ANÁLISE: Guardiões da Galáxia

1 09 2014

Uma aventura intergaláctica que ocorre ao som de clássicos que vão de 1966 até 1979. Assim podemos resumir muito bem a nova aposta da Marvel Studios para o cinema, agora com novos heróis e muitos deles desconhecidos de grande parte do público, acostumados com as milionárias produções individuais ou em conjunto de Os Vingadores.

A sessão musical nostálgica que se ouve durante o filme é explicado pelo inseparável walkman e a fita cassete que Peter Quill (Chris Pratt, de Ela, O Homem que Mudou o Jogo e empresta a voz para o protagonista de Uma Aventura Lego) carrega consigo por onde quer que vá. A fita contem gravações das músicas que sua mãe mais gostava, antes que ela viesse a falecer em 1988, o mesmo ano em que Peter é abduzido pelo grupo de alienígenas liderado por Yondu Udonta (Michael Rooker, mais conhecido por ser o irmão de Daryl Dixon na série The Walking Dead).

A grande aventura mesmo começa vinte e seis anos depois, quando Peter sobrevive de planeta em planeta como caçador de recompensas. O objeto-alvo de agora é um Orbe que carrega dentro de si uma das Joias do Infinito, uma das armas mais poderosas de universo. Tanto poder que atrai os mais variados tipos de raças para o seu encalço. Entre eles, Ronan, o Acusador (um trabalho indistinguível de Lee Pace, de O Hobbit: A Desolação de Smaug e da finada série Pushing Daisies), que deseja a peça para obter auxílio de Thanos (papel de Josh Brolin, Onde os Fracos não Tem Vez e Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme, não-creditado) em seu desejo de destruir o planeta de Xandar.

É o próprio Orbe que faz, involuntariamente, surgir os ditos guardiões da galáxia: o guaxinim Rocket (com a voz de Bradley Cooper, Trapaça e a trilogia Se Beber Não Case) e a árvore humanoide Groot (voz de Vin Diesel, da cinessérie Velozes e Furiosos e O Resgate do Soldado Ryan) se interessam pela recompensa oferecida para quem capturasse Peter;  Gamora (Zoe Saldana, Avatar e Além da Escuridão: Star Trek) deseja vingar a morte de seus pais utilizando a caça do Orbe como uma falsa justificativa, o mesmo espírito vingativo rege as ações de Drax, o  Destruidor (o grandalhão Dave Bautista, de Riddick 3 e O Homem com Punhos de Ferro), cuja família foi assassinada por Ronan.

Ciente do público-alvo de seu longa, o diretor e também roteirista James Gunn (diretor em Para Maiores e roteirista em Madrugada dos Mortos) não perde um minuto sequer para contar a história, nem mesmo a história de Peter Quill na Terra demonstrada de forma bem sucinta durante o início do filme. As motivações dos demais personagens (vilões ou aliados) são explanadas juntamente com as várias sequências de ação que o compõe, situadas em diversos lugares da galáxia. Bebendo da fonte das histórias em quadrinhos (e o seu festival de codinomes), Guardiões da Galáxia ainda apresenta pinceladas, uma hora ou outra, de outros títulos de gênero semelhante do Cinema: personagens bastante carismáticos e de criação híbrida de Star Trek ou as cenas de ação em pleno espaço de Star Wars.

Mas o ponto bastante positivo deste novo filme da Marvel Studios seja mesmo a sua fidelidade à pouca seriedade destinada a esse universo. Com uma legião de protagonistas que não abandonam de forma alguma suas idiossincrasias pelo dito “bem maior” pelo qual lutam, Guardiões da Galáxia faz piada a toda hora, até nos momentos mais emblemáticos, e ainda desempenhando inclusive funções narrativas para a trama. Praticamente todos os personagens têm os seus momentos cômicos, mas Groot, Rocket e Peter se sobressaem nesse quesito. Um blockbuster com qualidades acima da média e que casa muito bem suas naves de conceito moderníssimo com velhos clássicos da música da década de 1970.

NOTA: 5/5

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Breves & Curtas #8 (Especial Oscar 2014)

22 02 2014
Tom Hanks voltando ao campo das grandes atuações.

Tom Hanks voltando ao campo das grandes atuações.

CAPITÃO PHILLIPS – Richard Phillips (Tom Hanks, de A Viagem, O Código da Vinci e do inédito Walt nos Bastidores de Mary Poppins) é um experiente capitão de uma empresa de navios cargueiros. Mesmo com os anos de profissão, a família ainda não se acostumou com essa rotina constante em que ele fica durante longos períodos fora de casa. Como um filme que se foca basicamente com os apuros do personagem de Tom Hanks em alto-mar próximo à costa da Somália, o longa reserva uma breve introdução para construir essa dinâmica familiar.

Uma vez em águas internacionais, o cargueiro pelo qual Phillips é responsável começa a ser ameaçado pelos conhecidos piratas do país africano com quem o capitão lida de todas as formas possíveis para afugentá-los até que o inevitável acontece e o cargueiro é sequestrado. Até certo ponto é irônico perceber como algo tão grande como um cargueiro pode ser tão vulnerável à dois pontos verdes e minúsculos no radar.

