Lorde ecoando nos cinemas

30 09 2014

Quem tem o (ótimo) hábito frequente de ir aos cinemas pode começar a notar uma constante ecoando pelo sistema de som das salas: a voz de Lorde.

A jovem cantora neozelandesa de apenas 17 anos emplacou uma música, ano passado, na trilha sonora de Jogos Vorazes – Em Chamas: a regravação de ‘Everybody Wants to Rule the World’, uma versão dark do clássico de 1985 do grupo Tears for Fears.

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Se a saga de Katniss em Jogos Vorazes faz bem à carreira de Lorde; Jogos Vorazes se beneficia e muito com o talento de Lorde, ao ponto da cantora ser a grande responsável pela curadoria do álbum de Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 com estreia marcada aqui no Brasil para o dia 20 de novembro.

O trabalho já rendeu resultado. Lorde divulgou essa semana a primeira música dessa coletânea: ‘Yellow Flicker Beat’, de sua autoria, que será a canção-tema do novo longa. A trilha sonora completa será disponibilizada dois dias antes da estreia por aqui, no dia 18/11.

Para comprovar o seu talento, Lorde ainda conseguiu emplacar o seu sucesso da trilha de Em Chamas no trailer do novo Drácula: A História Nunca Contada, que chega aos cinemas dia 16 de outubro. Essa menina tem ou não tem onipresença?

TRAILER – DRÁCULA: A HISTÓRIA NÃO CONTADA

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Rock in Rio 2013 – 1º dia

13 09 2013

Aproveite para curtir o Rock in Rio com o Universo E! Os shows da edição 2013 do maior evento de rock/pop do calendário serão comentados através de nosso perfil no Twitter (@universo_e). Contando sempre, é claro, com o bom e perfeito funcionamento da santa internet por aqui.

E nossas considerações gerais serão postadas ao longo desses sete dias de evento aqui mesmo no Universo E! no WordPress.

Por conflitos de horários não conseguimos acompanhar o início do Rock in Rio que começou em grande estilo. Uma justa homenagem a Cazuza com uma interpretação emocionante de Ney Matogrosso cantando “Codinome Beija-Flor”. Já o sucesso “Pro Dia Nascer Feliz” foi cantado em coro pelos convidados do tributo: o próprio Ney, Rogério Flausino (vocalista do Jota Quest), Frejat, Maria Gadú, entre outros.

Em seguida, que dominou o Palco Mundo, o principal do festival, foi Ivete Sangalo que tirou a galera do chão com seus maiores sucessos! A musa se emocionou bastante ao cantar “Love of my Life” do Queen. Mas isso foi só o início: pois ainda vem por aí David Guetta e Beyoncè para encerrar a noite!

David Guetta também empolgou o público com seus sucessos que embalam as pistas das casas noturnas do mundo inteiro. Mas limitado por suas pick-ups, o show em si não apresentou nada diferente. Mas o grande destaque desse 1º dia ficou reservado para o último show: Beyonce subiu um palco e reservou aos seus fãs e ao público presente na Cidade do Rock um verdadeiro show, muito bem coreografado e ensaiado, se apoiando na versatilidade da cantora e suas inúmeras trocas de figurino, sempre intercalado com os vídeos apresentados no telão do palco.

Entre todas as atrações, Beyonce definitivamente parece ter feito parte de um festival a parte, embalados pelos sucessos “Who Run the World”, “Single Ladies”, “Irreplaceable” e “Halo”. Essa última canção, aliás, veio acompanhada de um medley com “I Will Always Love You”, imortalizada por Whitney Houston e levou Beyonce de cima do palco para o meio da multidão. Sem a menor sombra de dúvidas, o melhor show da noite!

 





Duas canções inéditas do Chorão

11 03 2013

Esses lançamentos póstumos de canções do Chorão que fariam parte do novo álbum do Charlie Brown Jr desperta um misto de sentimentos. Uma alegria imensa por ter trabalhos inéditos dessa mente brilhante que foi a de Chorão; e uma tristeza profunda porque essa mesma mente brilhante não poderá criar essas lindas poesias.

E se essa morte precoce e essas músicas já não são tristes o suficiente devido “as circunstâncias e as coisas”, a dor no coração aumenta ainda mais ao notarmos a repetição da seguinte passagem nas duas canções:

“Se quem eu amo tem amor por mim

Eu sei que ainda estamos (muito) longe do fim”

Seria muito bom mesmo se não tivéssemos chegado ao fim…

MEU NOVO MUNDO

UM DIA A GENTE SE ENCONTRA





Somos tão Jovens – trailer

9 03 2013

Chegou a vez de um dos maiores músicos e compositores da música brasileira ganhar a sua cinebiografia: Renato Russo!

