Breves & Curtas #8 (Especial Oscar 2014)

22 02 2014
Tom Hanks voltando ao campo das grandes atuações.

Tom Hanks voltando ao campo das grandes atuações.

CAPITÃO PHILLIPS – Richard Phillips (Tom Hanks, de A Viagem, O Código da Vinci e do inédito Walt nos Bastidores de Mary Poppins) é um experiente capitão de uma empresa de navios cargueiros. Mesmo com os anos de profissão, a família ainda não se acostumou com essa rotina constante em que ele fica durante longos períodos fora de casa. Como um filme que se foca basicamente com os apuros do personagem de Tom Hanks em alto-mar próximo à costa da Somália, o longa reserva uma breve introdução para construir essa dinâmica familiar.

Uma vez em águas internacionais, o cargueiro pelo qual Phillips é responsável começa a ser ameaçado pelos conhecidos piratas do país africano com quem o capitão lida de todas as formas possíveis para afugentá-los até que o inevitável acontece e o cargueiro é sequestrado. Até certo ponto é irônico perceber como algo tão grande como um cargueiro pode ser tão vulnerável à dois pontos verdes e minúsculos no radar.

Tom Hanks vem de muitos projetos de qualidade duvidosa ultimamente, quer por comodismo quer por falta de opções melhores, acabavam não exigindo todo o potencial dramático que ele, Hanks, certamente possui. Isso é facilmente perceptível ao longo do filme de Paul Greengrass (também diretor de dois filmes da trilogia Bourne – A Supremacia e O Ultimato e Voo United 93), uma projeção que exige, de tempos em tempos, esse profissionalismo do veterano: seja a expressão facial de preocupação de Hanks quando seu navio é invadido ou nos outros diversos momentos de grande aflição, quando o capitão lida diretamente com os piratas.

Um dos pontos fortes do longa é a forma do desenrolar de sua ação dentro de um espaço limitado – o cargueiro – com cenas tão intensas que nem filmes com uma cidade inteira de cenário conseguem alcançar. Se isso é facilmente atingido aqui, muito se deve ao inimigo a altura que Hanks tem pela frente: o somaliano inexperiente Barkhad Abdi, indicado ao Oscar como melhor ator coadjuvante e ganhador do BAFTA pela mesma categoria no seu primeiro trabalho no cinema.

Para solucionar toda a situação o Capitão Phillips acaba caindo no estereótipo dos filmes que reafirmam a soberania e a supremacia dos EUA perante o mundo, quando a situação do capitão ganha importância internacional, merecendo uma operação militar americana à altura. Mas nada suficiente o bastante que pudesse comprometer a interessante narrativa apresentada até aqui.

NOTA: 4/5

Quando o livro é melhor que o filme. De novo!

Quando o livro é melhor que o filme. De novo!

A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS – Como é difícil a adaptação de um livro para os cinemas, não é mesmo? Como diz meu irmão, o livro é o complemento narrativo em relação aos cinemas. Embora muitas vezes a narrativa escrita venha primeiro que a cinematográfica, o primeiro contato que devemos ter com a história deve ser sempre com o filme e aí então, deveremos partir para o livro. Essa regrinha básica, se respeitada, evitará grande transtornos ao cinéfilo/leitor como o que me acometeu com a obra de Marcus Zusak.

Tudo o que o autor colocou entre as páginas de A Menina que Roubava Livros está lá no filme. Mas pelo simples fato de ter o lido (numa época que nem sabia e nem se planejava a adaptação dele para os cinemas), fez com que não funcionasse para mim. Mas pela quantidade de gente que saiu chorando ou fungando da sessão, sou um fato isolado aqui.

As passagens que considero as melhores do livro, tanto em questão de emoção ou de humor, estão no filme. Até os atores escalados (com uma única exceção que comentarei no parágrafo a seguir) para os seus respectivos personagens em momento nenhum causam algum tipo de repulsa: a menina e canadense Sophie Nélisse (O Que Traz Boas Novas) está ótima como Liesel, retratando a inocência e a coragem na medida certa da protagonista; Rudy com Nico Liersch (Blackout) continua sendo o malandro e companheiro dela como nas páginas; Hans e Rosa Hubbermann, os veteranos Geoffrey Rush (da franquia Piratas do Caribe e O Discurso do Rei) e Emily Watson (da animação A Noiva Cadáver e Cavalo de Guerra) respectivamente, não podiam ter atores melhores escalados; Ben Schnetzer (Ben’s Plan e da série Happy Town) como Max também. Inclusive os papéis menores tiveram suas escolhas acertadas. Mas afinal, o que há de errado com o filme de A Menina que Roubava Livros?