Tom Hanks vem de muitos projetos de qualidade duvidosa ultimamente, quer por comodismo quer por falta de opções melhores, acabavam não exigindo todo o potencial dramático que ele, Hanks, certamente possui. Isso é facilmente perceptível ao longo do filme de Paul Greengrass (também diretor de dois filmes da trilogia Bourne – A Supremacia e O Ultimato e Voo United 93), uma projeção que exige, de tempos em tempos, esse profissionalismo do veterano: seja a expressão facial de preocupação de Hanks quando seu navio é invadido ou nos outros diversos momentos de grande aflição, quando o capitão lida diretamente com os piratas.

Um dos pontos fortes do longa é a forma do desenrolar de sua ação dentro de um espaço limitado – o cargueiro – com cenas tão intensas que nem filmes com uma cidade inteira de cenário conseguem alcançar. Se isso é facilmente atingido aqui, muito se deve ao inimigo a altura que Hanks tem pela frente: o somaliano inexperiente Barkhad Abdi, indicado ao Oscar como melhor ator coadjuvante e ganhador do BAFTA pela mesma categoria no seu primeiro trabalho no cinema.

Para solucionar toda a situação o Capitão Phillips acaba caindo no estereótipo dos filmes que reafirmam a soberania e a supremacia dos EUA perante o mundo, quando a situação do capitão ganha importância internacional, merecendo uma operação militar americana à altura. Mas nada suficiente o bastante que pudesse comprometer a interessante narrativa apresentada até aqui.

NOTA: 4/5

Quando o livro é melhor que o filme. De novo!

Quando o livro é melhor que o filme. De novo!

A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS – Como é difícil a adaptação de um livro para os cinemas, não é mesmo? Como diz meu irmão, o livro é o complemento narrativo em relação aos cinemas. Embora muitas vezes a narrativa escrita venha primeiro que a cinematográfica, o primeiro contato que devemos ter com a história deve ser sempre com o filme e aí então, deveremos partir para o livro. Essa regrinha básica, se respeitada, evitará grande transtornos ao cinéfilo/leitor como o que me acometeu com a obra de Marcus Zusak.

Tudo o que o autor colocou entre as páginas de A Menina que Roubava Livros está lá no filme. Mas pelo simples fato de ter o lido (numa época que nem sabia e nem se planejava a adaptação dele para os cinemas), fez com que não funcionasse para mim. Mas pela quantidade de gente que saiu chorando ou fungando da sessão, sou um fato isolado aqui.

As passagens que considero as melhores do livro, tanto em questão de emoção ou de humor, estão no filme. Até os atores escalados (com uma única exceção que comentarei no parágrafo a seguir) para os seus respectivos personagens em momento nenhum causam algum tipo de repulsa: a menina e canadense Sophie Nélisse (O Que Traz Boas Novas) está ótima como Liesel, retratando a inocência e a coragem na medida certa da protagonista; Rudy com Nico Liersch (Blackout) continua sendo o malandro e companheiro dela como nas páginas; Hans e Rosa Hubbermann, os veteranos Geoffrey Rush (da franquia Piratas do Caribe e O Discurso do Rei) e Emily Watson (da animação A Noiva Cadáver e Cavalo de Guerra) respectivamente, não podiam ter atores melhores escalados; Ben Schnetzer (Ben’s Plan e da série Happy Town) como Max também. Inclusive os papéis menores tiveram suas escolhas acertadas. Mas afinal, o que há de errado com o filme de A Menina que Roubava Livros?

Sinceramente, não consigo responder essa questão. Logo no primeiro momento o que me causa estranheza é o narrador no filme. Todos sabem que os fatos da vida de Liesel Meminger são narrados a partir do ponto de vista peculiar da Morte. Na minha leitura, todas as intervenções pessoais que a Morte realizava no livro possuía uma voz feminina, jamais imaginei que fossem adotar uma voz masculina para esse papel. Esse grande ‘pequeno detalhe’ talvez seja o crucial para a minha experiência negativa com o filme.

Se já não estava comprando a história mostrada ali vem um aspecto que considero vergonhoso e que o filme não merecia: como pode um produto vendido aos quatro ventos como uma produção do mesmo estúdio de As Aventuras de Pi ser concluído com efeitos especiais tão mesquinhos? Principalmente na parte final com os ataques de bombas, os efeitos delas (ridícula a forma como um caminhão é explodido) são terrivelmente amadores. Isso porque o filme se beneficia do fato da presença de todos os personagens (com a exceção de Max) estarem no porão e a abordagem das explosões serem apenas a partir de efeitos sonoros. Inadmissível!

Posso afirmar então que o problema de A Menina que Roubava Livros seja a junção de dois fatores: um que afeta todos que o assistem que são os efeitos visuais muito aquém para os padrões atuais do cinema e outro, que afeta diretamente quem já leu o livro (e variará de pessoa para pessoa), que é a falta de um pouco de magia e encantamento da história que se perdeu durante a sua adaptação. Mas confesso: é uma pena que isso tenha acontecido!

NOTA: 2/5

Ocupando a vaga de outro filme melhor na categoria de melhores filmes

Ocupando a vaga de outro filme melhor na categoria de melhores filmes

PHILOMENA – Philomena é de longe, um dos filmes mais fracos dos indicados ao Oscar de melhor filme esse ano. Menos por sua história e mais pelo sério problema de ritmo que sua narração apresenta. A personagem que dá título à trama teve duas grandes infelicidades em sua adolescência na Irlanda: primeiro, estudar em um internato de freiras e segundo, ficar grávida durante esse período.

