A Terra-média real

6 01 2013

Com a estreia mundial em dezembro de O Hobbit: Uma Jornada Inesperada, de Peter Jackson, na Nova Zelândia, uma viagem ao país da Oceania tornou-se o desejo de muitos fãs ao redor do mundo. Afinal, quem não quer viver a experiência de pisar na Terra-média?

O Universo E! lista para você, caro leitor, os destinos mais procurados da Nova Zelândia devido aos sucessos da trilogia O Senhor dos Anéis e de O Hobbit.

Portal de entrada de Hobbiton em Matamata

Portal de entrada de Hobbiton em Matamata

HOBBITON – Perto de Matamata, uma cidadezinha pitoresca há duas horas e meia de Auckland (a maior cidade da Nova Zelândia e o portal de entrada para a Terra-média), os visitantes podem curtir uma visita monitorada à fazenda que serviu de set de filmagens para os filmes.

Escondida entre colinas espetacularmente verdes, a área preserva as locações do Dragão Verde, as mais de 30 tocas de hobbits, entre outras edificações, que serviram de pano de fundo para a construção do Condado, tanto na trilogia O Senhor dos Anéis, quanto em O Hobbit.

A região ainda oferece outras facilidades para os visitantes: cafeteria e um espaço apropriado para conferências também fazem parte da Terra-média neozelandesa.

A cidade de Queenstown ao entardecer!

A cidade de Queenstown ao entardecer!

QUEENSTOWN – Qualquer razão será boa o suficiente para visitar Queenstown, localizada na Ilha Sul da Nova Zelândia. Mas uma aventura sobre quatro rodas através da Terra-média é a melhor de todas.

Os turistas encontrarão aqui as mais lindas paisagens utilizadas na trilogia. Para ajudar, a Nomad Safaris oferece dois tours diferentes, feitas especialmente para os fãs.

O ponto alto do passeio são os guias. Como muitos foram figurantes na época das filmagens, eles tem uma alegria imensa em compartilhar tudo o que as estrelas do elenco faziam enquanto filmavam na região.

Escultura de Gollum dá as boas vindas para quem chega no aeroporto de Wellington

Escultura do Gollum dá as boas vindas para quem chega no aeroporto de Wellington

WELLINGTON – Todo mundo que chega a capital da Nova Zelândia, localizada no extremo sul da Ilha Norte do país, logo se apaixona pela diversão, comida e imersão ao mundo da moda que a cidade proporciona.

Conhecida por muitos como ‘Wellywood’ devido ao crescimento da indústria cinematográfica, impulsionada claro pela saga épica de J. R. R. Tolkien nos cinemas, os turistas podem desfrutar de um dia inteiro de passeio organizado pela Wellington Rover Tours, descobrindo os segredos dos filmes.

Falando em segredos, a Weta Workshop, empresa criada especialmente para a difícl tarefa de criar a Terra-média através dos efeitos especiais e que tornou-se referência mundial no assunto tendo ainda no portfólio filmes como Avatar e King Kong, instalou na cidade a Weta Cave, que revela os bastidores da empresa com vídeos com entrevistas de seu co-fundador Peter Jackson, entre outros funcionários, e um mini-museu com armas e adereços utilizados na trilogia do Um Anel.

CHRISTCHURCH CANTERBURRY – A região de Canterburry abrigou diversas locações da trilogia, assim como filmagens de O Hobbit: Uma Jornada Inesperada ocorreram próximas da Cook Mountain, na mesma área. A Cook Mountain possui ainda o pico mais alto da Nova Zelândia: o Aoraki, que numa tradução livre significa ‘o furador de nuvens’, que possui 3.754 metros.

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Lançamento com data de validade

22 04 2010

A partir de hoje estará disponível a venda do DVD e Blu-Ray de Avatar em todo o mundo. Um lançamento dos estúdios Fox com uma pura visão capitalista para fisgar os mais desavisados, já que o produto possui uma data de validade estabelecida. Por quê?

Pois bem. A edição lançada hoje em home video de Avatar é digna de uma produtora de fundo de quintal: uma versão que tem apenas o filme sem nenhum extra. Nenhum extra para um longa que, como o próprio marketing revelava na época da estreia nos cinemas, levou anos para ser desenvolvida devido a falta de tecnologia capaz de possibilitar sua realização. Um longa que possui a aura de ser a obra mais cara já produzida por Hollywood, bater grandes recordes de bilheteria, de consumir 100% da capacidade da Weta Workshop (produtora de efeitos especiais de Peter Jackson), ou seja, com tantas histórias e boatos em seus bastidores, tem muito material para compor e contar em seus extras.