Sinceramente, não consigo responder essa questão. Logo no primeiro momento o que me causa estranheza é o narrador no filme. Todos sabem que os fatos da vida de Liesel Meminger são narrados a partir do ponto de vista peculiar da Morte. Na minha leitura, todas as intervenções pessoais que a Morte realizava no livro possuía uma voz feminina, jamais imaginei que fossem adotar uma voz masculina para esse papel. Esse grande ‘pequeno detalhe’ talvez seja o crucial para a minha experiência negativa com o filme.

Se já não estava comprando a história mostrada ali vem um aspecto que considero vergonhoso e que o filme não merecia: como pode um produto vendido aos quatro ventos como uma produção do mesmo estúdio de As Aventuras de Pi ser concluído com efeitos especiais tão mesquinhos? Principalmente na parte final com os ataques de bombas, os efeitos delas (ridícula a forma como um caminhão é explodido) são terrivelmente amadores. Isso porque o filme se beneficia do fato da presença de todos os personagens (com a exceção de Max) estarem no porão e a abordagem das explosões serem apenas a partir de efeitos sonoros. Inadmissível!

Posso afirmar então que o problema de A Menina que Roubava Livros seja a junção de dois fatores: um que afeta todos que o assistem que são os efeitos visuais muito aquém para os padrões atuais do cinema e outro, que afeta diretamente quem já leu o livro (e variará de pessoa para pessoa), que é a falta de um pouco de magia e encantamento da história que se perdeu durante a sua adaptação. Mas confesso: é uma pena que isso tenha acontecido!

NOTA: 2/5

Ocupando a vaga de outro filme melhor na categoria de melhores filmes

Ocupando a vaga de outro filme melhor na categoria de melhores filmes

PHILOMENA – Philomena é de longe, um dos filmes mais fracos dos indicados ao Oscar de melhor filme esse ano. Menos por sua história e mais pelo sério problema de ritmo que sua narração apresenta. A personagem que dá título à trama teve duas grandes infelicidades em sua adolescência na Irlanda: primeiro, estudar em um internato de freiras e segundo, ficar grávida durante esse período.

Devido às aventuras carnais, Philomena (Judi Dench, esteve presente nos últimos sete (!) filmes de James Bond e Notas sobre um Escândalo) foi devidamente castigada pelas irmãs, sofrendo barbaridades durante o complicado parto que teve sem auxílio médico algum, trabalhando sem remuneração durante sete dias por semana até que se vê permanentemente separada de seu filho ao ver este ser adotado sem o seu consentimento. Fato que escondeu durante 50 anos.

O longa passa a acompanhar a busca, por três países, de uma mãe pelo paradeiro do filho cinquenta anos depois de seu nascimento com o auxílio do jornalista em crise Martin Sixsmith (Steve Coogan, Trovão Tropical e A Festa nunca Termina) em soube do caso por intermédio da filha dela Jane (Anna Maxwell Martin, de Amor e Inocência). Nessa trajetória que Philomena tem os seus maiores problemas. Nem o característico humor britânico consegue melhorar a interação de Judi Dench (com uma atuação mediana que nem de longe lembra a carismática agente M dos filmes de James Bond) com Steve Coogan, que não convence em momento algum com o seu personagem. Quando os poucos flashbacks – onde Sophie Kennedy Clark (Ninfomaníaca e Sombras da Noite) vive Philomena em sua fase jovem) – se tornam mais interessantes que a narrativa principal é justamente porque alguma coisa está errada.

E olha que a história poderia muito bem render um filme melhor até pelas características que possui e pelas denúncias que evidencia, onde emocionaria facilmente o seu espectador, mas não consegue fazê-lo. De aproveitável mesmo é a atitude de Philomena em sua conclusão, uma escolha muito mais cristã do que aquelas que juraram fidelidade, se declararam servas e viveram única e exclusivamente em nome de um ser superior.

NOTA: 2/5

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Breves & Curtas #6

11 01 2014

Ano novo, ideias novas. Para manter o Universo E! sempre com postagens pelo menos uma vez a cada quinze dias, decidimos repaginar a edição do Breves & Curtas, que era destinado a pequenas notas e notícias sobre o cinema (cuja última edição foi postada em 2010) e adaptá-lo para resenhas sobre diversos filmes existentes, sem se apeguar ao fato de ser estreia, recente ou não.

