos aqui, o código-fonte será a nova arma dos EUA contra o terrorismo.

O militar escolhido para essa missão é Colter Stevens (Jake Gyllenhaal, Zodíaco e O Segredo de Brokenback Mountain), piloto da Força Aérea Americana, que tentando descobrir o responsável pelos atentados passa a (re)viver os oito minutos que antecederam a explosão no trem.

Paralelo a isso, o longa vai nos dando indícios do passado de Stevens nos momentos em que o mesmo volta a sua sufocante realidade: uma espécie de cápsula, onde seus únicos contatos são Coleen Goodwin (Vera Farmiga, Os Inflirados e Amor sem Escalas) e o idealizador do projeto, doutor Rutledge (Jeffrey Wright, 007 – Casino Royale e Sob o Domínio do Mal). Através dessa idas e vindas que Stevens percebe que os fatos como lhe são apresentados não se encaixam: como um piloto da Força Aérea servindo ao seu país no Afeganistão pode estar investigando um atentado na cidade de Chicago? Isso que Colter Stevens tem que descobrir ao passo que milhões de vidas dependem do seu trabalho investigativo a bordo do trem.

Esse é um ótimo trunfo que o roteiro de Contra o Tempo apresenta. Ao invés de ser apenas mais um filme com teorias sobre viagem no tempo, o filme apresenta uma outra questão tão intrigante quanto para o espectador, embora seu clímax não atinja o nível desejado de tensão. O filme começa e termina sem uma grande reviravolta.

Por outro lado, o questionamento levantado por seu ato final é deveras interessante. Um lado descartado pelo Dr. Rutledge, criador do código-fonte de fato existe: a criação de uma nova realidade quando todos os protocolos não são seguidos. A criação dessa nova versão do mundo não interfere e nem altera o que de tão grave aconteceu com Colter Stevens como piloto militar. A sua existência agora estará atrelada a uma outra pessoa e isso, com certeza, não suaviza a sua realidade.

NOTA: 4/5

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Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Atual Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. É o Reitor da UniRegistral. Palestrante e conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

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