ANÁLISE: O Voo

17 02 2013

CORRIDA DE OURO – OSCAR 2013

Antes de mais nada e pelo visto aqui em O Voo, Robert Zemeckis (O Expresso Polar e Os Fantasmas de Scrooge) deveria voltar a fazer mais filmes em live-action. Nesse thriller de ação, Zemeckis não só constroi um dos melhores do gênero como também conta com um excelente elenco em mãos para fazer sua história fluir.

O roteiro, por sua vez, não perde tempo em nos apresentar o perfil de seu personagem chave, Whip Whitaker (Denzel Washington, Chamas da Vingança e Dia de Treinamento): a nudez da mulher com quem passou a noite o torna galanteador; a discussão pelo celular sobre a mensalidade escolar do filho com a ex-mulher põe um casamento fracassado anterior a esses fatos e os vícios legais (álcool) e ilegais (cocaína) revelam o drama principal da trama. Se tais hábitos já são nocivos a uma pessoa comum, o caso fica ainda mais grave quando a pessoa em questão é um piloto que assumiria, em poucas horas, o controle de um avião comercial de grande porte.

Um grave incidente com aeronave, entretanto, coloca em cheque a perícia do comandante Whitaker e Zemeckis escolhe abordar o acidente do ponto de vista interno do avião ao invés de explorar a exaustão os efeitos especiais da queda do avião pelo lado de fora, o que confere mais intensidade dramática a sequência. Mesmo salvando a grande maioria das 102 vidas a bordo (quatro passageiros e dois tripulantes vieram a falecer), o exame toxicológico pós-acidente apontara traços de álcool e cocaína no sangue do piloto. E de fato o capitão consumira, audaciosamente a bordo, ainda duas garrafinhas de vodca misturada a um suco.

Conforme vai sofrendo a pressão das acusações do tribunal, das autoridades aéreas americanas e da imprensa sensacionalista – o que intensifica ainda mais seus vícios, Whitaker ainda se envolve com a drogada em recuperação Nicole (a jovem Kelly Reilly, presente nos dois últimos Sherlock Holmes de Guy Ritchie). Embora ela funcione em contraponto a Whip em relação a luta contra a dependência química, Nicole jamais foi uma forte razão para que o mesmo abandonasse os vícios. Se a sua família (incluindo aí um filho adolescente), nem mesmo o processo em andamento movido contra ele foram motivos suficientes, não seria a força de vontade da jovem que o faria abandonar as drogas e a bebida.

Uma participação especial (nem podemos considerá-la como subtrama) que rende ótimos momentos em O Voo é a que envolve a presença de John Goodman (Curvas da Vida e O Artista). Um ator extremamente carismático, evidente por exemplo com a sua participação na série da HBO, Treme, Goodman aqui é Harling Mays, uma espécie de fornecedor (em regime de plantão) de cocaína para Whitaker.É Harling Mays quem ajuda a construir um dos momentos mais bem-humorados da trama ao gritar irritado: “Não toque na mercadoria!”. Graças a sua ‘prestação de serviços’ que o advogado de Whitaker e o representante dos sindicatos se safam de uma vergonha colossal no dia do julgamento. Logo após o auxílio de Mays, não há como segurar o riso na cena durante o elevador, quando toca ao fundo e em instrumental a música dos Beatles With Little Help From My Friends, que é justamente o que acabara de ocorrer.

Mesmo apresentando bom humor e explorando muito bem o problema dos vícios de Whitaker, a produção de Zemeckis falha em inserir o drama familiar na trama principal, perceptível pelo enfraquecimento que a narrativa sofre quando o comandante vai visitar sua ex-esposa e o filho, cujas participações são totalmente desnecessárias. O mesmo ocorre quando o roteiro de John Gatins (roteirista de Coach Carter- Treino para a Vida e Sonhadora) quer adotar uma postura série abordando a religião, desenvolvendo brandamente a história do co-piloto Ken Evans (Brian Geraghty, Guerra ao Terror e Soldado Anônimo), onde expõe, mas não conclui: se apoia ou se escracha o idealismo religioso. Por outro lado, jogar a responsabilidade em cima dos ombros de Denzel Washington nunca é demais em O Voo e o ator interpreta muito bem a dualidade do caráter do piloto diante das diversas armadilhas que trama apresenta ao seu personagem.