Devido às aventuras carnais, Philomena (Judi Dench, esteve presente nos últimos sete (!) filmes de James Bond e Notas sobre um Escândalo) foi devidamente castigada pelas irmãs, sofrendo barbaridades durante o complicado parto que teve sem auxílio médico algum, trabalhando sem remuneração durante sete dias por semana até que se vê permanentemente separada de seu filho ao ver este ser adotado sem o seu consentimento. Fato que escondeu durante 50 anos.

O longa passa a acompanhar a busca, por três países, de uma mãe pelo paradeiro do filho cinquenta anos depois de seu nascimento com o auxílio do jornalista em crise Martin Sixsmith (Steve Coogan, Trovão Tropical e A Festa nunca Termina) em soube do caso por intermédio da filha dela Jane (Anna Maxwell Martin, de Amor e Inocência). Nessa trajetória que Philomena tem os seus maiores problemas. Nem o característico humor britânico consegue melhorar a interação de Judi Dench (com uma atuação mediana que nem de longe lembra a carismática agente M dos filmes de James Bond) com Steve Coogan, que não convence em momento algum com o seu personagem. Quando os poucos flashbacks – onde Sophie Kennedy Clark (Ninfomaníaca e Sombras da Noite) vive Philomena em sua fase jovem) – se tornam mais interessantes que a narrativa principal é justamente porque alguma coisa está errada.

E olha que a história poderia muito bem render um filme melhor até pelas características que possui e pelas denúncias que evidencia, onde emocionaria facilmente o seu espectador, mas não consegue fazê-lo. De aproveitável mesmo é a atitude de Philomena em sua conclusão, uma escolha muito mais cristã do que aquelas que juraram fidelidade, se declararam servas e viveram única e exclusivamente em nome de um ser superior.

NOTA: 2/5





ANÁLISE: Trapaça

17 02 2014

A cena de abertura de Trapaça explica muito bem porque Irving Rosenfeld (Christian Bale, trilogia O Cavaleiro das Trevas e O Vencedor) obteve tanto sucesso em seu ramo de atividade, a aplicação de golpes financeiros. Profissionalmente, ele tem a mesma paciência e a mesma preocupação com os mínimos detalhes que utiliza para esconder sua calvície.

Com a capacidade de enganar as pessoas desde criança, época em que quebrava vitrines alheias propositalmente para ajudar a vidraçaria de seu pai, Irving vê nas falcatruas que aplica uma pura questão de sobrevivência, onde simplesmente não tem ou não consegue obter outro modo de viver. Ciente da importância dessa discrição, ele sabiamente mantem sua esposa Rosalyn Rosenfeld (Jennifer Lawrence, da franquia Jogos Vorazes e de Inverno da Alma), pois seu comportamento bipolar e seu temperamento explosivo colocaria tudo a perder.

A parceira ideal para o mundo da trapaça Irving encontra em Sydney Prosser (Amy Adams, O Homem de Aço e Encantada), uma mulher sedutora que utiliza todo o seu charme para atrair cada vez mais clientes desesperados. Um charme que, aliado ao seu forjado sotaque britânico, atribuía um aspecto multinacional e legítimo à parceria desenvolvida por eles, resultando num aumento das cifras obtidas no final do ‘expediente’.

O círculo da trama apresentada por David O. Russell (que já trabalhou com boa parte do elenco deste longa em seus projetos anteriores como O Vencedor e O Lado Bom da Vida) se encerra com a participação de Bradley Cooper (Se Beber Não Case e O Lugar onde Tudo Termina) no papel de Richie DiMaso, o agente do FBI responsável por prender Irving e Sydney em flagrante. Ao invés de condená-los, Richie quer a cooperação do casal golpista na aplicação de mais quatro armações afim de pegar o maior número possível de estelionatários, incluindo aí políticos e grandes nomes da máfia americana envolvida nos jogos existentes na costa oeste americana.

Obcecado por um resultado vultuoso de sua operação, o que lhe garantiria um lugar de destaque dentro do FBI e não apenas um mero cargo administrativo dentro da agência, Richie não poupa e nem energia para que os corruptos venham a tona. Assim temos a sequência que abre o filme com o trio – Irving, Sydney e Richie – em uma reunião com o prefeito Carlito Polito (Jeremy Renner, Os Vingadores e Guerra ao Terror), onde tentam se utilizar da reconstrução de Nova Jersey para uma arrecadação irregular de milhões de dólares.

Se antes era previsto apenas o envolvimento de personagens de prestígio da política americana (senadores e congressistas), a aproximação exagerada com a máfia americana dos jogos de azar acaba exigindo passos mais elaborados e caro (com o aluguel de jato executivo e andares inteiros de hotéis luxuosos) do FBI, algo que Richie consegue a duras penas e com muita, literalmente, luta. Mas nem toda essa sofisticação foi capaz de enganar o ‘poderoso chefão’ dos jogos, o senhor Victor Tellegio (Robert De Niro, Os Bons Companheiros e Última Viagem a Vegas), que astuto e desconfiado, descobre a farsa do árabe mexicano. E como o próprio personagem de Bale afirma, essa descoberta os colocam em algo muito pior que a cadeia.

Trapaça cria um mergulho incrível do espectador na década de 70. Imersão que se inicia já com a exibição retrô do logo da Columbia, passa pela cena mais clichê possível dentro de uma danceteria com os passinhos à la John Travolta e chega ao figurino, que uso de decotes abusivos, tanto femininos quanto masculinos, e que se encaixam perfeitamente nas belas silhuetas de Amy Adams e Jennifer Lawrence.

