Breves & Curtas #13

24 08 2014
Quando a simplicidade é o bastante para transmitir algo essencial: respeito!

Quando a simplicidade é o bastante para transmitir algo essencial: respeito!

WHITE FROG – Nick Young (Booboo Stewart, a saga Crepúsculo e X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido) sofre de síndrome de Asperger, que lhe causa uma timidez fora do comum, além de uma preferência exclusiva por camisetas azuis. Extremamente antissocial, mas inteligente. Não é a toa que seu irmão Chaz (Harry Shum Jr, Ela Dança Eu Danço e da série Glee) aproveita-se dessa habilidade para que Nick faça o seu dever de casa.

Não veja isso como uma maldade. Chaz é a única pessoa com quem Nick sinta-se normal, sempre ávido por compartilhar bons momentos com o irmão, a ponto de esperá-lo ansiosamente na janela. Um conforto que não encontra em seus pais omissos e conservadores e nem na psiquiatra contratada para melhorar o seu comportamento.

Numa das frequentes saídas para curtir a noite de sexta-feira, Chaz acaba perdendo a vida precocemente. Uma tragédia muito grande para Nick assimilar. Inconformado, ele passa a trilhar os mesmos caminhos que o irmão percorrera, aproximando-se de seu grupo de amigos e descobrindo histórias, detalhes e segredos da vida que desconhecia do seu irmão.

Uma história emocionante e comovente que incentiva e reforça a aceitação das diferenças entre as pessoas, afinal somos todos diferentes e a vida é uma eterna estrada de mão dupla. Também com as participações de Gregg Sulkin (Os Feiticeiros de Waverly Place), Tyler Posey (da série Teen Wolf e Efeito Colateral), Justin Martin (O Voo e O Solista) e Manish Dayal (O Aprendiz de Feiticeiro e do inédito A 100 Passos de um Sonho).

NOTA: 4/5

Nada mais do que: TUDO É INCRÍVEL!!! TUDO É INCRÍVEL!!!

Nada mais do que: TUDO É INCRÍVEL!!! TUDO É INCRÍVEL!!!

UMA AVENTURA LEGO – “Tudo é incrível! Tudo é incrível!” Realmente essa música gruda na cabeça e com ela o senhor Negócios controla todos os habitantes de Blocópolis, um dos diversos mundos temáticos feitos apenas de blocos Lego.

Aqui o monopólio é generalizado e todos seguem as mesmas regras, possuem os mesmos comportamentos, gostam das mesmas coisas. Mas isso não basta para o senhor Negócios que crê que seus comandados teimam em estragar todas as coisas boas que constrói. Agora ele planeja acabar com essa interferência de uma vez por todas.

Aí entra Emmet, um rapaz de mente prodigiosamente vazia (e extremamente manipulável), que se encaixa razoavelmente bem em uma profecia que elege aquele que irá combater os planos maléficos do senhor Negócios.

Na empreitada, Emmet contará com a ajuda de Megaestilo, namorada do – ninguém mais ninguém menos – Batman e ainda uma penca de personagens do mundo pop atual: Dumbledore e Gandalf, por exemplo, protagonizam a cena mais hilária da animação; mais há ainda espaço para Milhouse de Os Simpsons, Star Wars, As Tartarugas Ninjas, o presidente Lincoln, Saquille O’Neal,  Cleópatra e por aí vai.

Uma animação divertidíssima e despretensiosa até mesmo em sua resolução onde o ‘cara lá de cima’ torna-se, na realidade, o adulto pai de uma criança que mantem no porão de casa um mundo montado de brinquedo Lego. Ele era, portanto, literalmente o cara lá de cima. Assim como a coleção de blocos montáveis, Uma Aventura Lego aproveita-se muito bem de uma característica inerente à esses brinquedos: a de se moldar a qualquer história.

NOTA: 5/5

Ryan Gosling sabe escolher bem os seus trabalhos. Outro grande filme!

