ANÁLISE: O Lobo Atrás da Porta

4 10 2014

FILME VISTO DURANTE A 1ª SEMANA TUPINIQUIM CINEFLIX

Uma investigação sobre o rapto de uma garotinha na creche aponta que há motivações bem mais graves por trás do sequestro. As revelações ocorrem a partir de depoimentos dos envolvidos frente ao delegado vivido por Juliano Cazarré (dos filmes Serra Pelada e A Febre do Rato). De forma incisiva e até bruta, ele consegue maiores detalhes dos depoentes. A sua experiência no cargo lhe ensinou a não ignorar nenhuma vertente de possibilidades, por mais que aqueles sentados a sua frente possam estranhar os seus questionamentos.

Sylvia (Fabíula Nascimento, Não Pare na Pista: A Melhor História de Paulo Coelho e Estação Liberdade) aparece com uma queixa na delegacia contra a responsável pela creche de sua filha, já que a criança foi entregue a uma desconhecida após uma falsa ligação em nome dela alegando mal-estar e, portanto, não poderia buscar a criança na escola. Com a chegada do pai, Bernardo (Milhem Cortaz, dos dois Tropa de Elite e Amanhã Nunca Mais), e a perspicácia do delegado, logo se sabe a existência de uma amante. Assim, todas as suspeitas recaem sobre Maria Rosa (a atriz Leandra Leal, de Cazuza: O Tempo não Pára e Zuzu Angel), mulher que mantem um relacionamento extraconjugal de mais de um ano com o pai da criança desaparecida.

Flashblacks complementam os testemunhos, momentos em que o roteiro de Fernando Coimbra (e que também dirige o seu primeiro longa-metragem), usa para mostrar o ponto de vista de cada personagem e, dessa forma, consegue mesclar sequências de intensa carga emocional com outras cenas mais tranquilas, mais íntimas. Para um thriller policial, o filme conta com algumas passagens com ritmo que destoa do restante da narrativa, sem afetar dessa forma o nosso interesse pela trama. Observe uma das inúmeras interações entre Bernardo e Rosa, onde em certo momento os dois conversam lenta e pausadamente com uma grade de janela separando eles da câmera. Poucos filmes do mesmo gênero apostariam em uma cena tão extensa como essa.

Sem dúvida isso é fruto do talento de seus atores. Com um dos melhores atores do cinema brasileiro em atividade, Milhem Cortaz, que demonstra perfeitamente todo o cinismo e cafajestismo de Bernardo – preocupado apenas em satisfazer seu desejo sexual – e mais Leandra Leal, que juntos em cena, transbordam uma sensualidade intensa. A atriz, por sua vez, transita muito bem pelos três perfis que compõe a sua personagem: além do de amante, ainda se faz de dissimulada para a esposa de Bernardo, frequentando sua casa como se fosse uma distante conhecida de muito tempo do casal e o de vilã, escondida atrás de suas expressões dóceis.

As ações dos dois que levam às drásticas ocorrências que O Lobo Atrás da Porta reserva em seu desfecho: Bernardo, tentando esconder a todo custo o seu relacionamento extraconjugal, opta por artifícios bárbaros ao forçar um aborto em Rosa e por um fim na relação, o que a leva ir até as últimas consequências. O problema é que ele nunca desconfiou (ou nunca acreditou) das tendências psicopatas dela. Psicopatia que não estabelece limites para o quê pode ou não ser feito para se vingar do término do caso amoroso e da crueldade a que ela foi submetida. Ao não querer falar mais do assunto, nem se arrepender do que fez e muito menos exigir o perdão de quem quer seja, define muito bem o lado vingativo, frio e calculista de Rosa.

O Lobo Atrás da Porta é um eficiente quebra-cabeças que vai sendo montado aos poucos e consegue camuflar os seus mistérios e apontar, propositadamente, para a direção errada (e nesse caminho conta com a participação especial da surpreendente e explosiva Thalita Carauta) sem se perder do fio condutor principal do drama. Uma experiência gratificante acompanhar o seu desenrolar e ver uma bem-sucedida diversificação (de gênero, temática e montagem) do cinema nacional que consegue extrair uma ótima história de um triângulo amoroso e de todas as suas mentiras e dissimulações. Uma promissora entrada de Fernando Coimbra no cenário de longas metragens brasileiros.

NOTA: 5/5





ANÁLISE: Praia do Futuro

22 05 2014

Cabo Donato (Wagner Moura, Elysium e Tropa de Elite 1 e 2) trabalha como salva-vidas nas praias de Fortaleza até que, um dia, perde sua primeira vítima (um estrangeiro) para o mar. Tal fatalidade o aproxima do alemão Konrad (Clemens Schick, Círculo de Fogo [2001] e 007: Cassino Royale), amigo que viajava junto com o turista agora falecido.