A concretização, assim como todo o filme, também tem seus altos e baixos. Se pelas entre-linhas da lei o piloto poderia sair impune perante a Justiça, Whitaker decide conscientemente, assumir toda a sua culpa. Mas o que seria uma finalização digna para toda a projeção até aqui, a teimosia em inserir o filho na história solitária do pai acaba apelando para um sentimentalismo piegas e desnecessário. Se O Voo não tentasse transmitir seriedade e se concentrasse mais no seu principal propósito, a diversão, seria um filme ainda melhor!

NOTA: 4/5

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ANÁLISE: Os Vingadores

27 04 2012

Como vimos anteriormente nos filmes solo dos super heróis, Os Vingadores também começa com um prólogo para estabelecer, sem perda de tempo, os propósitos do vilão da vez: para vingar-se de seu irmão Thor (Chris Hemsworth, Star Trek, A Trilha), Loki (Tom Riddleston, Cavalo de Guerra e Meia-Noite em Paris) quer atacar a Terra com um exército alienígena e assumir o controle do planeta. Para tanto, ele precisa de uma enorme quantidade de energia que  só o cubo Tesseract (que rondou pelos outros filmes) pode suprir, que por sua vez, está guardado nas instalações da SHIELD. Quando o cubo é roubado por Loki e seus capangas, a organização comandada por Nick Fury (Samuel L. Jackson, de 1408 e Pulp Fiction – Tempo de Violência) convoca os vingadores para detê-los antes que seja tarde demais.

Com os heróis já apresentados em seus respectivos filmes, Os Vingadores dedica poucos minutos de sua introdução para apresentar uma personagem em especial: Viúva Negra (Scarlet Johansson, de Encontros e Desencontros e A Ilha). Embora já tenha sido creditada no segundo Homem de Ferro, é aqui que ela ganha uma sequência só dela, o que não ocorre com Gavião Arqueiro (Jeremy Renner, Missão Impossível 4: Protocolo Fantasma e Guerra ao Terror).

Homem de Ferro (Robert Downey Jr, Sherlock Holmes: O Jogo das Sombras e Zodíaco), Hulk (Mark Ruffalo, Ilha do Medo e Colateral), Capitão América (Chris Evans, Quarteto Fantástico e Qual seu Número?) e Viúva Negra são os primeiros convocados por Nick Fury. Thor vem de Askard para tentar resolver sozinho a questão com o irmão, mas mal sucedido acaba também se juntando ao grupo. A captura de Loki é a primeira sequência de lutas conjuntas dos heróis e um pequeno aperitivo para o que Vingadores ainda reserva. Mesmo preso, o renegado de Askard ainda conta com o apoio externo de um Gavião Arqueiro sob uma espécie de feitiço, que ainda mantem o plano de invasão da Terra.

Claro que Loki é um risco considerável, mas é a desunião e a richa interna entre os vingadores que fazem os planos do inimigo funcionarem. Com os egos inflados, Thor e Homem de Ferro gastam boa parte do tempo e de suas energias lutando entre si, da mesma forma que Hulk nutre desafetos pelos dois. As intenções mal esclarecidas do investimento da  SHIELD no Tesseract irrita ainda mais os ânimos do grupo, retardando o contra-ataque dos defensores da Humanidade. Os Vingadores torna-se então um festival de piadas e referências a cultura pop com Tony Stark como porta-voz principal, sendo o grande piadista da trupe, tirando sarro de tudo e de todos, algo muito aguardado por todos nós por dois motivos: o histórico de seu personagem e pelo talento de Robert Downey Jr em papéis com esse perfil. Como exemplo, parte dele uma referência à trilogia O Senhor dos Anéis num determinado momento da batalha final.

As cenas de humor  são muito bem mescladas com as lutas épicas realizadas pelos heróis de uma forma que não quebra o ritmo frenético e alucinante do longa. Assim, não é exagero confessar o arrepio que se sente ao ver todos eles realmente reunidos numa sequencia pela primeira (e única) vez ou quando o diretor desencadeia vários planos da batalha onde podemos acompanhar alternadamente os confrontos de cada herói.

Como gênero de blockbuster, Os Vingadores se estabelece como um belo exemplar ao atingir níveis surreais de ação e de bom humor sem debandar para o lado da comédia tola. Mas esse patamar só é atingido por um fator extremamente favorável: o maior grupo de heróis do cinema deveria ter um inimigo compatível à sua força e daí, como consequência, as batalhas vistas aqui. Um projeto dessa magnitude poderia muito bem ser boicotado pelos seus próprios realizadores se limitassem a sua criatividade, mas o provável limite deu lugar a uma bem-vinda ousadia em impactar o espectador.