Jennifer, aliás, que faz jus a sua indicação ao Oscar ao incorporar toda a explosão temperamental de Rosalyn, uma mulher que acredita piamente ser a responsável pela resolução de toda a trama, sendo que o máximo que conseguiu foi deixar ela, o filho e Irving jurados de morte. Mas o seu talento não para por aí e são memoráveis as cenas de humor por ela protagonizadas, principalmente na hora de manusear um ‘forno científico’ que “tira nutrientes da comida e ainda ateia fogo na casa”; o embate com Amy Adams no banheiro feminino ou todas as tentativas de atrair a atenção de todos, negativamente, nas confraternizações que o marido frequenta. Nesses momentos entendemos o porquê de Irving mantê-la afastada de tudo.

Com toda essa investigação, Richie equivocou-se em apenas uma atitude: a de confiar plenamente em Irving. O personagem de Christian Bale não se sentia nem um pouco a vontade de, lentamente, ir delatando seus companheiros para o FBI, principalmente o prefeito de Nova Jersey, quem considerava muito. E ser jurado de morte foi a gota d’água. Como bom trapaceiro que sempre foi e sem a possibilidade de voltar ao passado depois de tudo que fez, Irving trabalha sorrateiramente para amenizar tudo aquilo que causou, direcionando os passos da investigação para aquele que menos culpa teve: o cabeça por trás da operação, Richie. Um desfecho que ocorre abrupto demais.

Observa-se em Trapaça uma excelente escolha para uma sessão dupla com O Lobo de Wall Street, que abordam dois temas praticamente idênticos (golpes financeiros), mas trazem protagonistas de perfis complemente diferentes: aqui David O. Russel vem com um Christian Bale comedido e pés no chão, enquanto Martin Scorsese nos traz um excêntrico Leonardo DiCaprio. Ambos longas trazem coadjuvantes competentes, embora estes adquiram um valor narrativo bem maior do que o observado em O Lobo de Wall Street, até mesmo por estarem em menor quantidade e pela menor ambientação geográfica da história de Trapaça, onde a interação com a história principal é maior. Se em 2013 tivemos um insosso O Labo Bom da Vida, 2014 temos razões melhores para torcer pelo filme de David O. Russell no Oscar.

NOTA: 4/5

 





As canções originais dos filmes da Terra-Média

15 02 2014

Foi em 21 de outubro de 2011, mais precisamente aqui, a primeira vez que observei o talento de Ed Sheeran. Cantor e compositor, o britânico completará 23 anos nessa segunda-feira, dia 17, e desde aquele fatídico clipe musical, em que era substituído pelo igualmente ruivo Rupert Grint, passei a acompanhar com o interesse qualquer movimentação de sua carreira.

Mas surpresa grande mesmo ocorreu ao final da pré-estreia de O Hobbit: A Desolação de Smaug em dezembro do ano passado, quando a voz desse simpático cantor surgiu após Bilbo se indagar o quê – ele e os anões – fizeram.

Por ter uma admiração muito grande pela trilha sonora dos filmes (principalmente a da trilogia de O Senhor dos Anéis), um excelente e belíssimo trabalho do compositor Howard Shore, que manteve a qualidade no primeiro O Hobbit, mas não atingiu a mesma genialidade em A Desolação de Smaug, que considero possuir a trilha menos marcante de todos. Mesmo assim, achei interessante listar nesse post os vídeos da cinco canções originais feitas especialmente para os filmes. Músicas, letras e melodias que sempre me recordam de uma sensação muito boa: a de visitar a Terra-média dentro de um cinema! Músicas que curto SEMPRE. Todas as cinco:

O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel: May It Be, Enya

O Senhor dos Anéis – As Duas Torres: Gollum’s Song, Emiliana Torrini

O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei: Into the West, Annie Lennox (vencedora do Oscar de melhor canção original em 2004)

O Hobbit: Uma Jornada Inesperada: Song of the Lonely Mountain, Neil Finn

O Hobbit: A Desolação de Smaug: I See Fire, Ed Sheeran

Quem finalizará essa lista com O Hobbit: Lá e de Volta Outra Vez? Ansioso pela resposta!





Breves & Curtas #7

8 02 2014
A insanidade de uma torcida fanática resultado num excelente drama!

A insanidade de uma torcida fanática resultado num excelente drama!

 

HOOLIGANS – Se arrependimento matasse, não estaria aqui para escrever sobre Hooligans, dirigido e roteirizado pela pouca conhecida Lexi Alexander (O Justiceiro: Em Zona de Guerra e Lifted), que nos entrega uma grata surpresa com uma surpreendente história.

A narração acompanha a entrada de Matt Buckner (Elijah Wood, o Frodo na trilogia O Senhor dos Anéis e Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças) na cruel e violenta torcida organizada do West Ham após ser expulso, injustamente, da faculdade de jornalismo em Harvard. Assim, vê-se obrigado a mudar para a casa da irmã Shannon Dunham (Claire Forlani) em Londres, residência em que mal permanece após frequentar os jogos do West Ham ao lado do problemático Pete Dunham (Charlie Hunnam, Círculo de Fogo e Son’s of Anarchy), irmão de seu cunhado.

Sem apoio familiar para confortá-lo dos seus problemas, Matt vê na figura de Pete e ainda mais na torcida organizada do West Ham, a Green Street Elite (GSE), uma visão completamente distorcida de companheirismo que jamais obteve de seu pai, Carl Buckner (Henry Goodman, Aconteceu em Woodstock e Um Lugar Chamado Notting Hill), jornalista sempre ausente na vida do filho. Aquele jovem aflito e até certo ponto, inocente, vindo dos EUA passa a frequentar um mundo violento e sangrento nos arredores dos estádios ingleses, onde brigas fúteis na rua são mais importantes do que os resultados conquistados entre as quatro linhas do campo.