Os dez dias de buscas que sucedem o ocorrido é o suficiente para a construção do relacionamento entre os dois homens. Uma construção rápida e brusca demais, já que uma simples carona já desencadeia a primeira transa entre os dois, mesmo logo após a fatalidade do afogamento. Por outro lado, a próxima cena traz o personagem de Wagner Moura observando as tatuagens do corpo do companheiro através da luz tênue do celular, suavizando o choque de transição entre os dois momentos. Enquanto isso, o diretor Karim Ainouz (diretor de O Céu de Suely e Viajo Porque Preciso, Volto Porque te Amo)  utiliza do mesmo período para esmiuçar o relacionamento muito próximo que Donato possuía com seu irmão Ayrton (interpretado na infância pelo novato  Savio Ygor Ramos), abordando os momentos de descontração entre os dois.

Adotando uma questionável divisão em capítulos – que interfere levemente no ritmo e fluidez da história -, Praia do Futuro chega em um momento importante e decisivo para Donato: o retorno de Konrad para a Alemanha. Uma paixão que floresceu a partir de um infortúnio agora enfrenta novos desafios: abandonar ou não a família em Fortaleza? Seguir ou não o novo amor de sua vida, rumo à Europa? A resposta para essas duas questões vem no segundo ato elencado pelo roteiro, uma co-autoria de Karim com Felipe Bragança (que também assina o roteiro de Heleno e do documentário Girimunho). Primeiro, com as imagens de uma Berlim gélida e segundo, pela expressão contida de satisfação de Donato ao caminhar pelas ruelas da capital alemã numa atividade extremamente banal, corriqueira.

O que mais chama atenção no relacionamento entre os dois e que se intensificou ainda mais com a ida do brasileiro à Alemanha é a cumplicidade existente entre Konrad e Donato, méritos totais da atuação de seus respectivos atores Clemens Schick e Wagner Moura. Algo que nem a diferença de idiomas ou de cidades foi capaz de prejudicar, muito menos as mudanças de temperamento ou as discussões inerentes a qualquer namoro, seja ele homossexual ou não. Essa qualidade permite que tanto um quanto o outro se expressem muito sem dizer nada. Uma simples expressão, uma única troca de olhares é capaz de substituir uma sentença gramatical inteira. E o filme explora isso com muita eficiência, basta observar a escolha de locais vazios e silenciosos em que os dois discutem (um dia chuvoso em um parque, um almoço na cozinha ou um telhado), só existem eles ali e nada mais ou como Wagner Moura demonstra uma saudade do calor brasileiro ao parar por poucos segundos diante de frios raios solares berlinenses ao deixar determinado prédio.

Vale a pena destacar também outra cena que marca a desnecessidade que uma palavra seja dita, quando Donato resolve não desembarcar do metrô que o levaria para o aeroporto e daí de volta para o Brasil. Konrad só percebe a decisão quando o companheiro permanece imóvel e calado no banco. Uma decisão que assinala sua permanência definitiva no país europeu.

Se até aqui nada disso estava planejado para Donato, Ayrton, no Brasil, já tinha algo bem claro em mente: reencontrar o seu irmão. Uma determinação que ele coloca em prática muitos anos depois. Com a cara e coragem, Ayrton – agora mais velho e vivido por Jesuíta Barbosa (de Tatuagem e Serra Pelada) – chega a Berlim a procura de Donato, sabendo o básico da língua alemã e carregando consigo todo o ressentimento causado pela ‘fuga’ do irmão velho anos atrás. A raiva demonstrada no reencontro deles e o conhecimento exato do ano, meses e dias que se passaram desde a morte da mãe deles são a prova disso.

Revisitando e relembrando traumas de infância do caçula, Donato realiza seu desejo de mostrar ao irmão uma praia na cidade onde a maré recua para que Ayrton possa, assim, ‘entrar’ no mar sem temer a água e contando com o auxílio (leia-se reaproximação) de Konrad para amenizar a relação entre os ditos Aquaman e Speedracer – codinomes de uma brincadeira fraterna -, nada mais são do que alternativas para que Donato consiga, enfim, sentir-se realizado em Berlim, recompensando os erros cometidos no passado. O futuro? Será incerto, tal qual a neblina da cena final que esconde o prolongamento da autoestrada numa curva qualquer.

NOTA: 4/5





ANÁLISE: Alemão

1 04 2014

Para que o governo do estado do Rio de Janeiro implementasse o seu programa de pacificação das comunidades carentes dos morros cariocas era preciso um levantamento detalhado da movimentação e da organização dos traficantes nesses locais. Daí a necessidade de policiais disfarçados nesses locais para obtenção de informações e assim instalar as famosas UPP’s, as Unidades de Polícia Pacificadora.