Aqui tudo será válido: filme em DVD/blu-ray, nos cinemas, na Netflix, ou se estiver apenas disponível internet a fora. Cada edição trará três longas com a minha opinião e sua respectiva nota. Me parece ser um formato promissor dada a minha empolgação e espero que vocês aproveitem para discutir, comentar, opinar e discordar, afinal esse espaço também é de vocês.

Boa leitura!

Zelando pela boa noite de sono do namorado!

Zelando pela boa noite de sono do namorado!

ATIVIDADE PARANORMAL – Depois de muito tempo finalmente tive a oportunidade de conferir o primeiro longa dessa já famosa franquia do cinema de terror. A opinião daqueles que conheço e o tinham visto estava bem dividida: alguns se apavoraram com esse exemplar e outros não sentiram tanto pavor assim.

Tenho que concordar com esses últimos. Mas acrescento que não podemos deixar de elogiar a eficácia que esse primeiro Atividade Paranormal carrega consigo. Primeiro pelo casal de atores (os novatos Katie Featherston e Micah Sloat) que convencem como duas pessoas próximas entre si, que possuem um cotidiano em comum, convencimento que se estende ao ponto de ambos emprestarem os seus nomes reais aos seus respectivos personagens. Segundo, pela decisão do inexperiente (até então) diretor Oren Peli (responsável pelo roteiro do igualmente eficiente Chernobyl: Sinta a Radiação) em abandonar as características comuns dos filmes, optando por excluir os créditos iniciais e finais aqui, aproximando essa obra de ficção da realidade.

Com seus defeitos ao não explicar o motivo pelo qual o casal vive completamente isolado – isolamento pelo qual a narrativa se beneficia – e suas virtudes, ao moldar as características da “criatura” da vez num crescente de terror e ação entre sons e imagens, Atividade Paranormal não chega a ser um épico e singular exemplar do terror, mas funciona o suficiente para ocupar um lugar de destaque do gênero (repleto de porcarias) em desencadear uma franquia em massa nos cinemas. Espero apenas que a quantidade não resulte na queda de sua qualidade, tal qual Jogos Mortais.

NOTA: 4/5

Chama o Dexter, tenente Debra Morgan.

Chama o Dexter, tenente Debra Morgan.

QUARENTENA – Bebeu a água da mesma fonte de Atividade Paranormal. Um enredo sombrio contado do ponto de vista de uma câmera, mas não convence como o filme que o inspirou. Dessa vez é uma matéria sobre o dia-a-dia do Corpo de Bombeiros de Los Angeles para a TV que é a espinha dorsal da narrativa. Na frente da câmera temos a repórter Angela Vidal que está guiando a narrativa para o espectador, papel da eterna irmã de Dexter, Jennifer Carpenter (que também pode ser vista em O Exorcismo de Emily Rose).

Numa das ocorrências, as equipes de bombeiro e de reportagem, chegam a um edifício onde gritos aterrorizantes assustam os seus moradores. No local, uma senhora revela ser o motivo de tanta preocupação onde, inesperadamente, ataca um dos policiais que atendiam a ocorrência. Com a mesma rapidez, o Centro de Controle de Doenças americano isola o prédio do ambiente externo, entregando os seus ocupantes à lenta e certeira morte.

O maior defeito de Quarentena é que seu roteiro não consegue embasar a sua premissa apresentando-nos uma narrativa falha e colocando uma pesquisa de um veterinário como responsável por todo esse caos não é o suficiente, assim como outras ações e atitudes de seus personagens não condizem com a realidade ou com o quê se esperava de alguém numa situação dessas, sem citar os vários clichês onde a grande maioria do elenco se entrega ‘inocentemente’ às criaturas vis.

De bom temos as performances dos atores. Jamais imaginei que Jennifer Carpenter pudesse tremer e gritar tanto, assim como Jay Hernandez (O Albergue e O Pagamento Final: Rumo ao Poder) que sempre se sai bem em seus muitos papéis coadjuvantes ou o experiente Doug Jones (O Labirinto do Fauno e Hellboy) que se especializou (tal como Andy Sarkis) em dar vida digital a criaturas nada bonitas.

NOTA: 2/5

oterminal

É, a vida não tá fácil Hanks.