A conjunção de dois fatores, no entanto, resultam no surpreendente desenvolvimento da trama: a descoberta da ‘profissão’ de Matt num ambiente onde jornalistas são odiados e o descontentamento de certos integrantes da GSE com a direção exercida por Pete, que herdou do seu irmão Steve Dunham (Marc Warren, O Procurado e Hogfather) o comando da torcida, assim como a fúria descomunal de seus arqui-rivais que buscam se vingar de um trágico acidente do passado. Aqui Hooligans atinge o seu ápice numa emocionante sequência de desdobramentos, onde praticamente todos os seus personagens estão envolvidos.

Apesar de toda a irracionalidade enraizada em todas essas torcidas organizadas é notável o amadurecimento do personagem de Elijah Wood nesse processo, onde o mesmo reconhece que essa experiência mudou radicalmente a sua personalidade, as suas atitudes e seu estilo de vida. O único proveito de tudo isso mesmo foi a coragem de enfrentar aquilo que alterou a jornada de sua vida para de encontro à esses tristes acontecimentos.

NOTA: 5/5

Curiosidade –> O ator Terence Jay, que interpreta Jeremy Van Holden, colega de quarto de Matt em Harvard e responsável pela expulsão deste da instituição, é quem canta a linda música One Blood ouvida ao fundo na sequência da briga final mostrada no filme. Clique aqui para ouvi-la e ter acesso a letra!

O mal abordado pela franquia Atividade Paranormal é uma herança de família.

O mal abordado pela franquia Atividade Paranormal é uma herança de família.

ATIVIDADE PARANORMAL 2 – A franquia abandona o seu “ar amador” do primeiro longa para um verdadeiro reality-show nessa sequência que se passa cerca de dois meses antes dos acontecimentos envolvendo o terror vivido por Micah e Katie no primeiro filme.

Se antes um casal documentava  os estranhos acontecimentos em sua residência, agora uma casa inteira é monitorada em vários ângulos, em seus ambientes internos e externos. Saem duas pessoas e entra uma família inteira: os Reys, sua governanta e a pastora alemã deles. Para manter a aura de franquia construída no filme original, quem constitui família com Daniel Rey (Brian Boland, A Morte de George W. Bush e Alma Perdida) e sua filha Ali (Molly Ephraim, da série Last Man Standing) e Kristi (Sprague Grayden, da série Jericho e do filme The Last Lullaby) , irmã de Katie do primeiro Atividade Paranormal. Dessa união nasce Hunter Rey, o recém-nascido por quem a encarnação do mal está obcecada agora.

Dos três anos que separam o primeiro do segundo filme pouca coisa se alterou, o modus-operandi da narrativa permanece o mesmo (só que envolvendo agora mais pessoas): um início documental falso,  a descrença do marido, a evolução gradual das sequências de terror que vai de objetos se moverem sozinho até alguém ser arrastado escada abaixo e passar a ser a personificação concreta do mal.

Nem o fato de o alvo da vez ser uma criança é capaz de criar alguma angústia válida. Se a história não consegue fazer jus à alcunha do gênero de terror, a explicação para os acontecimentos vistos aqui soa ainda mais simplista e pouco satisfatória e só piora quando se descobre que a ‘maldição’ pode ser transferida para outrem (desencadeando os acontecimentos do longa de 2007) como um objeto qualquer.

Atividade Paranormal 2 acaba se tornado aqueles brinquedos radicais, mas feitos para crianças: é feito para tal propósito (o de assustar), mas só consegue fazê-lo com os mais inocentes.

NOTA: 2/5

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Um documentário-show para o One Direction chamar de seu

ONE DIRECTION – THIS IS US – Liam Payne. Zayn Malik. Niall Horan. Louis Tomlinson. Harry Styles. Para muita gente seja muito provável que esses cinco nomes não queira dizer muito. Mas tais nomes deixam ensandecida outra mesma quantidade de fãs ao redor do mundo, fãs loucas pelo One Direction, um dos maiores sucessos da música pop atual, quando resolveram resgatar o formato das boy band.

As histórias de Liam, Zayn, Niall, Louis e Harry ganham o formato de documentário nas mãos do diretor Morgan Spurlock (Super Size Me – A Dieta do Palhaço) que tem a responsabilidade de levar para a telona os caminhos que cada um desses integrantes trilhou até chegar ao estrelato mundial.

Para tanto, Morgan usa a turnê mundial realizada pelo grupo One Direction como pano de fundo para apresentar o passado menos popular dos cinco integrantes em suas respectivas famílias, assim como a participação deles no reality-show britânico The X-Factor, onde coube ao jurado Simon Cowell (que exerceu a mesma função no American Idol) juntá-los em um mesmo grupo e catapultá-los para a fama.

Enquanto as maiores casas de espetáculos e estádios dos países por onde passavam eram ocupados pelo 1D e sua ode de fãs, os bastidores eram captados pelas lentes do documentário. Entre um embarque e uma partida em um avião pela face da Terra, grandes sucessos da banda como What Makes You Beautiful, Little Things, Live While We’re Young e One Thing ganhavam as suas versões compactas de vídeo.