Ryan Gosling sabe escolher bem os seus trabalhos. Outro grande filme!

O LUGAR ONDE TUDO TERMINA – Um motociclista acrobata, cuja vida é itinerante tal qual o parque de diversões em que trabalha, resolve se fixar numa pequena cidade do estado de Nova York após descobrir ter um filho com quem teve um caso rápido e agora vive junto com outro homem.

Sem emprego, sem um local para ficar e sem condições de assumir a nova família, ele decide então, com a ajuda do único amigo na nova localidade, entrar para o mundo do crime. Com o dinheiro de assalto a bancos que ele quer convencer (a si próprio e a mãe de seu filho) que os dois juntos podem si dar certo. Só que tudo não sai como o planejado…

Entra na história o policial vivido por Bradley Cooper (Trapaça e O Lado Bom da Vida), que se torna um herói no vilarejo ao matar o Bandido da Moto, como o personagem de Ryan Gosling (Drive e Tudo pelo Poder) passa a ser conhecido. A vida do agora herói também vai do paraíso ao inferno ao cair nas engrenagens da parte corrupta da polícia.

Até que quinze se passam e o destino se encarrega de aproximar os filhos do assaltante e do policial: o primeiro levando até então uma vida, na medida do possível, tranquila e o segundo tornando-se um filho problemático e rebelde, cujo pai se encontra no meio de uma disputa política. Uma inversão dos papéis em relação aos seus respectivos pais quinze anos atrás.

Mas a vida acaba, injustamente, castigando aquele que perdeu o pai precocemente, aquele que sofreu as piores consequências do rápido e repentino envolvimento com o ‘colega’ problemático, enquanto este sempre terá a proteção do cargo público que o pai conquista!

NOTA: 5/5

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O preguiçoso Robert Pattinson

11 11 2011

No quarto filme da saga Crepúsculo, Amanhecer – parte 1, os recém-casados Edward (Robert Pattinson) e Bella (Kristen Stewart) finalmente partem para os finalmente.

As cenas de lua-de-mel do casal nesse longa exigiram muita preparação de Robert, que tem, digamos, um estilo de vida não muito saudável. O ator teve uma intensa preparação na academia durante quatro meses antes de fazer suas cenas.

“Sou um cara que raramente se exercita e realmente detesto ir a academia, então tive que me esforçar. Abdiquei da cerveja e das comidas gordurosas que são basicamente minha vida! Substitui tudo isso pelos exercícios físicos na academia, todos os dias nesses meses. Ia a academia as quatro horas da manhã, praticava atividades durante duas horas e depois seguia para as filmagens. Foi absolutamente exaustivo.”, ele conta.

Mas o ator, responsável por dar vida ao vampiro Edward Cullen nas telonas, manteve essa rotina?

“Agora não preciso mais tirar minha camisa. Academia nunca mais.”, diz ele rindo.

Quem apresenta uma nova perspectiva na saga vampiresca é a irmã de Eward, Alice, papel de Ashley Greene: “Vocês irão ver Alice numa espécie de tortura emocional, ela está muito atormentada. Ela quer proteger e ajudar Bella, o que é um conflito pessoal de emoções muito grande para a personagem. Isso é uma das grandes coisas que temos na saga… o desenvolvimento dos personagens”, completa Ashley.

Amanhecer – parte 1 tem estreia mundial para a próxima sexta, dia 18 de novembro.

Com informações do jornal mundial Metro




Adaptação – cinema 2.0

22 07 2011

Hollywood de tempos em tempos, lança modismos para manter o interesse do público em pagar ingressos caros e conferir os super lançamentos no cinema.

Tivemos a onda de produções baseadas em super heróis (bem feitas e com o mínimo de respeito pela obra original, para deixar bem claro). Onda iniciada pelo Homem-Aranha.

