ANÁLISE: Guardiões da Galáxia

1 09 2014

Uma aventura intergaláctica que ocorre ao som de clássicos que vão de 1966 até 1979. Assim podemos resumir muito bem a nova aposta da Marvel Studios para o cinema, agora com novos heróis e muitos deles desconhecidos de grande parte do público, acostumados com as milionárias produções individuais ou em conjunto de Os Vingadores.

A sessão musical nostálgica que se ouve durante o filme é explicado pelo inseparável walkman e a fita cassete que Peter Quill (Chris Pratt, de Ela, O Homem que Mudou o Jogo e empresta a voz para o protagonista de Uma Aventura Lego) carrega consigo por onde quer que vá. A fita contem gravações das músicas que sua mãe mais gostava, antes que ela viesse a falecer em 1988, o mesmo ano em que Peter é abduzido pelo grupo de alienígenas liderado por Yondu Udonta (Michael Rooker, mais conhecido por ser o irmão de Daryl Dixon na série The Walking Dead).

A grande aventura mesmo começa vinte e seis anos depois, quando Peter sobrevive de planeta em planeta como caçador de recompensas. O objeto-alvo de agora é um Orbe que carrega dentro de si uma das Joias do Infinito, uma das armas mais poderosas de universo. Tanto poder que atrai os mais variados tipos de raças para o seu encalço. Entre eles, Ronan, o Acusador (um trabalho indistinguível de Lee Pace, de O Hobbit: A Desolação de Smaug e da finada série Pushing Daisies), que deseja a peça para obter auxílio de Thanos (papel de Josh Brolin, Onde os Fracos não Tem Vez e Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme, não-creditado) em seu desejo de destruir o planeta de Xandar.

É o próprio Orbe que faz, involuntariamente, surgir os ditos guardiões da galáxia: o guaxinim Rocket (com a voz de Bradley Cooper, Trapaça e a trilogia Se Beber Não Case) e a árvore humanoide Groot (voz de Vin Diesel, da cinessérie Velozes e Furiosos e O Resgate do Soldado Ryan) se interessam pela recompensa oferecida para quem capturasse Peter;  Gamora (Zoe Saldana, Avatar e Além da Escuridão: Star Trek) deseja vingar a morte de seus pais utilizando a caça do Orbe como uma falsa justificativa, o mesmo espírito vingativo rege as ações de Drax, o  Destruidor (o grandalhão Dave Bautista, de Riddick 3 e O Homem com Punhos de Ferro), cuja família foi assassinada por Ronan.

Ciente do público-alvo de seu longa, o diretor e também roteirista James Gunn (diretor em Para Maiores e roteirista em Madrugada dos Mortos) não perde um minuto sequer para contar a história, nem mesmo a história de Peter Quill na Terra demonstrada de forma bem sucinta durante o início do filme. As motivações dos demais personagens (vilões ou aliados) são explanadas juntamente com as várias sequências de ação que o compõe, situadas em diversos lugares da galáxia. Bebendo da fonte das histórias em quadrinhos (e o seu festival de codinomes), Guardiões da Galáxia ainda apresenta pinceladas, uma hora ou outra, de outros títulos de gênero semelhante do Cinema: personagens bastante carismáticos e de criação híbrida de Star Trek ou as cenas de ação em pleno espaço de Star Wars.

Mas o ponto bastante positivo deste novo filme da Marvel Studios seja mesmo a sua fidelidade à pouca seriedade destinada a esse universo. Com uma legião de protagonistas que não abandonam de forma alguma suas idiossincrasias pelo dito “bem maior” pelo qual lutam, Guardiões da Galáxia faz piada a toda hora, até nos momentos mais emblemáticos, e ainda desempenhando inclusive funções narrativas para a trama. Praticamente todos os personagens têm os seus momentos cômicos, mas Groot, Rocket e Peter se sobressaem nesse quesito. Um blockbuster com qualidades acima da média e que casa muito bem suas naves de conceito moderníssimo com velhos clássicos da música da década de 1970.