Um marco para o cinema de multidão e não foi à toa que se tornou um dos filmes mais esperados para 2012!

NOTA: 5/5





Novidades no mercado exibidor de Campinas

13 01 2012

Campinas ganhará em breve o seu sexto complexo de cinemas. Com a inauguração do novo shopping da cidade prevista para o próximo mês de outubro, o shopping Parque das Bandeiras, a cidade receberá pela primeira vez o grupo Cinematográfica Araújo. O multiplex da rede ocupará o terceiro pavimento do empreendimento juntamente com a praça de alimentação.

Com sede em Botucatu, a Araújo administra 97 salas em seus estados (inclusive Rondônia), com forte presença no interior do estado de São Paulo. Entre os diferenciais oferecidos estão as salas VIPs e a tela gigante MAX SCREEN. Ainda não se sabe quais dessas atrações estarão disponíveis para os campineiros.

A instalação desse novo shopping fortalece e estabelece Campinas como um grande mercado consumidor, abrangendo toda a sua região metropolitana além dos outros cinco shoppings já existentes.

Para os cinéfilos uma ótima notícia, pois a chegada desse novo centro comercial amplia o mercado de cinema na cidade trazendo a Cinematográfica Araújo, rede inédita na região. Campinas passa a contar com seis empresas exibidoras: Kinoplex (Parque Dom Pedro Shopping), Box Cinemas (Campinas Shopping), Cineflix, ex-Cinesystem (Galleria Shopping); Moviecom (Shopping Unimart) e Cinemark (Shopping Iguatemi Campinas).

CINEMARK – Falando em Cinemark, a rede inaugurou em janeiro a sua sala XD – Extreme Digital Experience. Segundo descrição da própria empresa: “Um absurdo de tela, um absurdo de som, um absurdo de cinema!”.

A novidade vinha exibindo Missão Impossível 4: Protocolo Fantasma e a partir dessa sexta-feira 13, passou a exibir a estreia de Sherlock Holmes 2: Jogo das Sombras.





RETROSPECTIVA 2010 – parte 1

4 01 2011
Fugindo do tradicional que é lançar essa tal retrospectiva ainda no ano que se pretende rever, aqui vamos nós…

Chegou o momento do Universo E! relembrar os fatos que marcaram o universo do entretenimento durante os 365 dias de 2010. As estréias que fizeram história nesse ano, as personalidades que alcançaram ou mantiveram o estrelato esse ano. As premiações, os falecimentos, as músicas, tudo o que moldou o ano de 2010.

Ao longo de toda narração, você será convidado a (re)visitar os posts que deram origem à passagem do texto.

 

SEJAM TODOS BEM-VINDOS A RETROSPECTIVA 2010 DO UNIVERSO E!

JANEIRO

O primeiro mês do ano começou com o fenômeno mundial de bilheteria do finalzinho de 2009. O longa de James Cameron, Avatar, nos apresentou ao mundo de Pandora e seus habitantes Na’vi.

Em 2010, depois de conferir a pré-estréia legendada, o filme dublado e em 3D, fui assistir pela QUINTA vez Avatar. Só que um pouco longe de casa e numa versão, digamos, gigante! Fui até São Paulo conferir a versão IMAX do longa no Espaço Unibanco de Cinemas no Shopping Bourbon no bairro da Pompéia.

O sucesso era tão estrondoso que no primeiro dia que fui, toda as sessões estavam esgotadas e me forçaram a adquirir um ingresso para um outro dia, ou seja, tive que retornar a São Paulo. O que não é difícil, pois Sampa é uma cidade magnífica.

Para não perder a viagem, no primeiro dia conferi o longa mediano Sempre ao Seu Lado, rodeado por um número considerável de japoneses.

MAIS AVATAR – Apenas três semanas em cartaz foram suficientes para Avatar alcançar a marca de 1 bilhão de dólares em bilheterias e entrar no seleto grupo de filmes de Hollywood que ultrapassaram essa barreira.

LANÇAMENTOS – Foi em janeiro que pudemos conferir, no cinema, os longas Sherlock Holmes e Onde Vivem os Monstros (e esse último exigiu uma certa paciência do espectador com o lançamento restrito a poucas cópias). Já em DVD, dia 27, chegou o documentário-show de Michael Jackson’s This is It!