Simultaneamente à exploração desse filão veio o lançamento das continuações. O apelo do público dizia qual franquia explorar ou não. Raras vezes durante a década de 90 tivemos algum filme com ‘título tal’ 2 ou 3. Após o ano 2000 ficou comum encontrarmos caratzes nos cinemas cujos títulos de filmes eram sucedido por um algarismo: Piratas do Caribe, X-Men, Shrek, Resident Evil, Jogos Mortais, A Era do Gelo, Transformers, etc. E com sucesso de cada franquia tornou-se possível o investimento na nova arma de Hollywood contra a pirataria: as exibições em 3D.

Da mesma forma, aumentou a frequência de chegar aos cinemas histórias oriundas das páginas de livros. Tão comum que muitas vezes, os livros são (re)lançados conjuntamente com suas versões em películas.

Nas adaptações que vou me reter agora. Se já se tornou usual a escrita de um roteiro de cinema a partir de um livro, agora surge uma nova tendência criada pelos estúdios para os próximos lançamentos – a divisão da adaptação em duas partes.

Essa repartição elimina de um lado, aquilo que os fãs mais conservadores de uma determinada publicação mais reclamam: os cortes e as mudanças indesejadas na história original para uma melhor adequação às telonas. Mais tempo de filme, mais espaço para se manter fiel às páginas do livro.

Por outro lado, essa possibilidade a mais pode resultar em longas, se não mal feitos, vazios e desinteressantes para o espectador comum. Muito do que funciona perfeitamente nos livros, não mantem a mesma eficácia nas telas. Relíquias da Morte, último livro da saga Harry Potter e dividido em duas partes (esclareço logo que não foram ruins no seu todo) poderia condensar melhor sua história em um único filme, mais longo é claro, porém mantendo o excelente nível atingido em Enigma do Príncipe e não oscilando da forma que ocorreu entre a parte 1 e 2.

De minha parte, ficaria receoso se O Retorno do Rei, dividido em duas partes, alcançasse a qualidade que possui hoje. E por falar na trilogia de Peter Jackson, depois de O Senhor dos Anéis, o diretor voltará a Terra-média adaptando o prelúdio da guerra do Anel, O Hobbit, em duas partes.

Também na lista de lançamentos futuros em duas partes, figura o último volume da saga Crepúsculo: Amanhacer, cuja história será dividida em dois filmes.

Ainda é muito cedo para afirmar o sucesso dessa nova tendência e se ela funcionará ou não. Financeiramente, claro que é uma ótima aposta dos estúdios e os mais de US$ 480 milhões dos três primeiros dias de Harry Potter 7.2 estão aí para comprovar. Mas e em qualidade? Essa divisão 2.0 será revertida em produções relevantes para o cinema?

Bem, aí só as estreias futuras dirão.





ANÁLISE: Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2

15 07 2011

Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2 começa exatamente onde acabou a primeira parte, quando Voldemort rouba a Varinha das Varinhas do túmulo de Dumbledore, uma das três peças que fazem de seu possuidor o Senhor da Morte.

Por outro lado, Harry e seus amigos ainda continuam atrás das Horcruxes apesar das terríveis perdas que sofreram no longa anterior. Com ajuda do duende e dos profundos conhecimentos do senhor Olivaras, Harry, Rony e Hermione vão para o banco de Gringotes roubar o cofre de Belatriz. De acordo com as visões de Harry, lá que estará outra Horcrux.

Uma primeira falha de Relíquias da Morte – parte 2 consiste no fato do filme não elucidar se realmente é necessário a aquisição da Varinha das Varinhas, da capa da invisibilidade e da pedra da ressurreição por Voldemort. Parece que só a varinha é o suficiente para Você-Sabe-Quem. Com um interesse tão grande na primeira parte do filme nessa tríade de objetos logo desaparece aqui, e uma vez de posse da varinha, ele volta se concentrar apenas em Harry e em Hogwarts, ignorando completamente os outros objetos.