Alemão, longa de José Eduardo Belmonte (Se Nada mais der Certo e Billi Pig), concentra-se nesses policiais infiltrados a partir do momento em que fichas com seus nomes acabam caindo nas mãos dos traficantes que o reconhecem de imediato. Referindo-se ao bairro onde a história se passa, percebemos o quão abrangente o título se torna quando toda a ação ocorre praticamente num único e diminuto local do Morro do Alemão, uma pizzaria, justamente onde os cinco policiais à paisana encontram-se acuados sem poderem sair da comunidade devido ao pente-fino que os traficantes realizam nos becos e ruelas da favela.

Vividos por Caio Blat (de Xingu e na recente estreia de Entre Nós), Gabriel Braga Nunes (O Homem do Futuro e Anita e Garibaldi) , Milhem Cortaz (Tropa de Elite 1 e 2 e Assalto ao Banco Central), Otávio Muller (Reis e Ratos e Giovanni Improtta) e pelo novato Marcello Melo Júnior, os policiais infiltrados Samuel, Danilo, Branco, Doca e Carlinhos, respectivamente, são o que a narrativa tem de mais forte em tela. Não só pelo perigo iminente que correm de serem encontrados a qualquer momento pelos traficantes, mas também pela forte desconfiança que um tem do outro em relação à responsabilidade de estarem nessa situação, ou seja, que um deles tenha dedurado o verdadeiro papel deles ali. Obtêm-se assim duas formas eficientes de tensão.

O problema de Alemão ocorre quando o enfoque da história não está nesses cinco protagonistas. O maior deles atende pelo nome de Cauã Reymond (À Deriva e Estamos Juntos) que comanda o tráfico na comunidade com a alcunha de Playboy. O ator em momento algum oferece uma intensidade dramática ao seu personagem que parece muito mais um mauricinho de classe média do que um comandante marginal e impiedoso. Com um fraquíssimo vilão, todo o temor e apreensão que deveria vir do personagem se esvai e o longa acaba se perdendo na dualidade entre o bem e o mal, essencial para qualquer boa história. Se a intenção de Cauã era se desvencilhar da figura de ‘bom-moço’ – intenção que revelou em entrevistas sobre a sua escolha de personagens -, não obteve sucesso algum. A atuação dele torna-se ainda mais apagada quando o roteiro de Leonardo Levis (O Concurso) e Gabriel Martins trata de excluí-lo da tomada de decisão no momento crucial do filme.

O pequeno núcleo policial na delegacia envolvendo a participação de Antônio Fagundes (Deus é Brasileiro e Quando eu Era Vivo) como o delegado Valadares e pai do personagem de Caio Blat também pouco acrescenta à trama, além de ocupar minutos preciosos de projeção que seriam melhor aproveitáveis se fossem destinados aos policiais encurralados na favela. Vale destacar também a participação pavorosa e completamente descartável de um policial enviado à comunidade para obter informações de seus companheiros e é infantilmente capturado pelos traficantes.

Com louváveis acertos (como manter os protagonistas como sombras na maior parte do tempo no cenário, realçando o quanto estes não pertencem ao local em que se encontram), os atores principais propriamente ditos, mas também com muitos erros, Alemão oferece um bom momento de entretenimento mesmo optando por soluções simplistas (nesse caso a diarista Mariana – participação de Mariana Nunes de A Febre do Rato -, que serve apenas para alterar a direção da história em dois momentos) e parcamente elaboradas. Nada muito além do razoável.

NOTA: 3/5





RETROSPECTIVA 2011 – parte 1

18 12 2011

RETROSPECTIVA 2011

JANEIRO

A Rede Social: um dos destaques de 2011

O primeiro filme comentado em 2011 foi A Rede Social. O longa onde tomei conhecimento de Jesse Eisenberg, que pelo trabalho realizado nesse filme já está no grupo de atores/atrizes que merecem ter a carreira acompanhada de perto. Se ainda não assisti aos outros filmes dele, gostei bastante da dublagem de Blu na animação Rio. Quem também pintou na sessão de Análises do Universo E! foi Scott Pilgrim.

O ano de 2011 começou com um pequeno equívoco que já estou me precavendo para não cometê-lo novamente: a publicação da Retrospectiva 2010 em janeiro de 2011! Este ano (como você já está lendo agora), a Retrospectiva foi publicada no seu mês tradicional que é dezembro.

