Cinemark traz clássicos de volta ao cinema

24 05 2014

Qualquer cinéfilo que se preze sofre constantemente de dois males terríveis:

1) De sempre, sempre, mas sempre mesmo deixar um filme clássico, histórico e importante da Sétima Arte de fora da sua lista de produções vistas. Admitir essa falha para alguém gera a seguinte indagação: COMO ASSIM você não viu esse filme???!!

2) Passado o arrependimento de ter assistido à um filme tardiamente, vem outra frustração tão grande quanto a primeira: por que não o assisti nos cinemas antes? Claro, porque não há experiência melhor do que conferir um longa em seu hábitat natural –  a tela gigante e o sistema de som eficiente de uma sala de cinema.

Pois bem. A partir da semana que vem a rede Cinemark lhe oferecerá uma excelente oportunidade de diminuir o seu sentimento de culpa nesse quesito. Uma chance raríssima! De 31 de maio a 09 de julho vários cinemas da rede exibirão, em versões remasterizadas, grandes clássicos do Cinema.

Serão ao todo seis filmes de grande gabarito contando com três exibições semanais cada: Taxi Driver, Pulp Fiction: Tempo de Violência, Laranja Mecânica, Embalos de Sábado a Noite, Grease – Nos Tempos da Brilhantina e Bonequinha de Luxo. Os preços variam de R$ 7 (meia) e R$ 14 (inteira).

cineclassicos

As cidades participantes da programação do Cinemark Clássicos são as seguintes: São Paulo, São Caetano, Barueri, Rio de Janeiro, Niterói, Aracaju, Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Campo Grande, Curitiba, Florianópolis, Vitória, Natal, Porto Alegre, Recife e Salvador. Para mais detalhes sobre os complexos participantes, você confere em www.cinemark.com.br/classicos-cinemark

TAXI DRIVER

  • 31/maio –    23h55
  • 01/junho – 12h30
  • 04/junho – 19h30

 PULP FICTION: TEMPO DE VIOLÊNCIA

  • 07/junho – 23h55
  • 08/junho – 12h30
  • 11/junho – 19h30

LARANJA MECÂNICA

  • 14/junho – 23h55
  • 15/junho – 12h30
  • 18/junho – 19h30

OS EMBALOS DE SÁBADO A NOITE

  • 21/junho – 23h55
  • 22/junho – 12h30
  • 25/junho – 19h30

 GREASE: NOS TEMPOS DA BRILHANTINA

  • 28/junho – 23h55
  • 29/junho – 12h30
  • 02/julho – 19h30

BONEQUINHA DE LUXO

  • 05/julho – 23h55
  • 06/julho – 12h30
  • 09/julho – 19h30
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Saul Bass homenageado pelo Google

8 05 2013

O americano Saul Bass pode ser, facilmente, considerado uma das mentes mais criativas da humanidade. Sua imaginação está presente nos logotipos de empresas como a United Airlines, AT&T ou Warner Communications

Mas foi através de suas ilustres aberturas de filmes que seu nome ficou conhecido realizando parcerias com renomados mestres da 7ª Arte: Alfred Hitchcock, Martin Scorsese, Stanley Kubrick, só para citarmos alguns… No ano de 1968 ganhou o Oscar de melhor curta-documentário pela produção Why Man Creates (Por Que o Homem Cria, em tradução literal).

Logos criados por Saul Bass e reconhecidos mundialmente!

Logos criados por Saul Bass e reconhecidos mundialmente!

E nesse dia 08 de maio, quando completaria 93 anos de vida, Saul Bass ganha uma homenagem a sua altura com um doodle (logo comemorativo) do Google. Essa homenagem só podia ser deles mesmo. Confira!





Vem aí o MTV Movie Awards 2012

27 05 2012

Com a chegada da metade do ano tem se a impressão que os grandes prêmios voltados para os filmes de 2011 terminaram. Mas está enganado quem pensa assim. No próximo domingo, dia 03 de junho, é o MTV Movie Awards 2012 quem encerra de uma vez por todas mais essa temporada da Sétima Arte.