NOTA: 5/5

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1000 Episódios

5 10 2013

NOTA: O número entre parênteses após o título da produção refere-se ao número total de episódios para séries finalizadas/canceladas e o número de episódios exibidos até a data desta postagem para aquelas que ainda estão em exibição.

Ao som da trilha sonora de Jericho (e sua deliciosa vocação country), as 9 horas da manhã deste sábado, dia 05 de outubro de 2013, chego a uma marca importante para todo serie maníaco: alcançar a marcar de 1.000 episódios assistidos.

E muita coisa boa já passou por esse primeiro milhar: Lost, suas 7 temporadas com seus 122 episódios são um bom exemplo. Outras séries, no entanto, não tiveram a mesma sorte dessa e foram canceladas no meio do caminho sem um final: Alcatraz (13 episódios), Pushing Daisies (26) e The 4400 (44 episódios, embora esteja ainda na 2ª temporada da série). Rubicon (12) não conseguiu se estabelecer na minha playlist após o episódio piloto também não conseguiu emplacar e foi sumariamente cancelada logo na temporada de estreia. O mesmo destino que The Event (22) teve.

Lost, junto com Smallville, foram as séries de porta de entrada para o meu vício!

As séries britânicas também tiveram sua pequena (literalmente) participação nessa marca. Reconhecida por suas espaçosas e curtas temporadas: a excelente Survivors (12) e a empolgante releitura feita por Sherlock (6), ainda em exibição com suas microtemporadas de 3 episódios de uma hora e meia de duração e a única, entre todas as que assisto, que estou em dia! =P

Em relação aos reality-shows, dou preferência aos musicais, pois sempre me dão a chance de encontrar uma música perdida desse nosso mundão: tem American Idol (538), mesmo que tenha conferido apenas a sua 9ª temporada; The Voice Brasil (15), única produção brasileira que figura nessa lista e eu não seja um espectador assíduo e The Glee Project (21), que tinha o propósito de encontrar atores novatos para a tchran-ran-ran, Glee (90). O que me leva a confessar: sim, vergonhosamente, admito que a produção controversa de Ryan Murphy pertença a minha playlist. Fazer o quê? Bola pra frente…

Algumas produções vieram e desisti antes que terminassem, e não voltam tão cedo: Heroes (78) e Off the Map (13). Fracas é pouco para descrevê-las. Outras, não desisti, mas apenas dei uma pausa em suas ‘exibições’ por falta de tempo, mas pretendo retornar a assistir, seja num futuro próximo ou distante: Felicity (84), Cold Case (156), Smallville (217) e True Blood (70).

Em exibição e que valem a pena conferir por pura diversão, sem nenhum outro comprometimento ou elogios rasgados são: Hemlock Grove (13) da Netflix, Revolution (22) , The Big Bang Theory (139) e The Walking Dead (35). Claro que não podemos deixar passar em branco as séries clássicas, que todo fã de seriados TEM, DEVEM e NÃO PODEM deixar de assistir: que atualmente está com esse posto é The X-File (202).

Por último, reservei as minhas favoritas, as top’s das top’s, da qual sofro de amor incondicional e irrevogável: Fringe (100), Friday Night Lights (76) e Dexter (96). Todas as três já finalizadas, mas que ainda não acabei de assistir. Ainda tem a premiada Homeland (25) e as  cerejas do bolo: Treme (31) e The Big C (40).

Para comemorar, realizarei uma maratona pelas próximas dozes horas, vendo quinze episódios de 13 séries diferentes, que culminará no milésimo episódio que será o piloto de Under the Dome (13).

Mas claro que nada para por aqui. Ainda há na fila de espera muitas outras séries só aguardando a sua chance de entrar nessa lista: Californication, Band of Brothers, Hannibal, The Americans, Then & Us, Betrayal, Almost Human, Arrow, Teen Wolf, Bates Motel e a última sensação do momento Breaking Bad.

Que venham os próximos mil episódios!