O TERMINAL – Viktor Navorski (Tom Hanks, O Código da Vinci e À Espera de um Milagre) teve a infelicidade de chegar aos EUA justamente quando seu país fictício do Leste Europeu, Krakozhia, sofre um terrível golpe de estado e entra numa grande crise diplomática onde passa a não ser reconhecido pelo governo americano. Resultado: Navorski fica impedido de entrar em solo americano, sendo obrigado a vagar pelo salão internacional do aeroporto JKF até que sua situação seja resolvida. Só que não tão rápido quanto se esperava.

Durante os nove meses em que fixou, forçadamente, residência no aeroporto, Navorski improvisou um curso instantâneo de inglês, idioma que não dominava causando-lhe grandes dificuldades e proporcionando divertidas cenas. Criou novas amizades com os trabalhadores do local, auxiliando-os e sendo auxiliados por eles a todo instante. Tornou-se um grande empecilho para Frank Dixon (Stanley Tucci, da franquia Jogos Vorazes e O Diabo Veste Prada) que se aproximou e muito de uma promoção a diretor responsável pelo gerenciamento de segurança do aeroporto, o que não ocorreu por não saber lidar com o peculiar caso do cidadão de Krakozhia. Mal sucedido no campo profissional passa a alimentar uma vingança infantil contra Viktor.

Entre as muitas idas e vindas dos passageiros, Navorski se apaixona por uma comissária de bordo, interpretada por Catherine Zeta-Jones (Chicago e Doze Homens e Outro Segredo), que tal como a inconstante rotina de seu trabalho apresentava uma tumultuada vida amorosa, que nem os conselhos e o interesse de Navorski foram capazes de modificar o seu comportamento.

Mesmo com um fraco anti-herói cuja motivação para atrapalhar a vida do protagonista soa mais como uma rixa entre crianças, O Terminal constrói um fascinante cotidiano de um aeroporto real, com grandes planos abertos que descrevem esse ambiente amplo (mas fechado) e com diversos personagens coadjuvantes cujas histórias inevitavelmente cruzam com a do protagonista, ao mesmo tempo que cria uma poderosa verossimilhança para a situação narrada ao abrir oportunidades para acompanhar os bastidores de um aeroporto muito semelhante à um shopping center. Isso sem levarmos em conta o evidente carisma de Tom Hanks nos idos de 2004, que dá traços marcantes e simpáticos a esse atrapalhado cidadão sem país, em busca da realização de um sonho pessoal que nem o inesperado cativeiro num saguão de aeroporto foi capaz de impedir.

NOTA: 4/5





COBERTURA COMPLETA: Globo de Ouro 2011

16 01 2011
AS ATUALIZAÇÕES MAIS RECENTES SERÃO AS PRIMEIRAS. PORTANTO, A ORDEM DE LEITURA SERÁ DE BAIXO PARA CIMA

– Michael Douglas apresentando os indicados a melhor filme drama. E A RedEe Social ganha mais um Globo de Ouro.

– Chegou a vez de Sandra Bullock para apresentar os indicados para melhor ator drama. O vencedor é Colin Firth por O Discurso do Rei.

– Enquanto isso no Twitter… Globo de Ouro domina o trend topics mundial.

– Alice, Burlesque, Red passam batidos.  O Globo de Ouro dessa categoria para The Kids are All Right.

– A dupla dinâmica de Toy Story – Tom Hanks e TimAllen sobem ao palco para apresentarem os indicados a melhor filme comédia/musical.

– Vamos agora para as indicadas a melhor atriz defilme drama. E a ganhadora é: Natalie Portman por O Cisne Negro.

– Joseph Gordon-Levitt apresenta A Origem, que concorre a melhor filme drama. O favorito do Universo E!

– Mas o prêmio vai para Paul Giamatti por Minha Versão para o Amor.

– Halle Berry chega ao palco para apresentar os indicados a melhor ator de filme musical/comédia.  Com o Johnny Depp concorrendo por dois papéis ( O Turista e Alice).

– O Cisne Negro apresentado por Alicia Keys, concorrendo a melhor filme drama.

– Vamos para os indicados a melhor série musical/comédia: a grande vencedora é Glee, desbancando as favoritas Modern Family e The Big C.

– O caldo começa a engrossar.Os indicados para melhor direção: o grande vencedor é David Fincher por A Rede Social.

– Uma prévia de O Turista, concorrendo a melhor filme musical/comédia.