O trio principal depois de escaparem com muita dificuldade do banco a bordo de um dragão, tem como destino a escola de Hogwarts. Harry pressente que algo relacionado a casa Corvinal possa ser uma das últimas Horcruxes. Com os arredores da escola de magia totalmente vigiados, Harry tem a ajuda de Nowell e mais alguém desconhecido até então, para entrar em Hogwarts: o irmão de Dumbledore.

Recebido como guerreiro e como uma esperança nessa luta contra o mal pelos seus colegas, Harry consegue desmascarar em público o novo diretor de Hogwarts, o professor e assassino Severo Snape – que foge em forma de Comensal da Morte após uma emocionante luta com a professora Minerva.

Com a proximidade cada vez maior do exército de Voldemort, todo o corpo docente de Hogwarts forma um escudo ao redor do castelo com seus feitiços de proteção, para que consigam mais tempo para Harry encontrar a Horcrux e para Hermione e Rony achem a presa do basilisco na câmara secreta para destruir a Horcrux que estava no cofre de Belatriz. Enquanto isso, o exército negro de Voldemort inicia um maciço ataque do lado de fora de Hogwarts.

Ao se encontrar novamente com seus grandes amigos, Harry lhes revela que a outra Horcrux está muito próxima de Voldemort: a sua fiel escudeira, a serpente Nagini. E é atrás dela que eles se aproximam de Severo e do bruxo das trevas: cego por poder e num erro de raciocínio, Voldemort ordena que sua serpente mate o professor  para que a Varinha das Varinhas obedeça somente a ele – a Varinha torna-se fiel a quem matou seu dono (o que não é totalmente verdadeiro como o filme mostra mais a frente).

Antes que venha a falecer, Snape tem tempo de fornecer algumas de suas lágrimas a Harry para que o menino possa rever partes de seu passado na pensadeira. É quando chegamos no que considero o momento mais emocionante do longa, onde descobrimos um desconhecido Severo Snape (que mantem uma paixão platônica por Lílian, a mãe de Harry) e vemos qual é a última Horcrux a ser encontrada.

Voldemort, numa falsa piedade, ordena que Hogwarts cuide de seus mortos e desafia Harry em uma batalha na Floresta Proibida. Como sempre ocorre antes de uma difícil batalha, Harry tem a ajuda de seus falecidos pais e padrinho e de um presente de Dumbledore para enfrentar mais uma vez Você-Sabe-Quem. A última batalha, no entanto, não será essa. Ela se desenrolará nos pátios do castelo de Hogwarts onde Harry terá a real oportunidade de acabar com o mal de uma vez por todas, enfrentando um combalido Voldemort, a tempo de seus amigos conseguirem matar Nagini, a última Horcrux.

Uma pena que a saga de dez anos de Harry Potter no cinema não termine com o seu melhor filme. Talvez se a adaptação fosse realizada em único filme, Relíquias da Morte poderia manter o ritmo de urgência e alucinante alcançado por Enigma do Príncipe e encerrasse melhor a adaptação dos setes livros de J. K. Rowling. Além de ritmo menor que o esperado, este último filme tenta acrescentar humor onde não cabe e onde não é necessário – por exemplo,  a professora Minerva que nunca foi utilizada como escape humorístico na saga e faz piada ao conjurar um feitiço.

Mas por outro lado, temos a concretização de vários relacionamentos na tela que levarão os fãs e as fãs ao delírio, assim como a vontade de enfrentar tudo isso de novo ao vermos Harry e Gina/Hermione e Rony já adultos, embarcando seus filhos na plataforma 9 3/4 no prólogo de ’19 anos depois’. Resultado, apesar de tudo, de uma saga eficaz e envolvente em seu conjunto de oito filmes em dez anos.

MALFEITO FEITO.








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Blog do Renato Nalini

Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Atual Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. É o Reitor da UniRegistral. Palestrante e conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

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