Antônio Carlos da Fontoura é o nome por trás de Somos tão Jovens com estreia prevista para 03 de maio. Segundo as palavras do próprio diretor, Somos tão Jovens conta “como Renato Manfredini Junior inventou Renato Russo e sua Legião Urbana”.

Confira abaixo o trailer:





The Walking Dead retorna com tudo nos EUA

12 02 2013

A noite do último domingo, nos EUA, foi de The Walking Dead. De novo! Mais uma vez!

Retornando da sua pausa de pouco mais de dois meses, o 9º episódio da terceira temporada de The Walking Dead retomou o drama de zumbis da rede AMC. E que retorno! Foram 12 milhões e 300 mil espectadores assistindo ao novo episódio. Um feito ainda mais inacreditável se levarmos em conta que a série tinha como concorrente o show de entrega dos Grammy‘s, o prêmio mais importante da música mundial. Um ibope sem precedentes na história da TV fechada americana!

walkers voltaram

Eles voltaram!

Para termos uma noção do apelo ao público que os zumbis da AMC tem, tanto Once Upon a Time (ABC) quanto Family Guy (FOX) perderam muito de suas audiências tradicionais durante o confronto com a premiação musical.

Falando em música, a última semana de apresentação do American Idol (o reality show de grande repercussão nos EUA) alcançou em suas exibições de quarta e quinta-feiras, 14,3 e 13,3 milhões de espectadores respectivamente, mas ficaram abaixo em 1,5 ponto (na quarta) e 2 pontos (na quinta) na participação em audiência da faixa etária mais valorizada pelos anunciantes (os adultos entre 18 e 49 anos) em relação a The Walking Dead que conseguiu 6,1 pontos nesse mesmo grupo.

Acrescentando a audiência das pessoas que gravam para assistir o episódio mais tarde, os walkers chegam a extraordinários 16 milhões de espectadores! Não é a toa, quebrando recordes atrás de recordes, que The Walking Dead já tem garantida a produção de sua 4ª temporada.

 





Combinação livro x música – um exercício (parte 2)

2 11 2012

Cumprindo o prometido, volto a comentar com vocês o excelente exercício que encontrei de associar uma canção à um livro.

Na primeira vez (clique aqui se você ainda não leu a primeira parte), falei como ‘Sunshine on my shoulders’ encaixou-se perfeitamente em minha leitura de A Cidade do Sol. Dessa vez, a tarefa foi encontrar uma música que combinasse com a narrativa de A Menina que Roubava Livros, o que não foi uma decisão fácil.

O interessante nessa atividade é fazer a combinação livro x música as cegas, uma vez que não se tem nenhum contato anterior a obra literária. Assim, a escolha baseia-se na grande parte das vezes na própria sinopse do livro e com a música (título e/ou letra) tenha algo que remeta ao nome e/ou temática do livro.

Na trama de Markus Zusak não tinha muito detalhe que pudesse me ajudar. Fugindo de possíveis spoilers que resumos espalhados pela internet, só havia essa forte afirmação na contra-capa para me direcionar: “Quando a Morte conta uma história, você deve parar para ler”.

Foi assim que passei a buscar algo relacionado ao tom sombrio que o livro eventualmente assumiria e não fosse óbvio com death logo de cara. A minha escolha (da qual tive imenso orgulho conforme a leitura transcorria) foi ‘Shadow of the day’ do Linkin Park, mas na batida tranquila e acústica dos meninos de Boyce Avenue. E se tornou muito bem apropriada para as idas e vindas de Liesel Meminger. Principalmente na parte “In cards and flowers on your window /// your friends all plead for you to stay” relembra a movimentada Rua Himmel e as interações de Liesel com seus colegas, incluindo aí a sua paixão juvenil Rudy Steiner.

Mesmo com as passagens bem-humoradas, já sabemos de antemão que a história irá adotar e abordar passagens trágicas. Não se pode esperar algo diferente de um relato contado pela própria Morte “em pessoa”.

Reforço, mais uma vez, de como é gratificante o processo de busca e de relacionar uma música à uma leitura. Um estudo que inevitavelmente trará ao seu conhecimento novos cantores e tornará o ato de leitura ainda mais prazeroso!

P.S.: E já há um livro e uma música para um terceiro post!