SUSTO – Ao descobrir que Michael C. Hall, da série Dexter, enfrentava um câncer. Mas como Michael é forte como seu personagem, a doença não o impediu de presenciar e ganhar o seu merecido Globo de Ouro de melhor personagem de série dramática, na cerimônia realizada no dia 17 desse mês.

NASCIMENTO – Minha família ganha um novo membro com a chegada do meu sobrinho Gustavo!!!

FEVEREIRO

Fevereiro de 2010 foi um mês marcante para a televisão americana e para muitos aficionados em séries. No dia 02 desse mês teve início a saga da 6ª temporada de Lost, o último ano da produção de J. J. Abrams que arrastou uma legião de fãs pela internet afora, que compartilharam suas teorias e conspirações a respeito da ilha misteriosa. No mesmo dia 02 foram anunciados os indicados para o Oscar 2010, apresentado no dia 07 do mês seguinte.

Na televisão americana, a CBS anunciava a produção de uma série baseada em um perfil do Twitter: era o início das filmagens de S***t My Dad Says. Vencedora do Globo de Ouro de melhor série cômica/musical, Glee encantava o público com os episódios iniciais de sua primeira temporada que vinha com uma audiência ascendente.

Um dos favoritos ao Oscar desse ano, Guerra ao Terror chegava a selecionados cinemas brasileiros, mas ficava de fora da rede Cinemark. Motivo? Um mês antes, desacreditado pela distribuidora Imagem Filmes, o longa da diretora Kathryn Bigelow fora lançado diretamente em DVD no final de 2009. Uma decisão equivocada percebida apenas quando o drama foi conquistando a crítica e algumas premiações pré-Oscar. Na época, por exemplo, eu já havia comprado o DVD.

MARÇO

Preparando terreno para o lançamento de Toy Story 3, a Pixar relançava Toy Story 1 e 2 em 3D nos cinemas.

Em março foi realizado a 82ª edição da grande festa do cinema mundial. Na festa onde “Guerra ao Terror sai coroado do Oscar 2010”, a Argentina viu o Segredo dos seus Olhos vencer na categoria de filme estrangeiro; Kathryn Bigelow, foi a primeira diretora a faturar o prêmio de direção; Avatar conquistando apenas os prêmios técnicos de efeitos visuais; a supremacia da Pixar, produtora de Up – Altas Aventuras, na animação, a vitória merecida de Mo’Nique, melhor atriz coadjuvante, por Preciosa.

E não podemos deixar de destacar Sandra Bullock, que conseguiu a proeza de ser a melhor e a pior atriz num mesmo ano!

No Dia Internacional da Mulher, Hebe retornava ao seu programa de toda segunda pelo SBT, comemorando o seu aniversário de 81 anos e sua vitória após lutar contra um tumor no estômago.

No dia 16, o Parque Dom Pedro Shopping, em Campinas, presenteou os cinéfilos com a apresentação da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto, que trouxe as clássicas trilhas sonoras do cinema.

Já o CQC dava o que falar após ser censurado. Nesse mês o programa exibido as segundas pela Band, trazia um embróglio envolvendo a Prefeitura de Barueri e o misterioso sumiço de um televisor LCD de uma escola da cidade. O aparelho doado pela atração á Secretaria de Educação de Barueri foi parar na casa de um funcionário da prefeitura. Impedidos pela Justiça de exibir a matéria na estréia da 3ª temporada, o caso foi ar pelo CQC na semana seguinte, cuja edição alcançou a vice-liderança em alguns momentos com 10 pontos no Ibope.

ABRIL

O Universo E! completou o seu primeiro ano de existência, que passou despercebido por esse que vos bloga, por ter problemas na conexão. E daí para insônia, assistir o SBT de madrugada e fazer comparações entre as séries Oz e Dexter foi um pulo.

Foi reservado também para o mês de abril um dos casos mais vergonhosos envolvendo o cinema em 2010. O lançamento de uma versão medíocre de Avatar no dia 22 e viria a ficar ultrapassada em novembro com o lançamento de edição de colecionador do MESMO filme. Uma atitude vergonhosa da FOX.

O ano de 2010 foi o ano do cinema brasileiro. E isso já desdobrava-se em abril – primeiro veio o trailer do documentário Uma Noite em 67 e depois com análise do longa As Melhores Coisas do Mundo.

MAIO

Este mês ficará marcado na história da televisão norte-americana e no coração de vários fãs: em maio de 2010 foi ar o último episódio de Lost, que comoveu e instigou muitas pessoas ao longo de seus seis anos de existência.