– Globo de Ouro homenageia Robert de Niro com trechos dos filmes que ele participou.

– A vez de Jeremy Irons apresentar as indicadas a melhoratriz de filme drama: vence The Fighter com Melissa Leo.

– Nada melhor para comemorar a renovação por três temporadas do que esse prêmio não?

– Os indicados a melhor ator de série musical/comédia.Apresentados por Kaley Cuoco, de The Big Bang Theory, que entrega o prêmio  para o seu colega Jim Parsons.

– O presidente dos EUA de The Event, Blair Underwood, anuncia a vencedora de melhor atriz de série musical/comédia. O prêmio sai para The Big C: Laura Linney, que não estava presente na cerimônia.

– Hellen Mirren nos apresenta um dos indicados amelhor filme drama: O Discurso do Rei.

– Robert Pattinson fica incumbido de apresentar os indicados a melhor filme estrangeiro.Dinamarca vence com In a Better World.

– Por mais que não gostem de Glee, tem que se admitir que os dois prêmios dessa noite foram merecidos.

– O Capitão América, Chris Evans, apresenta as indicadas a melhor atriz coadjuvante para séries, mini-série e filme para TV. E a honra vai para Jane Lynch de Glee. A série mantem a sua aura de sensação do momento, arrebatando prêmios ainda no seu segundo ano. E a febre Glee ainda não acabou.

– Steve Carrel e Tina Fey sobem ao palco e nos apresentam os indicados a melhor roteiro. E o Globo de Ouro vai para A Rede Social.

– Zach Efron apresenta mais um indicado para melhor filme musical/comédia:  The Kids All Right.

– Claire Danes sai vencedora por Temple Grandie.

– Depois deles, chegou a vez das indicadas para melhor atriz de filme para TV ou mini-série.

– Todos atentos para ouvir as palavras do mestre Al Pacino.

– Melhor ator de filme para TV ou mini-série. Nessas categorias somos peixes fora d’água. E o Globo de Ouro foi para Al Pacino em You don’t Know Jack.

– Nas palavras de Rick Gervais, vem aíum ícone de Hollywood: Sylvester Stalone para apresentar mais um indicado a melhor filme de drama: The Fighter.

– Robert Downey Jr, melhor ator do ano passado por Sherlock Holmes sobe ao palco para anunciar a melhor atriz de filme comédia/musical: Annete Benning por Minhas Mães e Meu Pai.

– “Vocês eram nascidos quando o primeiro Toy Story estreou?”. O produtor brinca com o cantor ao subir no palco.

– Justin Bieber sobe ao palco para apresentaros indicados a melhor animação. Meu Malvado Favorito, Como Treinar seu Dragão?, O Ilusionista, Enrolados e Toy Story 3. Vencedor:  a continuação do sucesso da Pixar – Toy Story 3.

– O Globo de Ouro de melhor trilha sonora agora. Globo de Ouro vai para A Rede Social. Injusto,  já que Hans Zimmer fez um trabalho excepcional em A Origem.

– Próximo anúncio, a de melhor canção original.E a vencedora é You haven’t seen the last of me de Burlesque.

– Rick Gervais diz que esse é o seu filme favorito.

– Andrew Garfield, que concorre por melhor atorcoadjuvante por A Rede Social, sobe ao palco para apresentar a produção da qual faz parte.

– E em seguida temos os indicados a melhor série drmática. Torcendo para The Walking Dead, mas o Globo de Ouro foi memsopara Boardwalk Empire. Mais um prêmio para a HBO.

– E na categoria de melhor ator de série dramática: Boardwalk Empire, Breaking Bad, Dexter, Mad Men e House estão no páreo. E Globo de Ouro foi para a badalada produção da HBO, Boardwalk Empire, para Steve Buscemi.

– A sumida Michele Pfeiffer vai ao palcopara nos apresentar a Alice no Paísdas Maravilhas.

– Melhor ator coadjuvante de série de TV, mini-Série ou filme para TV. E que surpresa: o prêmio vai para Glee, para Chris Colfer.- Bruce Willis no microfone agora e apresentaruma prévia de seu filme Red que concorre em melhorde comédia/musical.

– De volta dos comerciais, mais uma premiação. A de melhor filme para TV ou mini-série. A favorita The Paificé desbancada por Carlos.

– Começou! Com Rick Gervais fazendo referências a The Walking Dead, a última temporada de Lost.