Felizmente, uma das minhas previsões (ainda) não se concretizou. Nas vésperas do lançamento para home vídeo de Tropa de Elite 2, o único formato disponível para compra era o blu-ray. Que bom que esse caso foi a exceção, pois não tivemos outros casos que o DVD tenha sido deixado de lado, priorizando apenas o lançamento do raio azul. Embora muita gente se vanglorie por aí com a qualidade superior de som e imagem (e realmente são superiores), não pretendo investir tão cedo nessa nova tecnologia. Não vejo problema nenhum em continuar consumindo boxes de séries e filmes em DVD.

Em janeiro o Universo E! só comeu bola. Depois de prever errado o blu-ray versus DVD, noticiamos um especial de Justin Bieber na febre televisiva da época, Glee. E fui prontamente desmentido pelo criador da atração, Ryan Murphy. Se bem que desde maio de 2010, já tínhamos um post falando sobre a distância que Glee queria manter (e mantem) de Bieber. Bem ou mal, a informação errada já tinha sido postada.

Neste mês os nerds fãs dos nerds de The Big Bang Theory só tiveram razões para comemorar: a sua série favorita foi renovada de uma só vez até a 7ª temporada, enquanto na época ainda era exibida os episódios finais da 4ª temporada. Uma decisão mais do que acertada, pois o decorrer do ano e a fatídica queda de Charlie Sheen de Two and Half Men colocariam TBBT como a principal atração do horário nobre da CBS, emissora responsável pela exibição dessas atrações nos EUA.

Evento tradicional do primeiro mês de cada ano é a entrega do Globo de Ouro que em 2011 premiou A Rede Social como melhor filme dramático, que também levou o de melhor direção por David Fincher o e melhor filme de comédia foi Minhas Mães e Meu Pai.

Na preparação para o Oscar 2011, foram soltas em janeiro, as chamadas para a transmissão envolvendo Anne Hathaway e James Franco. Pena que a diversão presente nesses ‘comerciais’ não tenham sido levadas para o show em Kodak Theatre.

 

FEVEREIRO

A emissora mais feliz do Brasil garantiu a felicidade desse blogueiro em fevereiro

Já chegou batendo recordes no Universo E! Logo no primeiro dia do mês passamos dos mais de 100 acessos em único dia com a informação da troca de canal do SBT na cidade de Campinas. A TVB Campinas passou a ser a afiliada da Rede Record na cidade, enquanto o canal do Silvio Santos passara a ser transmitido pelo canal 29 sem os programas locais.

Precedendo a grande festa do cinema mundial (não me canso de repetir essa frase SEMPRE!), os cinemas ou as distribuidoras mais precisamente, despejaram uma overdose de bons filmes nas telonas: Cisne Negro, Lixo Extraordinário, Minhas Mães e Meu Pai, O Vencedor, O Turista, O Discurso do Reiopção de filme era o que não faltava!

O Discurso do Rei seria, em 27 de fevereiro, o coroado com o Oscar de melhor filme. A transmissão foi acompanhada ao vivo pelo Universo E! que apresentava seus comentários não mais pelo post do blog, mas sim pelo seu perfil na rede social Twitter – modelo que passou a vigorar para qualquer cobertura nossa desde então.

Foi lançado aqui, simultaneamente com o blog Diário de Bordo do crítico Pablo Villaça do site Cinema em Cena, a campanha Por Mais Educação nos Cinemas. Digo simultaneamente, porque antes mesmo da publicação do manifesto pelo Pablo, já vinha escrevendo um esboço de um texto sobre o mesmo tema já há algum tempo devido aos contratempos que vinha tendo nas sessões em que estava presente.

MARÇO

A animação Rio caiu nas graças da audiência mundial

 

Foi o mês que Charlie Sheen foi demitido de Two and Half Men.

Foi o mês em que a fachada do Copacabana Palace serviu de tela para a projeção de Rio. A animação com a tutela de Carlos Saldanha (trilogia Era do Gelo) encantaria o mundo todo.

O Universo E! teve a primeira oportunidade de participar de uma cabine de imprensa ao ganhar um ingresso para conferir em primeira mão o show U2 3D pela Mobz Live.

A campanha Por Mais Educação nos Cinemas ganhou o seu segundo post. Nele, relatei as principais dificuldades que passei (e continuo passando) dentro das salas de cinema.

E The Walking Dead ainda pode ter uma participação (que ainda não ocorreu) de Stephen King. De acordo com a nota na época, King pode vir a escrever um episódio para a série do canal AMC. Atualmente no hiatus da 2ª temporada, a participação do escritor ainda pode ocorrer no terceiro ano do drama.

ABRIL

O mês de abril de 2011 foi negro! Não pelo fato do blog completar 2 anos e os números até a data de aniversário você pode conferir aqui, no post original.

Mas abril foi negro devido a interrupção de acesso a internet desse que vos fala. Nunca na minha vida, desde que virei internauta, passei tanto tempo sem ter uma conexão decente a internet em casa. Apartir de abril, as atualizações do Universo E! ficaram pendentes de uma boa lan-house, o que é difícil de achar.