O fenômeno atual da televisão versus o fenômeno atual da música pop. O elenco de Glee, através de suas homenagens aos artistas da indústria musical com suas versões, não garantia e nem pretendia em fazer o mesmo com o Justin Bieber. E isso realmente até agora não ocorreu.

Mais cinema brasileiro pela frente. Foi postado no Universo E! os trailers do já comentado Antes que o Mundo Acabe e do ainda inédito Capitães de Areia. Em maio fomos conferir também o longa baseado na vida do espírita Chico Xavier.

Foi levantada a questão sobre como as produtoras e distribuidoras de cinema estavam explorando o formado 3D em seus filmes. Atrás de alguns dólares a mais nas bilheterias, muitos filmes eram convertidos ‘às pressas’ para a terceira dimensão em vez de serem produzidos de fato na nova tecnologia. O post original que originou a discussão também indicava quais títulos eram falsamente vendidos em 3D.

JUNHO

No início de junho foi realizado a maior premiação da MTV voltada para o cinema mundial: o MTV Movie Awards, que sucesso em 2009 não pode ter a cobertura in loco do Universo E! no ano passado.





Agosto – O Reinício

4 08 2010

Pronto!

Lá se foi mais um mês de férias de meio de ano (na verdade um pouco mais de 20 dias de descanso). Tais dias sem nenhuma ida ao cinema, uma cobertura de rede off-line completa (longe de um computador conectado) e a companhia de muitos livros.

Esse repouso garantiu que consumisse as minhas duas recentes aquisições: a primeira temporada de Fringe e seus extras. E já comecei a rever também a temporada de estreia de Dexter – investida essa ainda não finalizada.IMG0016A

Nas leituras, terminei de reler O Cão dos Baskervilles, um dos melhores casos desvendados por Sherlock Holmes e a primeira história que li dessa fantástica criação de Sir Arthur Conan Doyle. Uma nova série literária começou: meu irmão me emprestou os três primeiros livros de Rangers – Ordem  dos Arqueiros. O primeiro livro, Ruínas de Gorlan (foto ao lado), de início já diz a que Rangers veio: agradará os aficionados por RPG, uma história bem juvenil com uma ambientação épica. Mas cuja história ainda não decolou. Veremos adiante!

Junto com esses términos e inícios, continuo com a leitura de mais dois livros: o policial Segunda-feira de Luto de Kathy Reichs, autora de livros que basearam a criação da série Bones. E a outra leitura é mais bairrista e para um público alvo mais específico: Com a Palavra, O Prefeito – em resumo, na própria capa da obra: “perfis e depoimentos dos políticos que governaram São José dos Campos na segunda metade do século 20”. Uma gostosa viagem apolítica ao passado da minha querida cidade natal, São José dos Campos/SP, com recém completados 243 anos em 27 de julho.

Mas as minhas férias de julho/2010 será marcada pela busca de um livro que há 6, 7 anos veio procurando e encontrei num excelente sebo aberto recentemente (e que será alvo de um futuro post) no centro de São José: Havaí, de James A. Michener. Encontrei o livro, inicialmente, na biblioteca do meu colégio de Ensino Médio, mas que teve a leitura de suas mais de mil páginas interrompidas inúmeras vezes até ser interrompida em definitivo alguns meses depois por diversos motivos. Resultado: sua leitura será reinicida o quanto antes.

Por enquanto, é isso. Conforme a vida for entrando nos eixos novamente e colocando minhas ideias de julho em prática, venho aqui contar a vocês, até porque esse post já está longo demais.

Agora o UNIVERSO E! dá as boas vindas ao segundo semestre de 2010. Até breve!





Universo E! no MTV Movie Awards 2010 #8

6 06 2010

MELHOR BRIGA

Interessante categoria. Como deve ter sido a briga entre a Single ‘Beyoncè’ Ladies e Ali Larter (linda atriz de Heroes) em Obsessão?

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Como na categoria anterior, aqui, a última luta de Avatar também vem a mente. Mas, se for alguma daquelas lutas previamente estudadas por Sherlock Holmes, meu voto vai para o esforço físico de Robert Downey Jr.





(Re)Leituras: Sherlock Holmes

20 05 2010

Durante esse tempo em que fiquei sem internet (ela está de volta baby!), e que é comum ocorrer quando fico com essa abstinência, eu comecei a ler um livro. Na verdade, não ler, mas a reler um livro.