Mas todo esse material não será desperdiçado obviamente. Mas na cobiça de aumentar ainda mais a renda que Avatar proporciona, a Fox lança hoje essa verdadeira aberração que a versão simples de DVD e Blu-ray do filme (desculpem-me a expressão, mas um pega-trouxa na verdade). Para a seguir, em novembro, aí sim realizar o lançamento completo de Avatar num produto com 4 discos, de acordo com informações de outros sites especializados, com várias horas de material extra.

Comprando a versão simples hoje, você que prima por bons produtos terá em casa um DVD ultrapassado daqui a 7 meses. Agora, por que não realizar um lançamento conjunto com todas as versões de uma só vez?

Aquele precipitado cairá nas armadilhas da 20th Century Fox e muito provavelmente se sentirá tentado a comprar novamente, daqui a sete meses, a versão completa de um produto comprado hoje. Toda essa enganação apenas por uns $ $ $ $ a mais.

Isso é a Fox (ouve-se o tema do estúdio ao fundo).





ANÁLISE: Avatar

18 12 2009

Sam Worthington vive Jake Sully, um fuzileiro paraplégico que acaba substituindo seu falecido irmão gêmeo numa missão de exploração em um planeta imaginário habitado pelos humanóides Na’vi: Pandora. O objetivo dessa missão é extrair uma substância altamente valiosa e cuja existência nesse planeta é abundante.

Para tal missão, os humanos criam um arrojado plano de exploração: desde uma base local, armamentos, naves até um organismo híbrido Na’vi/homem para que algumas pessoas possam controlá-los remotamente, através da consciência, para estudar o habitat local e se relacionar com Na’vi que possuem costumes e língua próprios – e diplomaticamente conseguir a extração do mineral desejado.

Jake Sully passa a integrar uma equipe composta principalmente pelos pesquisadores que ajudaram a criar o modo de exploração. Paraplégico, ele fica fascinado com o corpo híbrido que possui e acaba, de certo modo, desrespeitando os procedimentos iniciais dessa passagem.

A partir desse momento que Avatar começa com o seu espetáculo visual: Pandora, embora seja nociva para o homem, possui uma exuberância vegetal muito semelhante a Terra, mas muito mais rica, mas suas criaturas pelo contrário, não se parecem em nada com o que é encontrado em nosso planeta. E é com um incidente envolvendo tais criaturas, que o híbrido de Jake Sully se separa do grupo e acaba tendo que enfrentar os perigos noturnos do lugar. E assim, consegue se relacionar com uma nativa: Neytiri (Zoe Saldana).

Através da gradual conquista de confiança dos Na’vi, Jake passa a aprender o modo de vida dos nativos: a língua, o domínio de animais (e a forte ligação mútua que há entre criatura/Na’vi) e a forma especial, de devoção que estes possuem com a flora e fauna do lugar. Cada criatura representando a essência da natureza e cada morte precisa ser justificada. E tudo isso através de sequências e planos magníficos digitalmente concebidos pela Weta Workshop.

Toda essa passagem é muito bem abordada pelo longa: bem humorada retratando o contraste homem/Na’vi no modo de tratamento com as criaturas ao nosso redor – quando Jake, por exemplo, tenta dar um tapa quando uma dessas criaturas pousa em seu braço e é fortemente repreendido por Neytiri. E vemos como isso é natural para gente, pois se estiivéssemos no lugar dele, a nossa reação seria a mesma.

Com todo esse contato ao longo de três, cinco meses, vemos que o objetivo da missão encontra-se exatamente embaixo de um dos lugares mais sagrados para os Na’vi e o convívio leva a uma ligação muito maior com a comunidade Na’vi e o respeito deles pelo seu habitat, além da inevitável paixão que Jake passa a nutrir por Neytiri.