– Scarlett Johansson sobe ao palco. Primeira premiação é de melhor ator coadjuvante. E o Globo de Ouro vai para o cabeludo Christian Bale por The Fighter (ainda não sei a tradução usada aqui no Brasil).

– A melhor atriz de série dramática: Katey Sagal por Sons of Anarchy.

– Os primeiros artistas já começam a desfilar pelo tapete vermelho de mais uma edição do Globo de Ouro.





Breves & Curtas #5

14 01 2010

FUTURAS PROMOÇÕES, PÉSSIMAS NOTÍCIAS PARA HOMEM-ARANHA, ESTREIAS, GLOBO DE OURO 2010… AGORA EM BREVES & CURTAS

PROMOÇÃO – O Universo E! promoverá em breve um concurso que irá presentear nossos leitores com vários itens de entretenimento. Os moldes da promoção aindam está em fase de criação pela competente equipe do blog – isto é, EU! Coisa simples, só para criar um pequeno rebuliço por aqui.

PROMOÇÃO 2 – Só para adiantar: o primeiro item – será uma edição do livro O Código da Vinci de Dan Brown. Dependendo da participação, posso acrescentar um DVD para um segundo colocado ou mesmo deixá-lo como outro prêmio para o próximo evento.

sdexterSUSTO EM DEXTER – A homepage do UOL (a direita) deu um grande susto ontem. Felizmente, porém, o câncer que aflige o ator Michael C. Hall, protagonista de Dexter “[…] um linfoma de Hodgkin, é tratável e curável”, informa a nota do portal.

Uma ótima notícia depois do susto dado pela chamada da primeira página. E o tratamento não deve atrapalhar em nada o cronograma de filmagens da quinta temporada da série em meados desse ano.

 

GLOBO DE OURO 2010 – A grande premiação da televisão e a primeira do cinema norte-americano. Os indicados você confere no post especial dedicado ao Globo de Ouro em breve aqui no Universo E!. E lembrando que essa 67ª edição, marcada para esse domingo (dia 17) terá cobertura completa aqui no blog.

HOMEM-ARANHA 4 – E vamos recomeçar do zero de novo… É isso que aflige qualquer cinessérie (ou seria cine-série?) de super-herói. E é isso que está ocorrendo com a franquia de Homem-Aranha. Peças centrais da trilogia do aracnídeo já dançaram. E as especulações estão só começando.

1º) Tobey Maguire, que interpretou com grande verossimilhança o Home-Aranha nos três longas anteriores, já não será mais o ator principal. A essa altura do jogo (sem definições por enquanto), a substituição cotada para a vaga está para Robert Pattinson (da saga Crepúsculo). Uma notícia horripilante para uma franquia muito bem conduzida e finalizada.

2°) Cadeira do diretor também está desocupada. O competente Sam Raimi (do não tão bom Arraste-me para o Inferno) está fora do próximo longa do herói. Estão pensando em Mark Webb ( do agradável (500) Dias com Ela) para gritar AÇÃO em Homem-Aranha 4. Um bom diretor, mas não para este tipo de filme.

Duas notícias desanimadoras para fãs e admiradores. E que não passe apenas de boato de mau gosto.

RECUPERAÇÃO PROGRESSIVA – Vítima de um grave acidente de carro há quase um mês atrás (19 de dezembro de 2009), Fábio Barreto, diretor de Lula, Filho do Brasil (em cartaz nos cinemas) continua internado no Hospital Copa D’Or no Rio de Janeiro e, felizmente, vem tendo uma gradativa recuperação: Barreto já saiu (dia 12) do estado de coma em que estava desde que fora internado e já começa a responder a estímulos médicos.

Ainda de acordo com equipe médica do hospital não há previsão de alta médica para o cwherethewildthingsare_03ineasta.

SEXTA-FEIRA, DIA DE CINEMA – E para finalizar mais uma edição de Breves & Curtas, uma  pequena lista do que você pode encontrar de estreia nessa sexta, dia 15, nos cinemas, para compensar a ausência da tradicional coluna de Universo E! , ‘Nos Cinemas’ de janeiro : as comédia Uma Mãe em Apuros com Uma Thurman e A Mente que Mente com John Malkovich e Tom Hanks interpretando ao lado de seu filho, Colin Hanks; você encontrará ainda Eva Mendes, Nicolas Cage e Val Kilmer no policial Vício Frenético e a aguardada fantasia Onde Vivem os Monstros.