No lugar do Globo e do ‘homenzinho’ dourado entra a Pipoca Dourada, um troféu muito bem escolhido para retratar a cerimônia, um reinado para os filmes blockbusters, os chamados filmes pipocas. Longas como O Artista ou aqueles de Lars von Trier ou de Woody Allen passam bem longe da festa.

Por outro lado, o MTV Movie Awards serve muito bem como vitrine para a temporada dos grandes filmes do verão americano. Com certeza não faltarão spots comerciais sobre os grandes lançamentos dos próximos meses: Homem-Aranha, o último Batman de Christopher Nolan, a segunda parte de Amanhecer que encerra a saga Crepúsculo certamente terão o seus merchandising no domingo que vem.

De qualquer forma podemos ver que de todos os males, os indicados aos prêmios nesse ano melhoraram significativamente em relação às cerimônias anteriores: ou a organização do eventos soube muito bem escolher os indicados desse ano, delimitados claro, pelo público alvo da festa; ou 2011 teve poucas porcarias sendo lançadas na telona.

Toda a festa estará sob o comando do ator britânico e comediante Russell Brand (O Pior Trabalho do Mundo e Meu Malvado Favorito), mas mais conhecido pela alcunha de ex-Katy Perry. Ele já prometeu um show mais impressionante que Os Vingadores! “Com sua incrível capacidade de abranger todo o espectro da comédia, do mais sofisticado ao mais rasteiro, o humor inteligente e imprevisível de Russell se conecta de maneira ímpar com nosso público”, afirmou o presidente da MTV Stephen Friedman a Reuters Brasil.

Como podemos ver nas indicações abaixo, o MTV Movie Awards 2012 tem Jogos Vorazes e Missão Madrinha de Casamento como os grandes destaques e recorda ainda filmes como Super 8, Drive e 50% que passaram despercebidos das outras grandes premiações. Vamos a lista dos indicados:

MELHOR FILME

  • A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1
  • Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2
  • Histórias Cruzadas
  • Jogos Vorazes
  • Missão Madrinha de Casamento

MELHOR ATRIZ

  • Emma Stone, Amor à Toda Prova
  • Emma Watson, Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2
  • Jennifer Lawrence, Jogos Vorazes
  • Rooney Mara, Millenium – Os Homens que não Amavam as Mulheres
  • Kristen Wing, Missão Madrinha de Casamento

MELHOR ATOR

  • Joseph Gordon-Levitt, 50%
  • Ryan Gosling, Drive
  • Daniel Radcliffe, Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2
  • Josh Hutcherson, Jogos Vorazes
  • Channing Tatum, Para Sempre

MELHOR ELENCO

  • Anjos da Lei
  • Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2
  • Histórias Cruzadas
  • Jogos Vorazes
  • Missão Madrinha de Casamento

MELHOR REVELAÇÃO

  • Shailene Woodley, Os Descendentes
  • Liam Hemsworth, Jogos Vorazes
  • Rooney Mara, Millenium – Os Homens que não Amavam as Mulheres
  • Melissa McCarthy, Missão Madrinha de Casamento
  • Elle Fanning, Super 8

MELHOR PERFORMANCE PESADA

  • Anjos da Lei – Johan Hill e Rob Riggle
  • Drive – Ryan Gosling
  • Missão Impossível: Protocolo Fantasma – Tom Cruise
  • Missão Madrinha de Casamento – Kristen Wiig, Maya Rudolph, Rose Byrne, Melissa McCarthy, Wendy McClendon-Covey e Ellie Kemper