Resultado: o post sobre os dois anos do Universo E! foi a única atualização de abril. Abril negro!!!

MAIO

Piratas do Caribe liderou as férias de meio de ano nos cinemas em 2011

Devido ao grande tempo em fiquei off-line, uma das maneiras que encontrei para não deixar o blog parado foi criar a sessão A Rede pelo Twitter. Uma forma fácil e rápida de construir um post off-line, utilizando basicamente a porca conexão de internet do celular. O tema de estreia teve como base o lançamento mundial de Piratas do Caribe 4: Navegando em Águas Misteriosas, abordando o famoso capitão de Johnny Depp, a antipatia dos fãs pela Penelope Cruz, etc e tal.

Nas telonas, conferimos Os Agentes do Destino. Ficamos sabendo que Rei Leão, quem diria, ganharia as salas de cinema novamente coma conversão da animação para a projeção 3D. E mudamos um pouquinho a nossa programação ao fazer uma observação sobre o momento que o mercado fonográfico vinha passando naquela época.

JUNHO

Três assuntos dominaram o mês de junho no Universo E!.

1)     Amanhecer – Parte 1 ganhou o seu primeiro trailer. Bom!

2)     Saiu a primeira imagem de O Hobbit dias depois dos dois filmes baseados na obra de J. R. R. Tolkien terem seus subtítulos e estreias definidos.

3)     Harry Potter. Encantando gerações desde 2001, o mais famoso bruxinho do cinema teria sua saga encerrada no mês seguinte e para celebrar essa ocasião, o Universo E! começou a preparar um especial revisitando todos os longas produzidos até então. O fenômeno do bruxinho ainda ganhou mais uma atualização devido ao rápido esgotamento dos ingressos para a pré-estreia de Relíquias da Morte – parte 2 em 15 de julho.

 

 





Universo E! – 2 Anos

7 04 2011

Dois anos!

Um dos motivos principais para a abertura desse cantinho na internet: a inauguração do Topázio Cinemas e sua programação alternativa. De lá que veio o primeiro filme da coluna Análise do Universo E! com Entre os Muros da Escola. É de lá também que veio o post  de mais acessos de nossa recente história: o longa alemão A Onda, que representa 1/5 de nossa audiência.

Foram dois anos, 731 dias,  268 posts, 7.141 acessos (que passaram da média de 5 para 20 visitas ao dia), Oscar’s, Emmy’s, Globo de Ouros, a primeira cabine do blog com U2 3D,  um vício crescente em séries, um vício ainda maior pelo cinema, muitos DVDs adquiridos (incluindo algumas preciosidades), a primeira registro da passagem de um ano oficial (Retrospectiva 2010)…

A audiência do Universo E! vem crescendo muito esse ano especialmente ao serviço de utilidade pública com a informação da mudança de sinal do SBT nas regiões de Campinas e Baixada Santista. Com esse assunto quebramos duas vezes o nosso pico de acessos em único dia: primeiro em fevereiro (passou de 40 para 92 visitas) e agora, no final de março, com 128 pageviews.

Mas nada disso tirou o sucesso de outubro/2010 com quase 700 visitas em único mês – o motivo, a análise de Tropa de Elite 2.

VAMOS AGORA AO TOP FIVE DE ACESSOS: título – (visualizações)

5) SBT mudará de canal. Agora em Santos! – (299)

4) ANÁLISE: Tropa de Elite 2 – O Inimigo agora é Outro – (337)

3) SBT mudou de canal em Campinas – (379)

2) ANÁLISE: Gilbert Grape – Aprendiz de Sonhador – (539)

1) ANÁLISE: A Onda – (1.346)

Esperamos que agora, com o início do terceiro ano on-line esses números multipliquem ainda mais e que sua presença, caro leitor, torne-se cada vez mais constante nesse pedacinho digital dedicado ao grandioso Universo que é o Entretenimento!

Parabéns Universo E! E obrigado a vocês que participaram das realizações desses 2 anos de blog. Até breve!





A aposentadoria do DVD

6 01 2011

Parece que o DVD está mesmo chegando ao fim. Isso em relação aos lançamentos.

A determinação dos discos blu-ray como sucessores no mercado de filmes, séries e shows já determinava a extinção, num futuro breve, dos formatos em DVD. E com a definição dos blu-rays, mais cedo ou mais tarde, o mercado simultâneo das duas mídias deixaria de existir. E essa data está cada vez mais próxima.

