ANÁLISE: O Grande Gatsby

9 07 2013

O Grande Gatsby demonstra como o amor pode exercer forte influência na vida de alguém tanto para o bem, quanto para o mal. Como amor pode te levar a conquistar algo incrível, mas também pode te levar ao completo fracasso, ao desperdício de uma vida.

Narrado a partir do ponto de vista de Nick Carraway, um personagem que sofre com a apatia em tela de Tobey Maguire (da trilogia Homem-Aranha e Entre Irmãos), que não transmite qualquer tipo de energia à ele com uma atuação extremamente apagada e esquecível e isso acaba influenciando diretamente a fraca primeira metade do longa de Baz Luhrmann (Moulin Rouge – Amor em Vermelho e Austrália), sem fascinar o espectador sobre sua história de vida, contaminando assim toda a obra.

Em uma histérica Nova York de 1922 com sua elite nadando à grandes braçadas em rios de dólares, Nick nos apresenta um casal de conhecidos seus: Daisy (Carey Mulligan, Drive e Não me Abandone Jamais) e Tom Buchanan (Joel Edgerton, A Hora mais Escura e na animação A Origem dos Guardiões) que sofrem com a falta de amor no relacionamento – agravado pelo caso latente de traição do marido, até receber o inesperado convite para uma das espetaculares festas realizadas na mansão vizinha à sua residência. Mansão onde residia, claro, Gatsby. Essa demora em revelar o personagem principal (que não era segredo algum para os espectadores mais antenados) só prejudica o filme ao deixar a responsabilidade de condução da história sobre os ombros de Maguire.

O repentino carisma que Jay Gatsby (Leonardo DiCaprio, A Origem e Os Infiltrados) passa a demonstrar por Nick, seu ‘old spot’, ocorre por puro interesse pessoal: se aproximar por Daisy, o grande amor de sua vida. Não só se tornar amigo íntimo de Nick, mas as festas promovidas por ele, a mansão escolhida estrategicamente, o seu estilo de vida, tudo o que diz respeito a Gatsby é de tal forma com o único intuito de ter novamente Daisy em seus braços, o que a vida e o seu passado humilde não permitiram.

Embora megalomaníaco, o plano de Gatsby chega muito próximo de seu objetivo e só não atinge o sucesso por sua culpa e de seu orgulho e a forma como isso é demonstrado no filme é decepcionante: ou devido a história original (de autoria de F. Scott Fitzgerald com a qual não tive contato anteriormente), ou por erro de adaptação mesmo. Mas como dizem, o filme tem que caminhar por si mesmo, acredito muito na última opção.

Se a história quase não rende, figurino e direção de arte são bastante elogiáveis ao retratar os modos e cotidiano americano da década de 20 – enquanto o primeiro não perdeu a oportunidade de realizar um belíssimo trabalho nas cenas de festas na grande residência de Gatsby ao vestir os inúmeros convidados, o segundo sabe contrastar muito bem o velho com o novo: nesse caso os logotipos em preto-e-branco no início do longa com a tecnologia em 3D. Já a forma de se abordar o aspecto das três dimensões ao longo da narração é completamente equivocada com os movimentos bruscos de câmera (mais clichê que isso, impossível) que não condizem com a história contada.

Nota-se, portanto, que o fraco O Grande Gatsby é um grande conjunto de escolhas e decisões equivocadas sendo poucos os pontos realmente positivos a serem apontados e com grande dificuldade em estabelecer sua trama, pecando tanto na construção de um possível clássico cinematográfico (estigma que a obra original carrega), quanto em colocá-lo como um filme moderno porque até os seus diversos efeitos especiais também falham, por exemplo, na construção dos cenários externos da Nova York da época. Tantas incongruências na história deixam dúvidas nessa análise também: O Grande Gatsby é um filme ruim com poucos detalhes positivos ou um filme mediano com vários pontos negativos?