Depois de conferir as aventuras de Robert Downey Jr na pele de Sherlock Holmes no longa de Guy Ritchie, estou lendo agora o livro que me apresentou, pela primeira vez, o universo investigativo idealizado por sir Arthur Conan Doyle: O Cão dos Baskervilles.

image Retratando uma suposta maldição familiar dos Baskervilles, o livro conta o incrível trabalho realizado por Holmes para desvendar essa superstição que assustavam os vizinhos da mansão dos Baskervilles no interior da Inglaterra, onde vários membros da família morreram vítima da terrível lenda que cercava a residência há 500 anos propriedade deles.

A morte de sir Charles Baskerville desencadeia a vinda de sir Henry Baskerville da América para a mansão. E juntamente com o médico e íntimo da família, doutor Mortimer, sir Henry busca os serviços de Sherlock Holmes e doutor Watson para acabar de vez com o mistério.

Provocando um grande impacto na minha primeira leitura, com 10, 11 anos, com sua narrativa misteriosa, marcante e envolvente, O Cão dos Baskervilles sempre merece uma nova leitura. E é justamente o que está ocorrendo agora. Uma oportunidade de voltar ao imaginário de Sherlock Holmes, muito distante daquele criado por Guy Ritchie e seu novo Robert Downey ‘Sherlock Holmes’ Jr.





Prepare-se para o MTV Movie Awards 2010

29 04 2010

As premiações de cinema ainda não acabaram: Avatar, Lua Nova, (500) Dias com Ela, Alice no País das Maravilhas, Distrito 9, Se Beber não Case, Guerra ao Terror, Bastardos Inglórios, Atividade Paranormal, Preciosa – Uma História de Esperança, Sherlock Holmes, Ilha do Medo, Exterminador do Futuro – A Salvação, Transformers 2 – A Vingança dos Derrotados, Up – Altas Aventuras ou X-Men Origins: Wolverine ainda podem levar mais um prêmio para casa.

Estes são apenas alguns dos filmes elegíveis que poderão concorrer a Pipoca Dourada do MTV Movie Awards 2010, o evento de premiação mais bem humorado do Cinema mundial.

É aqui que os mais fanáticos fãs de Crepúsculo, Harry Potter e outros gêneros de filmes praticados ignorados pelas premiações de início de ano poderão torcer pelo seu projeto de idolatração. Afinal no MTV Movie Awards tudo, absolutamente TUDO é possível.

Além dos tradicionais melhores filme, ator e atriz, há outras categorias mais, digamos, liberais como melhor beijo, melhor luta, o momento What The Fuck? (ou Que Merda é essa?) ou a novidade desse ano que é a premiação para superastro global.

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O que vai sair desse calderão de filmes e atores e quem vai levar a Pipoca Dourada, a gente só vai saber no MTV Movie Awards 2010 – que ocorre domingo, 06 de junho e com cobertura completa e especial do Universo E!.

Ao longo de todo o mês de maio você acompanha todos os preparativos para festa e no dia da premiação, você acompanha minuto-a-minuto com a gente a última premiação cinematográfica da temporada de 2009.

Vai uma pipoquinha aí?





O que dizer… Sherlock Holmes

28 01 2010

O QUE DIZER… É UMA VERSÃO MAIS COMPACTA DAS ANÁLISES FEITAS AQUI NO UNIVERSO E! SÃO BREVES COMENTÁRIOS DOS FILMES VISTOS RECENTEMENTE.

Sherlock Holmes com Robert Downey Jr e Jude Law não é aquele filme imperdível. É um bom passatempo. Um bom divertimento. É interessante o modo como o filme traz para tela um dos personagens mais famosos da literatura policial, criação de Sir Arthur Conan Doyle.

Para quem já leu ou ainda lê os livros do detetive, é gratificante observar a cada momento na projeção, uma pitadinha de todos os nuances desse personagem fascinante (embora jamais imaginarei Sherlock Holmes, em minha leitura, à imagem e à semelhança de Robert Downey Jr).

E concordo com o que tenho lido na web, de que Downey Jr traga todo o cinismo característico de Holmes para a telona. Há algum ator em evidência atualmente que tenha mais cara de cínico que RDJ? E vê-lo construir, ao longo da projeção, esse personagem idealizado por Guy Ritchie, talvez seja o ponto mais evidente do filme. E não é a toa que Robert tenha sido premiado como a melhor atuação em filme cômico/musical no Globo de Ouro 2010 – merecido, porém totalmente inesperado, até pelo próprio ator.