Com lançamento marcado para o próximo dia 10 de fevereiro no quesito home entertainment, o longa brasileiro Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro já se encontra em pré-venda nos principais sites de venda do país. Só que você pode até procurar, mas por enquanto, você encontra a continuação da história do Capitão Nascimento apenas em blu-ray.

Tropa 2 torna-se, portanto, o primeiro lançamento de um filme concentrado apenas na tecnologia do raio azul e com um preço similar aos do lançamento em DVD: R$29,90.





RETROSPECTIVA 2010 – parte 2

6 01 2011

O Universo E! traz agora a segunda e última parte de sua RETROSPECTIVA 2010, relembrando os momentos mais marcantes do ano que passou para a indústria do entretenimento em suas várias formas: música, filmes, artes, animação…

JULHO

Julho, mês de férias. O mês onde os 31 dias podem ser traduzidos em uma única palavra: diversão. Mas as distribuidoras brasileiras conseguem provocar ainda mais risos nos fãs que adquirem os boxes de suas séries favoritas. Como no caso retratado pelo post de 02 de julho: a série Fringe, de J. J. Abrams, com o único título em inglês. Óbvio. Mas essa certeza não se aplica na versão brasileira do seriado. Fringe recebe, na arte de capa da embalagem o subtítulo A Grande Conspiração. Já na abertura dos episódios em versão legendada, o título e subtítulo desaparecem para serem substituídos por, simplesmente, Fronteiras. Agora não sei mais de qual série sou fã: Fringe? Fringe – A Grande Conspiração? Fronteiras?!!!

Em julho chegou ao fim mais uma edição da Copa do Mundo onde a Espanha sagrou-se campeã. Além do fracasso da seleção brasileira (que pegou carona no voo de volta com a Argentina), a Copa de 2010 ficou marcada pelo som. E não apenas o das vuvuzelas. Teve K’naan cantando ‘The Waving Flag’; Skank cantando a versão brasileira utilizada na propaganda da Coca-Cola e Shakira cantarolando ‘Waka Waka’.

Taí. A grande responsável pela falta de atualizações do blog durante os meses de junho e julho foi o Mundial da África do Sul, emendando com o início de merecidas férias.

AGOSTO

Este mês começou com um resumo superficial de minhas férias: leituras, revendo séries e muito descanso. Agosto também marca a época em que o friozinho na barriga começa nos fanáticos por séries porque o mês seguinte traz grandes retornos e estréias no fall season da televisão americana.

Na primeira sexta-feira desse mês estreou nos cinemas o longa A Origem. Uma estréia que quebrou uma tradição da Sétima Arte: de reservar sempre os seus melhores filmes para época de final de ano, onde uma produção está mais visível para a corrida do Oscar. E não há mais o que falar, A Origem é, continua sendo e provavelmente será o melhor filme apresentado em 2010, como disse antes: “Agora dificilmente algum filme poderá retirar o título de melhor filme de 2010 de A Origem e das mãos de Christopher Nolan”. Espere e veremos!

Uma pausa para reflexão? Também tivemos nesse post!

Os brasileiros especialistas em séries deram seus palpites sobre as melhores séries em exibição, em um aquecimento para o Emmy 2010. Especialista ou não, se você assiste à muitas séries, demos uma dica de como se organizar utilizando o site o Orangotag. As exibições em 3D novamente dando o que falar: dessa vez ocorreu com as cópias de O Último Mestre do Ar, que fez muita gente economizar uma graninha e desistir de conferi-lo nos cinemas.

E informamos também no finalzinho do mês, um vídeo com a prévia do ainda não-fenômeno The Walking Dead.

SETEMBRO

No mês em que o Universo E! mudou para o visual atual, também foi reservado por grandes informações que você viu primeiro aqui. Fomos conferir a refilmagem do Karate Kid (e não é que gostei?). Revelamos o fim de ano azul que Avatar (e Fox, e James Cameron) teria em 2010… começaram, com um mês de antecedência, as vendas para a estréia de Tropa de Elite 2… o Ministério da Cultura inicou uma votação em seu site sobre a escolha do representante brasileiro na categoria de filme estrangeiro do Oscar 2011… Jim Parsons, Sheldon de The Big Bang Theory revelou a sua homossexualidade… Justin Bieber invadindo telonas e telinhas: trilha de Karate Kid, participação na temporada atual de CSI, e mais cinebiografia…

Ufa! Muita coisa aconteceu em setembro. Mas não acabou por aqui: finalmente comentamos sobre Antes que o Mundo Acabe. Sessenta (!) séries (re)estrearam em uma única semana de setembro! E o Google Street View chegou ás ruas das principais cidades brasileiras.