A parte de toda euforia e badalação resultantes do sucesso, um lado mais solitário de cada um deles é apresentado nos momentos em que a agenda do grupo reserva-lhes uma pausa dos shows. E o que menos se espera de uma obra dessa estirpe é se emocionar com os depoimentos das famílias (especialmente dos pais) que, de certa forma perderam os seus filhos, literalmente, para o mundo. Independentemente da aprovação ou não de suas músicas, torço para que a filosofia de vida que cada um deles afirma ter, não seja apenas uma declaração jogada ao vento e seja realmente praticada por eles. Se isso não garantir um sucesso duradouro para o One Direction, pelo menos os tornarão pessoas melhores.

NOTA: 4/5





ANÁLISE: O Grande Gatsby

9 07 2013

O Grande Gatsby demonstra como o amor pode exercer forte influência na vida de alguém tanto para o bem, quanto para o mal. Como amor pode te levar a conquistar algo incrível, mas também pode te levar ao completo fracasso, ao desperdício de uma vida.

Narrado a partir do ponto de vista de Nick Carraway, um personagem que sofre com a apatia em tela de Tobey Maguire (da trilogia Homem-Aranha e Entre Irmãos), que não transmite qualquer tipo de energia à ele com uma atuação extremamente apagada e esquecível e isso acaba influenciando diretamente a fraca primeira metade do longa de Baz Luhrmann (Moulin Rouge – Amor em Vermelho e Austrália), sem fascinar o espectador sobre sua história de vida, contaminando assim toda a obra.

Em uma histérica Nova York de 1922 com sua elite nadando à grandes braçadas em rios de dólares, Nick nos apresenta um casal de conhecidos seus: Daisy (Carey Mulligan, Drive e Não me Abandone Jamais) e Tom Buchanan (Joel Edgerton, A Hora mais Escura e na animação A Origem dos Guardiões) que sofrem com a falta de amor no relacionamento – agravado pelo caso latente de traição do marido, até receber o inesperado convite para uma das espetaculares festas realizadas na mansão vizinha à sua residência. Mansão onde residia, claro, Gatsby. Essa demora em revelar o personagem principal (que não era segredo algum para os espectadores mais antenados) só prejudica o filme ao deixar a responsabilidade de condução da história sobre os ombros de Maguire.

O repentino carisma que Jay Gatsby (Leonardo DiCaprio, A Origem e Os Infiltrados) passa a demonstrar por Nick, seu ‘old spot’, ocorre por puro interesse pessoal: se aproximar por Daisy, o grande amor de sua vida. Não só se tornar amigo íntimo de Nick, mas as festas promovidas por ele, a mansão escolhida estrategicamente, o seu estilo de vida, tudo o que diz respeito a Gatsby é de tal forma com o único intuito de ter novamente Daisy em seus braços, o que a vida e o seu passado humilde não permitiram.

Embora megalomaníaco, o plano de Gatsby chega muito próximo de seu objetivo e só não atinge o sucesso por sua culpa e de seu orgulho e a forma como isso é demonstrado no filme é decepcionante: ou devido a história original (de autoria de F. Scott Fitzgerald com a qual não tive contato anteriormente), ou por erro de adaptação mesmo. Mas como dizem, o filme tem que caminhar por si mesmo, acredito muito na última opção.

Se a história quase não rende, figurino e direção de arte são bastante elogiáveis ao retratar os modos e cotidiano americano da década de 20 – enquanto o primeiro não perdeu a oportunidade de realizar um belíssimo trabalho nas cenas de festas na grande residência de Gatsby ao vestir os inúmeros convidados, o segundo sabe contrastar muito bem o velho com o novo: nesse caso os logotipos em preto-e-branco no início do longa com a tecnologia em 3D. Já a forma de se abordar o aspecto das três dimensões ao longo da narração é completamente equivocada com os movimentos bruscos de câmera (mais clichê que isso, impossível) que não condizem com a história contada.

Nota-se, portanto, que o fraco O Grande Gatsby é um grande conjunto de escolhas e decisões equivocadas sendo poucos os pontos realmente positivos a serem apontados e com grande dificuldade em estabelecer sua trama, pecando tanto na construção de um possível clássico cinematográfico (estigma que a obra original carrega), quanto em colocá-lo como um filme moderno porque até os seus diversos efeitos especiais também falham, por exemplo, na construção dos cenários externos da Nova York da época. Tantas incongruências na história deixam dúvidas nessa análise também: O Grande Gatsby é um filme ruim com poucos detalhes positivos ou um filme mediano com vários pontos negativos?

NOTA: 2/5





O inflado elenco do novo X-Men

3 03 2013

O novo filme baseado nos heróis das HQ’s traz renomadas estrelas em seu elenco. X-Men: Dias de um Futuro Esquecido com estreia prevista para julho de 2014 tem uma lista quase infinita de astros e estrelas já escalados: Hugh Jackman (Wolverine e Os Miseráveis), Ian McKellen (trilogia O Senhor dos Anéis, O Hobbit: Uma Jornada Inesperada e O Código da Vinci), Jennifer Lawrence (musa de Jogos Vorazes e O Lado Bom da Vida), Michael Fassbender (Bastardos Inglórios e Prometheus), James McAvoy (O Procurado e Desejo e Reparação), Anna Paquin (Jane Eyre – Encontro com o Amor e da série True Blood), Peter Dinklage (Morte no Funeral e a série Game of Thrones), Halle Berry (A Viagem e a A Última Ceia), Ellen Page (A Origem e Juno), Nicholas Hoult (Fúria de Titãs e Meu Namorado é um Zumbi)…

Todos os citados estarão a bordo nessa nova aventuras dos justiceiros mutantes, agora tanto com os X-Men da trilogia original quanto daqueles jovens atores vistos no recente X-Men: Primeira Classe. O diretor responsável pela produção híbrida, Bryan Singer (Superman – O Retorno e do ainda inédito Jack – O Matador de Gigantes) já anunciou em seu perfil no Twitter que outro nome em evidência recentemente nos holofotes de Hollywood também participará dos inícios das filmagens previstas para o mês que vem: o ator francês Omar Sy presente no grande sucesso de seu país, Intocáveis.