Quer acompanhar essa doidera ao vivo? Acompanhe o Twitter deste que vos escreve: http://twitter.com/Konshal

 





Coincidências… #2

23 08 2010

CENA 01

NO saguão de uma premiação:

SENHORA – O Coronel ficaria tão orgulhoso. (Olhando para o casal) Agora que eu tenho a receita, aquele doce homem-rosquinha e eu abriremos nosso negócio: "rosquinhas fritas nos dedos".

ELE – Parece delicioso… e sujo.

ELA – O favorito da América… Farão fortuna.

Um rapaz interrompe a conversa, pedindo silêncio. Haverá o anúncio dos vencedores da tal premiação:

JURADO – A faixa azul do concurso anual de comida caseira desse ano vai para… * * *   * * *  * * * *

O casal se abraça e comemora. Dirigem-se a frente do palco para agradecer ao público. Um sorri ao outro e com as mãos dadas, surge a música…

Close your eyes, give me your hand, darling
Do you feel my heart beating?
Do you understand?
Do you feel the same?
Am I only dreaming,
Or this is burning as an eternal flame?
Say my name…

– – – * – – – * – – – * – – – * – – – * – – – * – – – * – – – * – – – * – – – * – – – * – – – *

CENA 02

ELE 2 desce as escadas, ajeitando rapidamente os cabelos. Aproxima-se da mesa para acender duas velas quando alguém bate a porta. ELE 2 se levanta e caminhando até a porta passa a mão novamente pelos cabelos, respira fundo, ajeita as calças e abre a porta.

ELE 1 – Oi, querida. Pronta para a farra? (ELE 2 dá um sorriso nervoso) Vou levar isso como um sim… Safado! (ELE 1 entra e a porta se fecha).

Enquanto ELE 2 abre uma garrafa de vinho, uma música soa ao fundo, vindo do rádio:

Am I only dreaming (ELE 1 abaixa o volume)
Or this is burning as an eternal flame
I believe it’s meant to be, darling
I watch…

– – – * – – – * – – – * – – – * – – – * – – – * – – – * – – – * – – – * – – – * – – – * – – – *

Ocorreu novamente. Aqui, a semelhança era de um acidente ocorrera entre duas séries (Felicity e Lost). Dessa vez, a semelhança não foi um acontecimento e sim uma música tocar em episódios de séries bem distintas. Uma tem um ar colorido, musical, alegre, enquanro a outra é bem mais adulta, mais dark, mais quente…

Se no primeiro caso, eu havia visto os dois episódios na mesma semana, no segundo a semelhança era bem mais óbvia – a cena 1 e a cena 2 foram vistas no mesmo dia.

Sem mais delongas vamos a resposta do enigma (e se você já leu as tags desse post antes de chegar a essa parte do texto, já descobriu quais são essas duas produções):

CENA 1 – Na fala do jurado, os asteriscos entregariam rapidamente a resposta – * * *    * * *    * * * * é na verdade, The Pie Hole – a casa de tortas onde se desenrola a maioria das tramas de Pushing Daisies. A cena está no 8° episódio da segunda temporada da finada produção. ELE é Ned, papel de Lee Pace. ELA é Olivie Snook, interpretada por Kristin Chenoweth. Ambos estão num conturbado concurso de comida caseira onde houvera um assassinato.

CENA 2 – Já essa ‘sena’ (desculpem, mas fui alfabetizado em Inglês, ok?) faz parte, novamente, de um 8º episódio, porém da primeira temporada da vampiresca True Blood. ELE 1 é o homossexual Lafayette Reynolds, vivido por Nelsan Ellis e ELE 2 é um vampiro que fornece seu sangue em troca de alguns favores, digamos… sexuais. Na trama, sangue de vampiro é uma droga paradisíaca para os humanos.

Mistério desvendado. Qual será a próxima coincidência?

UM ADENDO: a música é Eternal Flame do grupo The Bangles!





Grande promoção de boxes de séries

21 06 2010

O que essas séries abaixo tem em comum?