ANÁLISE: My Way – O Mito além da Música

27 08 2012

Essa análise é parte integrante da cobertura do Universo E! do Festival Varilux de Cinema Francês 2012

 

 

As instabilidades políticas e sociais expulsam a família François do Egito. Assim que Claude François sai das margens do canal de Suez e entra em contato com a cultura européia com o estabelecimento de seus pais em Mônaco.

De uma autoridade ímpar e extremo conservadorismo, o pai de Claude, Aimé, não aceita de forma alguma que o filho se enverede por esses caminhos. O inconformismo chega ao ponto de Claude ser expulso de casa apenas pelo fato de ter aceitado ser baterista de uma banda. Aimé nem imaginava até que ponto seu filho chegaria ou que viria a ser e representar para a cultura francesa.

Assim, representando significativamente bem todas as fases da carreira e da vida do cantor, o documentário My Way – O Mito além da Música se desenrola. Uma bela montagem que ao longo de suas quase duas horas e meia não se atropela, dando o devido espaço e a devida atenção a cada passagem da vida do Claude François. Essa eficácia é comprovada pela sensação do espectador em nenhum momento se sentir confuso ou perdido durante a projeção, enquanto a maquiagem cumpre o seu papel de representar as passagens da vida do cantor sem chamar a atenção em nenhum momento para si.

Tudo está lá! O otimismo de Claude estampado na excelente performance do ator Jérémie Renier diante de cada ‘não’ (e foram vários) recebido no início da carreira; a impaciência excessiva  com familiares e subalternos quando algo não saía como o planejado por ele; a inveja quando uma de suas (e aqui também foram várias) pretendentes alcançam um relativo e torna-se também um destaque na mídia e o quanto a fama e a popularidade alimentavam o seu ego, caracterizado pelo onipresente assédio das fãs.

Podemos citar que uma das razões que o manteve tanto tempo em evidência durante a década de 70 na imprensa francesa foi o fato de Claude François sempre pensar um passo a frente da sua carreira, aceitando assim o sábio conselho de seu empresário. Influenciado pelo cenário musical inglês (almejando atingir o mercado fonográfico americano), adaptando os sucessos encontrados por lá ao seu país. Ele não se permitia sair da parada de sucessos e a fama, da qual tanto necessitava, acabaria facilmente se ele assim não agisse. Com essa forma de trabalhar que Claude François tinha cacife o suficiente para inovar e ousar na França, apostando na música disco ou inserindo a participação de negros em seus shows, clipes e em suas aparições na TV.

Assim é impossível não se comover e não se emocionar nos momentos de glória de François, como aquele em que se apresenta no Albert Royal Hall, representando o ápice de sua carreira; com a sinceridade de sua expressão quando falava de Frank Sinatra, seu maior ídolo, que eternizou sua canção com a versão inglesa que dá título ao documentário. Essa sem dúvida foi a sua maior conquista! Sua simpatia até nos faz relevar as suas excentricidades à la Michael Jackson – de esconder a existência do filho mais novo para manter intacta a sua aura de conquistador de mulheres.

Conquistando-nos do início ao fim, compartilharmos a dor e o desespero da doméstica quando esta recebe a notícia da morte do cantor. Uma morte estúpida e banal que causa ainda mais consternação. Por quê? Mesmo que não se vislumbrassem um futuro melhor com as dívidas adquiridas pelos maus investimentos que realizava, Claude François não podia partir daquela forma. Ele deveria e poderia render mais alguns hits. E seus fãs, claro, adorariam!

NOTA: 5/5





Vazio criativo

18 07 2012

Acho que todo mundo que possui um blog e gosta de compartilhar suas ideias pelas ondas da web sofre algumas vezes desse tal ‘vazio criativo’. Período onde nenhum bom post aparece e o seu site fica às moscas. Mais uma vez, o Universo E! passa por esse período.

Isso porque já faz um longo tempo (três semanas mais precisamente) sem entrar numa sala de cinema. Abstinência curada essa semana após conferir O Espetacular Homem-Aranha, que ganhará em breve sua análise aqui. Um bom sinal, mais um post a vista.

Em seguida, temos a imensa ansiedade referente a uma estreia de Christopher Nolan nos cinemas e a concretização de sua trilogia do Batman, cuja ingresso para conferir esse espetáculo na sala IMAX em São Paulo já está garantido. E mais vez, isso exige uma (re)visita aos filmes anteriores: o Batman Begins que ainda não vi, mas já está aqui locado; e rever O Cavaleiro das Trevas. Aí é só assistir o que provavelmente será o final épico do homem-morcego.