Omar Sy, estrela do sucesso francês Intocáveis, estará presente no novo X-Men.

Omar Sy, estrela do sucesso francês Intocáveis, estará presente no novo X-Men.





A Terra-média real

6 01 2013

Com a estreia mundial em dezembro de O Hobbit: Uma Jornada Inesperada, de Peter Jackson, na Nova Zelândia, uma viagem ao país da Oceania tornou-se o desejo de muitos fãs ao redor do mundo. Afinal, quem não quer viver a experiência de pisar na Terra-média?

O Universo E! lista para você, caro leitor, os destinos mais procurados da Nova Zelândia devido aos sucessos da trilogia O Senhor dos Anéis e de O Hobbit.

Portal de entrada de Hobbiton em Matamata

Portal de entrada de Hobbiton em Matamata

HOBBITON – Perto de Matamata, uma cidadezinha pitoresca há duas horas e meia de Auckland (a maior cidade da Nova Zelândia e o portal de entrada para a Terra-média), os visitantes podem curtir uma visita monitorada à fazenda que serviu de set de filmagens para os filmes.

Escondida entre colinas espetacularmente verdes, a área preserva as locações do Dragão Verde, as mais de 30 tocas de hobbits, entre outras edificações, que serviram de pano de fundo para a construção do Condado, tanto na trilogia O Senhor dos Anéis, quanto em O Hobbit.

A região ainda oferece outras facilidades para os visitantes: cafeteria e um espaço apropriado para conferências também fazem parte da Terra-média neozelandesa.

A cidade de Queenstown ao entardecer!

A cidade de Queenstown ao entardecer!

QUEENSTOWN – Qualquer razão será boa o suficiente para visitar Queenstown, localizada na Ilha Sul da Nova Zelândia. Mas uma aventura sobre quatro rodas através da Terra-média é a melhor de todas.

Os turistas encontrarão aqui as mais lindas paisagens utilizadas na trilogia. Para ajudar, a Nomad Safaris oferece dois tours diferentes, feitas especialmente para os fãs.

O ponto alto do passeio são os guias. Como muitos foram figurantes na época das filmagens, eles tem uma alegria imensa em compartilhar tudo o que as estrelas do elenco faziam enquanto filmavam na região.

Escultura de Gollum dá as boas vindas para quem chega no aeroporto de Wellington

Escultura do Gollum dá as boas vindas para quem chega no aeroporto de Wellington

WELLINGTON – Todo mundo que chega a capital da Nova Zelândia, localizada no extremo sul da Ilha Norte do país, logo se apaixona pela diversão, comida e imersão ao mundo da moda que a cidade proporciona.

Conhecida por muitos como ‘Wellywood’ devido ao crescimento da indústria cinematográfica, impulsionada claro pela saga épica de J. R. R. Tolkien nos cinemas, os turistas podem desfrutar de um dia inteiro de passeio organizado pela Wellington Rover Tours, descobrindo os segredos dos filmes.

Falando em segredos, a Weta Workshop, empresa criada especialmente para a difícl tarefa de criar a Terra-média através dos efeitos especiais e que tornou-se referência mundial no assunto tendo ainda no portfólio filmes como Avatar e King Kong, instalou na cidade a Weta Cave, que revela os bastidores da empresa com vídeos com entrevistas de seu co-fundador Peter Jackson, entre outros funcionários, e um mini-museu com armas e adereços utilizados na trilogia do Um Anel.

CHRISTCHURCH CANTERBURRY – A região de Canterburry abrigou diversas locações da trilogia, assim como filmagens de O Hobbit: Uma Jornada Inesperada ocorreram próximas da Cook Mountain, na mesma área. A Cook Mountain possui ainda o pico mais alto da Nova Zelândia: o Aoraki, que numa tradução livre significa ‘o furador de nuvens’, que possui 3.754 metros.





RETROSPECTIVA 2012 – parte 2

28 12 2012

JULHO – O segundo semestre de 2012 começou com uma crítica a distribuidora Columbia Pictures que, iniciando as vendas para a sessão de pré-estreia a meia-noite para  O Espetacular Homem-Aranha, resolve numa grande picaretagem, abrir pré-estreias regulares ao longo da semana de estreia. E sem nenhum aviso prévio acaba cancelando as sessões da meia-noite. Mas mesmo assim, o fraco longa do aracnídeo protagonizado por Andrew Garfield (A Rede Social e Não me Abandone Jamais) ganhou a sua análise.

Carly Rae Jepsen, dona de um dos grandes hits de 2012: Call me Maybe!

Carly Rae Jepsen, dona de um dos grandes hits de 2012: Call me Maybe!