MELHOR TRANSFORMAÇÃO NA TELA

  • Johnny Depp, Anjos da Lei
  • Rooney Mara, Millenium – Os Homens que não Amavam as Mulheres
  • Elizabeth Banks, Jogos Vorazes
  • Collin Farrell, Quero Matar o meu Chefe
  • Michelle Williams, Sete Dias com Marilyn
MELHOR ATUAÇÃO CÔMICA
  • Johan Hill, Anjos da Lei
  • Zach Galifianakis, Se Beber Não Case – Parte 2
  • Kristen Wiig, Missão Madrinha de Casamento
  • Melissa McCarthy, Missão Madrinha de Casamento
  • Oliver Cooper, Projeto X – Uma Festa Fora de Controle
MELHOR MÚSICA
  • ‘Parthy Rock Anthem’, LMFAO (Anjos da Lei)
  • ‘A Real Hero’, College with Electric Youth (Drive)
  • ‘The Devil is in the Details’, Chemical Brothers (Hanna)
  • ‘Impossible’, Figurine (Like Crazy)
  • Pursuit of Happiness, Kid Cudi remix de Steve Aoki (Projeto X – Uma Festa Fora de Controle)
MELHOR BRIGA
  • Channing Tatum & Johan Hill vs Kid Gang, Anjos da Lei
  • Tom Hardy vs Joel Edgerton, Guerreiro
  • Daniel Radcliffe vs Ralph Fiennes, Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2
  • Jennifer Lawrence & Josh Hutcherson vs Alexander Ludwig, Jogos Vorazes
  • Tom Cruise vs Michael Nyqvist, Missão Impossível: Protocolo Fantasma
MELHOR BEIJO
  • Robert Pattinson & Kristen Stewart, A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1
  • Ryan Gosling & Emma Stone, Amor à Toda Prova
  • Rupert Grint & Emma Watson, Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2
  • Jennifer Lawrence & Josh Hutcherson, Jogos Vorazes
  • Channing Tatum & Rachel McAdams, Para Sempre
MELHOR PERSONAGEM IDIOTA
  • Bryce Dallas Howard, Histórias Cruzadas
  • Jon Hamm, Missão Madrinha de Casamento
  • Oliver Cooper, Projeto X – Uma Festa Fora de Controle
  • Colin Farrell, Quero Matar meu Chefe
  • Jennifer Aniston, Quero Matar meu Chefe




I Festival de Cinema de Campos do Jordão

19 03 2012

Uma das cidades mais belas e também mais frias do Brasil ganhará mais um evento em seu calendário de atrações.

Famosa pelo seu festival de música erudita durante o seu inverno, a Suíça Brasileira abrirá suas portas para a Sétima Arte de 27 de abril a 05 de maio no I Festival de Cinema de Campos do Jordão.

Com a curadoria de André Sturm, diretor do MIS-SP (Museu de Imagem e Som de São Paulo), o primeiro festival de cinema na Serra da Mantiqueira terá a comédia como tema principal: “A comédia é um tema pouco presente em festivais”, comenta o curador. “É muito fácil fazer filmes em que as pessoas se matam no final, mostrando que a vida não vale a pena. É mais complexo falar de temas profundos com humor, como por exemplo, faz o Almodóvar […] quando o diretor consegue trazer temas importantes através da comédia, tem um talento a mais.”

As inscrições aos interessados estão abertas e vão até o próximo dia 23. Mais informações podem ser obtidas no site oficial do evento: http://www.cinemaemcamposdojordao.com.br

 





ANÁLISE: O Artista

13 03 2012

Mil novecentos e vinte e sete. George Valentin vive o auge da sua carreira. A maior estrela do Cinema em sua época, Valentin (papel de Jean Dujardin com a elegância e o garbo característicos dos galãs da década de 20) é capaz de lotar os luxuosos e enormes cinemas com os espectadores ávidos por conferir a sua atuação. Notável isso numa estreia de um de seus filmes onde a plateia, logo após a sessão, o saúda com eloquência a sua presença. Logo de início já podemos observar os traços de egoísmo e orgulho de sua personalidade nessa pequena apresentação.