A história contada aqui é cheia de reviravoltas, com seus nuances que beiram o sobrenatural – lembrando vagamente a história contada pelo livro O Cão dos Baskervilles –, mas que de modo algum vá interferir na apurada observação e na constante racionalidade de Sherlock Holmes, que desacredita completamente em algo do gênero.

Guy Ritchie traz um novo Sherlock Holmes, reinventando-o em uma nova roupagem, com muito mais ação, mais pop, mais dinâmico e mais atual. Uma boa tentativa de renovar o interesse pelo personagem, de trazer uma outra perspectiva para o detetive para essa nova geração.

Com um enredo mediano, algo que me incomodou muito nesse longa foi o desenvolvimento computadorizado, tanto dos efeitos quanto da ambientação de época de Londres. A construção do ambiente urbano histórico da capital inglesa me pareceu muito falso, muito irreal. Incomparavelmente inferior, por exemplo, ao que vemos da Nova Iorque construída por Peter Jackson no mais recente King Kong. A todo momento tem-se a impressão de que aquilo tudo foi realmente construído sob uma tela verde. Uma grande sensação de falsidade.

Sem falar que, em dois momentos de grande ação no filme, os efeitos especiais deixam muito, mas muito a desejar mesmo! Indignos de um filme em pleno século 21, de um filme contemporâneo a Avatar.

Válida a repaginação desejada por Guy Ritchie, embora a história tenha seus bons momentos nas atuações convincentes de Robert Downey Jr e Jude Law, mesmo envoltos numa burocática história ambientada pessimamente em uma Londres do século passado.

COTAÇÃO: 2/5.





Globo de Ouro 2010

16 01 2010

Está chegando a hora. A primeira grande premiação do cinema e da TV norte-americanos de 2010 ocorre na noite desse domingo, dia 17.

E com cobertura completa do Universo E! – quem sobe no palco, quem venceu, quem chorou, quem perdeu… No palco, centenas de estrelas. E na frente de nossa telinha, você, caro leitor, acompanhando minuto-a-minuto, a grande festa da 67ª edição do Globo de Ouro.

Amanhã, a partir das 21h30min, aqui no Universo E!

E para esquentar os holofotes, aqui vai a lista completa dos indicados ao Globo de Ouro 2010:

MELHOR FILME DE DRAMA

  • Avatar
  • Guerra ao Terror
  • Bastardos Inglórios
  • Precious
  • Amor sem Escalas

MELHOR FILME DE COMÉDIA OU MUSICAL

  • (500) Dias com Ela
  • Se Beber não Case
  • Simplesmente Complicado
  • Julie e Julia
  • Nine – O Musical

MELHOR DIRETOR

  • Jason Rietman (Amor sem Escalas)
  • James Cameron (Avatar)
  • Quentin Tarantino (Bastardos Inglórios)
  • Kathryn Bigelow (Guerra ao Terror)
  • Clint Eastwood (Invictus)

MELHOR ATRIZ DRAMÁTICA

  • Sandra Bullock (The Blind Side)
  • Gabire Sadibe (Precious)
  • Carey Mulligan (Educação)
  • Hellen Mirren (The Last Station)
  • Emily Blunt (The Young Victoria)

MELHOR ATOR DRAMÁTICO

  • Tobey Maguire (Entre Irmãos)
  • Colin Firth (A Single Man)
  • Jeff Bridges (Crazy Hearth)
  • George Clooney (Amor sem Escalas)
  • Morgan Freeman (Invictus)

MELHOR ATRIZ EM COMÉDIA OU MUSICAL

  • Marion Cotillard (Nine – O Musical)
  • Sandra Bullock (A Proposta)
  • Meryl Streep (Julie e Julia)
  • Julia Roberts (Duplicidade)
  • Meryl Streep (Simplesmente Complicado)

MELHOR ATOR EM COMÉDIA OU MUSICAL

  • Joseph Gordon Levitt ( (500) Dias com Ela)
  • Michael Stuhlbarg (A Serious Man)
  • Daniel Day Lewis (Nine – O Musical)
  • Robert Downey Jr (Sherlock Holmes)
  • Matt Damon (O Desinformante)

MELHOR ATOR COADJUVANTE

  • Christopher Waltz (Bastardos Inglórios)
  • Matt damon (Invictus)
  • Woody Harrelson (The Messenger)
  • Stanley Tucci (Um Olhar do Paraíso)
  • Christopher Plummer (The Last Station)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