OUTUBRO

Consolidou o cinema brasileiro pra o ano de 2010 com a chegada triunfal de Tropa de Elite 2 aos cinemas. Com a ajuda do Capitão Nascimento, o Brasil ocupou mais da metade das salas de cinema com suas produções

Mas em meio á uma onda verde e amarela, conseguimos ver Resident Evil 4: Recomeço e noticiar o lançamento da segunda temporada de Fringe.

Para os fãs da saga do Um Anel pela Terra-Média, outubro foi um mês especial: primeiro a eliminação das pendências envolvendo MGM e Warner Bros que impediam o início das filmagens de O Hobbit. E segundo, a chegada ao mercado brasileiro da edição de luxo da trilogia O Senhor dos Anéis em suas versões estendidas.

Enquanto informações eram liberadas para o lançamento da edição de colecionador de Avatar, o CQC chegava na era 3.0, com o programa ganhando mais meia hora em sua duração com transmissão ao vivo pela internet.

Mas de especial nesse mês mesmo teve a estréia, no dia 31, da série The Walking Dead!!!

NOVEMBRO

Chegando ao fim o ano de 2010. E novembro traz consigo notícias e nem tão boas assim…

Era levantada a hipótese real (e até a publicação desse post, essa informação não está descartada) do cancelamento do seriado Fringe após o seu terceiro ano. E logo seguida, a Fox americana informava a mudança de horário da produção das quintas para as temidas sextas-feiras. E mais, se o fenômeno de The Walking Dead ganhava fãs ao redor do mundo com tão pouco tempo de vida, o canal Fox brasileiro tratava de afasta-los com a exibição de episódios dublados e retalhados por aqui.

A rede Cinemark realizava a 11ª edição do seu projeto Projeta Brasil Cinemark. O YouTube também programava uma edição do YouTube Live no Brasil, reunindo os grandes nomes da música sertaneja.

Também em novembro revivemos (ou para alguns, conferiram pela primeira vez) as habilidades fantásticas do piloto Ayrton nas corridas de Fórmula 1 no documentário Senna. E no despedimos de uma das mais importantes figuras do humor em Hollywood: Leslie Nielsen.

DEZEMBRO

No último mês do ano as novidades voltaram a ficar escassas por aqui. Teve o trailer do quarto Piratas do Caribe.

E enquanto essa RETROSPECTIVA estava constrangedoramente atrasada, publicamos uma produzida pelo Google, para 2010 não passar em branco por aqui.

– * – * – * –

Agora sim! Missão dada é missão cumprida! Realizamos aqui a primeira retrospectiva do Universo E! Podemos agora, finalmente, fincar os pés no ano de 2011 e que ele venha repleto de atrações especiais por aqui. Até lá!





Outubro vazio

2 11 2010

As novidades andam escassas por aqui. É, eu sei.

Outubro foi um mês muito fraco de estreias nos cinemas.

Se essa escassez por um lado é ruim para o espectador – mês passado só uma vez no cinema por exemplo, – por outro é muito bom para o cinema nacional. Tropa de Elite 2 reina absoluto nas bilheterias, desbancando estreias semana após semana, e ainda tem fôlego para muito mais, visto a quantidade de salas que ainda o exibem depois de trinta dias dominando as telonas.

Se a temporada de filmes está fraca procuramos distração no lazer dentro de casa: em DVD mês passado já vi Juno, O Dia Depois de Amanhã e Zodíaco. E no campo da literatura venho curtindo e me emocionando muito com a estória de A Cidade do Sol. Khaled Hosseini constrói uma trama muito envolvente ambientada no desértico Afeganistão, sob a difícil realidade de duas mulheres, Mariam e Laila, cujos destinos tratam de aproxima-las.

Mesmo ainda na metade, A Cidade do Sol, desperta em mim a ansiedade não só de conferir os próximos capítulos, mas também de mergulhar em outra obra do autor e mais conhecida também: O Caçador de Pipas. Embora tenha visto a história no cinema, o longa aumenta ainda mais as minhas expectativas quanto a obra.





Tropa de Elite 2 e a boa fase do cinema brasileiro

10 10 2010

A nossa produção nacional de filmes vem consolidando e amadurecendo sua base, cativando cada vez mais público, não só em quantidade, mas também em qualidade.

Prova disso são os resultados dos três primeiros dias de estreia da continuação de Tropa de Elite, de José Padilha, com o subtítulo O Inimigo Agora é Outro: possui o melhor fim de semana de estreia de produção brasileira desde o período da Retomada (início da década de 90); possui o maior público de ingressos vendidos na estreia em 2010 e ainda possui uma ótima ocupação média de sala de cinema num fim de semana de estreia.