Valentin certamente tem lá o seu egoísmo, mas nunca podemos considera-lo arrogante, tamanho o seu tato com o público, jornalistas e fãs. E é uma dessas fãs que ‘ganha na loteria’ ao estampar a capa de jornal numa foto tirada ao dar um beijo no astro na porta do cinema. Extremamente encantada com essa súbita oportunidade, Peppy Miller (personagem da atriz argentina Bérénice Bejo, Coração de Cavaleiro), trata logo de investir na carreira artística aventurando-se em papéis de figurantes na produtora que George Valentin trabalha. Isso provocaria uma grande amizade e admiração de um pelo outro.

Tudo vai bem até que chega a crise financeira de 1929. Com um mundo economicamente em colapso, a Sétima Arte através de suas produtoras tinha que manter o interesse do público em seus filmes. Para tanto, investiram naquilo que o cinema ainda não tinha e se tornaria o grande atrativo para a manutenção de bilheterias cheias: o som. Valentin, purista, recusava participar de qualquer produção que viesse ser feita com a novidade, “as pessoas precisam me ver e não me ouvir”. Um engano que custou a decadência de sua carreira.

Galgando aos poucos os degraus de sua carreira, Peppy Miller simbolizou essa nova era do Cinema para sua produtora, preenchendo o espaço vazio deixado por Valentin, que se aventurou em um filme próprio e mudo, quando viu que as portas começaram a se fechar para ele e abrir para os entusiastas da sonoridade. O resultado da escolha pode ser visto quando ambos os filmes (de George e Peppy) estreiam no mesmo dia e as filas da bilheteria da produção dela atrapalham a saída dos poucos espectadores que tinham visto o filme dele.

O fracasso leva George Valentin à falência, tendo que desfazer aos poucos de suas posses e propriedades, observando a ascensão exponencial da carreira de Peppy Miller, cujo nome estamparia os mais variados cartazes e ornaria as marquises dos grandes cinemas. Essa inversão no destino de cada um é emblemática quando após pedir demissão, Valentin encontra Miller nas escadarias do estúdio: ele, descendo com um figurino escuro, contrasta com a roupa branca dela e dos demais novatos, subindo as escadas, subindo para o sucesso.

O diretor Michel Hazanavicius explora muito bem a tensão e o desespero de George ao expô-lo em um ambiente onde tudo tem som menos a sua voz. Por estar presente na primeira metade do longa quando para nós, espectadores, ainda encontra-se na fase sem som, a cena é uma grata e inesperada surpresa que se desfaz como num sonho, literalmente. George só exercia fascínio agora nos velhos espectadores, enquanto Peppy Miller era idolatrada pela nova geração.

Coube a Peppy Miller retirar o seu ídolo de outrora da rua da amargura. Em dois momentos diferentes, desesperado e sem mais nada, Valentin procurou tirar a sua própria vida, sendo salvo por ela direta ou indiretamente nas duas ocasiões. A atriz só conseguiu vencer o orgulho dele o convidando para participar de um filme onde as falas estivessem em segundo plano: Peppy convence George Valentin a voltar aos sets com ambos executando os mesmos passos praticados quando se encontraram pela primeira vez profissionalmente: os de sapateado.

Assim, com um atalho, que Peppy realiza o seu maior desejo, de protagonizar um filme ao lado de seu maior ídolo e ao lado daquele que a apoiou e a incentivou na sua carreira. Algo que só ocorreu agora porque o orgulho e a falta de adaptação de Valentin não o deixaram aceitar anteriormente. E pode-se dizer que ele se manteve firme em sua convicção, afinal, o seu grande retorno foi possível graças ao seu desempenho físico, a dança, e não à sua voz.

NOTA: 5/5.





A primeira vez de um clássico

4 03 2012

Todos possuem um filme especial, muito querido para si. Seja pelas atuações, pela trilha sonora, pela fotografia, pela história ou por tudo isso junto.

Há outros filmes que ultrapassam todos os limites e tornam-se clássicos, entrando para a história da Sétima Arte. Tornam-se memoráveis.