 





ANÁLISE: 2012

25 11 2009

Um aquecimento anormal da temperatura do interior da Terra acarretará numa catástrofe jamais vista na história da Humanidade. O resultado será o surgimento de vulcões nos lugares mais inusitados; deslocamentos de placas tectônicas capazes de criar abismos inimagináveis em todo o planeta.

Uma dupla de jovens cientistas (um americano e outro indiano) foram responsáveis pela previsão desse acontecimento no ano de 2009. Uma vez avisadas, as maiores potências mundiais tratam de iniciar um projeto com intuito de ‘preservar a espécie humana’: a construção de versões high-tech de arcas de Noé na planejada e bem estudada região de cadeias de montanhas na China. Tais embarcações teriam o propósito de resistirem aos piores efeitos que esse possível acontecimento poderia causar.

Nos EUA temos o escritor workalcholic Jackson Curtis (vivido por John Cusack, de 1408), separado da mulher, indo curtir um fim de semana com os filhos num parque florestal, que para a infelicidade deles, será um dos epicentros dessa crise global. Mesmo distante de seus familiares, caberá a Jackson a missão de salvá-los contando com o apoio inesperado de certas pessoas e utilizando-se de tudo que os possiblitem sobreviver em meio a esse caos.

O longa retrata de variadas formas a destruição em massa dos pontos mais conhecidos do planeta: seja a destruição do Cristo Redentor e da Capela Sistina; o Himalaia e Washigton sendo atingidos por enormes ondas criadas a partir da movimentação anormal dos leitos oceânicos; a formação repentina de um vulcão em plena reserva florestal e a consequente ‘chuva’ de bolas de lava num raio de vários quilômetros ou ainda, cidades inteiras sendo engolidas por abismos que surgem de repente no asfalto, transformando edifícios em grandes peças de dominó, caindo um após o outro.

Trazendo os mesmos clichês de sempre: magnatas que conquistam tudo a base do dinheiro; cientistas que tentam convencer as autoridades a investir na sua pesquisa e salvar a humanidade; presidente americano com um grande sentimento de solidariedade, 2012 sempre, ora ou outra, perde a sua atmosfera de tensão, insistindo em inserir humor (se é que se pode chamar tais cenas de humorísticas) onde não deveria.

Além das piadas, grande parte do elenco também é fraco, muito pouco convincente em seus papéis e que não contam com o auxílio do roteiro que muito pouco se preocupa em desenvolver os personagens. E o destaque negativo fica com John Cusack (que em certos momentos lembra a atuação de Tom Hanks na pele de Robert Langdon em O Código da Vinci e mais recentemente Anjos e Demônios), que não tem carisma para carregar um personagem, ao meu ver, de grande intensidade emocional que um longa como esse precisaria ter. E Cusack combina menos ainda com um personagem carismático e com uma veia humorística que 2012 ambicionava ter.

Além dos personagens, o script também erra em abusar da imaginação do espectador e ‘forçar a barra’ em determinadas situações surreais como nas cenas de fuga da família Curtis ou estender desnecessariamente a duração do filme (longo por sinal) na parte final, na sequência que se passa no interior de uma das arcas. Embora, faço aqui um adendo: as quase três horas de ação de 2012 passaram despercebidas

Muito bem vendido pelos trailers, 2012 surpreende em seus efeitos especiais, que prende a nossa atenção com sua magnitude e de gigantescas proporções, mas tem um enredo completamente esquecível. Afinal, efeitos especiais (por excelentes que sejam) não garantem um bom filme por si só.

COTAÇÃO: 2/5.





ANÁLISE: Filadélfia

8 09 2009

ACERVO Com uma atuação premiada pelo Oscar de melhor ator em 1994, Tom Hanks (Anjos & Demônios) vive Andrew Beckett. Um recém-formado advogado de grande competência que trabalha num renomado escritório de advocacia na cidade de Filadélfia. Confiante na capacidade apresentada por Andrew até então, os sócios da firma dão a ele um importante caso jurídico envolvendo duas empresas.

Andrew Beckett levanta, em um prazo de 10 dias, toda a documentação necessária para apresentá-la à Justiça. Durante esses dias, porém, começa a surgir algumas feridas em seu rosto, ele passa ter diarréia e o auge do seu mal-estar ocorre justamente no dia final do prazo para a entrega de toda a papelada do caso que ele havia pego. Já no hospital, Andrew passa a receber ligações do escritório pois não estão encontrando os tais documentos nem na sua sala e nem o arquivo no computador.