Para esses dados temos: com a quinta posição no ranking de melhor estreia no ranking histórico brasileiro, superou em muito a melhor abertura de produções brasileiras de Chico Xavier (585) mil ingressos: forma vendidos 1,25 milhão de ingressos para Tropa de Elite 2 nos últimos três dias; esse ano passou dos 1,185 milhão de espectadores e também da 1.367 pessoas de ocupação média de Saga Crepúsculo: Eclipse, alcançando 1.800 pessoas de média por sala. Tais dados ainda podem impressionar mais, pois desconsideram ainda o resultado de domingo (dia 10) a noite e de alguns cinemas que consolidam suas vendas só na segunda-feira.

imageOutra evidência dessa boa fase do cinema do Brasil é que pela primeira vez, desde de 1990, que as produções nacionais ocupam mais da metade das salas exibidoras no país. Impulsionada pelas 683 salas ocupadas por Tropa de Elite 2, ainda há exibição de Nosso Lar, 5x Favela, Eu e meu Guarda Chuva, entre outros.

O cenário favorável à produção brasileira também ocorre na lista pessoal de filmes assistidos. Desde 2001, o máximo que assisti de filmes nacionais por ano foi de dois longas em 2004 (Cazuza – O Tempo não Para e Olga); nos anos de 2002 (Deus é Brasileiro), 2006 (Se Eu Fosse Você), 2007 (Primo Basílio) e 2009 (A Deriva) foi apenas um longa nacional. Em 2003, 2005 e 2008 o cinema brasileiro passou em branco para mim.

Mas já em 2010, o Brasil também bate recorde na minha lista. Só esse ano foram seis produções nacionais: Chico Xavier, As Melhores Coisas do Mundo, Uma Noite em 67, Nosso Lar, Antes que o Mundo Acabe e Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro. Uma porcentagem de 40% em relação aos 15 filmes assistidos até aqui.

COM INFORMAÇÕES DO UOL CINEMA




ANÁLISE: Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro

8 10 2010

EM CARTAZ 08/10/2010 Prólogo: Entrada de um hospital. Com os cabelos já um pouco grisalhos, capitão Nascimento sai do prédio hospitalar, aparentemente tranqüilo, em direção ao estacionamento. Alguns metros depois, já em seu veículo, o pior acontece: ele acaba de cair numa cilada! Cabe a Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro de nos explicar o porquê e como ele chegou até esse momento. O que faz com maestria!

Uma missão mal-sucedida (dependendo do ponto de vista de cada um) numa rebelião em Bangu 1 põem um fim na carreira do ilustre capitão. O massacre na primeira prisão de segurança máxima do país resultou na execução de um líder do tráfico que foi testemunhado por um professor de história e defensor dos direitos humanos, que escancarou o fato para toda a imprensa nacional.

A cabeça do capitão foi pedida e a exoneração dele veio. Mas por ironia do destino, o capitão Nascimento não se manteve afastado da segurança pública ao ser chamado, quatro anos depois, para assumir a sub-secretaria de segurança do estado do Rio de Janeiro.

Tanto nas ruas e nos morros, quanto engravatado, detrás de uma mesa, os princípios do capitão se manteram intactos. E aqui ele vê mais uma chance de aparelhar a Tropa de Elite da polícia militar carioca – que após a sua saída estava jogada às traças – e coloca-la novamente no seu objetivo: garantir a segurança da população e eliminar na raiz os males da violência: o tráfico e os traficantes.

Mesmo com a melhor das intenções, a partir daqui a situação começa a fugir do controle de Nascimento: sua ex-mulher está agora casada com o seu algoz, o professor de história, responsável pelo afastamento de Nascimento da corporação; a oposição de idéias entre os dois influi na relação direta do agora coronel com o seu filho; a estratégia de eliminar os traficantes dos morros não surtiu o efeito desejado, deixando espaço para o controle das milícias, o mau dentro do poder público. E essa bola de neve cresce ainda mais com a aproximação do processo eleitoral (!), quando a união entre milícia e política torna-se uma máquina corrupta de obtenção de votos.

Mas a coisa tende a piorar ainda mais para o personagem de Wagner Moura quando ele se vê como um fantoche dentro da secretaria, sendo usado pelo governo para dar um aspecto de eficiência à segurança pública e ser descartado logo a seguir quando essa jogada política obtem o resultado esperado: a (re)eleição dos envolvidos.

Numa escala crescente de ação, principalmente do meio para o fim, Tropa de Elite 2 se reinventou e conseguiu sob um novo cenário e uma nova (antiga, atual) realidade, colocar o seu principal herói numa envolvente e intrigante trama sem enfraquecer ou comprometer o seu principal trunfo, a brilhante atuação de Wagner Moura. E ainda conseguiu a proeza de melhorar toda a aura construída por José Padilha no primeiro filme com uma história atraente, ágil e desafiadora para o espectador, sem fugir da essência de Tropa de Elite.

NOTA: 5/5








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