Clássicos ou não, os filmes que cultuamos preenchem um significativo espaço em nossa memória afetiva. Acabam sendo relacionados a uma época, uma fase de nossa vida, a uma situação alegre (ou não), a uma pessoa, a um local. E conforme o tempo passa, essa lembrança permanece vívida no pensamento. Chega até causar espanto quando relembramos o filme e constatamos quanto tempo passou desde a primeira vez que tomamos contato com tal obra. Então, entristecemos também, afinal envelhecemos.

O cinema tem essa capacidade de produzir obras memoráveis (e outras nem tanto) em todas as suas épocas, desde sua origem há mais de 100 anos até o ressurgimento das exibições em 3D. Com pouca tecnologia ou baseando-se totalmente nela, boas histórias sempre foram contadas e tornaram-se relevantes com o passar do tempo, ultrapassando as limitações da mortalidade humana.

Por isso é prazeroso fazer parte da história do cinema como espectador e presenciar a realização de uma obra épica da Sétima Arte – e as nuances desse feito entram para a eternidade e você se lembrar que estava no cinema na época da estréia. Da mesma forma e com prazer equivalente, descobrimos outras grandes realizações do passado, reveladas numa época em que nem sonhávamos existir. Gostoso imaginar a exibição de tal obra em seu lançamento: as filas e as expectativas nas filas dos imponentes cinemas de rua, o burburinho do público, os comentários dos críticos e da imprensa.

Mesmo que uma obra audiovisual esteja cercada e provoque tantos sentimentos, não há emoção maior do que aquela obtida na primeira vista, no primeiro contato, no primeiro vislumbre. Mesmo que, e certamente acontecerá outras vezes, voltemos a assistir posteriormente tal filme, os bons sentimentos estarão presentes, mas não o impacto da primeira vez que você o assistiu.

Outra forma de sentir novamente aquele frio na espinha é quando apresentamos o nosso objeto de desejo pela primeira vez à outra pessoa. Assistindo com uma companhia, você terá a oportunidade de observar as reações e as impressões que a pessoa terá durante a exibição, semelhantes às suas. Essas descobertas devolverão, mesmo que em menor escala, a fantasia do clássico.

Tudo isso que acabei de descrever está prestes a ocorrer comigo. Na minha coleção de DVD’s – o que engloba filmes e séries – está um clássico unânime da Sétima Arte. E esperei o momento oportuno (ou uma melhor ocasião) para ter esse primeiro encontro com o tal ‘clássico’. Assim, mais uma grande produção de Hollywood deixará de ser inédita para mim em um momento muito especial.

Quase nove anos depois de descobrir um dos melhores sites brasileiros (senão o único) de cinema e acompanhar não só a vida profissional (pelo site Cinema em Cena), mas a vida pessoal (através de seus relatos no blog) do crítico Pablo Villaça, terei a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente. Nessa segunda, dia 05, inicia-se o curso de Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográfica ministrado pelo crítico pela segunda vez aqui em Campinas. Uma admiração que inspirou a criação desse blog, Universo E!, embora a minha leitura dos filmes não sejam tão brilhantes quanto a dele.

Para celebrar essa minha conquista especial, já programei para logo após o curso de Pablo Villaça, conferir a premiada e conceituada trilogia de O Poderoso Chefão de Francis Ford Coppola. Depois de aguardar tanto, acho que não há ocasião melhor para conferir tal clássico!





Suspeito para falar de Super 8

23 08 2011

Sou uma pessoa muito suspeita para comentar e falar sobre Super 8. Longa que reúne em seus bastidores pessoas cujo trabalho admiro e muito: Steven Spielberg, J. J. Abrams, Michael Giacchino e Kyle Chandler.

Mesmo que o filme fosse uma grande porcaria – o que felizmente não é o caso – eu estaria ali, sentando na poltrona da sala de cinema com o sorriso de uma orelha a outra só por conferir a junção da criatividade desses caras.