E então chegamos ao iminente combate desleal entre homens e os Na’vis, liderados pelos desertores: os primeiros contam com todo o poder de fogo característico do ser humano e os últimos, com suas criaturas aéreas e/ou terrestres e seu primitivo arco e flecha, mas sobretudo, apoiados pela natureza local. Mas vale destacar um dos (vários) pontos altos do filme que é o embate final entre Jake Sully e o seu, até então, general em uma sequência de ação extremamente empolgante. E se já não bastasse pelo tudo o que foi mostrado nos outros 170 minutos anteriores, concebe uma outra cena genial no ato final, no ritual de integração homem/Na’vi

Assim, Avatar consegue ser um dos melhores, senão o melhor filme do ano, porque não se contenta apenas em fascinar o espectador e se limitar a sua revolucionária riqueza digital, mas traz uma história contada diversas vezes por Hollywood de um modo inovador e renovador, onde a ação também nos prende à poltrona. Um verdadeiro marco no cinema.

COTAÇÃO: 5/5.





Nos Cinemas #2: Dezembro

29 11 2009

Como vão ser as estreias desse último mês de 2009? Universo E! antecipa as novidades da telona para você:

Na sexta-feira, 04 de dezembro, temos a estreia do thriller A Caixa com Cameron Diaz: o que você faria se lhe entregassem uma caixa com um único botão e que se você o apertasse te deixaria milionário, mas ao mesmo tempo tirasse a vida de alguém que você não conhece? Uma professora e seu marido, um engenheiro da NASA, formam um casal típico com um filho, moradores do subúrbio. Tudo muda quando um misterioso homem aparece com uma proposta tentadora: a tal caixa. Agora eles tem 24 horas para tomarem a fatídica escolha. E logo irão decobrir que certas escolhas estão fora de seu controle e vão muito além da fortuna.

No mesmo dia estreia a animação O Fantástico Senhor Raposo que conta com a dublagem em inglês de Owen Wilson, Bill Murray, Meryl Streep e George Clooney. Ainda dia 04, você não pode deixar de conferir mais um trabalho dos irmãos Coen (do fabuloso Onde os Fracos não Tem Vez e do detestável Queime Depois de Ler): a comédia Um Homem Sério. Além de diversas outras comedinhas requentadas, dia 04 nos reserva o tão bem comentado terror de Atividade Paranormal.

Na semana seguinte, dia 11, tem Confusões em Família com Andy Garcia. A Disney também volta a animação em 2D com a A Princesa e o Sapo, trazendo a primeira princesa negra dos contos de fada dos estúdios Disney.

Já na segunda metade de dezembro temos a estreia mais esperada e aguardada desse ano: Avatar no dia 18. Ficção científica repleta de efeitos especiais, que ocupou toda a estrutura da Weta Workshop (companhia criada por Peter Jackson para a criação das criaturas digitais da trilogia O Senhor dos Anéis). E quando o próprio Peter Jackson quis produzir Distrito 9, teve que procurar outra produtora de efeitos porque a Weta estava 100% envolvida no trabalho de Avatar. Só aqui temos uma ideia do que esperar desse trabalho de James Cameron.

Para competir com Avatar temos estreias de comédias fracas (salvo engano) de: A Mente que Mente e Encontro de Casais que provavelmente passarão despercebidas.

Na próxima sexta-feira já será Natal que, infelizmente, trará mais um (MAIS UM?!!) tele-filme de Xuxa em O Mistério da Feiurinha… Em seguida temos, quem sabe, o sucessor do canino Marley & Eu com Sempre ao Seu Lado com Richard Gere. Coseguirá ele atingir o mesmo nível de emoção e sucesso da história do pior cachorro do mundo?

Sexta-feira seguinte já será 1º de janeiro, um novo ano, o primeiro dia de 2010. Mais isso já é um assunto para outra coluna de Nos Cinemas. Até lá e bons filmes!

ATENÇÃO: PROGRAMAÇÃO SUJEITA A ALTERAÇÕES POR PARTE DAS PRODUTORAS E/OU DISTRIBUIDORAS. CONSULTE SEMPRE O CINEMA DE SUA PREFERÊNCIA







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Blog do Renato Nalini

Ex-Secretário de Estado da Educação e Ex-Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Atual Presidente e Imortal da Academia Paulista de Letras. Membro da Academia Brasileira de Educação. É o Reitor da UniRegistral. Palestrante e conferencista. Professor Universitário. Autor de dezenas de Livros: “Ética da Magistratura”, “A Rebelião da Toga”, “Ética Ambiental”, entre outros títulos.

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