  • The Big Bang Theory – 1ª temporada
  • The Big Bang Theory – 2ª temporada
  • Fringe – 1ª temporada
  • Smallville – 8ª temorada
  • Gossip Girl – 1ª temporada
  • Gossip Girl – 2ª temporada
  • Supernatural – 1ª temporada
  • Supernatural – 2ª temporada
  • Supernatural – 3ª temporada
  • As Crônicas de Sarah Connor – 1ª temporada
  • As Crônicas de Sarah Connor – 2ª temporada
  • Tal Mãe, Tal Filha – 7ª temporada
  • Sex and the City – 6ª temporada
  • The Closer: Divisão Criminal – 2ª temporada
  • The Closer: Divisão Criminal – 4ª temporada
  • Pushing Daisies: Um Toque de Vida – 2ª temporada
  • The O. C.: Um Estranho no Paraíso – 1ª temporada
  • The O. C.: Um Estranho no Paraíso – 2ª temporada
  • One Tree Hill – Lances da Vida – 2ª temporada
  • Família Soprano – 2ª temporada
  • Lipstick Jungle – 1ª temporada

E muitas outras………

Elas representam a grande oportunidade de você atualizar a sua coleção de DVD’s. Todas essas, e outras tantas temporadas de outras tantas séries estão a venda pelo inacreditável preço de R$ 39,90. Incrível!

E isso não é um jabá hein? Depois que vi, fui correndo garantir a 1ª temporada de Fringe. Vai saber quando aparecerá uma outra oportunidades dessas?

Onde? Aqui no www.submarino.com.br.

Corra e aproveite!





Boas surpresas em Glee

15 02 2010

Para início de conversa, o texto a seguir está livre de spoilers. Meus comentários são tecidos de acordo com o meu acompanhamento das séries, quase todas incrivelmente atrasadas em relação a exibição americana.

Pois bem, tudo esclarecido vamos ao comentário: Glee, realmente é uma grata surpresa entre as atuais séries dos EUA. Tem um texto leve, divertido e deliciosamente cômico.

Após conferir os primeiros cinco episódios da 1ª temporada, a produção vem melhorando gradualmente em sua história: passamos por um episódio piloto mediano, deixa muito a desejar no aborrecido terceiro episódio ‘Acafellas’ que não contribui em nada para a trama principal e não chega em nenhum momento a ser engraçado, mas Glee atinge o seu ápice no quarto episódio regado a muita Beyoncè e fazendo o impensável: uns brutamontes de futebol americano dançar Single Ladies. Impagável!

E ao contrário da tradição, mesmo após um ótimo episódio, a produção não decepciona no seguinte, trazendo grandes momentos para a telinha: no 5º episódio, a surpresa atende pelo nome de Kristin Chenoweth. Conhecida pela sua personagem Olive Snook na finada Pushing Daisies, Kristin traz uma veterana alcoolizada de McKinley’s High School, que fez muito sucesso no grupo musical do colégio no passado e possa ser, dessa vez, a salvação do grupo musical.

Superando a média de números musicais dos episódios anteriores, o ponto alto desse quinto episódio foi a competição entre a personagem de Kristin, April, e a ex-estrela do grupo, Rachel pelo papel principal de Glee. Além das engraçadíssimas situações que April se meteu ao longo de sua conturbada vida escolar.

Vamos acompanhar os próximos episódios e observar se Glee consegue se reinventar e manter a qualidade daqueles que já foram exibidos.

* * * * *

 

Uma incrível coincidência ocorreu enquanto assistia esse episódio: notando o desempeho da excêntrica Emma (Jayma Mays) – maníaca por limpeza – no início da exibição, comecei a comparar, mentalmente, sua personagem com a Olive de Pushing Daisies. E o que ocorre na cena seguinte: a própria atriz de Olive aparece na tela!

Kristin Chenoweth está em alta essa temporada: após conseguir relativo sucesso em Pushing Daisies, Kristin já foi jurada na fase inicial da atual temporada de American Idol e faz uma participação especial em Glee. Danadinha!








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Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ex-Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. Atual Reitor da UniRegistral. Palestrante e conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

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