Mesmo que Spielberg de em vez em quando erre a mão em suas produções, ele ainda tem muitos créditos pelo que já vez no cinema.

Jeffrey Jacob Abrams não tem nem o que comentar. Só boas produções nas costas como Lost, Cloverfield e, o ponto alto de sua carreira na minha opinião, Fringe. Ignorando claro alguns deslizes como Undercovers – que como não assisti (de propósito), evitei qualquer desapontamento. E Abrams ainda prepara mais uma produção televisiva: Alcatraz.

Michael Giacchino, a mente brilhante por trás das grandes trilhas sonoras das animações Disney/Pixar e, claro, a marcante trilha de Lost.

Por fim, Kyle Chandler, que conquistou minha admiração com um único e sólido trabalho: seu personagem Eric Taylor, o técnico de futebol americano dos garotos de Friday Night Lights. Seriado que já foi encerrado, mas ainda terei o prazer de conferir as suas três últimas temporadas.

Mas está na hora de voltarmos a falar de Super 8. E mais uma vez repito que não teria a menor chance de me decepcionar se algo desse errado com o longa.

Essa diminuta possibilidade não ocorre, prevalecendo o óbvio. Tanta gente talentosa envolvida nesse projeto resulta num grande exemplar de puro e inteligente entretenimento de tirar o fôlego dos grandes entusiastas da ficção científica. Confesso que nessa parte soe mais alto a minha voz de fã!

Claro que Super 8 não é nenhuma grande obra-prima do ano da Sétima Arte, mas passa muito longe das piores porcarias que só Hollywood, as vezes, cosnegue produzir. Spielberg e Abrams, juntos, dão uma aula de como fazer um blockbuster sem insultar a inteligência de seus espectadores. E realizam aqui uma história que resgata com classe a magia dos antigos filmes de/sobre ET’s dos idos da década de 80 e 90 que tanto fascinavam a minha infância. m cada detalhe do filme temos a genialidade dos dois: seja na criatividade e invencionices de Abrams, quanto o pano de fundo humano familiar marcante de Spielberg.

Sobretudo, Super 8 deveria ser obrigatório para muitos diretores e produtores que ousarão nos próximos anos a investir nesse filão de cinema, o blockbuster: contar uma história relevante, acessível a todos os públicos e que utilize o humor organicamente em toda a produção sem forçação de barra que predominou nos últimos lançamentos voltados para a grande audiência. Pois assim, aprenderão com os mestres, e quem sabe, se tornem fãs deles assim como eu.





Sessão histórica

20 07 2011

Uma sessão histórica que compensou as mais de seis horas de espera no hall do cinema: ora em pé; ora sentado no chão.

Uma sensação gostosa. Porque não foi uma simples sessão de Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte 2. Foram mais de duas horas acompanhando os momentos derradeiros da saga inicializada há 10 anos atrás com A Pedra Filosofal. Não foi uma simples sessão porque a sala estava abarrotada de fãs alucinados por aquele ‘bruxinho’ de óculos de lentes redondas – deliravam a cada cena de luta, a cada batalha vencida pelo bem contra o mal. E cada minuto que passava anunciava a proximidade do final.

E o que falar da cena inicial então? Sem trailers e sem propagandas, a pre-estreia começou logo que as luzes se apagaram. A aparição do túmulo de Dumbledore foi acompanhada por aplausos e assobios. A sala stadium se tornou, literalmente, um estádio de futebol com uma torcida ensandecida pelo time que estava entrando em campo.

Era algo tão especial e tão fascinante que chegava a arrepiar. Meio como um intruso ali, me sentia orgulhoso por aqueles fãs (da minha sala e das outras seis salas que compartilharam horas a fio no hall de entrada do multiplex lá fora) que acompanhavam simultaneamente o grand finale; me sentia feliz, pelo grande cinéfilo que sou, por ver a casa cheia. Ver o cinema lotado me enche de alegria, mesmo não sendo o dono! Coisas essas que só o Cinema pode proporcionar.