Nervosismos a parte, as páginas do processo são encontradas e entregues na última hora e Andrew recebe a confirmação que as moléstias apresentadas são resultado do agravamento da sua doença: a AIDS.

Posteriormente, Andrew é demitido da firma e busca, por sua vez, o auxílio de advogados por acreditar que sua demissão foi baseada em princípios preconceituosos -embora não tenha assumido no local de trabalho, Andrew era homossexual (com total compreensão da família e namorava Miguel Alvarez, vivido aqui por um apagado Antonio Banderas (Jogo entre Ladrões)) e agora, portador do vírus HIV. Além disso, suspeitava que a perda dos documentos fora pura armação da firma.

Após vários contatos fracassados ele entra em contato com o escritório do carismático e conhecido advogado Joe Miller, papel reservado a Denzel Washington (O Seqüestro do Metrô 1 2 3),com quem já havia trabalhado anteriormente. No primeiro momento, Joe não aceita trabalhar no caso: primeiro, pelo seu preconceito aos homossexuais e segundo, pelo seu desconhecimento de como lidar com um portador da AIDS – tanto que ele conversa com um colega médico para saber as formas de contaminação da doença e se realmente não haveria a possibilidade de contaminação pela simples aproximação com alguém infectado através de um diálogo. Vemos isso claramente na postura que ele adota após perguntar a Andrew o porquê da sua aparência tão doentia, sua vontade de finalizar logo a conversar e o seu receio de encostar-se nos objetos tocados pela sua visita.

Situando o longa na época em que foi feito, início dos anos 90, vemos o quão a situação de Andrew era difícil. O preconceito da sociedade contra homossexuais e/ou portadores do vírus HIV estava em um nível muito maior ao verificado hoje em dia. Ao ponto de um bibliotecário sugerir ao personagem de Hanks que realizasse sua pesquisa em uma das várias salas individuais da biblioteca e não ali no hall comum. E presenciando tal cena é que Joe Miller resolve trabalhar no caso e defender Andrew Beckett nos tribunais.

Com o crescimento dessa amizade, Joe antes homofóbico passa a aceitar a homossexualidade de um modo geral (e não apenas a de seu cliente) embora não concorde. Esse personificação dele pode ser vista em duas cenas: a discussão que ele tem com um gay na farmácia após ser assediado e outra, quando alvo de piadinhas preconceituosas num bar, ele demonstra o respeito aos homossexuais.

Envolvendo temas tão impactantes e figuras famosas da cidade (o próprio Joe Miller é facilmente reconhecido nas ruas por sua propaganda na TV), o caso ganha notoriedade e ampla cobertura da mídia, resultando em grandes aglomerações de pessoas em frente ao tribunal em todos os dias da audiência.

Interessante observar também a alternância da importância dos papéis de Tom Hanks e Denzel Washigton no decorrer do filme: enquanto o primeiro brilha no início e no término da narrativa, a estrela de Denzel brilha mais nas cenas dentro do tribunal. Ali sempre cria-se uma expectativa de quais serão os próximos passos de Joe e quais serão os seus próximos e astutos argumentos.

Com o longo processo do julgamento, o estado de saúde de Andrew se agrava e cada vez mais magro, ele acaba sofrendo um mal súbito no tribunal, sendo hospitalizado e internado em seguida.  Não sei se seria uma conclusão exagerada, mas poderíamos dizer que é aqui que Andrew é vencido pela doença. Daqui em diante ele sobreviveria apenas para ver a justiça sendo feita (e ele ganha o caso contra o escritório de advocacia que é obrigado a pagar pesadas indenizações) e para agradecer todo o trabalho e todo o empenho de Joe Miller.

Uma corajosa produção e um importante auxílio na desmistificação de dois grandes tabus que prevalecem nos dias atuais, mas com uma menor intensidade do que aquela presenciada nos anos 90, e uma contribuição valiosíssima para o cinema e para a construção de uma sociedade mais justa e equalitária.

COTAÇÃO: 5/5.








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Campeonato dos Palpiteiros - Temporada 2019

Blog do Renato Nalini

Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ex-Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. Atual Reitor da UniRegistral. Palestrante e conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

Abraccine - Associação Brasileira de Críticos de Cinema

Site com atividades e informações sobre a associação que reúne profissionais da crítica cinematográfica de todo o Brasil

Sinfonia Paulistana

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