Uma desculpa recorrente ao longo do último semestre foi o ‘vazio criativo’ na elaboração de novos posts para o Universo E!. Para manter o blog porcamente atualizado, um dos métodos mais utilizados por mim é partir para as músicas. Em julho os hits de Rihanna (Where Have You Been), Carl Rae Jepsen (Call me Maybe) e The Wanted (Chasing the Sun) foram os escolhidos para, popularmente dizendo, tapar o sol com a peneira, ou seja, colocar algum conteúdo novo por aqui quando a criatividade não ajuda.

Para finalizar este mês tivemos o triste incidente que manchou a estreia da conclusão de uma das mais bem-sucedidas franquias baseadas em super-heróis com o massacre da cidade de Aurora nos EUA, durante uma sessão de pré-estreia do filme Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge, vitimando 12 vidas inocentes…

Cena de Um Evento Feliz, com o ator Pio Marmaï (esq), que também protagonizou o francês Alyah

Cena de Um Evento Feliz, com o ator Pio Marmaï (esq), que também protagonizou o francês Alyah

AGOSTO – Foi um mês de felicidade extrema com a realização do Festival Varilux de Cinema Francês 2012. Dos 17 filmes inéditos exibidos, o Universo E! comentou sobre 11 filmes: A Filha do Pai, A Vida vai Melhorar, Um Evento Feliz, Intocáveis, Paris-Manhattan, Aqui Embaixo, My Way – O Mito além da Música, E Agora, Aonde Vamos?, O Monge, Alyah e Políssia. Realizamos assim a maior cobertura até aqui de um festival de cinema, em quase um mês inteiro dedicado a este evento (dia 01, dia 02 e considerações finais), uma vez que foi finalizado com algumas análises sendo postadas em setembro.

SETEMBRO – O ano de 2012 pode ser marcado como um ano de extremos. Saímos de um mês de grandes alegrias para um setembro de grandes perdas tanto para o Cinema quanto para a cultura brasileira: perdemos o ator Michael Clark Duncan, dia 03  (À Espera de um Milagre) e a apresentadora de televisão Hebe Camargo, dia 29. E foi também no funeral da comunicadora que obtivemos uma das imagens mais tocantes, com o selinho dado por Silvio Santos no corpo de Hebe durante o velório.

Para não ficarmos apenas nos fatos tristes, o Google comemorou o 46º aniversário de Star Trek com um doodle muito bem produzido e tivemos o anúncio das vendas antecipadas para o filme de conclusão da saga Crepúsculo: Amanhecer – parte 2.

OUTUBRO – Mais uma evidência de como a criatividade andou em baixa por aqui com apenas duas atualizações, no primeiro e no último dias do mês: no primeiro dia foi mais uma edição de A Rede pelo Twitter alertando sobre um possível retorno da girl band Rouge. Ficou reservado para o último dia de outubro o anúncio da venda da Lucasfilm para a Walt Disney Company, um negócio feito por George Lucas, o fundador, e pegou a todos de surpresa. Foi engatilhado junto com a venda o início da produção de um sétimo filme baseado na saga de Star Wars.

NOVEMBRO – Mais um comentário sobre o interessante exercício de associar uma música à um livro, o que digo sempre, enriquece a sua experiência literária. O livro da vez foi A Menina que Roubava Livros. Música: Shadow of the Day, do grupo Linkin Park, mas na versão dos meninos do Boyce Avenue.

Em novembro tivemos a conturbada informação sobre as vendas de ingressos para a pré-estreia de O Hobbit: Uma Jornada Inesperada, que teve uma abertura inicialmente restrita a Cinemark em São Paulo e depois, gradualmente, sendo liberada em outras redes de cinema nas mais diversas cidades brasileiras. Outra excelente boa notícia foi a realização de maratona das versões estendidas dos filmes da trilogia O Senhor dos Anéis.

A rede Cinemark (apesar dos pesares) também trouxe O Hobbit em HFR e ainda promove o Projeta Brasil Cinemark nos meses de novembro!

A rede Cinemark (apesar dos pesares) também trouxe O Hobbit em HFR e ainda promove o Projeta Brasil Cinemark nos meses de novembro!

Análises dos filmes inéditos: o argentino Elefante Branco e o juvenil As Vantagens de ser Invisível. E o projeto Projeta Brasil Cinemark finalizou o mês, sendo vistos os longas Xingu e Gonzaga – De Pai pra Filho.

DEZEMBRO – Mês de festas. Mês de retrospectivas. Mês do fim do mundo. Mês de poucas atualizações. Mês reservado para falarmos sobre o problemático Moonrise Kingdom (em breve). Mês de retornamos a Terra-média com O Hobbit – Uma Jornada Inesperada, inclusive com um novo formato de imagem – o HFR (high frame rate). Mês de conferirmos As Aventuras de Pi, o novo longa de Ang Lee, que em breve também ganhará sua análise por aqui.

Dezembro é o mês de agradecermos a você, caro e querido leitor, pelas visitas e pelos comentários realizados ao longo desse ano e convidá-los a continuar conosco em 2013. Afinal sua presença é essencial ao Universo E!

O UNIVERSO E! deseja a todos vocês, um feliz e próspero 2013!!!

O UNIVERSO E! deseja a todos vocês, um feliz e próspero 2013!!!

É em dezembro também que desejamos a vocês, os mais sinceros votos de felicidade, prosperidade e de grandes realizações para 2013. E que o próximo ano seja repleto de bons filmes e boas séries! Até lá!









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Blog do Renato Nalini

Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ex-Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. Atual Reitor da UniRegistral. Palestrante e conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

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