Se a história de J. K. Rowling marcou a infância de milhões de fãs, esses mesmos fãs fizeram dessa pre-estreia de despedida de Harry Potter, um fato marcante nessa minha ainda curta vida de amante da Sétima Arte.





Fenômeno Harry Potter #2

14 07 2011

São oito filmes baseados em sete livros que começaram a ser publicados em 1997. A adaptação cinematográfica durou o mesmo tempo da publicação dos livros: A Pedra Filosofal chegou as telonas em 2001, e a segunda parte de As Relíquias da Morte estreia daqui a pouco, a meia noite e um do dia 15 de julho. Já as páginas do primeiro livro ganhou as livrarias em 97 para o encerramento da saga em 2007 – 10 anos.

Queira um não, 15 de julho representa um marco histórico e inédito para o Cinema: chega ao fim uma das maiores sagas já produzidas e realizadas pelo cinema.





RETROSPECTIVA 2010 – parte 2

6 01 2011

O Universo E! traz agora a segunda e última parte de sua RETROSPECTIVA 2010, relembrando os momentos mais marcantes do ano que passou para a indústria do entretenimento em suas várias formas: música, filmes, artes, animação…

JULHO

Julho, mês de férias. O mês onde os 31 dias podem ser traduzidos em uma única palavra: diversão. Mas as distribuidoras brasileiras conseguem provocar ainda mais risos nos fãs que adquirem os boxes de suas séries favoritas. Como no caso retratado pelo post de 02 de julho: a série Fringe, de J. J. Abrams, com o único título em inglês. Óbvio. Mas essa certeza não se aplica na versão brasileira do seriado. Fringe recebe, na arte de capa da embalagem o subtítulo A Grande Conspiração. Já na abertura dos episódios em versão legendada, o título e subtítulo desaparecem para serem substituídos por, simplesmente, Fronteiras. Agora não sei mais de qual série sou fã: Fringe? Fringe – A Grande Conspiração? Fronteiras?!!!

Em julho chegou ao fim mais uma edição da Copa do Mundo onde a Espanha sagrou-se campeã. Além do fracasso da seleção brasileira (que pegou carona no voo de volta com a Argentina), a Copa de 2010 ficou marcada pelo som. E não apenas o das vuvuzelas. Teve K’naan cantando ‘The Waving Flag’; Skank cantando a versão brasileira utilizada na propaganda da Coca-Cola e Shakira cantarolando ‘Waka Waka’.

Taí. A grande responsável pela falta de atualizações do blog durante os meses de junho e julho foi o Mundial da África do Sul, emendando com o início de merecidas férias.

AGOSTO

Este mês começou com um resumo superficial de minhas férias: leituras, revendo séries e muito descanso. Agosto também marca a época em que o friozinho na barriga começa nos fanáticos por séries porque o mês seguinte traz grandes retornos e estréias no fall season da televisão americana.

Na primeira sexta-feira desse mês estreou nos cinemas o longa A Origem. Uma estréia que quebrou uma tradição da Sétima Arte: de reservar sempre os seus melhores filmes para época de final de ano, onde uma produção está mais visível para a corrida do Oscar. E não há mais o que falar, A Origem é, continua sendo e provavelmente será o melhor filme apresentado em 2010, como disse antes: “Agora dificilmente algum filme poderá retirar o título de melhor filme de 2010 de A Origem e das mãos de Christopher Nolan”. Espere e veremos!

Uma pausa para reflexão? Também tivemos nesse post!

Os brasileiros especialistas em séries deram seus palpites sobre as melhores séries em exibição, em um aquecimento para o Emmy 2010. Especialista ou não, se você assiste à muitas séries, demos uma dica de como se organizar utilizando o site o Orangotag. As exibições em 3D novamente dando o que falar: dessa vez ocorreu com as cópias de O Último Mestre do Ar, que fez muita gente economizar uma graninha e desistir de conferi-lo nos cinemas.