NOTA: 2/5





Breves & Curtas #5

14 01 2010

FUTURAS PROMOÇÕES, PÉSSIMAS NOTÍCIAS PARA HOMEM-ARANHA, ESTREIAS, GLOBO DE OURO 2010… AGORA EM BREVES & CURTAS

PROMOÇÃO – O Universo E! promoverá em breve um concurso que irá presentear nossos leitores com vários itens de entretenimento. Os moldes da promoção aindam está em fase de criação pela competente equipe do blog – isto é, EU! Coisa simples, só para criar um pequeno rebuliço por aqui.

PROMOÇÃO 2 – Só para adiantar: o primeiro item – será uma edição do livro O Código da Vinci de Dan Brown. Dependendo da participação, posso acrescentar um DVD para um segundo colocado ou mesmo deixá-lo como outro prêmio para o próximo evento.

sdexterSUSTO EM DEXTER – A homepage do UOL (a direita) deu um grande susto ontem. Felizmente, porém, o câncer que aflige o ator Michael C. Hall, protagonista de Dexter “[…] um linfoma de Hodgkin, é tratável e curável”, informa a nota do portal.

Uma ótima notícia depois do susto dado pela chamada da primeira página. E o tratamento não deve atrapalhar em nada o cronograma de filmagens da quinta temporada da série em meados desse ano.

 

GLOBO DE OURO 2010 – A grande premiação da televisão e a primeira do cinema norte-americano. Os indicados você confere no post especial dedicado ao Globo de Ouro em breve aqui no Universo E!. E lembrando que essa 67ª edição, marcada para esse domingo (dia 17) terá cobertura completa aqui no blog.

HOMEM-ARANHA 4 – E vamos recomeçar do zero de novo… É isso que aflige qualquer cinessérie (ou seria cine-série?) de super-herói. E é isso que está ocorrendo com a franquia de Homem-Aranha. Peças centrais da trilogia do aracnídeo já dançaram. E as especulações estão só começando.

1º) Tobey Maguire, que interpretou com grande verossimilhança o Home-Aranha nos três longas anteriores, já não será mais o ator principal. A essa altura do jogo (sem definições por enquanto), a substituição cotada para a vaga está para Robert Pattinson (da saga Crepúsculo). Uma notícia horripilante para uma franquia muito bem conduzida e finalizada.

2°) Cadeira do diretor também está desocupada. O competente Sam Raimi (do não tão bom Arraste-me para o Inferno) está fora do próximo longa do herói. Estão pensando em Mark Webb ( do agradável (500) Dias com Ela) para gritar AÇÃO em Homem-Aranha 4. Um bom diretor, mas não para este tipo de filme.

Duas notícias desanimadoras para fãs e admiradores. E que não passe apenas de boato de mau gosto.

RECUPERAÇÃO PROGRESSIVA – Vítima de um grave acidente de carro há quase um mês atrás (19 de dezembro de 2009), Fábio Barreto, diretor de Lula, Filho do Brasil (em cartaz nos cinemas) continua internado no Hospital Copa D’Or no Rio de Janeiro e, felizmente, vem tendo uma gradativa recuperação: Barreto já saiu (dia 12) do estado de coma em que estava desde que fora internado e já começa a responder a estímulos médicos.

Ainda de acordo com equipe médica do hospital não há previsão de alta médica para o cwherethewildthingsare_03ineasta.

SEXTA-FEIRA, DIA DE CINEMA – E para finalizar mais uma edição de Breves & Curtas, uma  pequena lista do que você pode encontrar de estreia nessa sexta, dia 15, nos cinemas, para compensar a ausência da tradicional coluna de Universo E! , ‘Nos Cinemas’ de janeiro : as comédia Uma Mãe em Apuros com Uma Thurman e A Mente que Mente com John Malkovich e Tom Hanks interpretando ao lado de seu filho, Colin Hanks; você encontrará ainda Eva Mendes, Nicolas Cage e Val Kilmer no policial Vício Frenético e a aguardada fantasia Onde Vivem os Monstros.

 








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Blog do Renato Nalini

Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Atual Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. É o Reitor da UniRegistral. Palestrante e conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

Abraccine - Associação Brasileira de Críticos de Cinema

Site com atividades e informações sobre a associação que reúne profissionais da crítica cinematográfica de todo o Brasil

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