Mas, enquanto essas atualizações não surgem por aqui, recorro à uma das soluções que encontrei para retirar o Universo E! do marasmo: a música.

* * *

1) Indico a seguir o clipe de uma jovem cantora, que se você a essa altura do campeonato ainda não conhece, vai conhecer e ainda ouvi-la muito pela frente. A canadense Carly Rae Jepsen, cujo sucesso repentino explodiu com o hit ‘Call me Maybe’. O clipe a seguir é divertidíssimo e toda vez que ouço a canção não consigo segurar o riso:

Carly Rae Jepsen, Call Me Maybe

2) Se você é baladeiro, o que por incrível que pareça, tornou-se um dos meus últimos ofícios nos últimos trinta dias, provavelmente já dançou ao ritmo dessa música. Se isso ainda não ocorreu, então precisa urgentemente trocar de casa noturna. Fica a dica:

Rihanna, Where Have You Been

3) E por último, indico também mais um recente sucesso nas rádios hoje. E parece que a moda agora é a criação de boyband, provavelmente passageira até que os egos inflados dos componentes impeçam a união. E tento sair do lugar-comum aqui, indicando uma música que faz parte da trilha sonora da animação A Era do Gelo 4 que ainda não vi.

The Wanted, Chasing the Sun

Aqui, um clipe alternativo da banda, sem a temática do filme – http://youtu.be/RFS5N_yAGTo





Novo vício no Facebook a vista!

16 06 2012

Já não bastava o vício inerente a toda rede social e que com o Facebook isso atinge um nível extraordinário, em meios a tantos ‘curtir’, ‘compartilhar’ e ‘cutucar’, há agora um novo aplicativo, um novo jogo, que vem ganhando muita popularidade nos últimos dias.

O Song Pop permite que você jogue turnos temáticos de músicas com seus colegas e amigos do Facebook ou de outras redes sociais, e ainda permite, se for um forever alone virtual, jogar partidas com usuários aleatoriamente. A partir daí você tem que acertar a música ou o artista/banda que cada turno temático – varia de love songs, reggae, hit’s atuais, hit’s das décadas de 80, 90… e por aí vai. Além de ganhar pontos de experiência em cada tema (além de desbloquear novas listas), ganha o jogo aquele que atingir o maior número de acertos e o que fizer isso o mais rápido possível.

Assim, você é convidado para um novo turno, enquanto recebe convites de outros concorrentes e amigos, alimentando a engrenagem da empolgação e aumentando o seu vício e o seu ócio…

Bem-vindo ao Song Pop!





The Beatles sem The Beatles

16 06 2012

♪ ► ♫  Hey Jude, don’t make it bad ♪ ► ♫

♪ ► ♫ Take a sad song and make it better ♪ ► ♫

♪ ► ♫ Remember, to let her into your heart ♪ ► ♫

♪ ► ♫ Then you can start, to make it better ♪ ► ♫

Sei que o que vou confessar agora pode fazer com que algumas muitas pessoas xinguem até a minha 5ª geração de antepassados, mas vou revelar assim mesmo.

Eu tenho um grave problemas com The Beatles cantando seus maiores clássicos, clássicos esses que me soam muito melhor na voz de outros artistas e de outros intérpretes. Por exemplo, assisti na última semana o filme Across the Universe que conta a história de uma rapaz inglês de Liverpool, durante a década de 70, tentando a sorte na vida entrando clandestinamente nos EUA. De pano de fundo temos a sua busca pessoal pelo pai americano que abandonou sua mãe e a guerra do Vietnã. A superficialidade com que esses temas são tratados ao longo da narrativa são insignificantes a partir das boas versões de The Beatles nas vozes de Jim Sturgess, Evan Rachel Wood e Joe Anderson.

O mesmo ocorre em alguns episódios que acompanhei nas temporadas de American Idol, nas vezes que os candidatos do reality show interpretavam as canções beatlesnianas.

Em todas essas ocasiões sempre vinha para a internet buscar pela versão original e essa experiência, em quase a sua totalidade (uns 99,99999%) tornaram-se aborrecidas. “Nossa, a versão é muito melhor”, eu pens(o)ava.

Não consigo passar de um minuto ouvindo The Beatles cantando suas próprias canções, enquanto estas conseguem facilmente ficar no looping do player do meu celular em suas novas versões. Conclui-se que sou muito mais fã das músicas dos Beatles do que do grupo propriamente dito.








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Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

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