E informamos também no finalzinho do mês, um vídeo com a prévia do ainda não-fenômeno The Walking Dead.

SETEMBRO

No mês em que o Universo E! mudou para o visual atual, também foi reservado por grandes informações que você viu primeiro aqui. Fomos conferir a refilmagem do Karate Kid (e não é que gostei?). Revelamos o fim de ano azul que Avatar (e Fox, e James Cameron) teria em 2010… começaram, com um mês de antecedência, as vendas para a estréia de Tropa de Elite 2… o Ministério da Cultura inicou uma votação em seu site sobre a escolha do representante brasileiro na categoria de filme estrangeiro do Oscar 2011… Jim Parsons, Sheldon de The Big Bang Theory revelou a sua homossexualidade… Justin Bieber invadindo telonas e telinhas: trilha de Karate Kid, participação na temporada atual de CSI, e mais cinebiografia…

Ufa! Muita coisa aconteceu em setembro. Mas não acabou por aqui: finalmente comentamos sobre Antes que o Mundo Acabe. Sessenta (!) séries (re)estrearam em uma única semana de setembro! E o Google Street View chegou ás ruas das principais cidades brasileiras.

OUTUBRO

Consolidou o cinema brasileiro pra o ano de 2010 com a chegada triunfal de Tropa de Elite 2 aos cinemas. Com a ajuda do Capitão Nascimento, o Brasil ocupou mais da metade das salas de cinema com suas produções

Mas em meio á uma onda verde e amarela, conseguimos ver Resident Evil 4: Recomeço e noticiar o lançamento da segunda temporada de Fringe.

Para os fãs da saga do Um Anel pela Terra-Média, outubro foi um mês especial: primeiro a eliminação das pendências envolvendo MGM e Warner Bros que impediam o início das filmagens de O Hobbit. E segundo, a chegada ao mercado brasileiro da edição de luxo da trilogia O Senhor dos Anéis em suas versões estendidas.

Enquanto informações eram liberadas para o lançamento da edição de colecionador de Avatar, o CQC chegava na era 3.0, com o programa ganhando mais meia hora em sua duração com transmissão ao vivo pela internet.

Mas de especial nesse mês mesmo teve a estréia, no dia 31, da série The Walking Dead!!!

NOVEMBRO

Chegando ao fim o ano de 2010. E novembro traz consigo notícias e nem tão boas assim…

Era levantada a hipótese real (e até a publicação desse post, essa informação não está descartada) do cancelamento do seriado Fringe após o seu terceiro ano. E logo seguida, a Fox americana informava a mudança de horário da produção das quintas para as temidas sextas-feiras. E mais, se o fenômeno de The Walking Dead ganhava fãs ao redor do mundo com tão pouco tempo de vida, o canal Fox brasileiro tratava de afasta-los com a exibição de episódios dublados e retalhados por aqui.

A rede Cinemark realizava a 11ª edição do seu projeto Projeta Brasil Cinemark. O YouTube também programava uma edição do YouTube Live no Brasil, reunindo os grandes nomes da música sertaneja.

Também em novembro revivemos (ou para alguns, conferiram pela primeira vez) as habilidades fantásticas do piloto Ayrton nas corridas de Fórmula 1 no documentário Senna. E no despedimos de uma das mais importantes figuras do humor em Hollywood: Leslie Nielsen.

DEZEMBRO

No último mês do ano as novidades voltaram a ficar escassas por aqui. Teve o trailer do quarto Piratas do Caribe.

E enquanto essa RETROSPECTIVA estava constrangedoramente atrasada, publicamos uma produzida pelo Google, para 2010 não passar em branco por aqui.

– * – * – * –

Agora sim! Missão dada é missão cumprida! Realizamos aqui a primeira retrospectiva do Universo E! Podemos agora, finalmente, fincar os pés no ano de 2011 e que ele venha repleto de atrações especiais por aqui. Até lá!








PALPITEIRO BRASILEIRO

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Blog do Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

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