  • Penelope Cruz (Nine – O Musical)
  • Julianne Moore (A Single Man)
  • Anna Kendrick (Amor sem Escalas)
  • Mo-Nique (Precious)
  • Vera Farmiga (Amor sem Escalas)

MELHOR ROTEIRO

  • Simplesmente Complicado, por Nancy Meyers
  • Distrito 9, por Neil Blomkamp e Terri Tatchell
  • Guerra ao Terror, por Mark Boal
  • Bastardos Inglórios, por Quentin Tarantino
  • Amor sem Escalas, por Jason Reitman e Sheldon Turner

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

  • Baaria, Giuseppe Tomatore ( )
  • A Fita Branca, Michael Haneke ( )
  • The Maid, Sebastián Silva ( )
  • Abraços Partidos, Pedro Almodóvar ( )
  • A Prophet, Jacques Audiard ( )

MELHOR ANIMAÇÃO

  • Up – Altas Aventuras
  • Coraline
  • O Fantástico Sr Raposo
  • A Princesa e o Sapo
  • Está Chovendo Hambúrguer

MELHOR CANÇÃO

  • I See You (Avatar)
  • The Weary Kind (The Crazy Heart)
  • Winter (Brothers)
  • I Want to Come Home (Everybody’s Fine)
  • Cinema Italiano (Nine – O Musical)

MELHOR TRILHA SONORA

  • Onde Vivem os Monstros, por Karen O. e Carter Burnwell
  • Up – Altas Aventuras, por Michael Giacchino
  • Avatar, por James Horner
  • A Single Man, por Abel Krozeniowski
  • O Dseinformante, por Marvin Hamlisch

MELHOR SÉRIE DE TV (DRAMA):

  • Big Love – Amor Imenso
  • Dexter
  • House
  • Mad Men
  • True Blood

MELHOR SÉRIE DE TV (COMÉDIA OU MUSICAL):

  • Entourage
  • Glee
  • The Office
  • Modern Family
  • 30 Rock

MELHOR PRODUÇÃO (MINISSÉRIE OU FILME) PARA TV:

  • Georgia O’Keeffe
  • Grey Gardens
  • Little Dorrit
  • Taking Chance
  • Into the Storm

MELHOR ATOR EM PRODUÇÃO PARA TV:

  • Kevin Bacon, por Taking Chance
  • Kenneth Branagh, por Wallander
  • Brendan Gleeson, por Into the Storm
  • Jeremy Irons, por Georgia O’Keeffe
  • Chiwetel Ejiofor, por Endgame

MELHOR ATRIZ EM PRODUÇÃO PARA TV:

  • Joan Allen, por Georgia O’Keeffe
  • Drew Barrymore, por Grey Gardens
  • Jessica Lange, por Grey Gardens
  • Anna Paquin, por The Courageous Heart of Irena Sendler
  • Sigourney Weaver, por Prayers for Bobby

MELHOR ATOR EM SÉRIE DE TV (COMÉDIA OU MUSICAL):

  • Alec Baldwin, 30 Rock
  • Steve Carell, The Office
  • David Duchovny, Californication
  • Thomas Jane, Hung
  • Matthew Morrinson, Glee

MELHOR ATOR EM SÉRIE DE TV (DRAMA):

  • Simon Baker, The Mentalist
  • Michael C. Hall, Dexter
  • Jon Hamm, Mad Men
  • Hugh Laurie, House
  • Bill Paxton, Big Love

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE TV (COMÉDIA OU MUSICAL):

  • Toni Collete, United States of Tara
  • Courteney Cox, Cougar Town
  • Edie Falco, Nurse Jackie
  • Tina Fey, 30 Rock
  • Lea Michele, Glee

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE TV (DRAMA):

  • Gleen Close, Damages
  • January Jones, Mad Men
  • Julianna Margulies, The Good Wife
  • Anna Paquin, True Blood
  • Kyra Sedgwick, The Closer

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE OU PRODUÇÃO PARA TV:

  • Michael Emerson, Lost
  • Neil Patrick Harris, How I Met Your Mother
  • William Hurt, Damages
  • John Lithgow, Dexter
  • Jeremy Piven, Entourage

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE PARA SÉRIE OU PRODUÇÃO PARA TV:

  • Rose Byrne, Damages
  • Jane Adams, Hung
  • Jane Lynch, Glee
  • Janet McTeer, Into the Storm
  • Chlöe Sevigny, Big Love







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Blog do Renato Nalini

Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

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